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segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Tu salvas-me e eu salvo-te.

Passamos a vida a fugir de alguma coisa e à procura de outra. O nosso comum destino é chegar e partir. Recordo coisas que perdi. Tinha dito, não. Ouvi o telefone. Ouço num tom de voz agressivo: - não penses que isto fica por aqui.
Sempre tive mais medo de mulheres do que de homens, talvez pela mesma razão por que gosto tanto delas: são animais imprevisíveis. Confesso que fiquei com medo; que me partisse um vidro do carro; que voltasse com uns amigos para me darem uma tareia; nunca sei do que são capazes. Telefonei ao meu único amigo, contei-lhe tudo. Ele riu-se e disse: - eh pá, sai fora dessa, foge para a Sibéria.
A vida passou. A vida passa devagar qd não tenho um amor que me deixe olhar para ela. Porque não me cruzo com alguém que morra por mim e não veja só sexo em mim ? Estranho este meu hábito de me mentir. Nos dias piores, apetece-me ir até há Sibéria, encontrar-me com a ansiedade.
Perguntas são tantas que volto a recordar, sem razão aparente: Porque não decido fugir para um qq lado para a encontrar de novo? Sinto, encontrando ela, encontrava-me de mim.

Sonhei passadas mais algumas vidas que nasceram com um anjo que me vinha salvar. Apetece-me dizer-lhe, tão doce ela vinha; cabelo curto, pele doirada como o seu cabelo, a sua voz suave e triste. Digo, vem comigo, tu salvas-me e eu salvo-te a ti. Primeiro não responde. Lembro-me. Depois diz, sabes, não me pertenço.
Beijei-a. Não! Não tive coragem. Ficámos ali tão pouco tempo a conversar desde o inicio de tarde. Eu, comi-a toda ali! Comi os olhos, o cabelo, o cheiro, o sorriso, consegui comer a sua alma. Não fiquei satisfeito. Queria-a só para mim. Ouvi-a toda, dei-lhe os meus ouvidos todos e outros, tudo o que eu quis e ela aceitava de mim. Sorrisos. Tristezas. E mais sorrisos do que tristezas. A noite apareceu e ela esfumou-se, branca clara e linda a sua pele, feita de cheiro em mim. Foi-se. Eu fiquei.
Sonhei no mesmo momento até hoje que ela era minha, eu a salvava e ela abraçava-me como só ela sabe que eu gosto. E foi-se mesmo. Não a via, mesmo que olhasse ela tinha ido. Lembrei-me, "não me pertenço".

Sou um desastre humano. Ninguém mo disse. Sou eu que digo. Vivo de incertezas. A única certeza que me resta é que me lembro de todos os meus defeitos nascidos em mim. A única qualidade que me lembrei ali a sonhar foi, eu serei sempre dela até que a minha pele envelheça junto da dela.
Adormeci, não sei onde acordei, mas não estava ali a olhar mais para ela. Sonhei? Precisava de tirar férias de mim.

(.. 28Ago'06)

domingo, 27 de agosto de 2006

Passei de novo.

E pensei, não vou escrever.
:))))

(.. 27Agos'06)

sábado, 26 de agosto de 2006

26 de Agosto de 2006.

Final de tarde. Antes de Amanhecer!

Parabéns a mim. Principalmente a ti pelo dia de hoje. Gostei. Gosto. Não posso fazer mais nada. Só continuar. Escrevi hoje este texto, por ter pensado muito em ti. Coisa normalíssima apesar de não parecer. Ofereço-te, porque é mesmo para ti.

“Sinto uma estranha mistura de anseio e esperança. Penso! Sonho e devaneio o olhar em recordações boas, de outros tempos e deste tempo.
Dou comigo a repensar se, uma recordação será algo que se tem ou se perdeu!
Acho que sinto desde há muito uma "intraquilidade" interior. Apetece-me, vaguear na minha opcional vida de silêncios.
Recordo-te com dor. Espero não me tornar nostálgico a ponto de cair sem sorrir.
Hoje é um dia importante para mim. Continuo a pensar que te tenho sempre, para mim. Mesmo que um dia parta, porque tem que ser assim. E isso tu já sabes.”

Beijos.

(.. 26Ago’06)

Passei por aqui.

