quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
Um FANTÁSTICO Natal.
sábado, 17 de dezembro de 2005
A “trenga” do momento e a esta hora.
Saber é a parte fácil.
Dizê-lo em voz alta é que é difícil.
A luz do dia encontrou-me,
aqui e novamente
Podes perguntar o que quiseres, excepto onde estive.
Devias saber a razão porque chamei por ti,
estava à procura de um lugar macio para cair.
Há procura de um lugar macio,
nada mais do que uma amostra
de um amor que terminou
há muito tempo atrás…
Há procura de um lugar, para me esconder.
Uma cama quente numa noite fria.
Não tenciono magoar,
não, não, não…
O olhar pela janela de madrugada, dói.
Querida, quando acordares,
já cá não estarei.
Afinal de contas, foste tu que me ensinaste,
como encontrar um lugar macio,
para cair.
Posso lutar contra a situação, uma qualquer, mesmo não querendo, ou simplesmente simples, aceita-la.
(.. 17Dez'05)
sábado, 10 de dezembro de 2005
Hoje, não é fácil conseguir uma viagem.
(Heraclito)
Vou voltar a silenciar-me, apetece-me viajar. É como me sinto hoje e ultimamente. A meio caminho entre o mar e a terra. Entre o sublime e o absurdo. Um labirinto onde entro e saio sem conseguir definir um rumo concreto. Estou só à espera de uma vaga no meu pensamento para voltar a gritar e porque não viajar. Nesta altura do ano não é fácil arranjar um cantinho para pensar nos outros. Quero continuar a pensar só em mim e só em mim porque não estou bem e não estou a conseguir saber dizer que não estou bem ali. Nesta altura do ano, também não é fácil de conseguir uma viagem.
Ando sem paciência para escrevinhar qualquer palavra. Poderia ser mais verdadeiro e dizer que quando escrevo tudo é claro para mim menos para quem me lê. Posso sentir que os que não me entendem são aqueles que por qualquer razão, acham que as palavras escrevinhadas são momentos mal sonhados com alguém.
Os meus amigos sabem que vivo de emoções. É fácil de viver da razão. Viver o que se sente nunca é fácil. A beleza de lá e a carência de cá faz-nos tropeçar arduamente em coisas que, de lá não querem, e eu de cá quero.
A não-aceitação de pequenas expectativas como poderiam ser grandes, não importa o peso da mesma, não é definido por ninguém, simplesmente é sentido ou não sentido.
Quando quero seguir algum rigor da razão, pressinto o perigo. É neste estado que faço as minhas juras de amor para toda a vida, mas que não as encontro nos meus sentires.
Parecendo o contrário, sou uma pessoa complicada. Hoje cada vez mais noto a crítica que paira no meu carácter. Sou de convicções fortes. Fortes de mais para o gosto de gentes que se cruzam nos meus caminhos. Não parecendo, sou. Não o sendo, pareço.
É no amor que sinto o meu melhor caminho, a minha melhor expressão de viver. Sentir-me um menino é a minha melhor condição do meu bom senso. Se me obrigam a ser um menino “atinado” não o sei ser, logo, morro, não suporto as amarras, sofro de claustrofobia, gosto de dançar numa rua qualquer como se um abraço fosse.
Quem me conhece sabe que sou um aventureiro nato, condição do menino que vive em mim. Não me façam ser o homem que querem que eu seja, pois eu ainda não vivi para morrer ali.
Esquecerei os votos, as lágrimas, os elogios…
Pois num coração duro de razões, não produzem calor.
Quem já amou, que não tenha amado à primeira vista?
Lembro-me de muitas gentes que me abraçaram com as suas razões. Depois, os tempos passaram… e os sentimentos foram crescendo, refinaram-se e então, o amor sente-se.
Passava eu às razões, e tudo morre… os caminhos dos sentimentos, trocaram-se.
Na vida, nesta terrena, ou se inicia tudo com amor ou nunca nada resulta. Ou se desfaz agora ou amanhã, porque prolongar desejos que não vão passar disso mesmo?
O desejo é sempre historiado, recordado pelos momentos, mas o que eu mais recordo é, quem por qualquer razão lutou, que sejam só vinte e quatro horas, pelo seu amor que seria para toda a vida.
“Relacionamentos” de razões é como premeditar a matéria.
Agora tenho dias sem problemas. Mas não hoje. Há um cansaço específico. Uma noite anterior mal dormida. Ou não dormida. O corpo pesado (vou mas é deitar-me).
Só que os meus pensamentos reclamam mimo, abraços, amor. Também querem tagarela, reflexão, divertimento (que aborrecidos, que inoportunos). Logo hoje que estou tão cansado). Os meus pensamentos não me largam. Pedem, reclamam, exigem! Atenção (quem me dera a mim agora ficar naquele estado triste em que ficamos quando nos despedimos, tão cedo). O quê? Que queres dizer com isto? Não entendo estes meus pensamentos, hoje.
(.. 10Dez'05)
sábado, 3 de dezembro de 2005
De alguém.
Nao conheço o teu corpo
Mas sinto
Mesmo que estejas longe
Nao me olhei ainda
Na luz dos teus olhos
E nem provei
O gosto da tua boca
Mas eu te quero
Mesmo sabendo
Que nunca te terei
Nao experimentei o teu toque
E nem sequer te acariciei
Mas sinto o teu perfume no ar
Sucumbi á tua seduçao
Mesmo sabendo
Que nunca te encontrarei...
Gostava que encaixasses este texto na tua página pessoal. Podes?
domingo, 20 de novembro de 2005
Escrevo nomes de A a Z.
Uns gostam, outros não gostam. Lembro-me do tempo que também não se gostava do que eu publicava e soluções foram encontradas.
Este espaço é meu, como tal e por direito do que me oferecem, escrevo o que sinto e penso, sem omitir as minhas contradições, realidades, sonhos, desilusões, caprichos, destino, expectativas, sentimentos, frustrações, desabafos, etc etc e blá blá bla.
O meu e-mail é registado, não sou um indivíduo anónimo. As opiniões, todos temos mas, neste espaço a minha prevalece.
É o meu diário, quer gostem, ou não. Eu leio-o sempre que quero recordar algo, não o leio para ficar zangado.
Desde que iniciei este espaço já tive de tudo. Como agora tive mais uma chamada de atenção por determinado texto não ter sido bem interpretado ou percebido. Advogo-me (o meu mau feitio...) a escrever mais e mais, sobre o que sinto (qd me fazem mal sem razão aparente, diria no silêncio), o que vejo e o penso.
Desde o início que chamo os bois pelos seus nomes, porque o que escrevo é verdade (é o meu grito de glória, como de revolta com as minhas emoções) e quando escrevo penso nas pessoas que me abraçam e nas que por qualquer motivo não me abraçam ou deixaram de olhar-me.
Não posso evitar em consciência de escrever do modo que sei. Não tenho outro jeito.
No tempo (qd releio), nunca saberia se pensava no Armando, no Jorge, no Fernando, etc etc etc… Outras vezes, encontro códigos para os meus textos, esses são meus. Ninguém tem o direito, de dizer que é o seu nome.
A Cristina, a Manuela, a Élia etc etc etc teriam razões de sobra para me trucidarem, mas nunca o fizeram. Nunca maltratei ninguém e sempre fui e sou FIEL, a todos os meus amigos, logo, às suas vidas privadas.
Não escreverei notas, dizendo que os nomes são fictícios porque eles são o que são e valem o que valem. São meus, e quando necessitar de criar algum nome, criarei dificilmente e como pedreiro de profissão que sou, nem muito jeito tenho, mas continuo a tentar.
A única coisa que prometo e porque sou assim mesmo, é que neste meu espaço, não contarei as histórias da vida de ninguém, simplesmente simples... Só as minhas, e porque não os meus sentimentos de momento por mais profundos que sejam? E são tantos como o apetite de viver.
Quem não quiser não lê. Quem não quiser, que não compreenda. Escrevo para mim.
Estou a ficar melhor.
(.. 20Nov'05)
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
O último dia do início da minha vida.
Lembrei-me do dia em que resolvi sair da “boa vida” e da “boa companhia” que vivia bons tempos atrás.Já passaram mais que suficientes tempos, que ainda há pouco pensava que era menos do que me atrevi a pensar. O tempo passa e quando a sorte nos vêem nem damos conta, se algo corre mal então esse mesmo tempo atreve-se a mostrar a sua lentidão. Como eu digo e hoje mais do que nunca: o tempo não passa, tropeça.
Quero lembrar-me: Ano 1999
“Cheguei a casa, naquele dia como tantos outros dias que podia ser um qualquer.Dificilmente chegava tarde a casa mas nos últimos tempos o meu regresso era um tremendo suplício.Cheguei. Arrumei a casa, como sempre o fiz. Limpei a casa, como sempre o fiz. Arrumei as duas casas de banho, como sempre o fiz. Arrumei os quartos, como sempre o fiz. Preparei os preparados para o jantar, como sempre o fiz. Tomei banho, como sempre o fiz. Vesti o pijama, como sempre o fiz. Sentei-me na sala a olhar a televisão, como sempre o fiz. E esperei que as mulheres chegassem, como sempre o fizeram. E o tempo passou depressa e elas chegaram, a mãe e a sua filha.A porta fecha-se e os comprimentos naquele dia adivinhavam coisas diferentes. Não ouvi nem os senti nesse dia e nesse momento qualquer comprimento.Lembro-me de ouvir de um lugar longínquo uma voz: Mas eu não te tinha dito que hoje o jantar, era… blá blá blá…Não respondi. Tinha feito melhor porque tivera tempo.Ainda ouvi: Que “chatice” o que eu digo nunca se faz. Mas eu não mando nada? Blá blá bláEu nada respondi.O silêncio passou na hora do jantar e eu jantei. Desta vez foi bom, jantei acompanhado. Pouco se disse. A filhota disse que o comer estava bom, eu agradeci. Sorrimos um sorriso que só eu e ela conhecíamos, fomos de uma certa forma cúmplices quase uma vida. Um sorriso de satisfação dela para comigo mas, irreconhecível para a mãe. Jogos de pais e filhos que não são filhos e não são pais, simplesmente simples, o tempo nos fez amigos para sempre.Depois do repasto não fui ao café como noutro dia qualquer. Elas saíram, a mãe apetecia-lhe café, mesmo como outros dias antes de se deitar queria falar com as suas amigas do café, diria arejar. A filha mesmo não querendo, foi.
Ouvi o fechar da porta quando olhava a televisão onde não via nenhuma imagem mas ouvi o silêncio, esse estava comigo.Lembro-me de olhar o relógio do vídeo, vi os números, vinte e uma horas e quinze minutos. Continuei a olhar o que nada me lembro de ter visto, também nada me lembro do que senti.
