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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Boas Festas.

Daqui deste lugar, mesmo do interior do meu e só meu ainda mar… Envio a todos os que ainda perdem tempo a ler o meu dia-a-dia - coisas que nunca penso, objectos de sonhos, amores recusados, amores não entendidos, amores segmentados, amores que nunca podem ser um amor e outras coisas que ainda não entendo o porquê - ainda tenho um milhão de coisas que não sei e não entendo - um abraço em singelo, de Boas Festas, com a vontade de ainda antes, bebermos um cafezinho, num lugar e num tempo qualquer.

Antes do ano findar uma nota, já que muitas gentes, “sabem” mais de mim do que eu e, também pensam que eu sei tudo, eu posso tudo, eu tenho tudo e que eu sou alguém! Nada mais errado! De momento só posso dizer que não sendo vegetal, levito!
Questiono as que um dia morriam por mim, sonharam tudo por mim, não dando nada, se deram, foi escondidas nos cantos da vida, são essas, as que hoje pior pensam de mim… Sou realmente uma espécie gente que não mereço olhar!… Ou será que não mereço melhores caminhos?
Ouvir um não é ruim? Sei que sim. E eu onde fico? Aceitar o quê?...
A única coisa que sei é que o meu mar é meu também, e esse único mar, estou lá bem no interior a ouvir o silêncio, sozinho, quiçá, até um dia sentir alguém pegar-me na mão... Com um coração quanto baste, igual ao meu
certamente!

Um Fantástico, Ano Novo 2007 correspondendo o mesmo afecto e desejo às famílias. Nos encontraremos por aqui ou mesmo que seja, num outro lugar qualquer. Até lá.

(.. 20Dez’06)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

O amor não desaparece.

"O amor não desaparece no acaso, só fica ali guardado naquele lugar onde dói muito." (jl'06)

Basta!
Não sou vítima do amor, decididamente. Outros assim pensam que sou. E até que sou um sofredor de amores. Pensam também que dia, semana após ano, todos os amores me abandonam. Decididamente é um engano mordaz e de muito mau gosto. Pior, só de gente que um dia gostou e no mesmo dia ouviu-me dizer com sinceridade, NÃO!
Gosto que assim pensem, faz-lhes bem, muito bem. Sentem-se melhores. Superiores. Até conseguem coragens para dizer palavras sem sentido, mesmo até mal-educadas e sem fundo de verdade.
Só quem amei - hoje do meu jeito, sabe e sente que nada é como escrevo. As palavras, essas que ofereço aqui. Assim quero, assim escrevo.

Afinal o que é viver a vida ao máximo?

Eu vivo mesmo nos limites. É por isso sinto que erro mais do que os outros mais normais que não eu. Pergunto-me tantas vezes…
Funciona?!
Mulheres estranhas sem amarras?!
Sem compromissos, sem casualidades?!
Porra!... Mas viver assim é viver? Cabeça pelo sexo?... Digo eu, penso eu.
O sexo em mim e para mim é, um “bico-de-obra”! Só funciona bem, se gostar. Não consigo pela casualidade apesar de quando era moço acreditar nisso. Ao crescer, senti que a solução da "vida boa" ou viver a vida ao máximo, não se encontra por esse caminho. Digo eu, penso eu.
O sexo é amor, não uma masturbação num lugar qualquer junto a uma praia, com um cenário fantástico, sonhando com uma mulher qualquer que, um dia passou por mim e mordazmente se atreveu a olhar-me e pensar: Sou linda, eu sei, mas nunca me vais ter.

Perdi.

Quando escrevo que perdi, quero dizer isso mesmo. Perdi porque não sou capaz de continuar uma relação que não esteja tudo presente - principalmente eu.
Perco na maioria das vezes. Sou assim, sei, mas é Deus que quer que assim seja! Ele é fantástico nos meus caminhos, apresenta-me mulheres extraordinárias mas, onde fico eu?
Quando o amor não está presente, não sou capaz de continuar, mesmo que os livros e as gentes cultas me digam que o amor "aprende-se", cimenta-se com o tempo.
O amor está ou não está presente. Não engano. Não brinco com os meus nem com os sentimentos de ninguém.

“L’amour rend aveugle”

Não sou assim, lamento. Não vivo de paixões. Assim parece-me a mim que sei quem sou.
A paixão cega-nos. Engana-nos. E eu evito-a o quanto me é possível. Acho que consigo, estou a conseguir, mesmo que depois fiquem zangadas comigo. Quem acaba, acaba!
Fica o quê?
Deve ficar alguma coisa?
Amizade?
Quanto tempo se faz uma amizade?
Sei, quando parto, perco sempre alguma coisa. É verdade. Rejeito o “amandar” palavras más seja a quem for, como gentes o fazem, só porque queriam algo que eu nunca senti e quando me dão, cobram!
É obvio! É só mais um motivo para eu ter dificuldades em aceitar seja o que for. Por isso, sei que perco, por vezes é muito mesmo. Por isso, gosto de dizer; ela mais uma vez me deu com os pés.
Sinto-me muito bem.

Não procuro qualquer conforto nas estranhas.

Não, por favor! Não!
Provavelmente o que sou como homem, só servirei mesmo para estar (viver) com UMA mulher, e essa provavelmente anda por aí.
Provavelmente não sou bom para ninguém - maioria.

Se alguém me jurar amor eterno, de repente, sinto um sufoco mordaz. Vivo o dia a dia sem juras. Vida simples. Sem qualquer compromisso, porque o medo de não amar alguém que estimo é muito mau e ninguém merece ouvir o que muitas vezes tenho dentro de mim no nascer de uma relação.
O medo de não conseguir amar, faz com que nunca me empenhe na sua totalidade, e isso me faz sentir falso. Mas são os meus medos. Sei que existem, sou assim. Milhões de coisas ainda não sei, mas sei não gosto de fazer mal a ninguém.
O significado de amor não é um remendo em mim, tem muito significado, porque eu não quero passar o resto da minha vida a pensar que o amor dói. Só dói quando se ama, mas quero eu acreditar que, muitas dores que vejo por aí, são dores de amores impossíveis e pior mal é, a maioria, pensar; se não és meu, não serás de mais ninguém, ou ainda, vou fazer-te a vida negra.

O amor não desaparece no acaso, só fica ali guardado, naquele lugar onde dói muito.


(.. 14Dez’06) (2)

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Álbum de imagens felizes.

Um dia amamo-vos, outros mais, temos que trabalhar para que isso seja possível. Nunca se vêem os dias difíceis num álbum de fotográficas mas, foram esses que levaram de uma fotografia feliz até outra, e todas, são quase sempre de felicidade. Num álbum, não se guarda os choros.
Os dias maus devem ser compensados com o dobro dos dias em trabalho, é isso que a maturidade faz dum homem. Existem muitas mulheres que necessitam de um homem de carteira recheada para serem felizes, mas eu acredito que é na força dos dois que a felicidade existe, na maioria das vezes, isso não se vê.
Uma mulher não necessitava de mais segurança do que sentir-se amada. Às vezes, quase sempre, sinto que o mundo é adverso a sentires marginais. Outrora eu pensava assim, pensava muito, continuo hoje a absorver cada sonho, cada pensar do tempo em que crescia.
Agora adulto, penso e só eu sei o que dói a educação que me impuseram. Dói e não posso fazer mais nada. Não mudei mas quero sentir-me bem, por isso, profano e estou bem.

Sonho:

Quisera eu um dia poder dizer, e digo, agora, quero.
O mundo não quer que eu esteja com ela e não posso mudar isso. Não sei onde vou estar daqui a uma semana, dez, vintes anos… Não sei, não sei mesmo, nem sei o que vou ser. Não sei se algum dia, vou poder dar-lhe o que ela merece. Há um milhão de coisas que eu ainda hoje não sei mas, há uma coisa que eu sei… Amo muito o sonho que tenho. Vou amar dia após dia, para o resto da minha vida.
Agora por favor.. Por favor.. Deixem-me continuar a sonhar.. Quero dizer isto a ela e não me apetece escrever mais nada.

(.. 12Dez'06)

sábado, 9 de dezembro de 2006

Sonho número não sei quantos.

Dia marcado! Nos veremos quando as nuvens formarem o seu ninho. Ai sim! Viveremos a nossa vida, a que sonhámos, a que merecemos.

Enrosco-me cada vez mais na vida que não pinto em qualquer sonho que não nasceu no meu coração.
O horizonte perde-se, esfuma-se a cor, vai o sentir, atiça-me o pouco despertar que molda o sentido da vida que quis um dia sonhar. A vida trabalha-se, quem quer, eu não nasci para a trabalhar, sim para a sentir, se acontece e quero, abraço-a, deixando-a, se me é estranha, sem mar.
Perdi-me outra vez, porque os encontros não são exequíveis de equilíbrios, tão pouco de quereres, nem as convergências são obrigatórias assim, distorcidas de vontades de um, eu, que insisto em divergir porque não é o sonho, o meu sentir, que me chega na mão para me alimentar a boca da alma que me satisfaz.
Deixo de ser razão, não sou o que outros querem que eu seja. Não sou. Sou um estranho que habita em solidão plena de defeitos mas de um só sentir.
Olho o horizonte e não vejo o que queria ver.
Esfuma-se piamente o que outrora via com paixão. Perdi o tempo. Sinto a falta de tantas coisas, como do meu tempo de ontem.
Não me encontro em lugar nenhum, ainda não sei o que perdi para encontrar.
Vai acontecer, tudo acontece.
Todos para o diabo, quem não aceita as ironias do destino?
Tentei voltar, desci, tive medo, tenho medos, não aconteceu, e eu não quis, perdi-me.
Sonho. Consigo reter as particularidades do melhor sonho, mesmo a cor mais ténue, deixei de a ver, porque não é aqui mas sim ali que eu devia estar, pertencer.

Sonho:
“Cruzou-me e eu voltei-me para a ver. Lentamente a rua descia e subia ao mesmo tempo. E então ela virou-se para trás e via a sorrir com um sorriso que dizia: Sou linda e tu nunca me vais ter.”

As promessas do amor cumprem-se tão dificilmente. Passados dias o desejo sufoca tudo em volta por inteiro, ouve-se a custo uma só respirar.
Revejo vezes sem conta os dias, e o que devia ser agradável é um tormento. Durante o dia tudo pode ser atrevido de doçura, promete-me a vida, mas eu desejo o silêncio, o prazer, não me satisfaz porque não consigo estar ali. Porto-me como um homem, mas doía-me no coração e no estômago.
Ponderei tantas vezes se a culpa era minha – queria tudo mas nada faz sem também o ter, e apertava o estômago para deixar de sonhar. De algum modo sempre que tentava insinuar “amor”, eu desfazia com um gesto, uma pequena arrelia. Entretinha-me, durante o passar dos minutos, a fazer coisas que nunca quis fazer, para deixar de sonhar as coisas que sempre quis fazer.
Por vezes dou-me noutros lugares para acreditar que sou capaz de mudar os sonhos que se vão apagando da memória, com a idade ou porque quero acreditar que assim é.
Procuro cada vez mais outros lugares para acreditar que minto cada vez mais a mim e ao meu corpo interior. O sexo, o meu, minto-lhe todos os dias. Digo-lhe que já foi tempo, agora deixei de sonhar.
Não quero pensar em mais nada, não preciso de mais nada, não quero saber de mais ninguém. Foi num lugar lá em cima quase tão perto de Deus, que deram cabo de mim.
A beleza é um sopro de luz, com cheiro a mar, e o suor mesmo em tempos de frio, corre sem secar, de lá para cá e no lado de cá deixa o cheiro que queremos que fique dentro de nós.
Por isso tenho medo. Por isso não quero ficar aqui. Amou-me muito, diz ela e eu amei-a muito, muito, digo eu que sinto que ainda a sinto, ameia à minha maneira. Cada pessoa tem a sua maneira. É um direito. Foi amor à primeira vista. Há quem não acredite, coitados. Não me arrependo. Dou-me logo todo. Não jogo e não negoceio. Digo tudo o que me vem ao coração. Não minto, tanto quanto me é possível dominar as palavras. Não vale a pena mentir porque o mundo é, de igual modo, inclemente.
Não quero encontrar-me. Gosto de sentir que estou perdido, pensando que vai acontecer de novo e mais uma vez que seja, o meu, o nosso, o sonho que sonho tantas vezes.
Agora que desisti de me encontrar, dou-me melhor comigo. Não espero que gostem de mim. Quando gostavam de mim era de outra coisa da qual gostavam. Isso é o que acontece, tenho a certeza. É isso que me fere. Ainda custa às vezes, porque sei que estou a fugir e que isso é sempre vão.
Não preciso de ter pena de ninguém, nem de mim, não serve de nada, Já houve tempo que julguei salvar um pouco do mundo. Era outro eu, sem dúvida. Não vale de nada lembrar-me. Gosto muito de esquecer de mim.