Ee pensei em escrever., mas se pensar melhor, não me apetece.
:))

(.. 26Agos'06)

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Não quero dormir. (0)

Simplesmente simples, adormecer, por vezes é tão difícil – não se vive de olhos fechados. Quando a lucidez se torna insuportável, quando a realidade me arrasa, quando o tempo bate devagar, muito devagar, à cadência ensurdecedora dos segundos. Porque o tempo, esse nunca se cansa - tomara eu esse jeito para mim. Por vezes encontramo-nos diante de uma porta fechada e a chave para sempre perdida.
(.. 24Agos’06)

Gostava de a ver dançar. (0)

O desencontro é estar com alguém que se desvanece num momento qualquer e não é possível recuperar se não permanecendo estoicamente no mesmo lugar. Se tentarmos - tentei - procurar, ficamos perdidos.
Os braços no ar multiplicam-se. Ela não para de dançar. Alguém beija alguém. Tudo até um novo amor ali, pode começar. A luz, acende-se, apaga-se, não ajuda, é mais rápida do que eu no olhar. Olho com os sentidos do coração. A paixão acaba pelos ciúmes, antes partir que venha qualquer violência, eu que não sou dado a esses luxos. Eu?! Apaixonei-me por um grupo de raparigas.
(.. 24Agos’06)

Ninguém me telefonou. (0)

As promessas do amor cumprem-se tão dificilmente. Passados dias o desejo sufoca tudo em volta por inteiro, ouve-se a custo uma só respiração.
Voltei a marcar o número de telefone. Com a voz forte. Sem interrupções e com direcção, disse-lhe, que iria para qualquer final do mundo que ela quisesse. Aguardei com os meus vícios, pacientemente. Susto refeito. Ninguém do outro lá, tocou para mim.

(.. 24Agos’06)

O coração também morde. (0)

Digo tudo o que me vem ao coração. E não minto, tanto quanto me é possível dominar as palavras. Não vale a pena mentir porque o meu e o outro mundo, vai-me olhar. As vezes que eu sei que o coração também me morde!

(.. 24Agos’06)

Não desistas. Parabéns! (0)

Agora, que desisti de me encontrar, dou-me melhor comigo. Não espero que gostem de mim. Quando gostavam de mim era outra coisa da qual gostavam. Procura o que tens em ti mesmo sabendo que nunca vais chegar a saber tudo.
É um pecado grande não aproveitares o dom ou o talento, por mais ténues, que nos foram concedidos. Sê quem és. Esta, acredita, é uma ordem antiga.
Parabéns! por ti. Pelos teus. Pelos teus também amigos. Pelos vizinhos também. A ruas porque não? Parabéns, isto sim, tudo por ti.


(.. 24Ago’06)

Parabéns para ti. (0)

Acreditem em mim! Perdi-me de novo. A minha palavra-chave varreu-se-me de novo, e pior, é que tinha sido deste meu lugar mais vaidoso. Fiquei fera! Eu que tenho tanto medo de tantas coisas.
Não peço desculpas – que coisa absurda – pois este lugar não é um vicio, e não é lugar para quem chora! Só eu aqui, choro e conto histórias. Estas dos meus sentires e não de outros sentires que por ai andam, não em mim, mas por mim.
Tentarei então colocar tudo na ordem, agora que não se varre mais!... Os esquecimentos de ontem.
Voltarei, não antes de escrever aqui, PARABÉNS, a ti que ousaste viver por mim, sem mim.

(.. 24Ago’06)

domingo, 20 de agosto de 2006

Os corações tb se gastam (04)

Sábado! Um dia de amizade por aí.

Sorrisos dividi
Sorrisos ofereci
Sorrisos partilhados, uma vez mais
com quem me esquecia
todos fomos felizes
e o dia saboreou-me.
Mas foi no tropeçar da noite
que um anjo
de roupagem de estrela
maravilhou-me!
Senti a sua luz, verde!
Sorri. Senti-me bem.
Consegui antes de dormir,
desejar onde queria estar
queria tanto que chegasse a mim.

Fantástico, alguns (poucos)
momentos que me oferecem.
Porque não é sempre assim?
Porque não me querem, como sou?

Adormeci melhor! Gostei.
Mas foi no acordar
que, me maravilhei!
Não tinha sido um sonho qq!
Tinha acontecido um sonho!
O céu chegou-se
quase o senti, tocar-nos
uma vez mais
mesmo, eu não estando ali,
e ele nada querendo de mim.
Foi um bom sonho o
que eu sempre quis.

O verde desvanece-se, eu fluo.


(.. 20Ago’06)

sábado, 19 de agosto de 2006

Os corações tb se gastam (05)

Porque me sinto em paz?
Porque não sinto saudade?
Porque, quero?
(.. 19Ago’06)

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Os corações tb se gastam. (06)

(.. 18Ago’06)

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Mais um dia que vivo. (07)

Os sinais são fantásticos, os que nem me atrevia a pensar que iriam chegar a mim, mais uma vez.