Despertei de pensar, sei lá se pensava, não me lembro e vi os números que leio, vinte e três horas e cinco minutos. Levanto-me para ir para a cama, senti-me cansado, queria dormir. Fui para o quarto. Abro o guarda-fato onde tinha arrumado a roupa que vestira nesse dia, e olhei-a. E vesti-me, e calcei-me, e peguei em algumas coisas que coloco num saco e outras embrulho numa manta. Às 23 e 20 saí de casa. Elas normalmente chegam pelas vinte e três e sempre muito pouco.
Entro no carro, arrumo as coisas e medito…Hoje, fui para casa e fiz tudo o que normalmente faço. Chego sempre muito cedo. Tenho tempo para fazer sempre o que faço, a diferença é que hoje saí de casa às 23:20 horas, coisa que nunca faço e dou por fim a uma relação de doze anos.
De repente tudo é muito claro… dou conta que aquele espaço, aquele mundo, aquela família não me pertencia e eu estava fora do lugar certo.É uma história muito comprida cheia de pormenores pessoais, que tanto evito falar, mesmo para mim mesmo. Eu erro, nós erramos e eu errei tantas vezes.Digamos, penso assim desse dia. Alguém estava comigo em casa. Senti que sabia exactamente o que queria de mim. O silêncio daquele dia era diferente naquela casa, mas eu ouvi-o. Falou-me e dei por mim a desejar ter a sorte dele. Achei que sabia fazer tudo certo. Nunca feriria, quem gostássemos muito.
As pessoas estão sempre a dizer-nos que é bom mudarmos mas, na realidade querem-nos dizer é que aconteceu uma coisa que não queríamos que tivesse acontecido. Tinha uma boa vida. Era muito bom a companhia delas, principalmente a mais adulta. Gostava, por isso sempre fiquei, e os anos passaram.
Acabei. Levei com os pés! Já vos tinha dito?
Foi uma vida com uma mulher fantástica e uma boa filha. A filha fazia-me umas boas patifarias. Tentou sempre, verificar até onde poderia ir. Sempre tentou criar guerras, conflitos entre mim e o verdadeiro pai. Aqui as nossas cumplicidades nunca existiam. Chantagens emocionais eram constantes, entre mim a mãe e a outra verdadeira família. Fazia-me tantas, todos os anos, todos os meses, todos os dias. Mas eu gostava, aprendi a viver assim, gostava dela e da outra.Ainda me lembro: Se não me comprares eu peço ao meu pai. Se não me comprares, peço há minha avó… Era engraçado, mas eu dei-lhe sempre, quero dizer, demos-lhe sempre.Sei que daqui a mais uns tempos vai ser deprimente, os dias nunca mais vão ser iguais e também sempre soube que nunca voltaria atrás. Não tarda, não passará de uma recordação.
Haverá gentes por certo que dirão que sou tolo, mas que pelo meu temperamento adivinhavam o que eu à muito deveria ter executado. Acho que é mais um tributo à decência de um qualquer homem.Tudo se vive, o mal é acharmos que só a natureza muda e não nós, pior é no dia a dia que nos habituamos a sentir que tudo o que temos ou vivemos é um dado adquirido.Na verdade lembro-me… Hoje de manhã ao sair, estava tristíssimo, senti.É como se tivesse morrido mais um pedaço de mim e ninguém pode mudar isso.
A partir desse momento que saí de casa e só faltava uma coisa… Onde ir dormir nessa noite? E a seguinte? E onde iria viver a próxima vida? Nada tinha planeado, nada tinha sido premeditado.
Procurei um amigo que hoje está lá em cima onde um dia vou encontrá-lo.Os dias nunca foram melhores e ainda não o são.
Dito este pensamento, sei e sinto que está arrumado. Gostei de pensar neste dia que já faz muitos anos.
(.. 16Nov'05)
domingo, 13 de novembro de 2005
Carta de alguém.
Amigo, pequeno grande homem.
Ofereceste-me o teu diário faz um ano este mês de Novembro. Acho que neste tempo, só nos vimos meia dúzia de vezes. Contínuo a ler-te, claro, com a mesma mágoa com que te conheci. Continuas à espera que o amor te encontre ou que tu o encontres. Depois do meu assédio a ti e que tu fugiste, conseguiste conquistar de uma certa maneira o meu amor de amiga por ti. O tempo mostra que és um homem diferente daqueles que gosto e conheço. Sou obrigada neste momento a dizer-te que és diferente mas podias ser mais feliz. Gostava que publicasses no teu diário esta, acho que tens coragem.
Lembrando o teu tempo, que um dia sonhei que era meu.
Estive a conversar com um novo amigo, hoje digo, um pequeno grande homem, bom amigo, vou chamá-lo “Jorge”. Jorge é divorciado há muitos anos (tantos que não consigo imaginá-lo casado, para mim será sempre o eterno solteirão), além de não conseguir acertar a sua vida e não se encontrar, namorava uma rapariga por quem estava perdidamente apaixonado, mas ela resolveu continuar a viver longe e longe ficou, deixando-o "na fossa". Na fossa até ele perceber que longe é longe e o silêncio e a distância, não são compatíveis.
De momento J está a “namorar” outra mulher, completamente diferente da anterior. O nome dela é “Manuela”. M não é tão nova e jovem como a anterior. Num dia de má imagem dele (coisa banal, só ele mesmo para andar como anda), perguntei-lhe: J, como vai o teu namoro com a M? Humm... vai indo... ela é uma óptima pessoa, responsável, atenciosa, afável, caprichosa, carinhosa, meiga, afectuosa e que se entrega de alma. Sinto-me bem com ela. Temos os mesmos gostos, divertimo-nos muito... mas falta alguma coisa... Então, estou a dar um tempo... até encontrar essa “outra coisa” nessa mulher.
Lembras-te? Princípio do ano de 2005.
O que será essa “outra coisa” que J refere? O que será que faz com que ele procure em "outra coisa", que supostamente não encontra na M, apesar desta para ele ser a pessoa perfeita? J, está a tentar encontrar alguém por quem como ele mesmo diz, se apaixone completamente, principalmente como o conheço, sinta que ela se apaixone verdadeiramente por ele. Que a distância não seja mais um empecilho e outras coisas difíceis de ele entender, que passe a entender como natural. Sei que ele nunca conseguirá namorar uma mulher casada, reforçando o que conheço dele, é-lhe impossível ter qualquer relação amorosa ou sexual com alguém, sabendo que mantém outro relacionamento. Olhando-o no primeiro dia, ninguém o observa assim.
Outrora quando iniciei olhá-lo, nunca supôs que num homem de carácter tão forte e pragmático, fosse tão meigo, romântico e amigo. Outrora tentei possui-lo, mas levei o “nega” que nunca planei. Outros homens me levaram mas, tu nunca me aceitas-te e hoje, só hoje te entendo. Obrigado.
A paixão é definida, segundo os entendidos, como "sentimento, gosto ou amor intenso a ponto de ofuscar a razão. Inclinação emocional violenta, capaz de dominar completamente a conduta humana e afastá-la da desejável capacidade de autonomia e escolha racional".
Que tal é “estar apaixonado”, segundo a definição acima?
A paixão é tão intensa quanto passageira. A paixão, quando surge, derruba muitas árvores do "bem", que foram plantadas ao longo das nossas vidas, por isso ela é devastadora. Quando estamos apaixonados, na maioria das vezes, perdemos o bom senso, pois "tudo" é absolutamente lindo, permitido e maravilhoso, diria mesmo fantástico como ele sempre diz. A paixão não vem acompanhada de contra-indicações. Ela só mostra os efeitos colaterais que são todos anestesiantes. Há um ditado popular que diz: "a paixão é cega". A paixão realmente cega o indivíduo por um determinado período, mas também passa, ou seja, quando voltamos a "enxergar", tudo está desordenado, sendo que às vezes o estrago foi tão grande, que não tem mais por onde começar. Ninguém vive apaixonado eternamente pelo outro. Quando a paixão passa, leva com ela tudo o que era agradável e perfeito, transformando-os no contrário. Tudo fica tão real, e tudo o que é real não pode ser perfeito, por isso o pano cai e de repente, acorda-se do sonho para se viver o pesadelo.
Sei que para ti o amor é primordial, a razão não a aceitas naturalmente. Hoje sei, deixas-te o teu “amor”, falo da M e só eu sei o difícil de tomares a decisão, de novo, voltas-te a precisar de abandonar um barco que era teu e dela. Noto em ti meu amigo muitas dificuldades em amares. É raro encontrar um homem que desperdice tantas “boas” mulheres como tu. Se elas tiverem algo por resolver como sempre está a acontecer-te, vai ser difícil. Todos nós de uma certa maneira temos problemas que não os resolvemos de um dia para o outro, e tu também os tens, porque não aceitas no início a partilha desses problemas, como uma luta? Desperdiças porque, não encontras um amor livre e arrumado para TE AMAR.Como eu te entendo agora, agora que sou livre, mas se nunca me aceitas-te porque me aceitarias agora? Sei que lutas silenciosamente e raramente voltas atrás! Ainda és, assim? Hoje sinto que alguém gosta de ti, vi no teu sorriso, mas de novo existe o que sempre existiu em ti, o conflito do viver real (razão) e o teu forte carácter de sonhos (amor). Ainda vives de amor ou já viste que a razão é uma boa lógica?
A vida não te está a ser boa neste período e tudo está a ser difícil. És um homem que não diz nada a ninguém. Choras e ninguém te advinha na imagem que vendes. Eras um homem sempre disponível para ajudar em qualquer lugar alguém. Hoje necessitas de ajuda, mas ninguém existe. Sei o que é isso J, no meu tempo só tu existias sem ires para a cama comigo. Conheço-te há alguns anos e sempre te achei um daqueles homens fortes de trato difícil. Só quem não te conhece meu bom amigo. O que se vê em ti não é o que tu és, porque não mudas? Ultimamente, mascaraste-te para pior. A tua imagem não é a imagem que eu tinha de ti. Hoje usas uma imagem irreverente, choque? Despenteado. Vestido sem rigor e quase sempre de bom gosto. Barbudo. Ainda não fazes a barba nos dias de trabalho? Passas os teus dias no teu silêncio evitando o mundo? Ainda és assim? Acho que sim.
Também deu para saber que não aceitas um qualquer convite de amigos ou mulher alguma. Foges de quem gosta de ti. Foges de quem tenta olhar-te. Foges de quem te quer conhecer. Como podes? E se um dia ela quer e tu não a vês? Medos? Deixa-te disso pequena e boa criança. Sei que és um grande pequeno homem, hoje vejo isso. Reconheço que és o que já não existe muito nesta sociedade, mas deixa-te disso! Amas, sinto-o, mas nunca te dispões a dizeres que amas se não tens condições para viver esse amor por conta e risco.