(.. 09Dez'06)

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Um perfume.

Um perfume que sinto sublime, mas que nunca me perfumou.
Escrever amizades no tempo não é fácil. Perfumar num lugar qualquer e saber que sonhámos com quem um dia partilhou um momento nostálgico, quiçá, um momento bom, ainda é tarefa mais difícil.
Contarei a minha e a história dela, quando um dia me encontrou.
Vou chamá-la de: "Femme de Montblanc".
Escutai, sabeis que eu nunca me repito e nunca volto ao dia anterior.
As mulheres em geral, desfazem-me em pedaços, tal que hoje mais do que nunca, sei, sou um bom coleccionador de pés. Amo as mulheres! Amo tanto que até dói! Na verdade umas amo de gostar
, outras, simplesmente, amo de amar.
Esta "minha" "Femme de Montblanc", perdi-me com ela, faz anos, muitos. Ela nunca se perdeu comigo. É uma miúda fantástica, persistente, gosta de me dar “baile”, como se eu fosse um homem velho, que já deixei de ser o outro homem, aquele que nunca gostei de ser. Ela sabe, eu continuo a ser aquele que ela tem exactamente medo de um simples olhar lá do lugar dela, Guarda.
"Femme de Montblanc", é amiga, e eu sou um homem de sorte de a ter encontrado no local que nos conhecemos. E que local (rs)..
Lembro-me, foi uma noite giríssima. Tinha ela vinte e quatro anos… Que saudoso tempo!... Perfume perfumado na noite que pensei que ia crescer outra vez mais. Tenho saudades deste tempo. Era outro. Sofria menos.

2 (06_12_09)
Gosto de me lembrar deste encontro que nunca prometeu nada, a não serem palavras, bons momentos e uns sorrisos confortáveis. Hoje, no tempo, revejo, esta amiga… Cat, e sorrio. Que coisa poderia eu mais fazer? Faz-me sentir um irmão mais velho, coisa rara. Eu tenho medo dela e sinto que ela tem medo de mim.
Os anos amordaçam-lhe o querer, a vontade, quiçá, os sonhos, não o que ela sonha - tem sonhos próprios, mas quisera eu um dia, que ela sonhasse também os meus sonhos junto dos sonhos dela. Rio-me, que outra coisa posso eu não fazer? Ela chama-me tantos nomes. E eu rio-me tanto com ela por ela me chamar aqueles nomes imensos.
É atrevida, chama-me “kota”! Gosto! Só ela me escreve esse nome porque tem medo de mim, e eu gosto. Acha que eu já perdi o equilíbrio, a força, a vontade, quero eu dizer - irra, pensa ela, perdi as vontades do sexo, as vontades de amar, como a vontade que ela acha que eu devia ter com a idade dela.
Sorrio, um dia escrevi aqui para outra amiga que, a idade não existe em nós mas sim, na vontade que cada um de nós tem em dar. Oferecer ao outro o que amamos de querer de amor. E quando se ama, tudo acontece. De outro modo não sei pensar, não quero preconizar.
Sorrio, gosto de lhe sorrir. Gosto de sentir a miúda a olhar-me. Penso sempre na possibilidade do que elas pensam – já deu o que tinha a dar, escolhe outra, e sorrio.
De novo sorrio, lembrei-me, que sempre lhe disse nas nossas longas conversas de palavras - queria, quero, outros filhos, nascidos por mim, em mim e para mim, mesmo que uma mulher queira viver comigo, num lugar onde uma família pode continuar a viver e a amar. Tenho vontade de lhe dizer coisas, muitas coisas, não para a possuir, mas para que saiba – eu disse-lhe tantas vezes - um dia estarei no lugar que sonho – um rio fluindo. Na sua margem, quatro paredes. Entre as duas, as crianças brincam felizes com os mais animais, revoltando as verdes que plantámos não só para olharmos.

… voltarei. (tinta sem fim)


(.. 29Nov'06)

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Estou bem onde estou.

Na verdade só estou bem onde estou e não aceito hoje, aqui e agora, a cantiga “só estou bem onde não estou”. Parece que, de repente, o canto do António virou a cantiga “da verdade”, e que em cada esquina, corre a inquietação da procura de um lugar alternativo em que ainda por cima não se acredita que melhore o que quer que seja.
No meu tempo, por muitas razões que agora não quero recordar, acho que se acreditava que havia lugares em que não só se estava bem mas, permanecia-se num qualquer limbo de êxtase. Era uma ideia de solução definitiva, ao gosto do meu tempo e feito na medida de nós próprios, era assim que queríamos que tudo fosse. Os sonhos, estavam ali.
Lembro-me - quero lembrar-me agora, a maioria das pessoas alinhava nessa ideia de que o lugar perfeito é sempre outro, diferente daquele que nos é acessível.
Revoltávamo-nos, mas passava. Zangávamo-nos, mas era de curta duração. Acomodávamo-nos, mas não contava para nenhuma contabilidade. Lembro-me das bastas interrogações que eu e os meus amigos fazíamos - “quem sou”, “de onde venho e para onde vou”, mas desvanecia-se nas borbulhas da minha, nossa adolescência e nos primeiros amores inflamados.
Lembro-me de tudo, quero que assim sejam as minhas lembranças de moço, mesmo que perdido por um qualquer lado ou por uma qualquer razão, houve sempre demasiada gente a suspirar pelo paraíso perdido, pela relação perfeita, pelo estatuto que se colasse à pele, pela fortuna que trouxesse fama e glória.
Mas sabem como é: o tempo é sempre traiçoeiro e a memória organiza-se como pode, arranjando o passado em função do presente, para haver um antes diferente do agora.
Neste agora, quase parece mal dizer que não se quer ir a lado algum, mais agora do que ontem, a maioria nestes das gentes dos espaços virtuais, gosta e diz alto e em bom som (mentira, se disse-se que gostam de dizer), que não querem nada – são felizes, felizardos! As gentes que aqui vêm já têm tudo! O dia que corre, corre simplesmente, flúi, transforma-se num lugar, que nos faz chegar aqui, um altar que no final do tempo, qualquer tempo, tornar-se vulgar e para mim este lugar não é nem nunca foi um lugar vulgar. Vim parar aqui porque, quis e quero. O que tenho, adicionarei aos amigos que sempre fiz em espaços semelhantes.
A cantiga que hoje faz furor, a do António, irrita-me!
Em cada esquina corre a inquietação da procura de um lugar alternativo em que, ainda por cima, não se acredita que melhore o que quer que seja. Virámos “todos” para o individualismo e hedonistas, ou então é o cansaço dos dias iguais que nos fazem suspirar e queixar, sem conforto do sonho, nem o recurso ao imaginário…
Aprendi desde cedo… Há um único tempo que faz a diferença: o do aqui e agora. Pena é que a maioria confunde vezes demais o, “aqui e agora”. Nunca entendi a razão mas, continuamos a fazer enormes confusões, sinto-o – gosto de dizer que, o meu dia foi fantástico, mesmo que um não o tenha sido tão bom, geralmente é fantástico.
Tenho para mim que a maioria das gentes, faz julgamentos dos outros na medida que julga as suas necessidades. Tenho para mim que, a maioria, refaz o que aprendeu, segundo as suas conveniências. Tenho para mim, que “mudamos” vezes demais – para pior, segundo as nossas vinganças, segundo as nossas tristezas, segundo as nossas cegueiras. Tenho para mim que nunca paga quem nos fez mal e isso sim, quem num momento qualquer, atravessou o nosso caminho no momento errado, isso sim, pagamos sem saber que mal foi executado ou que males nós merecemos. Somos assim, e as desculpas são sempre – na maioria dos casos, injustificadas, assim somos, pedintes de afectos que não merecemos, porque não alimentamos convenientemente os sentires de outrora – os que nasceram em bondade e saúde no nosso berço.
Mudámos para pior, porque as conveniências servem-nos à mesa da fome do “aqui e agora”.
Sempre acreditei no tempo. Até hoje não tenho qualquer razão para ter dúvidas. O tempo foi e quero que seja, sempre meu amigo. É no tempo que vejo o melhor carácter dos que escolho para meus amigos.
Morro com a malícia negativa, brejeirice sem lógica, a cusquice, a intriga, a mentira, as omissões e outras coisas que me afectem os sentires e que afectem os sentires de alguém que estimo muito! Uma vida a seleccionarmos o que aprendemos, ainda por cima, contra nós, e acabamos a entrar no coro do “só estou bem onde não estou”...


... como se alguém de bonito fosse um destino seguro e com sentido.

(.. 20Nov'06)

sábado, 28 de outubro de 2006

O jeito de não ser o que devia ser.