(.. 17Ago’06)

O meu novo respirar. (07)

Nem medos que outros olhos nos olhes e esses nos matem.Acordei, com novas motivações, e sei o que vi e sei que estou lá.

(.. 17Ago’06)

O meu novo respirar. (08)

Voltarei à realidade no meu canto novo e, com mais histórias dos meus fracassos e desilusões. Porque só eu erro, só eu me escondo para sobreviver.

(.. 16Ago’06)

Mais um dia que vivo. (07)

Melhor não estou mas, sinto-me melhor do que no dia anterior.Não existem sinais positivos ou dignos de quem me fez mal, mas também não interessa. ehehehehehVoltei aos dias de Sol e de um céu lindo em que os perdia dia a dia. Respiro outra vez mais! Esquecia-me que tinha tantas amizades. Amizades que não fugiram e não me recolhem num abraço com a compra de qualquer outra troca. Os sinais são fantásticos, os que nem me atrevia a pensar que iriam chegar a mim, mais uma vez.
"Mãos que rabiscam ainda com magoa"
... recordo os anos perdidos
como se olhasse através de uma janela empoeirada.
O passado é algo que posso ver,
mas não tocar.
E tudo o que vejo
está turvo e indistinto.
Outra vez mais
e outra vez, outra vez,
contarei os dias,
no meu áspero caminho
até ao fluir
do meu destino.
(.. 17Ago’06)

O meu novo respirar. (07)

Respiro! Tenho mais tempo para pensar em mim. Tenho mais tempo para verificar que deixei no tempo amigas que me estimavam mais do que onde eu me perdia. Acordei com um novo olhar e senti-me feliz. Amizade e perder e voltar a encontrar um abraço, com um sorriso nada planeado e sentido na aproximação que tardou. Nada de novo. Nada que não fosse avisado tantas vezes, onde eu quis pela última vez ser um cego. Mas nada que eu não quisesses, depositei nesse tempo a minha esperança de uma melhor vida. Eu, só eu sei o quanto!?... Não sei ser melhor! Nunca saberei se alguma vez o fui! Mas alegra-me saber, que alguém sabe!Volto às amigas que um dia deixei e que me querem sem tropeções. Sem momentos escondidos. Sem planear se se vive ou se esperamos a vida! Nem medos que outros olhos nos olhes e esses nos matem. Acordei, com novas motivações, e sei o que vi e sei que estou lá.

(.. 17Ag’06)

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

O meu novo respirar. (08)

Assim que ela me deu com os pés, resolvi deixar de lhe contar as minhas histórias mais íntimas e completas. Vingança? Não! Simplesmente tenho que partir. Sou honesto, forte, trabalhador e difícil de torcer, quando me dizem que sou eu que tenho sempre razão.
Podia escrever já sem pestanejar, o que é uma amizade! Mas o tempo, dirá!
Podia escrever já tantas palavras, de quem era o meu tempo! Mas o tempo, dirá!
Podia escrever que eu… Enfim, necessito de respirar.
A verdade ela não quis. Que veja o filme… Passa um ano que lhe ofereci em mão! Mas nunca teve o meu tempo.
Para que saibam, também não gostou da terceira parte da história.
Morreu, diz ela! Apetecia-me rir, sem maldade. Não sorrir, esse abdiquei de momento.
Pergunto eu, quantas vezes eu morri e quantas eu iria morrer?
Não é impossível a alguém durante tanto tempo, não se dar a conhecer com tantos tropeções que olhámos! Não quis! Outras coisas, sabe e preocupou-se, sem ter mais tempo para mim! Não a conheci!
Aquele tempo do mundo nunca foi meu mas, sim de quem tinha que ser.
Penso, que desta vez fui enganado. Os sinais estavam todos lá! Nem tudo o que nos sorri é certo no real. Mas tenho todo o tempo do mundo, porque sou um homem honesto.

Absolutamente, tenho defeitos. Outras conheceram-me. Adoeço na mentira, morro das omissões. E depois? Será algum mal? Onde fica a minha vida honesta? O meu futuro? Os meus sonhos? A segurança de prever o dia de amanhã, onde fica esta que ninguém liga? Vive-se no equilíbrio dia a dia? Promessas?

Fingir que se faz e não se faz, nunca foi o meu caminhar. Nada de metades! Nada de fingimentos! Nada de estou mas, não estou. Nada de, não posso, porque tenho que fazer! Não era livre.
Por isso, digo e repito o que sempre disse, É TUDO ou NADA.

Como escrevi aqui tantas vezes, eu era o que estava mais à mão, enquanto outra mão não chegasse.