Escrevo-te estas porque o tempo passa e tu que tanto ligas ao tempo, choro por ti, porque sabes que eu faria o meu melhor, certa de que tu serias o meu melhor na vida que sabes bem que vivo. Sei que nunca viverias uma vida como a que vivo por conveniência (razão), mas eu tenho que a viver e tu andas parado na vida e assim nada viverás. Tens mesmo de mudar de maneira de ser. Anda comigo passear e verás que as flores já cresceram.
Lamento por ti, mas cabe a ti um dia cresceres e deixares amarem-te como eu um dia te amei. Tu és daqueles amigos que fazem qualquer mulher sentir-se bem. Seja como for, escrevo-te estas porque sei o que se passa contigo e também sei que não és capaz de o dizer a ninguém.
Quero ser agora uma amiga para sempre. Confio em ti, agora entendo o que chamas, confiança e fidelidade mesmo nas amizades.
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
A janela do passado.
Recordo os anos perdidos
como se olhasse através de uma janela empoeirada
o passado é algo que posso ver
mas não tocar.
E tudo o que vejo,
está turvo e indistinto.
(.. 11Nov'05)
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Porque é que os homens preferem a outra?
Dizia eu: Comigo isso nunca poderá acontecer! Nunca aconteceu mas, agora mais do que nunca entendo, porque os homens procuram a outra.
Não vou entrar no mérito da beleza, não é a beleza, não é a juventude, não é a covinha, não é a anca mais assim mais assado. Não é a vontade de comer a filha do fulano ou sicrano, não é a vontade de tomar seja quem for... Nada disso!
O que mais atrai na "outra" é o seu jeito despojado de viver a vida, simples. Entendes?
No início a mulher, vivia em dilemas pessoais que não tem nada a ver com o homem. Agora imagina, tu a chegares a casa, depois de um dia trabalho, e encontrares a tua mulher dizendo que esta infeliz, resolves perguntar-lhe: Porque estás assim querida?E ela responde: Por causa da tua indiferença?Alguma mulher pode me dizer o que isto significa?
Toda as vezes que as mulheres tem um princípio de depressão (tão comum no ser humano e em outros grandes primatas), vocês mulheres, culpam o homem e querem discutir a relação, nossa indiferença, nossa frieza. As vossas tristezas têm que ter um motivo, um culpado, e a culpa é de quem? Minha, dele, do homem deitado a teu lado que não te dá flores há séculos.Ele, que nesse mesmo dia, lembrou-se de ti, quando não pediu a sobremesa porque tu disseste que engorda; Ele, que lembrou-se de ti quando viu um pacote de viajem para Brasil, mas, porque ele não ter dinheiro para te dar esse passeio, ele se culpa e continua a trabalhar com a mesma dor.Depois, quando chega a casa, encontra-te feliz?Não, ele esqueceu-se de colocar a cueca no cesto de roupa suja, e tu pensas que ele te trata como empregada.É muito frustrante…Ele não quer discutir, ele quer evitar um desgaste numa discussão ridícula por causa de um motivo fútil, mas a fêmea não deixa uma pequena coisa passar, ela ataca o macho, até que ele, por instinto de sobrevivência reage, daí então o que ela faz?Ela chama-o de vulgar ou mal-educado.Quando os homens ficam depressivos, o que é comum a todos os seres humanos (faz parte de nossa psique), nós queremos ficar reclusos, quietos, reflectindo, e vocês mulheres acham que estamos distantes...Mas, basta uma cerveja ou seja o que for porque não um café com os amigos uma vez por semana, uma fuga das regras impostas pelo casamento, que pronto, já estamos revigorados sentindo-nos de novo bem connosco, e vocês mulheres nem ficam sabendo na maioria das vezes, como vamos sobrevivendo.Mas, vocês mulheres não conseguem passar por isso quinhentas vezes. Vocês querem dividir esse sentimento connosco, querem que nós resolvamos seja o que for para vocês como se isso fosse uma pia pingando ou um sofá fora do lugar.E, como nós não fabricamos anti depressivos, vocês nos culpam, já que deveríamos então, compor poemas todos os dias pela manha para vocês, apesar de nós não gostarmos de poemas.
Os homens não pensam em outras mulheres, quando as deles são as mais divertidas e engraçadas.
Problemas? Os homens gostam de resolvê-los e não de discuti-los.
A mulher do outro, não larga o seu homem. Simplesmente, porque ela não complica as coisas, ela quer uma coisa, ela vai e pega, ela quer sexo, ela vai e agarra, ela não fica a discutir a relação com ele, e ele pode então chegar em casa, escutar sua companheira e pronto… estão na cama.
Alguma coisa melhor?
Alguém acha que as crises da mulher são culpa do homem?Por quê? O que fez ele? O que nós fizemos?Por que as mulheres complicam a vida?Por que tem sempre uma explicação sem sentido para a tristeza delas?Por que nós estamos sempre distantes?Por que estamos sempre estranhos?Que MERDA isso quer dizer?Por que vocês não simplificam as coisas, e arrumam explicações mais simples para as suas angustias?A angústia sempre existiu e sempre existirá, e todos nós somos movidos por ela.
É o nosso medo da fome que nos faz trabalhar, poupar, e aceitar certas humilhações no trabalho.É nosso medo da morte que nos faz evitar o perigo.É a angústia pela realização profissional que nos faz trabalhar até 16 horas por dia.
A obstinação existe em nossas angústias, para o obstinado ele TEM QUE FAZER, senão morre, sofre, chora, se desmancha, se desfaz.
A angústia é um sentimento individual, próprio, e que só tem sentido para nós mesmos. Nossos medos e temores, as coisas que nos revoltam e irritam as coisas que não aceitamos etc., são coisas nossas unicamente de foro íntimo e pronto!Quem tem que lidar com isso? Nós mesmos, e prontos.Quem tem a resposta? Nós mesmos.
Por que culpamos os outros? Por que não aceitar que a culpa é nossa?Por que tem que haver um culpado?
Não tens nada que ele faça que te irrite, então, ele pode cometer pequenos erros, que uma boa mulher não vai ligar, ele pede desculpas, e pronto, acabou! Ninguém precisa ser perfeito, nem ter uma "bunda" perfeita, só precisa ser fácil de lidar.
(.. 10Nov'05)
sábado, 29 de outubro de 2005
Sonho.
Liguei-me misturando o meu no teu corpo e tu abraças-me como eu gosto de sentir essa dor. Tocas-me nos pontos certos não como um Cupido qualquer mas como obra do desejo por saciar e eu senti-me bem, ejaculando na mistura dos teus dedos que me arrancaram o desejo. As tuas mãos massajam o sémen que no minuto anterior eu gritava e tu com os teus olhos me pediam. É sexo, que seja, queremos.
Gostei de sentir o teu abuso com a minha, nossa carne. Não tinha entrado. O desejo pelo teu interior é enorme mas, o tempo corre a nosso favor. Temos todo o tempo do mundo, porque não abusar dele?
Cruzei os olhos com os teus, e tu falaste-me no coração. Entendeste que a minha carne desejava a tua, pedi-te com os lábios os teus líquidos e tu abriste o corpo para mim.
Penetrei-te com a doçura da minha língua e os amantes não renegam. Senti o teu corpo entregar-se com a veluda e sensível epiderme. Minha língua tocou no teu peito, o flácido ofereceu-me a rigidez e eu mais excitei. A libido cresceu e eu chupei o mamilo que me olhava, e chupei o outro que também me fez sentir desligado do mundo que não é o meu. E gostei de rever o primeiro e de novo o outro, claro, falo dos teus dois mamilos que lhes senti o cheiro.
Senti um líquido entrar na minha boca, saboreei-o e absorvi amorosamente com a dor de sexo, e senti o teu corpo a contorcer-se. Queríamos sexo e o tempo é nosso. As tuas pernas sobrecarregavam as minhas costas e eu continuava a amargar. A boca é doce a língua é quente e o teu corpo comia o que eu lhe oferecia. Que seja sexo se isso nos faz abraçar e ter-nos.
Deixei o superior para querer provar o anterior, e desci sem que a minha língua abordasse o ar mas, sempre a vaguear a tua pele com cheiro de amor. O sexo é a minha fome e a nossa vida.
Cheguei e contorci-me, encrespei, amarguei de novo. Ali estava o que eu queria provar. O cheiro é benigno, cheira a sexo. De leve toquei na púbis sem demover o caminho.
Queria aquele momento. Quero entrar sem autorização. Quero entrar de desejo e sem olhar, senti que queríamos.
Entrei, atingi com a minha boca no que tu abriste de desejo e nunca soaste qualquer timbre para me abjurares o que não queríamos .
A minha língua agigantou e eu submergi dentro de ti. Suavemente lambi, absorvi, tudo o que era teu é agora meu e está dentro de mim.
Amei a humidade. Chupei o que tinha que absorver. A língua não parava e tu nem aceitavas. Senti ao entrar mais fundo com a minha língua que o teu corpo se oferecia de todo a mim. As tuas pernas carregadas nas minhas costas não me deixavam parar e eu senti o teu orgasmo dentro de mim. Lambi, absorvi e saboreei tudo o que me entregavas dentro de mim.
Dizes-me sussurrando, encontrei um homem que entende o partilhar o amor como partilha absoluta.
No tempo do dia oposto, tomava um banho e acontecia tudo de novo depois do acordar. Penso em ti todos os dias. Arranjo-me para ti. É em ti que penso quando me apronto todas as manhas. Na possibilidade de te encontrar, no acaso de uma esquina qualquer e porque não, se eu sou daqui e tu és mesmo daí. O mundo é tão grande como pequeno, porque não te encontrar ali?
Adormeço todas as noites desde que ouvi falar de ti, nos teus ombros estreitos de adolescente.
Nunca te vi, nunca te tive, nunca te terei e tu sabes disso.
O mundo não mudará e eu nada farei para que aconteça o que o desejo quer que aconteça. Não gosto de fazer nada e não quero fazer nada pelo que não mereço, melhor ainda, o meu amigo “o Poderoso” diz que não existes e eu acredito.
Se existir início de comunicação de verdade, teremos que partir do princípio de que o outro é autónomo e não uma extensão de nós mesmos. Assim, talvez possamos encontrar uma forma de construir uma ponte entre duas ilhas, e tu sabes como tem sido difícil comunicarmos. Eu falo e tu não entendes. Tu falas-me e eu choro.
(.. 29Out'05)
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
A inércia Espreita.
Confiança, confiar, nada saber, nada a contar. Stop.
Às vezes as coisas acontecem por um motivo. Algo de mau traz algo de bom.
A inércia espreita! Sinto-a.
Parece-me que o mundo é mudo de alma
(.. 28Out'05)
terça-feira, 25 de outubro de 2005
Sem ecos!