No momento de um perigo real, abstenho-me dos medos. Sou calmo, ao contrário de quando enfrento os dias normais. Os ansiosos, dizem, como eu que têm medo do medo, ficam sem ansiedade quando deparam com o verdadeiro perigo.
Não gosto da ansiedade e se a sinto a pairar muitas vezes em mim, algo não está bem. Remeto-me sempre ao meu lugar, meu espaço. Não fujo. Não sou de argumentar coisas que só eu sinto. Nenhum argumento mesmo que venha de alguém inteligente, me faz mudar, nem me faz pensar de outro modo. É o meu jeito. Não gosto de sentir ansiedade em mim. Dizem, deixa o corpo sem sentires e o que se sente é mau para qualquer pessoa. Eu deixo de sentir e, eu gosto de viver a sentir.
Vejo-me dentro de um espaço inseguro. Acompanham-me no mesmo espaço. Não sei quem é, não sei porque apareci ali naquele lugar. Abraça-me! Sinto-me abraçado! Abraço sem jeito. Apalpo no abraço com o exercício de encontrar melhor lugar, quiçá, melhor companhia na vida que elegi.
E agora o que faço com ela? Que faço eu aqui? E agora? Pergunto de novo só a mim, a minha consciência, sinto, abandona-me. De repente sinto-me só. A ansiedade nasce.
A consciência diz-me: Faz o que o corpo te aprouver fazer. Mas não me apetecia fazer nada. Tenho o grande defeito de não conseguir ter uma erecção com a mulher que conheço há muito pouco tempo. Preciso de estar apaixonado ou, pelo menos, julgar estar apaixonado. Não era o caso. Podemos falar, inquiri. Podemos diz ela, como se amanha disse-se o mesmo. Mas eu não tinha conversa. Tudo me parecia sórdido, não sentir nada era mau demais para eu dizer fosse o que fosse. Ela não merecia. Ela não merece. Apetecia-me sair dali. Não fui. Ela detestaria que eu o fizesse. Não merece o mau de mim. Onde ficava eu? Onde fiquei eu?
Os exercícios que nós fazemos, para verificarmos se estamos bem ou se vamos ficar melhores. Que defeito eu tenho para e mais uma vez reconhecer que sou assim.
Bem tento ser outro qualquer normal mas nunca sou capaz e, não sei se um dia serei diferente.
Nada procuro. Sei que o que necessito não se procura, nem estoicamente, mesmo que se perca como eu perco tantas vezes.
O desencontro é estar com alguém que se desvanece num momento e não é possível recuperar se não permanecendo estoicamente no mesmo lugar. Assim fiz. Se tentarmos procurar, ficamos perdidos. Continuo a não querer procurar, sei, a nossa cara-metade acontece quando menos precisarmos, quando talvez estivermos a morrer num outro lugar qualquer.
Necessito do meu silêncio. Não gosto do silêncio dos outros. A minha casa não é melhor do que o mar. Só no mar, debaixo de água salgada se encontra um silêncio que tudo absorve, uma paz que não existe em lugar algum. Necessito do meu silêncio e não de um silêncio qualquer. Meu jeito é mesmo assim. Os dias sucedem-se devagar, arrastam-se. Não consigo fazer nada que equilibre uma mente desordenada. Ler um livro, ter uma conversa interessante, escrever, tantas coisas que sonho e de momento não sou capaz de fazer equilíbrio numa delas, qualquer coisa não me apetece.
Ninguém adivinha o futuro, ninguém sabe o que nos aguarda, as doenças, a velhice, a morte, o lar, futuro de muitos que eu nem sei se o terei. De momento, não quero saber, não interessa nada.
Gasta-se de mais. Bebe-se mais. Vive-se numa alegria falsa. Sinto. Por detrás de tudo há um medo, um terror, que por vezes irrompe. O que parece normal é um engano em que cada um pretende enganar-se. Pelo menos os solitários ficam em casa, por necessidade ou escolha deliberada. É mais fácil fazer um contrato com a solidão do que com o insuspeitado.
Todos julgam recuperar o irrecuperável. Há quem de noite, nas discotecas, procure desesperadamente a alma gémea, como se existisse o caso, e afogam-se em bebidas más, outros águas caras. É o mesmo princípio.
Reconheço que sou muitas vezes sórdido, sei lá se imundo a bem ou a mal. Mas sei pensar. Sei sentir mesmo que sinta a distância vazia, sinto. Nem tudo o que está perto é bom para uma pessoa ancorar o que sente. Uma coisa é o afecto, a ternura, outra a sobrevivência que destrói a liberdade e pretende agarrar-nos com amarras. Dormir com uma mulher muito tempo é uma perda de tempo. Não depende de nós. E o que não depende de mim deve ser destruído. Na memória permanece só o que de nós fazemos, não o que nos fizeram. Comigo é assim.
Aceito este meu estranho destino. Sei há muito que tal como nasci sem o querer, assim morrerei quando chegar a minha vez e entre esses dois momentos só existirá a liberdade de ser por querer.
O mais certo é continuar a percorrer o infindável. Em pouco tempo descubro que as pessoas e mais a outra pessoa, nunca me vão entender. Vivo em sossego. Ganhar o sofrimento dos dias é o meu emprenho. Tenho conseguido. Sempre tive muita fé e no meu destino também.


(.. 28Out'06)

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Conceitos. Amizades.

Olhamos à nossa volta e sentimo-nos impotentes para falar, escrever. Por isso escondemos a tristeza no fundo do coração. Tentamos desesperadamente agradar a todos. Justificar tudo o que pensamos. Finalmente, acabamos a pedir desculpa a alguém, assim será enquanto continuarmos a ser o que não somos ou a forçar o que gostaríamos de ser.
A crise de amizades instala-se. Sabermos que podemos estender a mão e alguém está num lado qualquer para nos amparar é coisa de poucos mas, os que têm, deveriam crescer e/ou sentirem-se fantásticos. Assim me sinto, fantástico.

Existem momentos em que o desespero é tão grande que deixamos de conseguir fazer seja o que for, a não ser flutuar ao longo dos dias. São os momentos tristes que nos trazem de volta todos os fantasmas, e/ou medos do passado. Seja qual for a razão; realização pessoal, injustiças, solidão, amor etc. ou que de repente olhamos para o que fizemos até hoje e, descobrimos que nada, mesmo nada, foi como planeamos, como sonhamos.

Os dias passam. Meses. Depois os anos vão ficando para trás. Um dia olhamos a pele. Está diferente, áspera. Não acreditamos. Remendamos com a velocidade da publicidade que absorvemos no inconsciente. As aflições surgem na mesma velocidade que esquecemos o tempo passado. É um primeiro acordar.
Por mais que tentemos ser correctos com todos, não somos capazes de ser, de igual modo com todo o semelhante. Não sei a razão. Sei, sabemos, mas não quero saber agora. Não queremos saber.
Apesar de tantos esforços, de tanto tentar-mos ser melhores, mais amigos, mais tudo, afinal o que ganhámos em valor acrescentado à nossa vida, ao nosso momento? A incerteza do dia de amanhã, a insegurança sobre o sermos capazes, numa sociedade em que tudo é descartável, cada vez mais cedo e mais depressa.
O facto de não trazer valor acrescentado em velocidade sonhada, o tempo passa e criamos novas expectativas. Os erros voltam a nascer e de novo voltamos a perder.
Somos educados para sermos inseguros, desde o nosso nascer. É um facto, mesmo que os mais seguros pensem que não. Os chefões, como a igreja, seitas, grupos ou seja o que for, manipulam, fazendo-nos acreditar que somos livres. Sabemos isso e continuamos a deixar que assim o seja. Como na vida profissional quem manda pode, assim fazemos com o nosso semelhante, sempre que podemos.

Sei, a amizade não é o maior bem que se adquire numa vida. Muitos dizem que sim. Apetece-me escrever o que penso. Não! Não é. Mas sei que é uma das melhores dádivas que construímos na nossa vida. Não é fácil e nunca é garantido. É um adicionar constante de pequenos nadas. Afectos positivos.
Raramente me engano e quem me conhece sabe que este é o meu chavão da amizade: “Os amigos não me vêem defeitos”. Muitos dirão que sim, mas não é o que penso.
As pessoas boas não me enganam. Quem é bom não me faz mal. Quem tem carácter mesmo que não aceite o que sou ou a minha maneira de ser não me trucida.

Existem muitos tipos de amizade. Não vou perder tempo porque todos nós sabemos isso. Sentimos amizades diferentes em todos os momentos dos nossos sentires.
Sou um homem de fé. Não sou católico. Sou cristão. Quem me conhece sabe o quanto o sou. Acredito que é no equilíbrio que a vida amadurece e se vive sem grandes amarguras.

Amo muito de coração os meus amigos e eles, os verdadeiros sabem, “nem sempre podemos ajudar quem mais gostamos”.
Felizes os que têm fé. Os outros, resta apenas um dia após o outro.

(.. 12Out'06)

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Aprendendo comigo.

Aprendo comigo algumas coisas. A ideia é simples. Roubar ao mundo um pedaço de vida. Depois se o conseguir, fixava para sempre com palavras. Agarrava com os dedos as tintas, e delas, traços escritos dos nossos prazeres. A ideia prende-me os sentires. Quero sempre mais de mim, quero suster o tempo. Fechar-me num lugar qualquer sete horas seguidas, porque não mais? É uma fixação pretendida que se esfumou da realidade. As coisas foram feitas para se utilizar no dia a dia e desaparecer no tempo. A repetição dura até um dia alguém dizer basta. Gosto sempre de escrever o que me vai na alma. Assim sou e assim por ora serei. Estes meus nadas, tropeçam-me e perco-me.
Esta ideia era tão simples. Foi minha ou tua? Quisemos que fosse nossa e eu gostei sempre de saber que era dos dois.
A exaustão também faz parte da vida. Os corpos a caírem, a serem segurados pelo chão, as palavras a desfazerem-se nas bocas, a voz a desfalecer até nascer o silêncio. Sim, foi sempre isso que quisemos atingir. As conversas, essas, tinham outros lugares marcados.
Lembro-me, de pensar que um dia mais cedo ou mais tarde, as palavras deixariam de existir, trocaríamos por gestos e mesmo esses, também seriam perdidos, para dar lugar aos nossos melhores silêncios. O silêncio busca o imaginável, a performance, o amor pleno. Eu continuo a imaginar coisas complicadas, tudo ou nada.
Tudo era natural. Nasceu tudo em simultâneo com os sonhos. Sonhamos um dia e no mesmo instante realizávamos os nossos sentires.
Tudo era simples, simples, tão simples que não resultou. Talvez fosse demasiado simples, e o engano enorme.
Eu tinha dito que as palavras roubam tudo o que apanham, são ciumentas, irrompem por debaixo onde o silêncio as sustém. Que mania da perfeição que o amor nos rouba.
Faltará a impressibilidade aos nossos silêncios? As coisas previsíveis aborrecem-me mas, tornam-nos mais seguros. Ninguém quer a rotina mas é ela que nos segura dos nossos defeitos. Se não acontecer nada, nada se percebe. Ninguém percebe até que algo aconteça. E tudo o que acontece não se deixa ver pelo simples movimento das coisas. É sempre preciso um nascer de uma história própria para cada acontecer.
Os corpos enganam muito, as almas são sempre um enigma.
Sonhar acordados, estamos sempre. Necessitamos de juntar o que é com o que não é. Ficcionamos sempre e outra vez mais. Somos assim, nada criamos, rodamos o que já outros viveram do mesmo modo. Só assim a vida é vivida. As histórias são feitas assim e todos temos uma história para contar, nunca entendemos é porque é sempre igual a outras que andam por aí. Eu que queria roubar um bocado de vida, hoje quase parece impossível. Será impossível?
O medo dói mas faz-nos companhia. O sofrimento deixa-nos crescer. E um maior vence o anterior. Quando nos dói é preciso urgentemente encontrar outra alma que nos faça ser mais desequilibrados, é o perigo da contradição. Acontece-me que um maior desgosto de amor cura-me de um amor profundo e fiel anterior, mas nunca aceito. Desconheço-me, cada vez mais.
Esta existência não é um jogo e eu esfumo-me sem jeito, sem qualquer destino, sem caminho, nunca me apetece chegar a qualquer lado. A falta é o que nos faz caminhar, continuar. Aprendemos com as faltas, todas as faltas sejam elas quais forem, desde que seja uma falta. A minha ignorância é a condição de aprender, não sei e quero saber, essa a minha contradição a que me completa, sou assim que hei-de fazer?
Faz-me falta o amor que não sei.
O principio é mordaz e quanto mais, pior é os finais, nunca acontecerá de bom jeito. Quanto mais amo menos sei da palavra amor, o que sinto falta. Essa a minha falta. Devia desistir Sei lá o que é o amor. Sei, sem ele nada há. Tudo preenche, tudo ocupa, os lugares mais secretos, onde já nada esperávamos encontrar. Quero continuar a aprender a sentir a falta que me faz.
Confundimos vezes de mais sexo com amor porque ambos surgem de faltas. São diferentes como o corpo da alma. Só sou alguém porque existem outros, assim me sinto, outro, nunca eu, porque tenho falta.

(.. 05Out'06)

Padeceste amiga.

... Tiveste que partir, para outro melhor jardim.