Continuo a acreditar, que só pensa mal dos outros quem, desonestamente engana e vai vivendo.
Já olhei, outras gentes que não eram favoráveis… Observei a volta, a acontecer. Uma volta de 180º! Engraçado, gostei de ver aquele novo caminhar. Fiquei bem. Lembrei-me de outros momentos tão reais e ouvidos.
Porra, não sou assim!
Amizades? Mas quem é que me ensina seja o que for sobre amizade, se vivi num berço de amizades? Alguém viveu? Não! Só podem ter sido vividos num berço de ouro e não foi o meu caso.


Voltarei à realidade no meu canto novo e, com mais histórias dos meus fracassos e desilusões. Porque só eu erro, só eu me escondo para sobreviver.

(.. 16Ago’06)

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Mão que escreve. (9)

Triste por não encontrar sinais positivos da minha maneira de ser. Recolho-me para período de reflexão, e de outros sinais. :(

Recordo os anos perdidos
como se olhasse através de uma janela empoeirada.
O passado é algo que posso ver,
mas não tocar.
E tudo o que vejo
está turvo e indistinto.
Outra vez mais
e outra vez, outra vez,
contarei os dias,
no meu áspero caminho
até ao fluir
do meu destino.

(.. 14Ago’06)

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

As "Abutres". (10)

Engraçada a vida que me mostra em cada dia que passo, as coisas que nunca deveria ter tropeçado, e as coisas que nunca deveria ter aceite.
Vem este texto a propósito dos meus últimos textos “A História...”.
Fico cada vez mais convencido, que as que me conhecem, nada me conheceram. As que nunca me conheceram, inventam. As que me viram alguma vez, pensam que me conhecem. A mulher que amo, sabe mais de mim do que eu pensava. AMO-A!

Vamos aos factos.
Iniciei os meus últimos textos com um propósito, esse sim só para mim. Como já aqui disse tantas vezes - espero num futuro muito longínquo, ter o privilégio e saúde de, reler o que escrevo, porque antes de ser um sitio público, é em primeira lugar meu, muito meu, onde escrevo palavras minhas, palavras que vivo, palavras que sinto, palavras que juntas são o meu diário de qualquer momento da minha vida.
Alguma vez aqui e neste lugar, escrevi algum mal que me fizeram? Não!
Haveria muitas supostas amigas que me amaram (ou me enganaram) que eu disse, NÃO! Algumas delas, eu teria muito para contar, depois dessa palavra NÃO.
Nunca escrevi mal algum de quem tanto já me fez mal. Nunca perdi tempo algum com essas coisas. Nunca aqui escrevi a vida de ninguém mas, sim, só a minha, os meus pensares, meus desgostos, minhas frustrações, meus choros, minhas alegrias, e tantas outras coisas que vou e continuarei a escrever.
Pois!.. Fiquei consternado.

Assim, recebi nesta última semana alguns e-mails e/ou "SMS" (quatro mulheres) pouco habituais, de supostas ou pseudo amigas, parecendo que tinha escrito algo como:
“ESTOU LIVRE! QUEM QUER OCUPAR O LUGAR DA ÚLTIMA MULHER QUE AMEI E QUE ME DEU COM OS PÉS?”.
Como é possível, este atropelo sem alma?
Como posso eu AMAR TANTO UMA MULHER e, escrever publicamente algum mal que me tenha cometido ou eu, ao meu maior amor?
Quem é que iria acreditar que eu faria uma coisa dessas?
Não é razoável tal pensamento de mulheres que parecem mais abutres do que os homens noutro tempo, que ainda os havendo por ai num qualquer lugar, as mulheres crescem, desmedidamente.
Mas mesmo que tenha levado com os pés da MULHER QUE MAIS AMO NA MINHA VIDA, alguma vez iria remeter-me publicamente à difamação da mesma?
Sabeis, que nunca faria isso (pensava!), como nunca o fiz de ninguém. Este meu sítio é prova disso, desde que nasceu.
Recolham os vossos e-mails. Remetam a outros lugares menos ao meu. AMO-A! ESPERO CONTINUAR A AMA-LA POR MUITOS E BONS ANOS, A MESMA MULHER.

Algumas de vós até pensam que me distraí, arrependi-me ou, fiz as pazes e agora venho com desculpas. Nada mais errado! Só a mulher que AMO, sabe a verdade do que aqui escrevo e o resto, acreditem ou não, não me interessa para nada o que quer que pensem sobre este assunto.

Não sou livre desde que a olhei, e espero nunca mais o ser. Sem ela deixo-me fluir, num qualquer lugar.