1
Se um dia te der uma vontade louca de chorar... Chama-me! Não te prometo fazer sorrir, mas posso chorar contigo.
2
Se um dia te der uma vontade louca de não falares com ninguém... Chama-me! Prometo ficar bem quietinho, junto de ti.
3
Se um dia resolveres fugir... Não te esqueças de me chamar! Não te prometo pedir para ficar, mas posso fugir contigo.
4
Mas... se um dia tu chamares-me e eu não responder... Corre ao meu encontro... Talvez eu esteja a precisar de ti.
(.. 25 Out'05)
domingo, 23 de outubro de 2005
Expectativas e Decepções.
É muito comum criarmos expectativas sempre que estamos perante um novo caso ou querendo obter algum resultado de algo que esperamos.
A espera do resultado gera ansiedade e expectativa. A maioria de nós espera que certas coisas aconteçam de uma certa maneira. O que dizer quando estamos dentro de um relacionamento instável e ficamos sempre esperando um telefonema… a presença constante… uma atitude… etc etc etc?
As expectativas são o que pensamos que deve acontecer como resultado do que fazemos, dizemos ou planeamos. E a decepção é inevitável quando as coisas não saem como planeámos. Esperamos pelo aumento que acreditamos merecer.
Esperamos ser amados para sempre. Desejamos nunca mais sermos abandonados. Esperamos que os amigos nos compreendam quando mais precisamos deles. Esperamos não sermos julgados nem criticados quando algo não dá certo.
Quando somos frustrados nas nossas expectativas, os nossos medos mais secretos podem surgir, como o medo de não mais ser amado, ser abandonado, rejeitado.
A sensação de não temos valor, que não valeu a pena a espera, que já sofremos tanto, perguntamos: Porque de novo? Porque comigo?
"A decepção é inevitável quando as coisas não saem como planeamos."
Esperamos sem nada fazer quando acreditamos no pensamento mágico em nossas fantasias e, desprezamos os dados de realidade. Nossas expectativas serão coerentes com a realidade? Talvez seja uma pergunta importante a explorar.
Muitas vezes a realidade está muito distante das nossas expectativas, mas ignoramos.
A expectativa consome a nossa paciência, harmonia e equilíbrio. Parece que, quanto mais esperamos, mais difícil se torna ver o resultado. E nesse compasso de espera, como nem sempre temos controle de tudo, nos decepcionamos.
Neste tempo de espera é muito comum o encontrar culpados. Costumamos culpar alguém por quase tudo. Essa é uma maneira subtil de não enfrentarmos os próprios desejos, que em geral ficam ocultos. As expectativas não realizadas geram raiva, auto-piedade, e nos colocamos no papel de vítima.
Pensamos o que o outro foi injusto. Pode até ser que tenha sido mesmo, mas será que não recebemos sinais de que isso poderia acontecer e os desprezamos?
Será que é a outra pessoa que nos decepciona ou nós que esperamos algo que nem sempre nos podem dar?
Outro conflito muito comum gerado pela expectativa é quando esperamos alguma atitude de alguém e não expressamos o que queremos, como se o outro tivesse a capacidade de ler nossos pensamentos.
Um exemplo muito comum é a do marido ao chegar a casa depois de um dia de trabalho. A esposa está a preparar o jantar, esperando que o marido ao chegar irá lhe dar um abraço e ele, ao ver sua seriedade pensa que ela deve estar tão envolvida com o que está a fazer que para não atrapalhar a cumprimenta rapidamente com algumas palavras.
Conclusão: Os dois queriam receber um abraço, mas como reagiram de acordo com os próprios pensamentos, imaginando o que o outro estaria a pensar, ambos acabam por se frustrar.
Nem sempre as gentes sabem exactamente como nos sentimos. Por isso, o mais indicado é identificar as nossas expectativas (coisa difícil). Ao dizermos: "tu me ignoraras quase toda noite ao ficares a assistir há televisão", é muito diferente de dizer: "eu me sinto ignorada quando você fica a assistir há TV".
Quando as expectativas não são expressas tendemos a fazer um julgamento impulsivo diante do comportamento do outro e que nem sempre corresponde ao que o outro desejava demonstrar.
Verbalizar as nossas expectativas é importante em qualquer relação.
Pactos de silêncio acontecem muitas vezes sem que perceba-mos, e geram muitos conflitos. As expectativas em geral deixam-nos com uma venda nos olhos, não conseguimos enxergar a situação na sua totalidade e podem impedir nosso crescimento e a capacidade de manter relações saudáveis. Quando foi a última vez que nos sentimos frustrados porque alguém que não agiu como esperava-mos? Culpamos o outro mesmo ele não sabendo o que nós esperava-mos dele?
Geralmente quando culpamos alguém é porque tínhamos expectativas de que aquela pessoa "deveria" ter agido de maneira diferente do que fez. As expectativas sempre nos deixam fora de controlo.
Quando compreendermos que não é responsabilidade de ninguém "adivinhar" o que nós queremos, os conflitos diminuem. Quando nossas expectativas são um factor primário na maneira que pensamos, ouvimos, falamos, a decepção se torna uma constante.
E quando as expectativas do nosso próprio comportamento são frustradas? É muito doloroso manter a expectativa enquanto percebe que o tempo passa e que o nosso desejo está longe de ser alcançado. Aguardamos, esperamos e o tempo passa, até desistirmos na maioria dos casos.
O que temos feito para alcançar efectivamente o que desejamos?
Muitas gentes simplesmente, ficam em compasso de espera, acomodadas ao velho e conhecido padrão antigo de comportamento, como se não dependesse delas, para que as coisas aconteçam como desejamos. É certo que há situações que somos impotentes ou quando esperamos uma melhor atitude de alguém, mas, ainda assim, se criarmos expectativas em relação ao comportamento do outro, estaremos no caminho mais seguro para decepcionar-mos e nos frustrarmos.
As expectativas podem nos mover, motivar, mas também destruir-nos internamente. Quanto mais expectativas criarmos, mais estaremos propensos a nos decepcionar.
Porque não pensamos, em que áreas aparecem mais?
O que temos feito para que se realizem?
Se quisermos aprofundar mais, é bom escrever sobre cada uma das nossas expectativas não realizadas e observar se eram coerentes com a realidade.
Talvez descubramos coisas novas sobre nós. Talvez aprendamos a aceitar o que realmente está acontecendo e como lidar com a situação. Nem sempre as coisas acontecem da maneira como desejamos, mas, nem por isso devemos parar de lutar e desistir.
Talvez seja um sinal de que o mais indicado é mudar o caminho e não o nosso destino em chegar onde desejamos.
(este texto foi inspirado no livro: "Os homens são de Marte e as mulheres são de Vénus")
(.. 23Out'05)
quinta-feira, 20 de outubro de 2005
Que amor amamos?
Ao reflectir sobre esta questão, talvez tu descubras que nos acostumámos com uma relação desgastante e cheia de desentendimentos, sem nos perguntarmos sobre o que realmente queremos.
Um relacionamento só pode dar certo se estiver baseado em três sentimentos.
Passei bastante tempo reflectindo se concordava com o que lia e só depois de muito tempo compreendi que, na verdade, aquela era uma boa "fórmula do amor". Ou seja, não é possível sentir e, principalmente, se manter o sentimento do amor por uma pessoa caso a relação não esteja baseada em admiração, confiança e respeito!
Entretanto, descobri que cada um de nós, ao usar esta "fórmula", obtém o seu próprio resultado, dependendo também da combinação entre o que somos e o que o outro é! Isto é, eu posso confiar, admirar e respeitar uma mulher, mas nem por isso amá-la como mulher. Posso tê-la apenas como amiga ou irmã. Mas quando acontece uma alquimia entre a química contida em dois corpos, aí sim sentimos o amor pulsar e expandir a nossa existência como uma espécie de magia.
Na verdade, o que eu quero dizer é que existem muitas gentes que acreditam que estão a viver o amor, quando na verdade estão alimentando algum outro tipo de sentimento muito aquém. Sentem-se tristes, desesperadas, perdidas, angustiadas e insistem em justificar todo esse pavor através da palavra "amor". Sentem-se rejeitadas, desmerecidas e enganadas e, ainda assim, acreditam que amam...
No entanto, se essas gentes parassem um minuto, se desprendessem desses sentimentos tão dolorosos e respondessem, sinceramente, a três perguntas básicas, talvez descobrissem e se espantassem com o fato de que não estão a viver esse amor.
O teste!
Pensa na pessoa que tu acreditas que amas. Pensa na relação que vivem os dois e responde:
1
Tu admiras essa pessoa? Admiras o jeito dela, o carácter, a personalidade, a maneira como ela encara a vida, as atitudes dela diante dos problemas, diante das alegrias, enfim, admiras a alma dessa pessoa?
2
3
Tu respeitas essa pessoa? Consideras o que ela pensa, o que ela sente e estás disposta a aceitá-la, por mais diferente que ela possa ser de ti? Tu realmente consegue dar espaço para que ela seja como é, sem tentar o tempo todo fazer com que ela mude o seu modo de ser, as suas opiniões e o seu comportamento?
Surpreende-te com tuas próprias respostas. Talvez descubras que o que sentes não é amor, mas capricho, falta de auto-estima, medo de ficar sozinha, conveniência, acomodação... Talvez descubras que te acostumaste com uma relação desgastante e cheia de desentendimentos, mas que nunca te questionaste sobre o que realmente queres.
Muitas gentes preferem acreditar que não têm sorte no amor ou que é melhor ficar numa relação ruim a ficar sozinhas. Na verdade estão apenas com medo de tentar com medo de sair em busca de um amor intenso, com medo de livrarem-se de uma pessoa que só lhes faz mal e perder o lugar de vítima!
É bem mais fácil ter argumentos para justificar um amor que não deu certo do que se arriscar a encontrar uma pessoa maravilhosa, companheira, sincera e profunda e ter de lidar com seus próprios defeitos, com suas próprias inseguranças...
Pois eu sugiro que não aceites menos, não aceites pouco. Procura sempre o melhor de ti. Cultiva sentimentos como respeito, confiança e admiração.
Sente isso, pela pessoa amada... Sente isso acima de tudo, por ti mesmo!
Se não conseguires, pára onde estiveres e propõem-te a aprender e a preparares-te para o verdadeiro amor, ainda que seja por essa pessoa que já está a teu lado! Sempre há tempo, mas não demores muito.
(.. 20Out'05)
segunda-feira, 17 de outubro de 2005
Sonho ou razão.
Olho e debato-me com a continuação ou não de viver quem sou, ou viver como vivem as gentes da sociedade que coabito?