Dia três de Outubro, faleceu uma boa amiga, 35 anos. Deixa dois filhos. Cancro no útero. Doença que leio que já tem cura. Qual cura qual carapuça!
Registo o dia. Registo o meu agradecimento ao meu Criador. Sei que não o vou acusá-lo. Sei! Sei tantas coisas Dele que, nunca o poderia sobrepor às coisas vulgares do homem mortal.
Que a minha amiga se deleite na Tua superfície e, aguarde a chegada serenamente dos seus familiares e amigos deste seu anterior lugar.
Tenho falta de saber Senhor, porque as coisas vão acontecendo sem o Teu rigor, sem a Tua ordem, sem que Tu saibas! Só porque um dia deste “Um” dia a alguém, para provar que nós não Te merecemos?!?.. Eu continuarei a Amar-te, e sabes que só Te Adoro a ti.
Senhor, cuida da minha amiga Noémia.

(.. 05Out'06)

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Parabéns! Faço 31 anos.

Chegou-me aos olhos confesso (e-mails, sms), preocupações constantes de boa parte de boas AMIGAS, o facto da minha ausência ter sido notada por não escrever. Assim, faço constar a minha actual situação.

Numa empresa onde funcionavam há dez anos 8500 funcionários, existem hoje 2500. O desnorteio politico continua.
Assim e chorando tantas vezes por ver amigos partirem pela chegada de novos modelos de gestão mais capazes, penso que chegou a minha hora de dizer basta. Coisas de políticos sei, mas entendo que um dia a hora chega a todos. Não quero saber se me safo nem é isso que me trás aqui, mas sim, contar-vos as minhas preocupações de ora.
De momento a politica da empresa é trocar os seus técnicos especializados por gente também técnica mas não ainda especializada, com razões de contratos de trabalho menos afoites as que foram ganhas com lutas de outros tempos.
Faço hoje precisamente 31 anos que vim especializar-me para esta empresa. Foi aqui, que trabalhei e em simultâneo acabei o meu curso, diria dois cursos. O 12º. Ano, na Escola de Artes Decorativas António Arroios – Curso de Equipamento e Decoração e o Curso de Arte e Design do antigo IADE – Instituto de Arte e Design, em Lisboa.

Nesta empresa, trabalhei e estudei. Aqui me fiz. Aqui trabalhei de agrado. Tudo o que fiz e faço foi sempre o que quis fazer desde que me conheço. Não sei fazer mais nada. Não quero fazer outra coisa a não ser, comprar um monte num qualquer lugar junto a um rio e viver com os animais que por ali queiram partilhar as ervas que plantarei. Sonho.

Assim, fazendo parte dos empregados especializados mais antigos desta empresa; tendo regalias que os novos não têm; ganhando o que outros por ora também não vêem ganhar; principalmente fazendo parte de empregados com carácter que outrora lutaram por melhores regalias; fazendo também parte dos homens de carácter que não vergam a ideais políticos de contenção despesista que só afecta quem trabalha e nunca os que apadrinham os colarinhos brancos, noto então, a chegada da hora de dizer basta ou terei que abanar a cabeça para cima e para baixo.

Não é do meu lugar que estou a falar mas sim, de tantos que deram o seu tempo, dedicação e brilharam por esta empresa que, ultimamente deixa de fazer sentido e deixo de me identificar com a mesma. As privatizações das Empresas Públicas, vulgo S.As, não se remendam. Até ao final do ano mais, cerca de 200/300 funcionários terão que partir. Até ao final do ano mais, cerca de 200/300 funcionários terão que partir. A vida é assim, poderia não ser, mas é, só temos que acreditar no dia seguinte. Eu acredito. Receber indemnização e ir receber o subsídio de desemprego, passar 3 anos e reformar-me. Vejo o meu monte mais perto, mas ainda não é assim que eu quero as coisas.

Este um motivo buédachato. Entendam, não é a primeira vez que passa por mim. :)

Outro e que me coloca em desvantagem no momento, talvez mais sensível é, o facto de ter perdido o amor que amei tanto tempo e só eu sei o difícil que é passar o tempo sem ele. Deu-me com os pés (será melhor dizer assim, selvaticamente para doer menos). O tudo ou nada faz parte de mim, sei que sabem.

Pronto, que mais para vos dizer? Népias…

(.. 28Set'06)

domingo, 17 de setembro de 2006

Medidores do fantástico sentir.

Movo-me por sinais ultimamente. Exercito-me perplexo aos sinais e às medidas da minha vida. Exercícios vários, desmedidos, tolos, etc. Utilizo medidores de coisas fantásticas que só eu as entendo e só eu me sinto bem em medi-las. Quero continuar a medir as coisas fantásticas que me chegam que me fazem sentir bem. Uma vez mais, esforço-me por medir as coisas em milímetros. Consigo com mais trabalho mesmo árduo, dividir o milímetro por mil, sobra-me sempre mais um e não é por acaso que meço os meus sentires por 1001.

O meu narcisismo, não me engana. A luta pela perfeição em tudo o que faço é, a plenitude do meu melhor bem-estar e de todos os que me envolvem. Todos os dias refaço a minha perfeição, procurando cada vez mais, o meu melhor narcisismo em mim para que o oferecer seja tão perfeito como tudo o que sinto. Os que me tocam sabem, o quão perfeito eu sou, e o bem-estar que transmito nos meus pequenos nadas.

Tenho muitos amigos. Sou um felizardo por isso. Tenho muitos lugares comuns com outras gentes fantásticas. Todos os dias encontro mais um amigo que fica. Sei, o meu narcisismo desentende-se muitas vezes com passantes ou futuras gentes que pretendem ficar por perto. O meu maior defeito, defeito que fui exercitando ao longo da minha vida perigosamente e sentido, é o meu silêncio. Consigo silenciar-me num qualquer momento se os objectivos deixam de ser razão de qualquer justificação, para continuar algo que outrora fazia parte de um sonho real.
O silêncio, esse, faz parte do meu amor. É a minha melhor maneira de não afectar quem gosto, quem amo ou quem sonho. Silencio-me afectando menos, primeiro eu e depois as gentes. Não gosto de gritos. Não gosto de argumentos finais. Não gosto de justificações que nunca antes se resolveram e os tempos foram e são sempre iguais para dois. Assim, silencio as dores, os sentires até que padeçam e consiga realmente arrumá-los definitivamente numa qualquer caixa não de segredos mas sim arrumados como as sementes que se deixam na terra levados pelos ventos e que num outro lugar qualquer, germinem mesmo ali.

Tenho medidores de sentires. Todos os dias, os utilizo. Os dias passam. Tenho dias que os utilizo com desalmada perfeição pensando mesmo que sou eu uma alma mais perfeita do que os meus medidores. Faz parte de mim eu ser assim. Não mudo. Não quero mudar. Apetece-me sempre sorrir e outras vezes rir.

Um dos meus medidores perfeitos, são (não vale rir) os cigarros. Depois de dois anos sem fumar, achei que o tempo me fugia para outro lugar qualquer. Atrevi-me, por opção e prazer outra vez mais fumar. Gosto. Não sou um fumador irracional mesmo sabendo que o tabaco, qualquer tabaco, um cigarro que seja, faz mal a qualquer gente, mal à saúde entenda-se, mais ao meu narcisismo sei, mas não me afecta.

Normalmente fumo, num dia normal sem atropelos da vida familiar, profissional e intervalos, uma média de catorze a quinze cigarros dia. Quero eu dizer que quando me deito, esses são os que fumei num dia normal. Considerando que me levanto às seis da manha e me deito pelas vinte e duas e trinta, encontro alguma razoabilidade no meu fumar. Normalmente, no fim-de-semana seguinte, fumo os cigarros que não fumei na semana mesmo que tenha que adquirir outros vinte. É razoável. É assim que eu me entendo e claro, gosto deste meu hábito que é melhor do que a maioria dos medicamentos que outras gentes tomam, para se encontrarem num patamar de vida razoável. Fumo em momentos de perca de algo. Os vícios são assim meios esquisitos. Tolos são todos os vícios. E fumo para pensar ou passarem os minutos. Fumo para quebrar algo que quiçá não sou capaz de continuar a fazer em real. É o meu amparo, a minha evasão do momento.

Lembro-me quando era mais velho, muito velho em que no intervalo de uma ejaculação para a seguinte ejaculação, fumava um cigarro e ainda partilhava com o outro corpo que me possuía. Hoje mais novo, as coisas mudaram, a cada intervalo, são mais cigarros, sei, e o outro corpo que me consome as entranhas sabe quantos consegue ou quer que eu fume.

Isto para escrever sobre o meu medidor sensato dos meus sentires.
Chego ao final do dia, encosto a cabeça no travesseiro e lembro-me quantos cigarros sobraram nesse dia, quatro. Hoje com o meu acordar às nove e pouco, e o deitar às sete e trinta do dia seguinte, assentei a cabeça no travesseiro e adormeci a contar os que me sobraram.
Mais um dia fantástico este meu bom acordar.

(.. 17Set'06)

sábado, 2 de setembro de 2006

Longe está o Sol.

Penso se escrevo ou não, sentindo-a longe abraçando o Sol e o mar, sem mim. Irei amanhã procurar o meu mar que tanto gosto de olhar, uma, e outras vezes mais. Irei, sem qualquer dor, já que não sinto à muito as dores que persistiam e que arrumei ali. Vou com as sortes de encontrar outro olhar em mim. Sei que sim, sei que vou também gostar de olhar. Ela vai encontrar-me porque eu quero que me encontre ali. Mereço.

(.. 02Set'06)

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Tu salvas-me e eu salvo-te.

Passamos a vida a fugir de alguma coisa e à procura de outra. O nosso comum destino é chegar e partir. Recordo coisas que perdi. Tinha dito, não. Ouvi o telefone. Ouço num tom de voz agressivo: - não penses que isto fica por aqui.
Sempre tive mais medo de mulheres do que de homens, talvez pela mesma razão por que gosto tanto delas: são animais imprevisíveis. Confesso que fiquei com medo; que me partisse um vidro do carro; que voltasse com uns amigos para me darem uma tareia; nunca sei do que são capazes. Telefonei ao meu único amigo, contei-lhe tudo. Ele riu-se e disse: - eh pá, sai fora dessa, foge para a Sibéria.
A vida passou. A vida passa devagar qd não tenho um amor que me deixe olhar para ela. Porque não me cruzo com alguém que morra por mim e não veja só sexo em mim ? Estranho este meu hábito de me mentir. Nos dias piores, apetece-me ir até há Sibéria, encontrar-me com a ansiedade.
Perguntas são tantas que volto a recordar, sem razão aparente: Porque não decido fugir para um qq lado para a encontrar de novo? Sinto, encontrando ela, encontrava-me de mim.

Sonhei passadas mais algumas vidas que nasceram com um anjo que me vinha salvar. Apetece-me dizer-lhe, tão doce ela vinha; cabelo curto, pele doirada como o seu cabelo, a sua voz suave e triste. Digo, vem comigo, tu salvas-me e eu salvo-te a ti. Primeiro não responde. Lembro-me. Depois diz, sabes, não me pertenço.
Beijei-a. Não! Não tive coragem. Ficámos ali tão pouco tempo a conversar desde o inicio de tarde. Eu, comi-a toda ali! Comi os olhos, o cabelo, o cheiro, o sorriso, consegui comer a sua alma. Não fiquei satisfeito. Queria-a só para mim. Ouvi-a toda, dei-lhe os meus ouvidos todos e outros, tudo o que eu quis e ela aceitava de mim. Sorrisos. Tristezas. E mais sorrisos do que tristezas. A noite apareceu e ela esfumou-se, branca clara e linda a sua pele, feita de cheiro em mim. Foi-se. Eu fiquei.
Sonhei no mesmo momento até hoje que ela era minha, eu a salvava e ela abraçava-me como só ela sabe que eu gosto. E foi-se mesmo. Não a via, mesmo que olhasse ela tinha ido. Lembrei-me, "não me pertenço".

