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domingo, 7 de junho de 2009

Gestos.

Passamos demasiado tempo a queixarmos de pequenos nadas, pequenas imperfeições, defeitos que vimos (mal), em nós. Olhamos para as pessoas que passam todos os dias ao nosso lado na rua, ou em qualquer outro lugar e, não damos valor ao que temos, como somos construídos.
Tenho algumas amigas e amigos surdos-mudos, desde o segundo ciclo escolar. Alguns encontraram-me quando entraram na minha ex-empresa. Outros conquistei no tempo. A Língua Gestual fez parte da minha comunicação com eles, desde miúdo.
Hoje lembrei-me de todos ao acordar, não sei a razão e não quero saber. Para todos eles, o meu pequeno contributo; da minha estima, consideração e da amizade.

Música «Amor perfeito», de Edson e Hudson,
interpretada em Língua Gestual Portuguesa.




Fecho os olhos pra não ver passar o tempo
Sinto falta de você
Anjo bom, amor perfeito no meu peito
Sem você não sei viver

Então vem,
que eu conto os dias
Conto as horas pra te ver
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você

Os minutos vão passando lentamente
Não tem hora pra chegar
Até quando te querendo, te amando
Coração quer te encontrar

Então vem,
que nos meus braços esse amor é uma canção
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você

Eu não vou saber me acostumar
Sem suas mãos pra me acalmar
Sem seu olhar pra me entender
Sem seu carinho, amor, sem você
Vem me tirar da solidão
Fazer feliz meu coração
Já não importa quem errou
O que passou, passou então vem

Fecho os olhos pra não ver passar o tempo
Sinto falta de você
Anjo bom, amor perfeito no meu peito
Sem você não sei viver

Então vem,
que nos meus braços esse amor é uma canção
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você

Eu não vou saber me acostumar
Sem tuas mãos pra me acalmar
Sem seu olhar pra me entender
Sem seu carinho, amor, sem você
Vem me tirar da solidão
Fazer feliz meu coração
Já não importa quem errou
O que passou, passou então vem

(..07Jun'09)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Gosto.

Gosto desta voz semelhante ao Elvis. Apeteceu-me lembrar.
A música está nos dedos.
Na alma, em silencio.

Danny Mirror, em I remember Elvis Presley



(..05Jun'09)

Nota: Quem quiser enviar-me esta música em mp3, agradeço (já recebi a música).

Feridas.

“Nenhuma pessoa merece as tuas lágrimas e quem as merece não te faz chorar.”


Seis anos (ou foram oito?), foi o tempo que andei de lá para cá, ou de um lado para o outro, para me encontrar, mesmo que fosse num local qualquer, como nos meus sonhos os que sempre tive - na margem de um rio, uma casa, crianças, animais, e um Céu num Sol ameno, abraçar uma nova família.
Incluo-me sempre neste sonho e sonhava-o muitas vezes. Nunca sei é quem é a parideira, devido ao meu mau génio, por desperdiçar tudo o que me era oferecido pelo acaso do destino que os poetas escrevem.
Agora, por ti, o mundo ganha forma. Cada vez mais e cada vez melhor. A tua beleza é a comparência divina que me seduz nos minutos do tempo que eu respiro. Devagar aceito. Entrego-me. Não como outrora quando o tempo era tempo de entrega total sentida ou não e alguns enganos. A idade tem destas coisas, entregamo-nos abertos, em razão da frente que olhamos e nos abraça. Tempo de paz, necessidades e de buscas.
És e serás sempre o melhor que o destino me recolheu. Enfeitiças-me. Fazes-me continuar a viver. Cresço todos os dias. Agora melhor do que outrora. Aliás, melhor não existe em mim. Tudo é vida por me quereres na tua medida e no teu sentir. Aceito tudo, porque sou assim. Porque sou assado. Estou feliz por ti, por mim já é outra coisa, porque continuo a ser o mesmo homem, entrego a verdade e falo de boca aberta. Sei que sabes, mas não quero que te falte nada de mim para ti.
A tua beleza reflecte-se na beleza de todas as coisas para surgir ainda mais poderosa, mais intensa. Faz doer e tu sabes, porque te digo sempre estas coisas. Pretendo ser mais do que nós e não sinto medo agora. Não me recuso a qualquer excesso da nossa vida. Quebrar limites e rirmo-nos são os nossos segundos.
Por isto tudo chegou o tempo de nos refugiarmos em sonhos reais, de nos perdermos um no outro, de não voltarmos a passados, abraçarmo-nos num derradeiro abraço até ao final.
Já não tenho feridas no peito para as olhar. As dores partem. Sei que foste tu minha querida amiga companheira e mulher, a obreira do meu novo iniciar.

(..05Jun’09)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mãos.

Tinha um desejo antigo. As mãos. Dar as mãos. Só as mãos. Não olhar. Não falar. Nada de explicações. Não pretendia saber de mais nada. De ti. Muito menos dos outros. Não eras desconhecida. Tinha-te visto algumas vezes na casa da tua amiga. Apetecia-me dar-te as mãos. Só isso. E precisava das tuas mãos.
Queria sentir os segredos ao enlaçar as minhas nas tuas mãos. Este querer era no início. Como desconhecidos a contarem histórias um ao outro, Só toques das mãos. Confessarem segredos. Entregarem-se às mãos. Rirem-se muito. Não termos medo de nada. Nem do que era dantes. Nem do que viria depois. Pousarmos uma sobre a outra e a esquecermos juntos o cansaço da vida. Nada de impossíveis, eram só mãos a tocarem-se. Que mal podem fazer quatro mãos?
Agora tenho-te, e contigo e com as tuas mãos, somos mais fortes do que era dantes quando falava sozinho sem verdadeiras respostas. Agora roubaste-me os medos. Hoje já não tenho medo da vida.

(..04Jun’09)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Amigo

"amigo, não tenho perguntas para fazer-te. quantas
pessoas entendem aquilo que não entendo? quem
descobriu o segredo mais inútil?

amigo, não tenho perguntas para fazer-te. basta-me
olhar. passaram anos, poderiam ter passado mais
anos ainda. poderiam passar séculos."

[José Luís Peixoto]

(..02Jun'09)

Nota: Gosto muito de ler as palavras deste fulano..