Faz sentido viver como os outros vivem? Faz. Porque me parece menos exigente, menos sentido, mais frio, mais calculista, mas ignóbil, mais falso, mais tudo que nunca me permiti viver dessa maneira.
Fugi sempre a essa questão, sonho ou razão.
Chego à triste conclusão que não vou lutar mais com sonhos que não encontram na razão, coisas iguais para uma vida em comum. Os que sonham não conseguem suportá-los eternamente, como eu até há pouco tempo.
A razão tem sido a minha negação de viver.
Quem sou eu para dizer o que é melhor seja a quem for?
E quem é quem que me pode dizer, que isto ou aquilo é melhor do que o eu sentia?
Choro porque a razão move a maioria das gentes que conheço. Outras existem que vivem do equilíbrio, coisa que eu ainda não consigo. Sei que é no equilíbrio das coisas que se consegue melhor viver, mas eu não fui capaz e prometo que vou tentar.
Serei mais feliz? Primeiro necessito de me encontrar? Veremos.
Nunca lutei com moinhos de vento. Mas outras gentes, à quem diga que sim. Registo e anoto.
Penso que viver pelo sonho tudo é mais difícil, mas se olho o mundo em volta e ninguém me compreende (eu não consigo fazer-me compreender) tentarei então pela razão.
Sou sensível a friezas intempestivas. Não sou de dias. Acordo sempre a sonhar exactamente como adormeço no silêncio dos meus sonhos.
A vida não tem sido fácil. Sei que outros amigos dizem, sentem o mesmo mas, com uma diferença, eu acredito que podemos viver a sonhar outros dizem que a razão nos faz andar com os pés no chão.
Sempre preferi perder, para os outros.
Não tenho que lutar nada se viver na razão. Amar não é razão. Amar é acreditar que tudo pode acontecer se quisermos. A razão olha a meios que não são os meus.
Não fui educado assim. Vou tentar, mas sei que tenho que ser mascara de algo. Sei que vou ser cego. Sei que vou fingir. Sei que nada vou sentir.
Aí sim, faço o que todos fazem, casam por conveniências, porque moram perto, porque trabalham mesmo ali ao lado, em vez de dois carros passam a ter um, em vez de tudo em dois e de coisas difíceis que o sonho leva a acontecer, do viver e ser encontrado, a razão é o final sem grandes tarefas de sentimentos profundos e verdadeiros.
No final, todos vivem o que eu sempre neguei.
Sei que sou puto, mas gosto de ser o que sou. Se tenho que mudar para essa razão então vamos viver sem coração.
Nunca gostei de facilidade com que se dão beijos a uns e a outros…
Dou abraços. Quem sentir, sabe que me tem.
Com a razão, escrevo:
Já tive muitas coisas, muitas e menos uma tal de felicidade!
Posso aqui inventar amores, vidas, alegrias, sonhos, desejos, tristezas, romances, revoltas...
Quando penso em amar, sinto algo forte, por vezes me dá arrepios, enche os meus olhos de alegria e vontades, mas sempre estou só!
Eu penso em ti, sonho e te desejo.
Mas penso mais na minha vida!
É nela que devo apaixonar-me.
Com o sonho, escrevia:
… da cor faço algo que ninguém percebe no escuro.Pinto as linhas do que as gentes querem ver, e não o que me sai da alma. Se é assim que me querem ver tentem colocar alguma luz. Se tudo estiver arrumado, encontraram um final feliz.
Vamos então falsear os resultados, e ser mais um entre as gentes que sempre me alheei. Aprenderei a ser bandido dizendo sem arrependimento e sem dó, NÃO!
(.. 17Out'05)
sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Tudo é exequível.
"Ele encontrou o número.
Ela ouviu a carrinha.
Ele estacionou, apeou-se, tirou um pente do bolso de trás e passou-o pelo cabelo.
Ela não olhou pela janela.
Ele subiu os três degraus de frente, os olhos baixos.
Ela desceu a escada e parou, na expectativa, junto da porta fechada.
Ele tocou a campainha.
Ela baixou a mão, espirrou e abriu a porta.
Olharam um para o outro.
Ele estendeu a rosa que cortara na partida de..., e ela aninhou-se-lhe nos braços"
Simplesmente simples.
(.. 04Out'05)
quarta-feira, 5 de outubro de 2005
A pedra.
Hoje, olho a pedra que brilha. Quando a olho, sentimentos me fazem transpirar, sonhar mesmo com coisas que nem eu sei se jamais terei direito a usufruir. Pergunto eu, tantas vezes a mim mesmo: Que valores me adiciona à minha existência? Saúde, felicidade, bem-estar, amor, conforto, vigores sejam eles quais forem, euros, sorrisos?
Não obtive resposta. Claro! Uma pedra não fala, mas esta, acredito, sempre me falou.
Foi hoje que senti isso. Estranho! Saí de casa bem cedo, pelas oito e meia da manhã e tive pela primeira vez a sensação que alguém me chamava “leva-me, contigo hoje” - sei que ouvi. Entrei na sala da minha barraca, rodopiei vagarosamente e parei o meu olhar na mesma.
De novo estranhei, porque parei a olhar naquela pedra que ali estava como enfeite, num móvel barato e gasto? Não sei, mas levei-a comigo.
Fui ao café da manha, rito habitual. Li os jornais. Bons dias a quem chegava e fumei o meu primeiro cigarro. Olhei mais uma vez para a parede que já conhecia o meu olhar.
Paguei e saí. Até logo disse eu, aquém me ouviu.
Entrei no meu carro barato e me reconfortei. O meu carro é como eu, trabalhamos devagar, de preferência se pudesse-mos, nada faríamos, e em marcha seguimos para a minha grande praia.
Poucos minutos tinham passado e eu já via no horizonte o mar, a minha perdição, tudo numa combinação perfeita da minha vida. Mar, areia e céu.
Como hábito, gosto de ouvir falar o mar, sorrio. Cheguei, estacionei, troquei de calções, vesti um blusão de algodão com capuz e fiz-me ao caminho. Gosto de fazer caminhadas pela beira da praia, outras vezes mesmo na areia quando o mar não está comigo, está revoltado com algo de natural.
Objectivo: andar uma hora na beira do mar, com a água ao nível dos joelhos.
De vez em vez, consigo olhar o horizonte. De vez enquanto consigo ver alguns indivíduos a passar-me ao lado. Noutros olhares, vejo indivíduos a sentirem o Sol a colorir-lhes a pele.
Mas o tempo é exclusivamente para mim. Tempo de reflexão, tempo de crispação, o tempo é só meu.
As coisas menos boas da vida do meu dia a dia são ali despejadas sem mágoas e sem retaliações.
O mar nunca me diz coisas nefastas. O mar nunca me diz os meus defeitos. O mar sempre conseguiu que, eu visse a vida de uma maneira mais praticável, por essa razão, eu estava ali mais uma vez e outra vez virão outros encontros.
E assim lá ia eu deslizando pelo mar e o tempo a suceder.
As coisas que nos passam pela cabeça naquele momento penso eu, é como se a nossa vida estivesse no fim. A reflexão é fantástica e as soluções de um fascínio que não é possível noutro lugar qualquer. A meditação é executada na mestria.
A certo momento olho com um melhor contemplar e melhor fascínio uma pedra polida de cores mais preferíveis do que, a que eu tinha em casa, há muito tempo.
Olhei-a. Admito, namorei-a e contemplei-a.
O mar enrolou-a com ajuda da areia. Fiquei bravo. Tentei apanha-la, e o mar de novo a removeu. Estranhei. Olhando-a, fiquei imóvel e pensei.
Porque quero outra se já tenho uma tão linda ou mais?
Se o mar não me facilita na sua oferta é porque quer dizer-me algo! Estranho, hoje que não estou para ouvi-lo!
Numa fracção de segundo, baixei-me e apanhei a pedra que rolava para cima e para baixo ao sabor das ondas que me zangavam.
Dei meia volta ao olhar para o cronómetro, passavam trinta e oito minutos desde o início da minha caminhada. Estava distraído, outro dia qualquer, eu, ao minuto trinta, estava de regresso.
Com a pedra na mão, olhei e verifiquei todas as suas virtudes e as boas qualidades, tentando encontrar mais defeitos do que a outra que eu já conhecia. Tentava encontrar razões para não a levar comigo. Tentava encontrar pretextos para a deixar ali, e porque não troca-la?
Mas não, nenhuma imperfeição naquele momento e com a sensibilidade gritante que sentia chegava para deixar ali aquela pedra.
Cheguei ao carro, troquei de roupa olhando agora as duas pedras que as tinha juntado.
Tinha de novo vontade de fumar um cigarro. Fumei.
E se fez luz! De repente, olhei a pedra nova e com saudade a pedra velha as arremessei para longe, sempre no meu horizonte, e me sentei confortavelmente no meu carro a olhá-las.
A praia, já estava composta de muita gente pela hora que fazia. Os carros, uns para um lado, outros para outro sentido, passavam.
E o tempo passava.
Passaram quase duas horas lia e olhava as pedras lindas, lá no fundo do mundo, mais perto de gentes do que eu estava perto delas, mas ninguém se aproximou para as apanhar e as que passavam não as viam, as que viam não as olhavam.
Uma criança passou e viu, reparou, em algo. Fez o esboço de apanha-la, mas a senhora adulta gritou-lhe, “não mexas nisso que está no chão, é porcaria!” e a criança, continuou.
E eu ali fiquei sozinho a decidir o que deve fazer um indivíduo adulto.
Cheguei a casa, tomei banho, aprontei-me e foi almoçar fora.
O tempo passou. Os dias passaram e hoje olho o móvel barato que noutro tempo, tinha um enfeite… Uma bonita e colorida pedra do mar que um dia quis que fosse só minha, como quando era criança.
Simplesmente, simples.
(.. 05Out'05)
Nota 1: Em Portugal, é feriado. Aniversário: Fim da Monarquia e a entrada para a República.
Nota 2: FANTÁSTICO! Quando se treina o corpo e o espírito a não criar laços, é muito mais fácil de viver. Ascende-se a uma espécie de levitação, melhor dizendo, vida mais fácil.
domingo, 25 de setembro de 2005
Estupido defeito!
Alguém nao entende o que sinto
na verdade nem eu
por ser estupido de vida
ter nascido com defeito
pago com a alma
os caminhos sós
que só eu piso
de algum jeito
Amar quem não entende
faz sofrer
os que entendem
continuarei a ser
o defeito de quem amo
(continuarei, com tempo)
(.. 25Set'05)
domingo, 18 de setembro de 2005
Para ti AMNL.
Olha e não me vejas...