Sou um desastre humano. Ninguém mo disse. Sou eu que digo. Vivo de incertezas. A única certeza que me resta é que me lembro de todos os meus defeitos nascidos em mim. A única qualidade que me lembrei ali a sonhar foi, eu serei sempre dela até que a minha pele envelheça junto da dela.
Adormeci, não sei onde acordei, mas não estava ali a olhar mais para ela. Sonhei? Precisava de tirar férias de mim.

(.. 28Ago'06)

domingo, 27 de agosto de 2006

Passei de novo.

E pensei, não vou escrever.
:))))

(.. 27Agos'06)

sábado, 26 de agosto de 2006

26 de Agosto de 2006.

Final de tarde. Antes de Amanhecer!

Parabéns a mim. Principalmente a ti pelo dia de hoje. Gostei. Gosto. Não posso fazer mais nada. Só continuar. Escrevi hoje este texto, por ter pensado muito em ti. Coisa normalíssima apesar de não parecer. Ofereço-te, porque é mesmo para ti.

“Sinto uma estranha mistura de anseio e esperança. Penso! Sonho e devaneio o olhar em recordações boas, de outros tempos e deste tempo.
Dou comigo a repensar se, uma recordação será algo que se tem ou se perdeu!
Acho que sinto desde há muito uma "intraquilidade" interior. Apetece-me, vaguear na minha opcional vida de silêncios.
Recordo-te com dor. Espero não me tornar nostálgico a ponto de cair sem sorrir.
Hoje é um dia importante para mim. Continuo a pensar que te tenho sempre, para mim. Mesmo que um dia parta, porque tem que ser assim. E isso tu já sabes.”

Beijos.

(.. 26Ago’06)

Passei por aqui.

Ee pensei em escrever., mas se pensar melhor, não me apetece.
:))

(.. 26Agos'06)

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Não quero dormir. (0)

Simplesmente simples, adormecer, por vezes é tão difícil – não se vive de olhos fechados. Quando a lucidez se torna insuportável, quando a realidade me arrasa, quando o tempo bate devagar, muito devagar, à cadência ensurdecedora dos segundos. Porque o tempo, esse nunca se cansa - tomara eu esse jeito para mim. Por vezes encontramo-nos diante de uma porta fechada e a chave para sempre perdida.
(.. 24Agos’06)

Gostava de a ver dançar. (0)

O desencontro é estar com alguém que se desvanece num momento qualquer e não é possível recuperar se não permanecendo estoicamente no mesmo lugar. Se tentarmos - tentei - procurar, ficamos perdidos.
Os braços no ar multiplicam-se. Ela não para de dançar. Alguém beija alguém. Tudo até um novo amor ali, pode começar. A luz, acende-se, apaga-se, não ajuda, é mais rápida do que eu no olhar. Olho com os sentidos do coração. A paixão acaba pelos ciúmes, antes partir que venha qualquer violência, eu que não sou dado a esses luxos. Eu?! Apaixonei-me por um grupo de raparigas.
(.. 24Agos’06)

Ninguém me telefonou. (0)

As promessas do amor cumprem-se tão dificilmente. Passados dias o desejo sufoca tudo em volta por inteiro, ouve-se a custo uma só respiração.
Voltei a marcar o número de telefone. Com a voz forte. Sem interrupções e com direcção, disse-lhe, que iria para qualquer final do mundo que ela quisesse. Aguardei com os meus vícios, pacientemente. Susto refeito. Ninguém do outro lá, tocou para mim.

(.. 24Agos’06)

O coração também morde. (0)

Digo tudo o que me vem ao coração. E não minto, tanto quanto me é possível dominar as palavras. Não vale a pena mentir porque o meu e o outro mundo, vai-me olhar. As vezes que eu sei que o coração também me morde!

(.. 24Agos’06)

Não desistas. Parabéns! (0)

Agora, que desisti de me encontrar, dou-me melhor comigo. Não espero que gostem de mim. Quando gostavam de mim era outra coisa da qual gostavam. Procura o que tens em ti mesmo sabendo que nunca vais chegar a saber tudo.
É um pecado grande não aproveitares o dom ou o talento, por mais ténues, que nos foram concedidos. Sê quem és. Esta, acredita, é uma ordem antiga.
Parabéns! por ti. Pelos teus. Pelos teus também amigos. Pelos vizinhos também. A ruas porque não? Parabéns, isto sim, tudo por ti.


(.. 24Ago’06)

Parabéns para ti. (0)

Acreditem em mim! Perdi-me de novo. A minha palavra-chave varreu-se-me de novo, e pior, é que tinha sido deste meu lugar mais vaidoso. Fiquei fera! Eu que tenho tanto medo de tantas coisas.
Não peço desculpas – que coisa absurda – pois este lugar não é um vicio, e não é lugar para quem chora! Só eu aqui, choro e conto histórias. Estas dos meus sentires e não de outros sentires que por ai andam, não em mim, mas por mim.
Tentarei então colocar tudo na ordem, agora que não se varre mais!... Os esquecimentos de ontem.
Voltarei, não antes de escrever aqui, PARABÉNS, a ti que ousaste viver por mim, sem mim.

(.. 24Ago’06)

domingo, 20 de agosto de 2006

Os corações tb se gastam (04)

Sábado! Um dia de amizade por aí.

Sorrisos dividi
Sorrisos ofereci
Sorrisos partilhados, uma vez mais
com quem me esquecia
todos fomos felizes
e o dia saboreou-me.
Mas foi no tropeçar da noite
que um anjo
de roupagem de estrela
maravilhou-me!
Senti a sua luz, verde!
Sorri. Senti-me bem.
Consegui antes de dormir,
desejar onde queria estar
queria tanto que chegasse a mim.

Fantástico, alguns (poucos)
momentos que me oferecem.
Porque não é sempre assim?
Porque não me querem, como sou?

Adormeci melhor! Gostei.
Mas foi no acordar
que, me maravilhei!
Não tinha sido um sonho qq!
Tinha acontecido um sonho!
O céu chegou-se
quase o senti, tocar-nos
uma vez mais
mesmo, eu não estando ali,
e ele nada querendo de mim.
Foi um bom sonho o
que eu sempre quis.

O verde desvanece-se, eu fluo.


(.. 20Ago’06)

sábado, 19 de agosto de 2006

Os corações tb se gastam (05)

Porque me sinto em paz?
Porque não sinto saudade?
Porque, quero?
(.. 19Ago’06)

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Os corações tb se gastam. (06)

(.. 18Ago’06)

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Mais um dia que vivo. (07)

Os sinais são fantásticos, os que nem me atrevia a pensar que iriam chegar a mim, mais uma vez.

(.. 17Ago’06)

O meu novo respirar. (07)

Nem medos que outros olhos nos olhes e esses nos matem.Acordei, com novas motivações, e sei o que vi e sei que estou lá.

(.. 17Ago’06)

O meu novo respirar. (08)

Voltarei à realidade no meu canto novo e, com mais histórias dos meus fracassos e desilusões. Porque só eu erro, só eu me escondo para sobreviver.

(.. 16Ago’06)

Mais um dia que vivo. (07)

Melhor não estou mas, sinto-me melhor do que no dia anterior.Não existem sinais positivos ou dignos de quem me fez mal, mas também não interessa. ehehehehehVoltei aos dias de Sol e de um céu lindo em que os perdia dia a dia. Respiro outra vez mais! Esquecia-me que tinha tantas amizades. Amizades que não fugiram e não me recolhem num abraço com a compra de qualquer outra troca. Os sinais são fantásticos, os que nem me atrevia a pensar que iriam chegar a mim, mais uma vez.
"Mãos que rabiscam ainda com magoa"
... recordo os anos perdidos
como se olhasse através de uma janela empoeirada.
O passado é algo que posso ver,
mas não tocar.
E tudo o que vejo
está turvo e indistinto.
Outra vez mais
e outra vez, outra vez,
contarei os dias,
no meu áspero caminho
até ao fluir
do meu destino.
(.. 17Ago’06)

O meu novo respirar. (07)

Respiro! Tenho mais tempo para pensar em mim. Tenho mais tempo para verificar que deixei no tempo amigas que me estimavam mais do que onde eu me perdia. Acordei com um novo olhar e senti-me feliz. Amizade e perder e voltar a encontrar um abraço, com um sorriso nada planeado e sentido na aproximação que tardou. Nada de novo. Nada que não fosse avisado tantas vezes, onde eu quis pela última vez ser um cego. Mas nada que eu não quisesses, depositei nesse tempo a minha esperança de uma melhor vida. Eu, só eu sei o quanto!?... Não sei ser melhor! Nunca saberei se alguma vez o fui! Mas alegra-me saber, que alguém sabe!Volto às amigas que um dia deixei e que me querem sem tropeções. Sem momentos escondidos. Sem planear se se vive ou se esperamos a vida! Nem medos que outros olhos nos olhes e esses nos matem. Acordei, com novas motivações, e sei o que vi e sei que estou lá.

(.. 17Ag’06)

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

O meu novo respirar. (08)

Assim que ela me deu com os pés, resolvi deixar de lhe contar as minhas histórias mais íntimas e completas. Vingança? Não! Simplesmente tenho que partir. Sou honesto, forte, trabalhador e difícil de torcer, quando me dizem que sou eu que tenho sempre razão.
Podia escrever já sem pestanejar, o que é uma amizade! Mas o tempo, dirá!
Podia escrever já tantas palavras, de quem era o meu tempo! Mas o tempo, dirá!
Podia escrever que eu… Enfim, necessito de respirar.
A verdade ela não quis. Que veja o filme… Passa um ano que lhe ofereci em mão! Mas nunca teve o meu tempo.
Para que saibam, também não gostou da terceira parte da história.
Morreu, diz ela! Apetecia-me rir, sem maldade. Não sorrir, esse abdiquei de momento.
Pergunto eu, quantas vezes eu morri e quantas eu iria morrer?
Não é impossível a alguém durante tanto tempo, não se dar a conhecer com tantos tropeções que olhámos! Não quis! Outras coisas, sabe e preocupou-se, sem ter mais tempo para mim! Não a conheci!
Aquele tempo do mundo nunca foi meu mas, sim de quem tinha que ser.
Penso, que desta vez fui enganado. Os sinais estavam todos lá! Nem tudo o que nos sorri é certo no real. Mas tenho todo o tempo do mundo, porque sou um homem honesto.

Absolutamente, tenho defeitos. Outras conheceram-me. Adoeço na mentira, morro das omissões. E depois? Será algum mal? Onde fica a minha vida honesta? O meu futuro? Os meus sonhos? A segurança de prever o dia de amanhã, onde fica esta que ninguém liga? Vive-se no equilíbrio dia a dia? Promessas?

Fingir que se faz e não se faz, nunca foi o meu caminhar. Nada de metades! Nada de fingimentos! Nada de estou mas, não estou. Nada de, não posso, porque tenho que fazer! Não era livre.
Por isso, digo e repito o que sempre disse, É TUDO ou NADA.

Como escrevi aqui tantas vezes, eu era o que estava mais à mão, enquanto outra mão não chegasse.

Continuo a acreditar, que só pensa mal dos outros quem, desonestamente engana e vai vivendo.
Já olhei, outras gentes que não eram favoráveis… Observei a volta, a acontecer. Uma volta de 180º! Engraçado, gostei de ver aquele novo caminhar. Fiquei bem. Lembrei-me de outros momentos tão reais e ouvidos.
Porra, não sou assim!
Amizades? Mas quem é que me ensina seja o que for sobre amizade, se vivi num berço de amizades? Alguém viveu? Não! Só podem ter sido vividos num berço de ouro e não foi o meu caso.


Voltarei à realidade no meu canto novo e, com mais histórias dos meus fracassos e desilusões. Porque só eu erro, só eu me escondo para sobreviver.

