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segunda-feira, 14 de março de 2005

Ensaios (02)

Ensaio: Casamento

A
Não nos contaram nada de nada.

B
Todos nós somos estranhos no início de uma relação. Sabemos que no início de um casamento ainda nada sabemos.

C
É precisa uma vida, para conhecermos o outro. É o encanto do casamento.Todos os dias descobrimos mais uma razão que nos levou a escolher aquela que amamos.

D
O casamento é um jogo. Só aceita quem não abdicar das regras. As regras existem.

E
O casamento é o caminho da relação de fé.

F
O primeiro encontro após outra relação, já não é o encontro de alguém que projecta as características do amor eterno.

AA
Tempo… É algo que já ninguém dedica a si próprio.Um amor verdadeiro tem que resistir ao tempo. Tem força para esperar, porque não teme o tempo. Sabe apenas que ama e que continuará a amar para sempre.

BB
Tu roubas-me o sentido, viciei-me nesse roubo, talvez seja ainda um vício do sentido, o supremo, o amor.
(.. Mar'05)

O meu dia 11 de Março,

foi de glória, sentindo a dor de outros.

(escritos, sem nexo)

Tive que fazer o impossível para me ligar ao que é meu. Assim pensei, assim fiz.
Virtualmente este é o meu espaço. Virtualmente é aqui que desabafo meus sonhos, meus erros, minhas mágoas, minhas ansiedades, meus medos meus “tudos” e meus nadas.

É aqui que descrevo para mim as minhas raivas. Os meus segredos não os mais “meus” mas os que a coragem me deixa explanar.

Hoje não me apetece escrever sobre o sonho, nem descrever o que sinto, nem escrever o melhor dos melhores dias que me ofereceram desde que a terra me fez alguém.

Registo o dia 11 de Março de 2005, 6ª Feira um dia ameno e cheio de simbologias de dor para meio mundo mas, que nem que fosse um dia igual aos outros. Este será diferente. Fez a diferença e mostrou-me que afinal existe amor no meu sonho. Falo de amor de amar. Falo de paixão difícil, melhor impossível.

Começo a pensar que ao existir dificuldades ou impossibilidades de realizar seja esse amor ou a concretização do mesmo em mais tempo, melhor tempo divido, as clivagens são doentias no ser, que ama as coisas mais simples. A dificuldade é doentia. Amar em abstracto é mais fácil do que amar no concreto. Verifico que me comes e a minha dedicação cresce na proporção inversa de tudo o que acredito. Poê-me diante de ti, em vez de me ofereceres a alma! Eu vi-te por dentro e olhei tudo como um céu. Consegui ver as tuas estrelas...

Hoje apetece-me complicar o que sinto que é fácil. A glória de amar dificuldades é a glória dos doentes do coração. Sou e sinto que morro de tanto amor que me toca e aquele que ofereço de coração.

Não posso apaixonar-me por mais ninguém. Não posso apaixonar-me porque estou ligado a um amor impossível que não quero abdicar. Hoje só queria ver de que material era feito o teu amor por mim. Como aquela esponja que se transforma em borboleta... Eu sei o teu sentimento por mim, eu vi eu senti.

Outra existe que respeito e que tenho grande estima mas… não posso dizer-lhe nada, nem no ouvido, a idade é entrave em mim, quiçá mesmo a essa linda menina que não lhe quero mal algum. Uma paixão inocente - incapaz de acabar. Amo essa amizade com devoção de segurança. A amizade resolvia a efémera arbitrariedade do meu amor por ela. Miúda tonta, menina. Como se o prazer que eu sentia ao olha-la na sua pouca idade, podesse explicar minha dor. Sorrio e me fico. Quero e tentei ajuda-la a encontrar o caminho. Tentei… pouco? Nada disso muito e até da mentira eu me servi. Mas dessa eu não falarei mais… Quero ficar com ela no lugar que deve estar. No cimo do meu coração e não no meu interior. Terei saudades de ti ou da onocência que eu tinha quando te conheci?

A ela eu devo fidelidade na amizade e assim serei até que seja feliz.

Mas esta que não abdico, esta mata-me e eu deixo-me morrer e chorando eu amo.

De momento quero ficar assim, com um sorriso e bem-estar para mim e para a minha “abdico”.

(.. 11Mar'05)