Serei um morto antes de viver
sei que me amam menos, do que eu amo
sinto que amo mais, do que me olham
Nada existe de melhor do que a imagem que vi
senti e volto a olhar, eu vivo!
mas não posso amar
és uma mulher, mesmo que minha filha
és mulher de um sonho, que se vai sentindo
não podes amar o que viste
nem amar mais do que eu
nem sonhar o que nunca sentis-te
nem tão pouco o que nunca tocas-te
A idade não conta para alguns
só conta para quem ama
não me chames, não me queiras
outros há, melhor e mais aprumados
do que eu
nem ligues ao que vês
não olhes para o que sentes
porque eu amando, não te vejo
só te sinto
mas de longe, sei que não deves
ter-me para ti
Deixa-me morrer, amando-te
desumanamente
sem nunca ter-te tocado
Olha, em volta
o mundo é teu
Outros caminhos, terei de percorrer
os que não são os teus, nem sonhados
por nós.
e tu, que linda vais...
esse altar, é só teu!
aproveita, vive
deixa esse sonho teu, que me desfaz
sofrendo
Outras prometem, as que olham
Outras até sentem, as que tocam
se és igual ou não
todas prometem
o que eu não mereço
Mas sei, sim e sinto
que todas merecem
um melhor amor do que o meu
Não te atrevas a desperdiçar o tempo
que é teu
não queiras ser a Celina…
não sou o Jesse!
os momentos existem para ti
deixa-me ir, devagarinho
neste mundo que não é meu
Olha-me, aprende
eu não estou aqui
mesmo que ame, só eu sei como vou morrer.
(.. 19Set'05)
sábado, 10 de setembro de 2005
Encontramo-nos, simplesmente!
Por mais voltas que dermos, por algum motivo encontramos uns e outros. São pequenos nadas que fazem a diferença nas nossas vidas, saibamos aprova-las simplesmente!
"A terra gira para nos aproximar
gira sobre si própria e em nós
até por fim nos juntar
no sonho."
Gostei, registo.
(.. 10Set'05)
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
Recordadores Profissionais (4) fim
As gabadas descobertas do amor pareceram-me sempre pura ginástica da imaginação. O amor é um assunto leve mas que todos achamos que é de pesos, gosto de dizer, é de encadeamentos – oh, que bem me lembro. Uma trabalheira de flores, poemas ausências estudadas, presenças enigmáticas, um infinito de sonhos que se repetem sempre e por ordem na muda para outro qualquer amor.
Ama-se porque necessitamos de alguém que nos diga que somos bons ou melhor que, nos diga que somos melhores que outros em coisas muito íntimas. O nosso ego por si só não nos chega, a auto-estima evapora-se por sonhos ou esperanças, quiçá expectativas inoperantes? Somos levados por coisas materiais. Isso é coisa que atrofia, faz-nos ser animais mal estimados, quiçá egoístas e perdidos nos falsos olhares e sentimentos.
O amor justifica-se, pela sem razão que o inspira – como se o amor não nascesse e morresse sempre em razão do tom de uns olhos, da curva de uma cintura, de um certo espanto do nosso dela cheiro, da química especifica do sexo, e que dizer daquele sorriso iluminado ou daquelas palavras sem nunca nos termos olharmos?
Os erros que sobram atribuímos à amizade. E quando milhares de vezes, queremos que a amizade pelo menos essa, fique? Acabamos por considerar o erro, como sendo o destino.
É exagero substituir um amor que desvanece, por uma amizade. Só se consegue esse estado de graça em gentes adultas. Enquanto houver paixão ou reflexos de amor em algum, não é possível a amizade ficar, muito menos pedir.
Mas quem quer cansar-se a ouvir falar do mal e do bem? Quem quer comprometer-se até à morte com os defeitos e qualidades do outro, apenas em troca desse nada imenso que é a amizade? O maior desafio é o amor, amor de verdade e esse estado não se escolhe.
O amor não se define, nem o tento fazer. Falo de coisas concretas e não de sonhos. Mas os meus medos existem porque reconheço que muitas gentes não amam, mas só e simplesmente se gostam. O amor no meu pensar, tem muito mais a ver com a disposição do que se está disposto a perder para tudo ganhar e isso é o maior valor do amor.
Porque te escolhi? Porque não sou capaz de estar ao teu lado em todas as ocasiões (os teus meus dias negativos)?
Só vivendo a mudança se pode avaliar o amor e a dor. A amizade, essa quero-a sempre para segundo plano. Vivo da razão de um bom abraço com muito amor. O amor forte, cheio de caminhos caminhados, sempre diferente, verdadeiro, sonhador, sim é esse o meu caminho de viagem para um céu que sonho desde criança. O sexo está para o amor como eu estou para o sexo, sem amor não vivo, sem sexo não respiro. Como a vida no tempo, um tempo vagaroso, inócuo e sem perdas de outras razões que não sejam as do amor. Havendo amor nada se perde, tudo deixa de ser fugaz, tudo tem sentido, tudo tem mais luz e estrelas, mesmo que essas já não as veja, é simplesmente bom e fantástico sonhar com tudo isso.
Quero continuar a recordar o meu sentido de vida, a minha criança, a minha fantasia e sentir-me fantástico mesmo que seja só eu a olhá-la.
(Parte IV de IV – FIM - Talvez um dia queira escrever mais, sobre o nada)
(.. 26Ago'05)
Recordadores Profissionais (3)
Não me apego aos amigos como outrora. Não são os mesmos que nasceram comigo nem os mesmos que me abraçaram quando me doía as lágrimas que molhavam o coração pelas emoções de nada ter-mos. Esses ainda estão aqui guardados, nem sei como mas, lembro com saudade cada vez mais emagrecida do sentimento que me educa a não ser o mesmo.
Porque é que toda a gente quer à força fazer-me feliz? Recebo avisos sucessivos: se não sair de casa, se não me despedir do silêncio, se não aprender a esquecer, todos se esquecerão de mim. Ficarei sem amigos, sem vida, até sem uma chávena de chá nas longas noites da minha velhice, sem o calor humano que não sei merecer. Oras… Estou a borrifar-me para os merecimentos de quem quer que seja. Ao contrário do que ouço por aí, a amizade não se merece.
O amor sim: engordamos dez quilos, perdemos os dentes, o cabelo deixa de ter aquele charme, fornicamos cem vezes e lá se vai o amor… voa a outros rumos. Rumo a outros corpos mais capazes no momento para quem ainda pode e quer dar o que mais ama, sexo. E eu que vivo de sexo, sem ele sabes que morro e também sabes que o meu sexo é só e simplesmente executado com um bom abraço no tempo, o meu tempo que por vezes é diferente do teu tempo. Conseguimos estar dentro de nós, mais de sessenta minutos do nosso tempo… iupiii, quase que fazíamos aquele recorde tão estranho das cinco horas… gosto mais, como sabes da história dos onze minutos, é mais real, a nossa já é irreal já passou e por isso, não existe.
(Parte III de IV - Continuo a ouvir o cantar do suor, fantástico)
(.. 26Ago'05)
Recordadores Profissionais (2)
Foi premeditado, se te deixei de comover, de divertir, de te inspirar, minha querida amiga do meu fraco e carente coração. Se perdi a capacidade de te ferir e fazer sangrar, foi sem querer. Foi sem querer se te copiei, para não te perder, para não perceberes que se calhar eu, não era mais capaz. Foi sem querer que se calhar não fui mesmo capaz – a preguiça disfarça o meu corpo e os sentidos necessitam de mais minutos e não de dias.
Sempre como te disse, pertenci ao clube dos fortes, imagem que eu sem jeito quero impor a mim e aos outros. Sempre me senti um campeão do nada, mas quando sinto o amor, fraquejo. Afinal não sou nada daquilo que pensava ser, nem aquilo que mostro ser, mas amo a minha nova irreverência, mesmo com todos os medos, eu gosto e sinto-me fantástico.
Amas-me por prazer, pois só o prazer entrega-se há arte que o amor é. Dás e recebes. Amo de narcisismo e vontades de estar dentro. O poder, esse foi sempre nosso, partilhado. Não és menos amada por dares só o que te peço. Sei que, nunca te ocorreria correr de extintor na mão para me salvares de algo que não tivesses detectado ainda. Concebo a circunstância e tu decantas, depois rebates no teu interior: O sonho existe!
Entendo que o sonho se constrói com outro sonho igual, mas no sonho, tem que existir vontade de estar dentro do amor.
Sabes bem que me é difícil viver sozinho, o de agora e, não o de ontem.
Gosto de visitas inesperadas que nunca tenho. Sonho com um aniversário que nunca tive. É tal a minha ansiedade de tantas coisas simples a começar pelo viver, que acho, que nunca ninguém o fará pensando, que não sou desses coitados, necessitado - ele não necessita dessas coisas - dizem as gentes comuns. Sou pobre de vida, vivendo o necessário. Complicado de emoções de coração, fugindo do amor que sinto que não é para toda o sempre e até ao fim dos tempos.
Faz-me falta a música para dançar ao teu lado nesta “nuance” em que vivo.
Não posso dizer que tenha gostado do último dia. Não gostei particularmente do minuto que me fugia e eu como tu bem sabes, vivo de tempo e não de sensações rápidas e boas, por mais que elas e tu me levem ao céu vezes sem fim, atingindo a fronteira do meu sentido. Vivo de tempo, muito tempo, sabes bem e sabes-me muito bem. Minhas ejaculações, são executadas no vagar do tempo e só o tempo me dá a melhor das ejaculações. Nada como a libido para viver minutos de paz enterradas em mim. Sabes? Para contigo também, porque sempre soubeste que eu sou assim desde o primeiro dia, cheio de tempo para viver e tempo para te estar dentro. Gostei principalmente da tua nossa, última confirmação: Aprendemos a ouvir o cantar do nosso suor, Fantástico!
Acho que disfarço bem: Sou o amigo meiguinho de que eu e não tu, precisava. Contamos coisas, e outra vez as coisas que nos fazem mover no nosso viver. Fiz-te festas, dei-te carinho, e sei que me satisfiz, apesar do tempo limitado, queria sempre mais e, é sempre tão pouco, apesar de para outras gentes, as vinte e quatro horas serem sempre um atropelo e um perder de energias sem retornos adicionais. Nós verificamos que é no momento de um olhar e de uns quantos orgasmos e ejaculações que o abraço nos dá a energia para respirarmos, e eu gosto do que tu me dás, oferecendo-me em constantes minutos. A satisfação é recíproca com o minuto que me dás, mas sabes que morro sempre pelo minuto que não temos.
(Parte II de IV - Ainda não me apetece acabar)
(.. 26Ago'05)
quinta-feira, 25 de agosto de 2005
Recordadores Profissionais (1)
Há factos insignificantes que não esquecemos. Sou do tempo em que ainda “era”, é possível ser-se feliz para sempre.
Nunca vemos o mal que fazemos, só o mal que nos fazem se torna claro.