(.. 16Ago’06)

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Mão que escreve. (9)

Triste por não encontrar sinais positivos da minha maneira de ser. Recolho-me para período de reflexão, e de outros sinais. :(

Recordo os anos perdidos
como se olhasse através de uma janela empoeirada.
O passado é algo que posso ver,
mas não tocar.
E tudo o que vejo
está turvo e indistinto.
Outra vez mais
e outra vez, outra vez,
contarei os dias,
no meu áspero caminho
até ao fluir
do meu destino.

(.. 14Ago’06)

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

As "Abutres". (10)

Engraçada a vida que me mostra em cada dia que passo, as coisas que nunca deveria ter tropeçado, e as coisas que nunca deveria ter aceite.
Vem este texto a propósito dos meus últimos textos “A História...”.
Fico cada vez mais convencido, que as que me conhecem, nada me conheceram. As que nunca me conheceram, inventam. As que me viram alguma vez, pensam que me conhecem. A mulher que amo, sabe mais de mim do que eu pensava. AMO-A!

Vamos aos factos.
Iniciei os meus últimos textos com um propósito, esse sim só para mim. Como já aqui disse tantas vezes - espero num futuro muito longínquo, ter o privilégio e saúde de, reler o que escrevo, porque antes de ser um sitio público, é em primeira lugar meu, muito meu, onde escrevo palavras minhas, palavras que vivo, palavras que sinto, palavras que juntas são o meu diário de qualquer momento da minha vida.
Alguma vez aqui e neste lugar, escrevi algum mal que me fizeram? Não!
Haveria muitas supostas amigas que me amaram (ou me enganaram) que eu disse, NÃO! Algumas delas, eu teria muito para contar, depois dessa palavra NÃO.
Nunca escrevi mal algum de quem tanto já me fez mal. Nunca perdi tempo algum com essas coisas. Nunca aqui escrevi a vida de ninguém mas, sim, só a minha, os meus pensares, meus desgostos, minhas frustrações, meus choros, minhas alegrias, e tantas outras coisas que vou e continuarei a escrever.
Pois!.. Fiquei consternado.

Assim, recebi nesta última semana alguns e-mails e/ou "SMS" (quatro mulheres) pouco habituais, de supostas ou pseudo amigas, parecendo que tinha escrito algo como:
“ESTOU LIVRE! QUEM QUER OCUPAR O LUGAR DA ÚLTIMA MULHER QUE AMEI E QUE ME DEU COM OS PÉS?”.
Como é possível, este atropelo sem alma?
Como posso eu AMAR TANTO UMA MULHER e, escrever publicamente algum mal que me tenha cometido ou eu, ao meu maior amor?
Quem é que iria acreditar que eu faria uma coisa dessas?
Não é razoável tal pensamento de mulheres que parecem mais abutres do que os homens noutro tempo, que ainda os havendo por ai num qualquer lugar, as mulheres crescem, desmedidamente.
Mas mesmo que tenha levado com os pés da MULHER QUE MAIS AMO NA MINHA VIDA, alguma vez iria remeter-me publicamente à difamação da mesma?
Sabeis, que nunca faria isso (pensava!), como nunca o fiz de ninguém. Este meu sítio é prova disso, desde que nasceu.
Recolham os vossos e-mails. Remetam a outros lugares menos ao meu. AMO-A! ESPERO CONTINUAR A AMA-LA POR MUITOS E BONS ANOS, A MESMA MULHER.

Algumas de vós até pensam que me distraí, arrependi-me ou, fiz as pazes e agora venho com desculpas. Nada mais errado! Só a mulher que AMO, sabe a verdade do que aqui escrevo e o resto, acreditem ou não, não me interessa para nada o que quer que pensem sobre este assunto.

Não sou livre desde que a olhei, e espero nunca mais o ser. Sem ela deixo-me fluir, num qualquer lugar.

Se mordiscarem, os meus escritos mais pessimistas, verão que quando amo, eu sou TUDO OU NADA, e neste caso eu dava tudo, mas não fui igualado na objectividade.
Viver a dois em qualquer relação que me envolva, só o “TUDO OU NADA” recolhe o viver em comunhão. Os sonhos iniciados no primeiro dia, vão certamente ser encontrados no final do dia, e isso sei,
é FANTÁSTICO!

É assim tão difícil de entender?
Como já aqui escrevi, nunca posso amar alguém que não me possa proporcionar uma nova família e este predicado, eu nunca abdicarei.
Quero que a Joana seja (será porque sei que vai acontecer) a minha última filha, com um novo viver em qualquer lugar. Assim será, assim acontecerá.

Sou leigo em coisas de mortais. Continuo a viver de grandes emoções, mesmo que me digam eternamente “cresce!” ou receba vulgares “SMS” de grande falta de senso.
Amigas? De?
Continuarei a receber qualquer e-mail, mesmo que menos próprio. Continuarei a receber as SMS, dignas de um livro de mal-dizer. Continuarei a ser o homem que sempre fui, sou, e serei sempre assim.

Derradeira questão: Como será possível amar alguém e, no momento de rumarmos outro novo caminho, seja ele qual for (neste caso, mais uma vez fico só e, como sempre a perder.), deixemos de amar quem na hora anterior amávamos tanto? Acontece-vos isso?
Comigo é absolutamente ignóbil essa promiscuidade nada razoável para, quem pensa que me conhece e outras que dizem que me amam!

Quis contar uma história. A minha e não a do meu melhor amor. Uma história sobre o amor e não de amor (ninguém leu, ou se leram foi na diagonal). Mas, as “abutres” apareceram e, eu continuo a saber dizer NÃO, mesmo que perca. Afinal em toda a minha vida eu sempre soube perder. Nasci certamente, não para ser vitorioso mas, para ser um homem.
Se é o que sinto, que seja, Mas difamar?!.. Ninguém e muito menos a mulher que melhor amei e amo, em tantas primaveras que tenho e tantas que me abraçaram. Foi simplesmente fantástico, este amar…
Foi e será sempre a única.
Quis contar a minha história. Um grande amor Antes de Amanhecer e mais outras palavras que tenho aqui dentro, Depois do Anoitecer.

Para ti MP!

Em ti depositei um dia a minha esperança de uma melhor vida. Tu Sabes o Quanto!?... Não sei ser melhor! Nunca saberei se alguma vez o fui! Mas alegra-me saber, que tu sabes que fiz o meu melhor.
Força, corre, voa, sê feliz.

O meu melhor abraço.

(.. 14Ago’06)

domingo, 13 de agosto de 2006

História de uma mais desilusão. (11)

O nome, esse, não interessa para nada, direi no momento que tiver que o proferir a favor da minha vontade e dignidade.
Copia textos de não sei de onde para dizer que partilha mas, nunca faz ou sente que esses tenham alguma coisa a ver com ela! Nunca percebe o que lê e nunca vai entender o que lhe escrevem.
Porquê?
Porque não lhe interessa nada essas coisas!
Do tanto tempo que vivi, nunca contei mais do que uma dúzia de e-mails que recebi dela. Sabes a razão? Porque não tinha tempo para me escrever. O tempo que tinha não era nunca foi e nunca será meu mas, sim de outros, esses sim, tinham e-mails quase dados em mão e quase todos os dias. Sinal que vi, e nunca quis saber.
Certo, certo é que eu nunca pertenci ali. Servi, e quase nunca fui servido com a vontade de viver, um dia de cada vez, fui sempre mais infeliz.
A vida tem muitas coisas que outros, mesmo que nos amarrem, mesmo que nos tentem destruir, continuamos com uma força imparável, inigualável, o amor era ali e os maus-olhados foram sempre ultrapassados.
Têm um objectivo, esse que afinal não era igual ao meu. Só lhe interessava, o que não lhe atrapalhe o caminho planeado para o seu fim.
A verdade atrapalha-a. Um homem que lhe diga a verdade ou que lhe chame a atenção, mata-a, destrói-lhe a razão de ser da sua vida. Assim, um homem não lhe pode pedir responsabilidades, razoabilidade, respeito… etc. Tudo o que lhe pedir fora do seu contexto é danificar o seu orgulho. A ausência de escrúpulos foi danosa para a vida que quis vive-la, sã e douradora na nossa relação.
Só ela, têm razão! Só ela sabe o que quer! Só ela caminha a seu passo! Só ela pode ter qualquer relacionamento! Só ela vive na falsidade até um dia os meus olhos enxerguem coisas mais simples. É ao querer respirar que, morro desse falso oxigénio que, era de outros e nunca foram meus.
Ela pode erguer-se como mulher, num qualquer outro relacionamento, pois tudo o que faz é, a brincar. É uma defesa! Certo! Podia ter arranjado outro qualquer modo que eu seria cego decididamente.

(.. 13Ago’06)

sábado, 12 de agosto de 2006

História de uma mais desilusão. (12)

Por isso não faço muito uso delas. Assim, é preferível a camaradagem, a companhia dos homens.
Não te entendo, espera!
É mesmo amor ou é só luxúria o que sentiste ou sentes?
- Há alguma diferença?
- Há, sim.

Amar alguém, é dar e desejar dar sempre mais.
E a luxúria?
A luxúria é tirar, e tirar sempre mais.
Devorar, consumir, sem lógica, sem qualquer razão.
Portanto… Dar, tirar.
Como é contigo DoCarmo?
- Ambas.
Quero, queria dar-lhe tudo e queria tirar-lhe tudo.
DoCarmo, és um homem perdido.

Não! Ela é que parece perdida. Como? Porquê, não sei.
Mente. Mentia-me, todos os dias.
Existem poucas mulheres assim mas, ela é mentirosa, muito mentirosa e perigosa.
Mente aos amigos que se diz amiga do peito e, a outras amigas que não gostava e têm que gostar para sobreviver num qualquer lugar.
Mente, é a vida dela, sempre foi assim e continuará a sê-lo. Está-lhe na alma, não sobrevive sem ser assim.
Gosta de ser aplaudida. Ser a primeira. Gosta de fazer ciúmes a qualquer pessoa. Quer que o mundo dos maus a olhe, como se ela fosse a melhor de nós todos.
Casada, com um filho e com uma vida pouca significada em vida boa, arrola-se em tudo o que for frágil para continuar a ser o que nunca será.
Com um corpo moribundo de jovialidade. Um rosto que sorri mentiras, umas atrás de outras, para segurar qualquer homem que seja um palhaço, para conseguir mais e melhores proveitos de outro ou mais homens.
- Quem é essa mulher?
Só te libertarás, quando fores capaz de dizer o nome dessa que tanto mal faz por ai.
- Nome?


(.. 12Ago’06)

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

História de uma mais desilusão. (13)

E o preço que têm que pagar. E daqueles que fogem dele, porque têm medo, ou não acreditam serem merecedores dele.

Ela enganou-me todos os dias.
Eu?! Eu… Sucumbi.

Acho que sei muito menos acerca das mulheres do que pensava. Quando pensei que sabia, morri sempre na beira de uma qualquer praia. O engano é parte do mundo contra mim, que sou e continuo cego.

(.. 11Ago’06)

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

História de uma mais desilusão. (14)

Engano-me, vezes demais… Erros de agravo! Erros de sangue, por não acreditar no meu olhar, os primeiros sinais que tanto acredito. Olho-os, vejo-os, mas o coração engana-me uma vez mais. Esta foi a maior desilusão, sei, não por ser a última mas, porque pensava que seria a minha última vida. Vou gostar de a escrever.

A história... “Ultima?!”

Ela nunca esteve aqui!
Amei um sonho.
Um sonho que me roubou a alma.
Deus devia estar muito zangado comigo no dia em que me deixou pousar os olhos naquela mulher!
Não, isto não é uma história de amor, mas uma história sobre o amor.
Acerca daqueles que a ele sucumbem.


(.. 11Ago’06)

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Antes do Amanhecer e do Anoitecer.