Se mordiscarem, os meus escritos mais pessimistas, verão que quando amo, eu sou TUDO OU NADA, e neste caso eu dava tudo, mas não fui igualado na objectividade.
Viver a dois em qualquer relação que me envolva, só o “TUDO OU NADA” recolhe o viver em comunhão. Os sonhos iniciados no primeiro dia, vão certamente ser encontrados no final do dia, e isso sei,
é FANTÁSTICO!

É assim tão difícil de entender?
Como já aqui escrevi, nunca posso amar alguém que não me possa proporcionar uma nova família e este predicado, eu nunca abdicarei.
Quero que a Joana seja (será porque sei que vai acontecer) a minha última filha, com um novo viver em qualquer lugar. Assim será, assim acontecerá.

Sou leigo em coisas de mortais. Continuo a viver de grandes emoções, mesmo que me digam eternamente “cresce!” ou receba vulgares “SMS” de grande falta de senso.
Amigas? De?
Continuarei a receber qualquer e-mail, mesmo que menos próprio. Continuarei a receber as SMS, dignas de um livro de mal-dizer. Continuarei a ser o homem que sempre fui, sou, e serei sempre assim.

Derradeira questão: Como será possível amar alguém e, no momento de rumarmos outro novo caminho, seja ele qual for (neste caso, mais uma vez fico só e, como sempre a perder.), deixemos de amar quem na hora anterior amávamos tanto? Acontece-vos isso?
Comigo é absolutamente ignóbil essa promiscuidade nada razoável para, quem pensa que me conhece e outras que dizem que me amam!

Quis contar uma história. A minha e não a do meu melhor amor. Uma história sobre o amor e não de amor (ninguém leu, ou se leram foi na diagonal). Mas, as “abutres” apareceram e, eu continuo a saber dizer NÃO, mesmo que perca. Afinal em toda a minha vida eu sempre soube perder. Nasci certamente, não para ser vitorioso mas, para ser um homem.
Se é o que sinto, que seja, Mas difamar?!.. Ninguém e muito menos a mulher que melhor amei e amo, em tantas primaveras que tenho e tantas que me abraçaram. Foi simplesmente fantástico, este amar…
Foi e será sempre a única.
Quis contar a minha história. Um grande amor Antes de Amanhecer e mais outras palavras que tenho aqui dentro, Depois do Anoitecer.

Para ti MP!

Em ti depositei um dia a minha esperança de uma melhor vida. Tu Sabes o Quanto!?... Não sei ser melhor! Nunca saberei se alguma vez o fui! Mas alegra-me saber, que tu sabes que fiz o meu melhor.
Força, corre, voa, sê feliz.

O meu melhor abraço.

(.. 14Ago’06)

domingo, 13 de agosto de 2006

História de uma mais desilusão. (11)

O nome, esse, não interessa para nada, direi no momento que tiver que o proferir a favor da minha vontade e dignidade.
Copia textos de não sei de onde para dizer que partilha mas, nunca faz ou sente que esses tenham alguma coisa a ver com ela! Nunca percebe o que lê e nunca vai entender o que lhe escrevem.
Porquê?
Porque não lhe interessa nada essas coisas!
Do tanto tempo que vivi, nunca contei mais do que uma dúzia de e-mails que recebi dela. Sabes a razão? Porque não tinha tempo para me escrever. O tempo que tinha não era nunca foi e nunca será meu mas, sim de outros, esses sim, tinham e-mails quase dados em mão e quase todos os dias. Sinal que vi, e nunca quis saber.
Certo, certo é que eu nunca pertenci ali. Servi, e quase nunca fui servido com a vontade de viver, um dia de cada vez, fui sempre mais infeliz.
A vida tem muitas coisas que outros, mesmo que nos amarrem, mesmo que nos tentem destruir, continuamos com uma força imparável, inigualável, o amor era ali e os maus-olhados foram sempre ultrapassados.
Têm um objectivo, esse que afinal não era igual ao meu. Só lhe interessava, o que não lhe atrapalhe o caminho planeado para o seu fim.
A verdade atrapalha-a. Um homem que lhe diga a verdade ou que lhe chame a atenção, mata-a, destrói-lhe a razão de ser da sua vida. Assim, um homem não lhe pode pedir responsabilidades, razoabilidade, respeito… etc. Tudo o que lhe pedir fora do seu contexto é danificar o seu orgulho. A ausência de escrúpulos foi danosa para a vida que quis vive-la, sã e douradora na nossa relação.
Só ela, têm razão! Só ela sabe o que quer! Só ela caminha a seu passo! Só ela pode ter qualquer relacionamento! Só ela vive na falsidade até um dia os meus olhos enxerguem coisas mais simples. É ao querer respirar que, morro desse falso oxigénio que, era de outros e nunca foram meus.
Ela pode erguer-se como mulher, num qualquer outro relacionamento, pois tudo o que faz é, a brincar. É uma defesa! Certo! Podia ter arranjado outro qualquer modo que eu seria cego decididamente.