Só vivendo sobre a mudança se pode evitar a dor. Contornando a perfeição do tempo se pode vencê-lo. Assim pensava, enganei-me, porque o tempo não é pensável. Concentrei-me em deixar de ser para poder ser tudo, em esquecer para dominar a existência.
Deixar de ser é ainda acatar as regras implacáveis do tempo. Estou esgotado de correr contra a dor, contra a memória, contra a infância, contra o amor e o ódio. Criei uma meta de tranquilidade que se afasta tanto mais quanto mais corro para ela.
Não há paz no instante, e eu vivo de instantes. Começo a temer que a paz se alimente da paixão de que abjurei.
Alguém me ensina uma dor que não passe. As que passam doem mais.
Os grandes momentos da minha vida nunca me acodem na hora das dores. Conto frases feitas, frases que hoje presto a atenção devida e outrora nem sabia pensar nelas. Nada me diziam, simplesmente aprendi seus vocábulos, seus sons, seus sentidos menos a sua alma.
Quantas frases pronunciei, sem saber? A opacidade do mal é interior. Um muro desconhecido dentro do coração. O interior dói.
Existem coisas que gosto que, comecei a esquecer o som do seu riso.
Quantas vezes menti para ser fiel à verdade do meu amor por alguém. Ou do seu amor por mim, o que vai dar ao mesmo.
A última das minhas namoradas, não foi por me ter cansado dela que a deixei. Foi por me esgotar essa capacidade de acreditar absolutamente em tudo de novo a partir do zero.
Eu tenho que ser forte para ser digno de alguém – enerva-la, desconserta-la, para merecer o seu melhor amor, por mim. Porque não lhe podemos chamar amor?
Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As palavras são só um princípio – nem sequer o princípio.
No amor os princípios, os meios, e os fins são apenas fragmentos de uma história que continua para lá dela, antes e depois do sangue breve de uma vida. Tudo serve a obsessão do amor. O sujo, a luz, o áspero, o macio, a falha, a persistência… o céu, o mar, as estrelas... sei lá mais o que?
Meu Deus, como pode uma pessoa pretender existir em ti e ser tão cego para o amor das que me amam?
Tenho medos, quem não sabe?
Fiquei em ti mas, deixas-te de precisar de mim, e por isso precisei ainda mais de ti. Existe pior medo do que este?
Alguém me acusou de te ter descurado. Ninguém descura ninguém, nada passa e nada fica, é apenas a ilusão do tempo.
Nem a carne é sexo, nem o sexo é tão eficaz como se apregoa, tu sabes. O sexo arquiva-se, não se esquece, como o amor.
O sexo é como o comer. Um dia temos tanta fome que nem saboreamos o cheiro e não cheiramos o toque da carne, tem muito a ver com a nossa carência ou falta de um bom abraço, no tempo.
Eu sou mais medíocre, gosto muito do abraço onde ganho anos fantásticos. A maioria das pessoas selecciona as recordações para as usar como bóias: aqui somos sempre um ou outro: Aqui fui feliz. Aqui quero ficar. Aqui sou infeliz e, daqui não quero passar. Distinguimo-nos assim para uso no dia a dia, optimistas e pessimistas, gosto dos recordadores profissionais, o que tento ser.
Qual a quantidade de amor que podes dar-me? Quantos amigos podes esquecer, para chegares ao amor que dizes ter por mim?
Quantas palavras tiveste de esquecer a uns, para as dizeres a mim? Quanto ainda conseguirás amar mais, do que aquilo que nós sempre amámos?
Porque te escolho neste sussurro sem retorno? Porque te quero no meu sono, se iluminaste sobretudo o que eu não consegui ser para ti?
Arrumei os amores, sempre soubeste que sou um homem arrumado de coisas vulgares e amores mortos são amores banais.
O arrumo de amores, é a primeira regra da vida – saber arquiva-los, entende-los, contá-los, esquecê-los. Mas ninguém nos diz como se sobrevive ao murchar de um sentimento que não murcha. As amizades só se perdem por traição. Não sei dar explicações para o desaparecimento do desejo, essa coisa fantástica que existe no amor.
Mas que dizer quando o amor nasce protegido da erosão do corpo, do inicio do encontro, da saliva que cai, daquele olhar doce, e daquele nosso e só, abraço?
Porque se esfuma esse grande sentimento que minutos atrás morríamos um pelo o outro? Porque é que a tua voz de um dia para o outro deixou de me procurar, e eu deixei que a minha vida dispensasse o teu amor.
Lembras-te daquelas conversas reais, longas e pormenorizadas ao telefone? Tu eras tão mulher como eu, eu era tão homem como tu, e cada um de nós tinha sexo, claro tudo entre nós era sexo, sexo sublime, sem o ranger de molas, de qualquer ruído fora da carne, sem o melancólico ritual do frenesim que se aprende na vida e eu do repouso que reduz a paixão a cinzas, tu que sempre achavas maus minutos, para mim esses, sempre foram aquele... Abraço. Sabes e eu sei, que fazemos sexo (lembras-te daquele texto que escrevi aqui? ..." Não sei o que é fazer amor?"... Só sei o que é sexo e sabes que só o sei amar, com um abraço.) como poucos.
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(.. 26 Ago'05)
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
Parabéns MP.
Não vou cantar aquela cantiga com a música mais universal que existe neste dia, apetece-me antes dizer-te muitas outras coisas, mas quiçá, um dia as te direi?
Escrevo-te com atenta devoção, outras menos inspiradas em dor, para um amor impossível mas não invisível.
Ser sexy é ser feliz em qualquer idade
Nada de mais errado em querer um corpo lindo, mais ainda, errado em nos comparar-mos com as deusas/os das revistas de moda.
Afinal não nos dedicamos a ter um corpo perfeito e não é essa nossa profissão. Nada pior que pensar na barriga, nas rugas do rosto e na pequena flacidez da idade, quando alguém nos faz aquele elogio sincero.
“Sensualidade é uma atitude, que depende da maneira de pensar e enxergar a vida e não da idade que se tem”.
Não existe prazer num corpo que não se ama.
Prazer e sensualidade estão ligados à auto-estima. Ama-te e continua a ser... sex.
Teu guarda-roupa é um cartão de visitas. Nada de vestires-te como uma matrona ou um ser assexuado. Que sejas alegre e feliz e procura dar aquela pitada de sensualidade no teu guarda-roupa. Não fiques presa em detalhes. Apenas muda de atitude e não fiques à espera de aprovação do mundo.
O mais importante é aceitares-te. Envelhecer é entrar em acordo com o corpo. Quando temos vinte e cinco anos ficamos achando gorduras em cada canto e nos matamos para encontrarmos a perfeição. E agora como é lembrar os 25 anos? Aproveita a fase actual como uma das mais importantes da tua vida e de maior crescimento.
"Como já deves ter ouvido falar, o cérebro é o "órgão sexual" mais importante.
Usa e abusa das tuas fantasias e outros pensamentos que fazem tuas pernas tremerem e o teu coração disparar".
"Idade é um número, sensualidade é um modo de pensar, conduzir, expressar, celebrar e de amar –mos a nós mesmo".
Continua a gostar de ti como sempre gostarei de ti minha querida amiga mp.
(.. 24Ago'05)
sábado, 20 de agosto de 2005
Vida vazia cheia de felicidade.
Não quero esquecer o dia 19 de Agosto de 2005.
Como sou bué de chorão, nada melhor que ouvir de novo e pela 1001 vez, esta musica de sertaneja... que gosto de ouvir.
"Vida Vazia"
Depois que você foi embora
À solidão entrou trancou à porta
E não me deixa mais.
Eu já tentei sair
Tentei fugir , não consegui
Eu já não tenho paz.
Até o meu sorriso e tão sem graça
Não à nada que disfarça essa tristeza em meu olhar.
O quê eu vou fazer para te esquecer
O quê eu vou fazer para não sofrer
O quê eu faço para você voltar pra minha vida.
Vida vazia
Saudade sua
Dia nublado
Vento gelado
Noite sem lua.
Vida Vazia
De sentimento
Noite sem sono
No abandono
Eu não aguento.
Até o meu sorriso e tão sem graça
Não à nada que disfarça essa tristeza em meu olhar.
O quê eu vou fazer para te esquecer
O quê eu vou fazer para não sofrer
O quê eu faço para você voltar pra minha vida.
Vida vazia
Saudade sua
Dia nublado
Vento gelado
Noite sem lua.
Vida Vazia
De sentimento
Noite sem sono
No abandono
Eu não aguento.
by Bruno E Marrone
(.. 19Ago'05)
domingo, 14 de agosto de 2005
Mentiras e omissões.
.
Continuarei...
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
Mudei de sítio.
A quem sempre esteve ligado às minhas;
Contradições
Realidades
Sonhos
Desilusões
Caprichos
Destino
Expectativas
Sentimentos
Frustrações
Desabafos
... encontra-me no local combinado. Os verdadeiros amigos, nunca se perdem.
O meu e-mail, será um local de abrigo para, quem sempre conseguiu ouvir os meus helps e, mesmo os meus silenciosos gritos de socorro.
Obrigado
(.. 10Ago'05)
terça-feira, 9 de agosto de 2005
Activo o FIM!
Escrevinhada por:
SepolOm
às
18:35
segunda-feira, 25 de julho de 2005
Os meus medos.
Sei, juro que sei, a razão dessa negação premeditada. Realizei ao longo destes últimos anos, boas amizades com mulheres fantásticas. Nem todas sentem o mesmo que eu sinto, nem eu sinto o mesmo que elas sentem. Umas mais do que outras, eu consigo sonhar, quero eu dizer, inicialmente eu sonho mas, num certo momento de criar a responsabilidade que é necessária ao amor, eu nego o sonho e assim vou vivendo os meus dias muito mal.
Mal, porque não consigo dar o passo definitivo que penso sempre no inicio, que sou capaz de dar. Mal, porque no tempo, observo sinais que premedito que, não vou conseguir lidar com eles. Mal, porque não encontro as coisas simples que me maravilham apesar de eu constantemente continuar a complicar. Mal, porque nunca vou além da frase; Gosto muito de ti, és uma boa amiga. Mal, porque nunca vou além de outras frases; És linda, és fantástica, és muito feminina... Gosto de estar contigo.
Complico, porque sei que não sou capaz de mentir. Não sei ser infiel. Não sei enganar. Não sei tantas coisas que vejo todos os dias sucederem dia após dia, no mundo que não vou gostando.
Não sabendo lidar com essas coisas, contínuo a pensar que, tenho falta de confiança necessária para viver uma vida normal na sociedade que me educou.
Complico o que para os meus amigos tudo se resume a; deixa, que isso é assim mesmo! …
Não quero que a minha vida seja falsa. Porque, já a vivi.
Não quero que seja para passar o tempo. Não quero que seja mais um caso que vai acabar, mais uma vez.