Sempre achei que nunca iria conseguir o que me propus fazer, faz dois anos. Lutas desiguais não é nem nunca foi o meu jeito e, continua a não o ser. Pensei, desta vez, que iria ter uma ajuda forte. Enganei-me! É meu hábito, entregar-me e enganarem-me sem que para isso eu tenha contribuído ou feito qualquer coisa para esse fatal final.
O engano vai e anda sempre atrás dos fracos. É um companheiro desigual mas, firme em muitas gentes. Estes gostam. Gostam de olhos e olhados e de coisas, que muitas gentes boas não querem porque, alguns mesmo que poucos, cultivam valores que estão a desabar com o passar dos tempos. Alguns lutam, poucos, para que os valores mais sublimes transcendam os valores vulgares. Estes, são os que perdem todos os dias por se enganarem a si próprios, por acharem que o mundo ainda é igual, merecem melhor escolha de quem é espiritual.
Os “manhosos” os “enganadores” os que gostam da vida fácil, vão continuar a multiplicar-se, porque essa é a boa vida, a vida fácil de fazer e de falar, vida que nada se partilha, em nada se comprometem para não dizerem que erraram… Vivem o dia a dia na sociedade marcada pelo regresso dos falsos valores, pela ausência de escrúpulos.

Quantas vezes tentei partir? Este meu melhor espaço é testemunho que tentei, tudo fazer para que desse tudo certo mesmo que ao nascer do meu olhar, o medo me desse sinais, que a tarefa que procurava de uma vida feliz não iria ser fácil. Mas isso era o somenos, desde que fosse verdadeira e não cheia de falsas atitudes ou falsas expectativas, como eu já aqui escrevi - era e fui o homem mais à mão para brincar.

Quantas vezes foste e voltaste, pelo amor que sentias e que não será fácil, traga-lo num lugar qualquer?

Quantas vezes mais vais necessitar que “Antes do Amanhecer” ou “Antes do Anoitecer”, nunca foi para ti (DoCarmo) como tu ousaste oferecer, para? Porquê?

Chega de poesia de sentires para uma parede que brinca com as cores que tu inspiras. Chega de palavras que te dizem no ouvido para te atrapalhar o que mereces ter. Chega de construções executadas em areias que vão com qualquer vento. Chega de ilusões e de atrasos no teu novo nascer. Palavras que são ditas para que nos protelemos um dia, um mês, dois anos e tudo continua na mentira de olhares escondidos e da vergonha do viver.
Dois anos e o amanhecer esfumou-se. Eu nunca ali pertenci como pensava. Afinal, eu era todo de lá, mas de lá só a mentira, a omissão, a vergonha e o diz que fez e não faz, não sucumbia.

Quantas vezes eu terei de voltar a viver, se não acredito no que ouço e acredito no que vejo. Acredito no que sinto e nos sentires que me chegam. Enganar?! Porque me engano sempre eu? E outra vez? E quantas mais?
Sim, é desta vez que outras palavras me dirão mais uma vez: “És parvo, e gostas de o ser!” outras palavras… : “Puto, acorda!” e tantas outras… : “Criança, cresce!”.
Direi eu outra vez mais e mais uma vez. “O meu coração é indelével e esse, faz-me viver e continua a fazer-me viver. Sou assim, e sei que nunca vou mudar. Vou onde o coração me levar , mesmo que me leve a um lugar fundo e nunca saia de lá. Quem manda é o meu coração e ainda não sei ser diferente. Sinto que não quero mudar. Gosto deste meu coração. Não me mente, nunca mentiu, sei que ele me leva sempre a bom porto.”

Escrevi no tempo, recordo-me, com um amargo fiel de que fiz o que melhor eu sei:
“Não falo daquelas que sempre que cometem um erro, vivem pedindo desculpas. Falo daquelas que cometem erros e que nunca sabem tirar uma lição, mesmo que seja amargo, reparar qualquer um dos erros.”


(.. 09Ago’06)

domingo, 6 de agosto de 2006

Eu um tanto de ti.

Preciso de ti.
Chama-me,
pega-me no colo,
acaricia-me o rosto,
abraça-me simplesmente.
Estou carente.
Sussurra baixinho "gosto de ti"
Dá-me um beijo,
Olha-me nos olhos...
Assim...
Com ternura,
afecto,
segura-me...
Faz-me criança.
Deixa-me a cabeça recostar em teu ombro,
fechar os meus olhos e apenas...
Apenas sentir o teu ninho.
Sentir no teu corpo,
o carinho.
Dá-me um tanto de ti...

(.. 06Agos’06)

O teu meu corpo.

Silêncio.
Ouve-me.
Não digas nada,
nem penses em nada.
fecha os teus olhos,
vêm devagarinho,
para bem perto de mim,
e então sussurro para ti,
toca-me...vem...
aperta-me...
deixa-me sentir...
o calor da tua pele.
Vêm, agarra-me...
deixa as tuas mãos...
perderem-se no meu corpo.
Vêm, invade-me
de mansinho,
com a loucura do desejo,
mãos e boca,
prazer no corpo do outro,
eu dentro de ti no meu corpo
o teu, o meu, tudo nosso.

(.. 06Ago’06)

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Vejo o teu rabo.

O casamento nos meus olhos.

Não, é medo. Tudo é uma questão de medo. O medo manteve os casais juntos nos tempos dos nossos avós. Durante todo este tempo idolatrei o casamento dos antigos. Hoje acho estranho, tudo muito estranho! Essas relações não foram intemporais. Vi-as sempre como, duas pessoas que ficaram juntas porque estavam aterrorizadas. Tinham medo da solidão, medo de falhar, medo do desconhecido, medos de abrirem mão das suas coisas e porque não da sua velhice!
O medo é o principal motivador de tudo. O medo e a culpa são as duas emoções que mantêm a sociedade a funcionar. A maioria dos casais ainda continua juntos, por medo. Nada é simples. Não existem respostas directas a perguntas directas. Na verdade, nada é directo. A vida não é simples. A vida é cinzenta, mais cinzenta do que supomos ou pensamos acreditar.
Tenho medo, porque hoje a verdadeira responsável pelos casamentos falhados são as mulheres que, de repente cresceram negativamente e acham que a melhor vida é sempre nos braços de outro que não o seu homem!
A partir de uma certa altura ninguém sabe mais o que é a liberdade. Ninguém quer saber que em qualquer vida a vida, é uma luta constante e não (como deveria ser) um continuar do namoro. Namorar é a melhor razão de uma relação a dois mas, nem sempre isso é possível. Costumo dizer tantas vezes às pessoas de quem gosto: “Nem sempre me é possível, ajudar quem mais gosto”.
Viver a dois é lutar por uma vida digna, verdadeira e honesta sempre tendo como meta mais momentos bons e uma família sólida. Não é fácil viver sozinho! A dois é mais difícil e só pode entrar nesta vida os que no seu carácter mostrarem forças ao outro, mesmo nos dias maus. Saber que vão acontecer dias maus é como fazer um seguro. Prevendo esses dias, é de bom-tom, saber que o outro merece o nosso melhor abraço e não só nos dias de sorrisos. Existe sempre alguém disposto como um abutre a comer nesses dias de grande falta de afectividade e carência de uma qualquer relação. Existe e vai acontecer mais vezes porque, a mulher desta vez não vai querer olhar o certo (foi sempre espezinhada durante tantos anos) nem saber quem chora (reconheço, que não são todas), quer é ser feliz num qualquer momento e não repensar o que vai ser amanhã. A mulher de agora quer viver o presente. O homem fez isso durante tantos anos e ficou sozinho na sua velhice. Hoje existem mais mulheres a viverem sós. Não se trata de liberdade mas sim, de falta de razões e de vinganças que só a mulher, noutro futuro pode avaliar. A mulher copia muito mal. Copiar o certo é bom. Penso, que a mulher nem sabe copiar.
Lembrei-me de outros diálogos que já aqui escrevi e que os reescrevo agora, hoje e aqui com novas experiências e depois de outros mais choros.

Se te pedir para olhares para o meu traseiro e perguntar-te o que vês, sei o que vais me dizer: "Vejo o teu rabo."
Pois... É isso que pensas ver. Na verdade, o rabo não existe. Admirado?
O rabo não existe mesmo, apenas existe uma parte carnuda no topo de cada perna. Acontece que essas duas partes se ligam uma à outra. Essencialmente, isto é apenas a continuação da perna. É tudo uma ilusão. O rabo não existe. Tal como não existem casamentos, empregos ou crianças perfeitas. Aquele conceito do ficar junto e viver feliz para sempre é uma ilusão. Parece que digo que não acredito no amor eterno! Mas também sei que já estás a ver o rabo e não o topo das pernas.
O amor é apenas a luxúria disfarçada. E a luxúria desaparece. Mais vale ficar com alguém que nos consiga aturar.
Muitos casais chegam ao ponto dos silêncios. A maioria desses diz: "Já não conseguimos suportar-nos." "Já chegámos à parte do ódio!" etc etc etc. Mas como eu digo que nunca sei nada: Não te importes com isso. O ódio é coisa que desaparece com o tempo e só isso desaparece.

"O ódio desaparece, o amor é luxúria, o rabo não existe!"

Mulher! Não queiras copiar o homem. Ele se deu mal e por essa razão ele hoje é um melhor ser, ama-te melhor, é mais amigo, é mais participativo, é mais pai, é mais tudo só por ti. Não te desligues com as coisas que não são importantes e olha-o todos os dias como o fizeste no teu primeiro encontro.

Não vos desiludo é a minha revelação, o meu ser e o meu melhor sentir.

(..01Ago'06)

Encontraste-me!

Tu me encontraste
me descobristes
me seduzistes
E eu me entreguei
Inteiro!
Como te esperei
por tanto tempo
e tu não vinhas
Eu carente
tu ausente
de repente
surgistes na minha vida
e uma paixão
ardente
violenta
indecente
de nós se apossou
e em nós se instalou
invasiva Impulsiva
lassiva
que nos alucinou...

(.. 03Ago'06)

domingo, 30 de julho de 2006

A dança que todos dançam.

Para todas as mulheres antes de dizerem basta!...

Relembro a voz de uma mulher fantástica, que num dia qualquer me disse (quando vivi outra vida, no tempo em que tudo estava em gritos e os corações se distanciavam do essencial), algumas destas coisas que eu nunca quis viver e na altura não as aceitei. Jamais esqueci, jamais esquecerei. Partilho a voz do seu sentir, apesar de não ter tido qualquer efeito em mim, espero de coração, fazer com que qualquer decisão seja com um pensar genuíno e forte em qualquer mulher, porque, ainda acredito, na força da mulher.


A dança que todos dançam
e deixam de querer dançar num dia qualquer.