(.. 13Ago’06)

sábado, 12 de agosto de 2006

História de uma mais desilusão. (12)

Por isso não faço muito uso delas. Assim, é preferível a camaradagem, a companhia dos homens.
Não te entendo, espera!
É mesmo amor ou é só luxúria o que sentiste ou sentes?
- Há alguma diferença?
- Há, sim.

Amar alguém, é dar e desejar dar sempre mais.
E a luxúria?
A luxúria é tirar, e tirar sempre mais.
Devorar, consumir, sem lógica, sem qualquer razão.
Portanto… Dar, tirar.
Como é contigo DoCarmo?
- Ambas.
Quero, queria dar-lhe tudo e queria tirar-lhe tudo.
DoCarmo, és um homem perdido.

Não! Ela é que parece perdida. Como? Porquê, não sei.
Mente. Mentia-me, todos os dias.
Existem poucas mulheres assim mas, ela é mentirosa, muito mentirosa e perigosa.
Mente aos amigos que se diz amiga do peito e, a outras amigas que não gostava e têm que gostar para sobreviver num qualquer lugar.
Mente, é a vida dela, sempre foi assim e continuará a sê-lo. Está-lhe na alma, não sobrevive sem ser assim.
Gosta de ser aplaudida. Ser a primeira. Gosta de fazer ciúmes a qualquer pessoa. Quer que o mundo dos maus a olhe, como se ela fosse a melhor de nós todos.
Casada, com um filho e com uma vida pouca significada em vida boa, arrola-se em tudo o que for frágil para continuar a ser o que nunca será.
Com um corpo moribundo de jovialidade. Um rosto que sorri mentiras, umas atrás de outras, para segurar qualquer homem que seja um palhaço, para conseguir mais e melhores proveitos de outro ou mais homens.
- Quem é essa mulher?
Só te libertarás, quando fores capaz de dizer o nome dessa que tanto mal faz por ai.
- Nome?


(.. 12Ago’06)

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

História de uma mais desilusão. (13)

E o preço que têm que pagar. E daqueles que fogem dele, porque têm medo, ou não acreditam serem merecedores dele.

Ela enganou-me todos os dias.
Eu?! Eu… Sucumbi.

Acho que sei muito menos acerca das mulheres do que pensava. Quando pensei que sabia, morri sempre na beira de uma qualquer praia. O engano é parte do mundo contra mim, que sou e continuo cego.

(.. 11Ago’06)

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

História de uma mais desilusão. (14)

Engano-me, vezes demais… Erros de agravo! Erros de sangue, por não acreditar no meu olhar, os primeiros sinais que tanto acredito. Olho-os, vejo-os, mas o coração engana-me uma vez mais. Esta foi a maior desilusão, sei, não por ser a última mas, porque pensava que seria a minha última vida. Vou gostar de a escrever.

A história... “Ultima?!”

Ela nunca esteve aqui!
Amei um sonho.
Um sonho que me roubou a alma.
Deus devia estar muito zangado comigo no dia em que me deixou pousar os olhos naquela mulher!
Não, isto não é uma história de amor, mas uma história sobre o amor.
Acerca daqueles que a ele sucumbem.


(.. 11Ago’06)

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Antes do Amanhecer e do Anoitecer.

Sempre achei que nunca iria conseguir o que me propus fazer, faz dois anos. Lutas desiguais não é nem nunca foi o meu jeito e, continua a não o ser. Pensei, desta vez, que iria ter uma ajuda forte. Enganei-me! É meu hábito, entregar-me e enganarem-me sem que para isso eu tenha contribuído ou feito qualquer coisa para esse fatal final.
O engano vai e anda sempre atrás dos fracos. É um companheiro desigual mas, firme em muitas gentes. Estes gostam. Gostam de olhos e olhados e de coisas, que muitas gentes boas não querem porque, alguns mesmo que poucos, cultivam valores que estão a desabar com o passar dos tempos. Alguns lutam, poucos, para que os valores mais sublimes transcendam os valores vulgares. Estes, são os que perdem todos os dias por se enganarem a si próprios, por acharem que o mundo ainda é igual, merecem melhor escolha de quem é espiritual.
Os “manhosos” os “enganadores” os que gostam da vida fácil, vão continuar a multiplicar-se, porque essa é a boa vida, a vida fácil de fazer e de falar, vida que nada se partilha, em nada se comprometem para não dizerem que erraram… Vivem o dia a dia na sociedade marcada pelo regresso dos falsos valores, pela ausência de escrúpulos.