Apetece-me repetir o que já há um ano disse aqui:
- Aceitaria casar-se?
- Não.
- Porquê?
- Porque seria infeliz.
- Porquê?
- Porque teria ciúmes.
- E por que teria ciúmes?
- Porque seria enganado.
- Quem lhe disse que seria enganado?
- Seria enganado porque iria merecê-lo.
- E por que iria merecê-lo?
- Porque teria casado.
Tenho medo de ser infeliz. Porra! Tenho o direito de pensar assim, depois de observar cada sinal que me chega. Repenso, e volto a pensar no mesmo.
É fácil gostar de alguém que toma conta de nós. Alguém que lida connosco com muita emoção, carinho, delicadeza, ternura e muitas vezes a sua voz nos perfura o coração ao ponto de termos momentos de virármos o mundo.
Depois, vem aquele dia seguinte, matreiro, silencioso que nos fere a alma. O coração chora e quando chora, dói. Se dói, algo vai mal.
A entrega é sempre diferente em cada um. Nem eu dou mais, nem elas dão menos. É tudo uma questão de sensibilidade.
Quando sinto que amo… sinto-me, morrer. Olho melhor, sinto uma grande sensibilidade toldar-me o espírito. Na mesma proporção que amo, observo melhor. Faço exercícios de vida, estou, mas não estou. Estou na vida do que sonho, e revejo onde cabemos os dois. Fatalmente, não sou bem sucedido nos meus sonhos da verdade.
Morro só de saber que tudo está mal. O amor traz-me lucidez e tudo o que observo… tenho, MEDO.
Não é fácil, entregar-me, pelo menos não tem sido fácil. É uma luta desumana que me faz sofrer. Algumas amigas e menos número de amigos, sabem que sou difícil de mostrar “os dentes” seja a quem for. É na amizade que eu sou mais forte, mais dado, mais oferecido. Mas aqui, nunca acolhe o que a mulher quer que eu sinta.
Não sei ser diferente. Sou assim e com certeza serei assim para toda a vida. Mudar? Porquê? Mudar, mudei eu já faz tempo e o final foi muito mau. O tempo passou e eu não quero chorar mais de coração.
Para mim era fácil dizer que sim a quem mostra sinais de ternura, visto que sou carente de coisas simples. Mesmo assim, terei sempre que sentir que estou na relação de peito aberto e por certo o futuro sorrirá para os dois.
Choro demais, e isso não está certo para mim nem para a minha felicidade.
Quando vejo alguém a chorar, posso apostar que a pessoa em questão sofre justamente por causa de quem deveria ser a fonte da sua felicidade. Então, há aqui algo de errado. Há algo errado no conceito de relacionamento afectivo.
Tudo o que procuramos é a felicidade. No entanto, nada pode ser mais contrário à felicidade que os constantes embates entre parceiros afectivos, conflitos estes que se verifica em praticamente todos os relacionamentos. No namoro, esses conflitos podem estar escondidos e silenciosos pela paixão e dóiem.
Se tiver um desentendimento com um amigo ou colega de trabalho, posso ficar aborrecido, decepcionado, revoltado, mas não me sentirei tão miserável, abandonado, solitário e carente quanto se esse desentendimento for com a minha amada.
Engraçado o que só aprendi há pouco: O termo esposa em espanhol significa algemas. grrrrrrrrr
Preservarmos a liberdade é, o nosso bem mais precioso. Entretanto, parece estar implícito que para nos relacionarmos afectivamente com alguém, precisamos de deixar a nossa liberdade. Isto não está certo. Mas como usufruir da nossa liberdade sem magoar o outro? Como conceder liberdade ao outro sem nos violentarmos?
O que é o certo? Certo é tudo aquilo que me trouxer felicidade, bem-estar, ausência de conflitos, tensões ou desgastes para mim e para os que gosto. Certo, não tem nada a ver com moral. Algo pode ser certo para determinada pessoa e ao mesmo tempo inadequado para o outro.
Crises existirão sempre. Mas o recomendável seria conseguirmos solucioná-las o mais rápido possível, não lhe fornecendo combustível e espaçá-las o mais possível.
Porque é que sempre existirão?
Simplesmente, porque toda a relação afectiva é de natureza emocional e, como sabemos, a emocionalidade emburrece. O emocional não é racional. A tendência é a oscilação entre o prazer e o desprazer, pois, se não fosse assim, esse mecanismo de sentimentos não conseguiria perceber a diferença entre esses dois estímulos e anestesiaria-se.
Por outras palavras: se eu for feliz sempre, não perceberei que estou sendo feliz; se for infeliz sempre, anestesio-me e passo a não perceber a infelicidade.
A oscilação é necessária para que o organismo emocional tome consciência da felicidade.
Se aceitarmos as crises emocionais como naturais e não como querendo impedi-las, não as atribuiremos à nossa opção de relacionamento e deixaremos de questionar que “se tivéssemos optado por um outra forma não nos zangaríamos”. Claro que nos zangaríamos sim. Não é o tipo de relacionamento afectivo que vai evitar zangas e reduzir as crises. É a educação de cada um.
Ao sermos educados pelo nosso ambiente cultural, ficamos impregnados de determinadas reacções condicionadas, e eu que o diga, muitas amigas deveriam ter essa em consciência, para serem minhas amigas. É essa educação que vai determinar se resolvemos as crises zangados ou fazemos carícias. Rsrsrs
Lembro-me de tempos passados que fazia isso… mas, ou era acusado de maricas (melado, cola) ou estava a brincar com coisas sérias. A acusação pior e mais sábia que saia de lábios de quem eu amava era a de ser irresponsável, ou que só sabia brincar com coisas sérias (brinco em cada segundo pelo amor). Ficava frustradíssimo, só me apetecia fugir…
Um passo para evitar as minhas “nossas” zangas foi sempre a pensar no seguinte:
Os melhores generais foram os que venceram os inimigos sem recorrer ao elevado custo das batalhas.
Quem é mais forte:
O que enfrenta ou o que consegue não se zangar?
Tão simples de executar e que faz uma diferença tão grande na nossa vida.
Vale a pena tentar, não achas?
Quem conseguirá ensinar-me que, amar é muito mais simples do que os meus medos? Quem tem a coragem de apostar no final e não nos afectos?
Quem…
Nota: Absolvam-me, mais uma vez quem me lê, sei o que escrever, mas.. Começo, vou para o final, troco o início, escrevo o meio, apago o fim.. grrrrrr
A emoção tolhe-me de momento o que sonho e o tempo não passa, tropeça.
(.. 25Jul'05)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
19:34
domingo, 24 de julho de 2005
Relacionamento FANTÁSTICO!
Apesar de momento reflectir sobre o assunto este, contínua a ser um grave problema nas relações de indivíduos com estrutura emocional sensível. Penso eu, que os indivíduos de estrutura mais sólida, conseguem ultrapassar no início e no tempo a este tipo de problema, gosto mais de dizer são mais condicionais com futuros imprevisíveis.
Seja qual for a nossa relação de amizade, conjugal ou profissional, ela não é qualquer coisa de estático. Assim como nós crescemos e evoluímos, também a relação que temos deve evoluir, tornando-se mais forte. Alimentar uma relação, coloca-nos o reconhecer o quão importante é o outro para nós, em cada dia da nossa vida. Falar dos outros é por vezes inoportuno e negativo, tendo muitas vezes os dois (a própria relação), necessidade de falarem sobre si mesmo. Existirá alguém que, irá sentir-se imperfeito.
A durabilidade dos casamentos neste momento, encontra-se directamente relacionada com a forma como as pessoas encaram a própria relação conjugal. A relação existe enquanto for compensadora do ponto de vista afectivo e emocional. Quando deixa de ser, equaciona-se se valerá a pena continuar. Eu senti, eu observo e nunca aprendi na escola.
Enumero algumas, quiçá, principais razões, de cortes na relação:
- Individualismo exacerbado
- Preocupação de realização pessoal e profissional
- Difícil conciliação (realização pessoal e/ou profissional) com a família
- A não, aceitação das diferenças
- A inexistência de tempo a dois
- Dificuldades de comunicação
- Falta de investimento e partilha
- Cansaço de uma relação infeliz em que nenhum dos dois se sente feliz.
Trabalho árduo…
Manter uma relação saudável exige trabalho e dedicação. Não é fácil a solução, mas impossíveis não existem. Sei, senti, que não é possível defender uma relação se um não estiver disponível para a solução. É normal quando na falta de comunicação, numa qualquer discussão, alguém dizer; Eu puxo para um lado e tu puxas para o outro. Ou, Não vale a pena dar mais, porque tu não queres. Três fantásticas, dicas.
1 - Discutir é saudável.
Discutir com respeito e sem agressão é normal e saudável numa vida a dois!
Aprendi um conceito FANTÁSTICO de um relacionamento: Quando emitimos uma opinião ao nosso parceiro, o tom de voz aumenta na medida proporcional ao nosso afastamento do outro. Engraçado que Paulo Coelho diz, O coração afasta-se tanto que até perdemos a voz…
2 – Saiba comunicar.
Comunicar o que pensamos e o que sentimos, respeitando o que o outro pensa, será seguramente o caminho para uma relação de sucesso!
Uma maneira segura, é pedir sempre uma opinião sobre algo ao seu parceiro mesmo que já saibamos o que vai ser. Isto é partilhar. Por vezes achamos, Já sei a opinião de “X” para que lhe pedir… Engano. Vale a pena falar sobre o assunto e é este pedir “verdadeiro” que o amor cresce e melhor, por vezes (para mim sempre) a opinião é sempre mais fantástica do que imaginávamos. Fazer o outro ser importante para nós é fantástico no nosso dia a dia. Por outro lado, refrear o que sonhamos ou sentimos do nosso dia a dia sem o conseguirmos comunicar ao nosso parceiro, é deveras sintoma de que qualquer coisa já não anda bem. A ansiedade silenciosa aparece e a dor toma-nos.
3 – Invista na relação.
A maioria das pessoas não investe numa relação. Casam por paixão e esquecem que este sentimento é efémero. Invista nas coisas importantes. Ninguém pode ser mais importante do que o nosso parceiro (consegue pensar nesta última?).
Continuo em busca se as amizades se constroem de fora para dentro ou vice-versa. Quais as motivações que nos levam a encontrar/aceitar, amizades tão diferentes de nós? O que nos obriga a ceder de nós? Afinal, quem somos nós? O que ganhamos de positivo para a nossa vida com amizades tão disformes da nossa personalidade? E por fim, que tipo de ganho temos para o nosso relacionamento actual?
É importante estar consciente de que o outro não tem a responsabilidade de nos fazer felizes, pois essa responsabilidade é só nossa.
(.. 24Jul'05)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
16:40