… “Estou a dizer-te porque somos um "nós". Temos uma história juntos e as histórias não se escrevem de um dia para o outro.
Na mesopotâmia ou na antiga Tróia, existem cidades em cima de cidades. Mas eu não quero construir outra cidade. Gosto desta cidade. Sei onde guardar os medicamentos e qual a tua disposição quando acordas ao ver o teu primeiro sorriso com esses teus dentes brancos únicos. E tu sabes que sou mais calada de manhã, e ages de acordo com isso. Essa é uma dança que é aperfeiçoada com o passar do tempo. E é difícil. É muito mais difícil do que pensava, mas existem mais coisas boas que más e não podemos nem devemos desistir. Não o digo pela nossa filha Joana. Mas é bonita, não achas? Fomos nós que a fizemos. Pensa nisso. Antes não existia aquela pessoa e, de repente, ela já existe. Cresce e vai crescendo todos os dias.
Nunca vou poder dizer a um estranho: "A Joana tem as tuas mãos" ou "Lembras-te como a Joana vomitou na escola por ter comido aqueles chocolates todos?" ou ainda “Lembras-te quando pela primeira vez ela quis aquela saia curta” ou!!
Vou tentar ter mais calma. Para falar verdade, qualquer mulher terá características que te vão irritar. Então, porque não podem ser os teus erros para eu os aturar e tu aturares os meus?
Também não sou pêra doce, mas tenho um bom faro, por isso, ao menos, consigo encontrar as peras (sorri). Não te quero criticar, é apenas uma qualidade minha. És um bom amigo e os bons amigos são difíceis de encontrar.
Adoro a forma como brincas com as pessoas. Como sorris por igual a todos. Como brincas com a nossa Joana. Como todas as noites que lias para ela e até a maneira como imitas as vozes dos personagens, com tanto empenho, mesmo que estejas esgotado... Era tão pequenina! Isso revela muito sobre o teu carácter. E não é isso que é importante? Aquilo que compõe uma pessoa?
A rapariga bonita e que um dia te despertou sonhos, ainda existe, olha-me. Não sabia sequer que ela ainda existia até te ter encontrado. Tenho medo de nunca mais a sentir se te fores embora, apesar de te ter dito que, a tinhas expulsado de mim!
Não achas um paradoxo? Chegamos ao paradoxo máximo.
Dar e tirar, puxar e empurrar, bons tempos, maus tempos. Um dia li num livro qualquer: "Ele não comia gordura e a mulher não podia comer comida magra". Mas isso não se aplica a nós. O que estou a tentar dizer-te é: AMO-TE."

Eu já não pertencia ali. Estava fisicamente, mas à muito que me tinha deixado ir. Estava de saída pela última vez, com as lágrimas caídas no céu… Nunca voltei. Ela foi sempre fantástica! Sei! Ainda o é certamente.

(.. 30Julh’06)

domingo, 23 de julho de 2006

TuaMinhaBoca.

Tua Minha Boca
Estraga-me de palavras vãs e más como só tu mulher as sabes dizer, para que eu me sinta incapaz de produzir os meus venceres. Conseguirás? Coragem mulher! Chegou a tua vez.

Ninguém mais do que tu, para me tropeçares, fazendo-me cantar mais e outra vez num dia fantástico.
O meu poço é, de todas as gentes.

http://www.tuaboca.blogspot.com/

(.. 23Jul'06)

sábado, 15 de julho de 2006

De regresso ainda não a mim.

Queria eu não saber, que
chegara a hora de chegares ao destino, que
não o meu, mas
o que reserva o cómodo da vida, de
gente séria e normal.
Nunca serei, sei. Nunca
serei normal, e menos, na
estirpe da espécie.
A irreverência não é uma boa virtude, mas
desafoga o pensar, e
atreve-se a devanear, com
coisas que, não devia.
Prefiro sonhar com a outra chegada, aquela
que me atrevo a fantasiar, em constante agitação
de que não devia conferir.
Chegaste? Aqui?
Não te vi passar. Quantos mais
tempos eu irei circular?
Utopiaaaa! Acomoda-te. Eu farei
por me encontrar no último lugar, aquele
que será eternamente, o lugar
de qualquer gente.
Aí verificaremos, se nos olhávamos
sentindo-nos, capazes, de outros caminhares.
Utopia é paz. Ofereço a quem for capaz, de
viver sem arrolar a irreverência, de
qualquer respirar que não o seu.

(.. 14Julh’06)

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Psicologia.

Psicologia dos "chateiros" ou "blogueiros".

Decidi criar um manual de bom comportamento para a caixinha dos comentários. A espécie comentadores de chats ou blogues é muito rica e diversificada do ponto de vista psicológico. Antes da publicação do guia propriamente dito, é importante entender primeiro o fenómeno e classificá-lo em várias raças (ou categorias, se preferirem uma versão politicamente correcta).

1
Amigalhaços

Comportamento - Os amigalhaços são os leitores (?) que regressam todos os dias para saber novidades do autor, não sendo para tanto necessário ler o que a pobre alma escreve. O importante para esta espécie é vasculhar a vida pessoal do dito, saber o que comeu, com quem e a que horas, se arrumou as cuecas ou se as deixou espalhadas pelo quarto, se toma banho nu e, em caso afirmativo, se algum dia pensou em fotografar o acto (é claro que este tema, no feminino, dava um blogue interessante) e, neste processo, sugerir uma série de alarvidades, sempre com uns trejeitos internéticos à mistura - caso dos “LOL’s” e afins – com o fim último e exclusivo de meter conversa. Os amigalhaços não sentem amizade pelo autor, querem apenas sair de uma qualquer forma de solidão e por isso são chatos e desinteressantes. Os amigalhaços, espécie sem género, transformam as caixas de comentários em bares de solteiros (ou casados, mas isso é segredo). Os amigalhaços, no fundo, não gostam do autor, é-lhes indiferente, gostam é da companhia de outros solitários com os quais podem, um dia, vir a acasalar. Não há blogue sem amigalhaços, mas a Blogotinha é uma referência para os amigalhaços se reunirem – muito por culpa própria, by the way.

Habitat - Os amigalhaços tendem a habitar, parasitariamente, nos blogues com motivação voyeurista (do tipo “Meu Querido Diário”) e em blogues generalistas-balelistas (aqueles que vasculham a Internet para descobrir como se pode escrever o nosso nome com carapaças virtuais de tartarugas virgens da Malásia).

Extermínio – São seres extremamente sensíveis e débeis. Para os afastar, basta ignorá-los durante uma semana seguida. Não devolvam desejos de bom fim-de-semana e eles desaparecem, como que por milagre.

2
Caga-Links

Comportamento – Os caga-links são, na sua maioria, inofensivos. Há três tipos de caga-links:- os que não lêem o artigo e deixam apenas o link;- os profissionais, que preparam um texto a enaltecer o blogue onde estão e que depois - não sem alguma modéstia, necessária nestes casos - deixam a cagadela sugerindo uma visita lá a casa;- os que aproveitam o artigo, fazem um comentário de conveniência e largam a bomba.Os dois primeiros tipos são uma praga mas não fazem mal a ninguém e têm por hábito fazer um ataque massivo, bombardeando o maior número possível de blogues durante um dia, desaparecendo de seguida das caixas de comentários durante um período longo, regressando passado esse tempo de acalmia. São como o Pé de Atleta: dão uma comichão súbita e chata, mas a maior parte do tempo estão latentes e nem se dá por eles. O terceiro tipo, aqueles que comentam por conveniência para borrarem o link, já são como o défice da balança comercial portuguesa: há tratamento mas não há cura. Um dos casos mais paradigmáticos de caga-link de terceiro nível, e o mais perigoso, é o gajo da Zona Franca. Deixa sempre um Abraço da Zona Franca com o link agregado, como se se tivesse borrado nas cuecas. O comportamento desta raça (ou categoria) é justificado pela fome de visitas, principal prato da dieta deste subgrupo.

Habitat – Os caga-links habitam os blogues mais frequentados, precisam de grandes aglomerados populacionais para que os seus ataques sejam efectivos. A escolha do local do bombardeamento é feita a partir dos vários rankings de blogues que por aí há. É na necessidade desta espécie em terem muitos cliques no contador de visitas lá de casa que podemos encontrar a justificação para o seu comportamento psicopata.

Extermínio – Não há. São uma praga imortal. É inútil lutar contra eles. Uma solução poderá ser apagar o comentário, tratando-o como spam.

3
Provocadores

Comportamento – Os provocadores são formas de vida elementares - e a única célula que parecem ter habita zonas muito afastadas do cérebro. Os provocadores têm um intuito apenas: criar uma discussão com o autor, fazerem-se notar, destilar veneno. O típico comportamento de um provocador, quando consegue criar um certo mal-estar no autor, é dar pulinhos de contente atrás do seu monitor, como uma menina prestes a receber um autógrafo dos D’Zrt. Os provocadores são os visitantes mais assíduos do blogue que atacam, voltando ziliões de vezes ao dia para verem se há resposta.

Habitat – Os provocadores são uma espécie nómada, sem pouso fixo. Habitam todo o planeta, como as piores doenças. Os provocadores têm um problema de aceitação desenvolvido na infância por causa de alguma negligência materna e tendem a regressar aos locais onde lhes dão algum tipo de atenção.
Extermínio – Ignorá-los. O desprezo causa-lhes morte cerebral e obriga-os a sair do computador e a relacionar-se com as pessoas de forma convencional.

(.. 10Jul'06)

Descodificar.

Descodificar os “finalmentes”.
Ganhei algum tempo a reler, olhar, pensar e a decifrar e-mails que ao longo do tempo me enviam. Não os conteúdos mas sim os “finalmentes”. Podia ter pensado noutras coisas, mas o frequentar um “chat” de vez em vez e reflectindo o feedback que me é dado sempre que por lá passo, detecto pela quantidade que, são similares aos finais dos e-mails que recebo. Então mãos na picareta, fui em frente.

Podemos saber alguma coisa sobre uma mulher (quero lá saber dos homens. dasss) pela forma como ela se despede quando nos responde a um e-mail (ou similares). Se a resposta tiver sido escrita a despachar, despede-se com um “bjs”. Se tiver ficado agradada com o que leu, ou nós lhe merecemos alguma simpatia, é provável que ao despedir-se, escreva a palavra completa: Beijinhos. Há casos em que as mulheres usam diminutivos quando acham que nós homens, somos uns queridos. É preciso abordar esta última situação com alguma cautela: os ursos de peluche também são uns queridos e é improvável que nós nos imaginemos nesse papel, sobretudo se ela decidir guardar-nos na dispensa ou num armário qualquer.

Se, a seguir a “beijinhos”, deixa um ponto de exclamação (!), poderá significar que é uma pessoa alegre e expansiva ou, em casos extremos, que está doidinha por abrir… - enfim, o que quer que a nossa galopante testosterona imaginar – e abraçar-nos com força. Ehehehe
Já o uso de vários pontos de exclamação (!!!!!), uns a seguir aos outros, pode significar que a rapariga está aos pulos ou tem uma personalidade exagerada. Não me fico por aqui, nem aqui (eheheheh).

Desconfiar muito se no final, ela se despedir com um seco “Beijo” é seguramente aconselhável. Para além de denotar alguma frieza em relação a nós, é quase certo que significa um daqueles chochos rápidos que mal chegam a tocar na nossa face, um beijo, digamos, burocrático, normalmente carimbado com um sorriso de esguelha, deixa-nos só o cheiro e na maioria é tão rápido que nem isso.

Se a seguir a “beijos”, tiver colocado um ponto final “beijos.”, temos boas razões para ficar à “rasca” (eheheheh). Para nós, homens, um ponto final é aquela bolinha que a gente aprendeu a desenhar na escola e que serve para terminar as frases. Para elas, é mesmo um ponto final. Não podemos esquecer: embora nós prefiramos que elas levem tudo a peito – por razões culturais e anatómicas – na maior parte dos casos optam por levar tudo à letra, incluindo os sinais de pontuação (eu sou irascível). Ainda prefiro nem sequer mencionar aqueles, em que elas são indiscutíveis peritas: os pontos de interrogação. Escusado será dizer que uma “gaja” que se despeça com “Um Abraço” (não acredito, que numa despedida o vocábulo “abraço” tenha a conotação que eu sinto e gosto tanto de a usar) deve ter um bigode maior que o nosso, portanto é de evitar. Neste caso sugiro que respondam à letra com um “Dê cá um bacalhau, minha senhora” (ehehehehehe).
Não será necessário avisar-vos do perigo que representam as que se despedem usando um frívolo “Com os meus cumprimentos”.
Tudo isto para vos dizer, cambada de machos inocentes e crédulos, que é muito mais importante a forma como uma conversa acaba do que começa.

(.. 09Jul’06)