Quantas vezes tentei partir? Este meu melhor espaço é testemunho que tentei, tudo fazer para que desse tudo certo mesmo que ao nascer do meu olhar, o medo me desse sinais, que a tarefa que procurava de uma vida feliz não iria ser fácil. Mas isso era o somenos, desde que fosse verdadeira e não cheia de falsas atitudes ou falsas expectativas, como eu já aqui escrevi - era e fui o homem mais à mão para brincar.

Quantas vezes foste e voltaste, pelo amor que sentias e que não será fácil, traga-lo num lugar qualquer?

Quantas vezes mais vais necessitar que “Antes do Amanhecer” ou “Antes do Anoitecer”, nunca foi para ti (DoCarmo) como tu ousaste oferecer, para? Porquê?

Chega de poesia de sentires para uma parede que brinca com as cores que tu inspiras. Chega de palavras que te dizem no ouvido para te atrapalhar o que mereces ter. Chega de construções executadas em areias que vão com qualquer vento. Chega de ilusões e de atrasos no teu novo nascer. Palavras que são ditas para que nos protelemos um dia, um mês, dois anos e tudo continua na mentira de olhares escondidos e da vergonha do viver.
Dois anos e o amanhecer esfumou-se. Eu nunca ali pertenci como pensava. Afinal, eu era todo de lá, mas de lá só a mentira, a omissão, a vergonha e o diz que fez e não faz, não sucumbia.

Quantas vezes eu terei de voltar a viver, se não acredito no que ouço e acredito no que vejo. Acredito no que sinto e nos sentires que me chegam. Enganar?! Porque me engano sempre eu? E outra vez? E quantas mais?
Sim, é desta vez que outras palavras me dirão mais uma vez: “És parvo, e gostas de o ser!” outras palavras… : “Puto, acorda!” e tantas outras… : “Criança, cresce!”.
Direi eu outra vez mais e mais uma vez. “O meu coração é indelével e esse, faz-me viver e continua a fazer-me viver. Sou assim, e sei que nunca vou mudar. Vou onde o coração me levar , mesmo que me leve a um lugar fundo e nunca saia de lá. Quem manda é o meu coração e ainda não sei ser diferente. Sinto que não quero mudar. Gosto deste meu coração. Não me mente, nunca mentiu, sei que ele me leva sempre a bom porto.”

Escrevi no tempo, recordo-me, com um amargo fiel de que fiz o que melhor eu sei:
“Não falo daquelas que sempre que cometem um erro, vivem pedindo desculpas. Falo daquelas que cometem erros e que nunca sabem tirar uma lição, mesmo que seja amargo, reparar qualquer um dos erros.”


(.. 09Ago’06)

domingo, 6 de agosto de 2006

Eu um tanto de ti.

Preciso de ti.
Chama-me,
pega-me no colo,
acaricia-me o rosto,
abraça-me simplesmente.
Estou carente.
Sussurra baixinho "gosto de ti"
Dá-me um beijo,
Olha-me nos olhos...
Assim...
Com ternura,
afecto,
segura-me...
Faz-me criança.
Deixa-me a cabeça recostar em teu ombro,
fechar os meus olhos e apenas...
Apenas sentir o teu ninho.
Sentir no teu corpo,
o carinho.
Dá-me um tanto de ti...

(.. 06Agos’06)

O teu meu corpo.

Silêncio.
Ouve-me.
Não digas nada,
nem penses em nada.
fecha os teus olhos,
vêm devagarinho,
para bem perto de mim,
e então sussurro para ti,
toca-me...vem...
aperta-me...
deixa-me sentir...
o calor da tua pele.
Vêm, agarra-me...
deixa as tuas mãos...
perderem-se no meu corpo.
Vêm, invade-me
de mansinho,
com a loucura do desejo,
mãos e boca,
prazer no corpo do outro,
eu dentro de ti no meu corpo
o teu, o meu, tudo nosso.

(.. 06Ago’06)

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Vejo o teu rabo.

O casamento nos meus olhos.

Não, é medo. Tudo é uma questão de medo. O medo manteve os casais juntos nos tempos dos nossos avós. Durante todo este tempo idolatrei o casamento dos antigos. Hoje acho estranho, tudo muito estranho! Essas relações não foram intemporais. Vi-as sempre como, duas pessoas que ficaram juntas porque estavam aterrorizadas. Tinham medo da solidão, medo de falhar, medo do desconhecido, medos de abrirem mão das suas coisas e porque não da sua velhice!
O medo é o principal motivador de tudo. O medo e a culpa são as duas emoções que mantêm a sociedade a funcionar. A maioria dos casais ainda continua juntos, por medo. Nada é simples. Não existem respostas directas a perguntas directas. Na verdade, nada é directo. A vida não é simples. A vida é cinzenta, mais cinzenta do que supomos ou pensamos acreditar.
Tenho medo, porque hoje a verdadeira responsável pelos casamentos falhados são as mulheres que, de repente cresceram negativamente e acham que a melhor vida é sempre nos braços de outro que não o seu homem!
A partir de uma certa altura ninguém sabe mais o que é a liberdade. Ninguém quer saber que em qualquer vida a vida, é uma luta constante e não (como deveria ser) um continuar do namoro. Namorar é a melhor razão de uma relação a dois mas, nem sempre isso é possível. Costumo dizer tantas vezes às pessoas de quem gosto: “Nem sempre me é possível, ajudar quem mais gosto”.
Viver a dois é lutar por uma vida digna, verdadeira e honesta sempre tendo como meta mais momentos bons e uma família sólida. Não é fácil viver sozinho! A dois é mais difícil e só pode entrar nesta vida os que no seu carácter mostrarem forças ao outro, mesmo nos dias maus. Saber que vão acontecer dias maus é como fazer um seguro. Prevendo esses dias, é de bom-tom, saber que o outro merece o nosso melhor abraço e não só nos dias de sorrisos. Existe sempre alguém disposto como um abutre a comer nesses dias de grande falta de afectividade e carência de uma qualquer relação. Existe e vai acontecer mais vezes porque, a mulher desta vez não vai querer olhar o certo (foi sempre espezinhada durante tantos anos) nem saber quem chora (reconheço, que não são todas), quer é ser feliz num qualquer momento e não repensar o que vai ser amanhã. A mulher de agora quer viver o presente. O homem fez isso durante tantos anos e ficou sozinho na sua velhice. Hoje existem mais mulheres a viverem sós. Não se trata de liberdade mas sim, de falta de razões e de vinganças que só a mulher, noutro futuro pode avaliar. A mulher copia muito mal. Copiar o certo é bom. Penso, que a mulher nem sabe copiar.
Lembrei-me de outros diálogos que já aqui escrevi e que os reescrevo agora, hoje e aqui com novas experiências e depois de outros mais choros.

Se te pedir para olhares para o meu traseiro e perguntar-te o que vês, sei o que vais me dizer: "Vejo o teu rabo."
Pois... É isso que pensas ver. Na verdade, o rabo não existe. Admirado?
O rabo não existe mesmo, apenas existe uma parte carnuda no topo de cada perna. Acontece que essas duas partes se ligam uma à outra. Essencialmente, isto é apenas a continuação da perna. É tudo uma ilusão. O rabo não existe. Tal como não existem casamentos, empregos ou crianças perfeitas. Aquele conceito do ficar junto e viver feliz para sempre é uma ilusão. Parece que digo que não acredito no amor eterno! Mas também sei que já estás a ver o rabo e não o topo das pernas.
O amor é apenas a luxúria disfarçada. E a luxúria desaparece. Mais vale ficar com alguém que nos consiga aturar.
Muitos casais chegam ao ponto dos silêncios. A maioria desses diz: "Já não conseguimos suportar-nos." "Já chegámos à parte do ódio!" etc etc etc. Mas como eu digo que nunca sei nada: Não te importes com isso. O ódio é coisa que desaparece com o tempo e só isso desaparece.

"O ódio desaparece, o amor é luxúria, o rabo não existe!"

Mulher! Não queiras copiar o homem. Ele se deu mal e por essa razão ele hoje é um melhor ser, ama-te melhor, é mais amigo, é mais participativo, é mais pai, é mais tudo só por ti. Não te desligues com as coisas que não são importantes e olha-o todos os dias como o fizeste no teu primeiro encontro.

Não vos desiludo é a minha revelação, o meu ser e o meu melhor sentir.

(..01Ago'06)

Encontraste-me!

Tu me encontraste
me descobristes
me seduzistes
E eu me entreguei
Inteiro!
Como te esperei
por tanto tempo
e tu não vinhas
Eu carente
tu ausente
de repente
surgistes na minha vida
e uma paixão
ardente
violenta
indecente
de nós se apossou
e em nós se instalou
invasiva Impulsiva
lassiva
que nos alucinou...

(.. 03Ago'06)