Sem qualquer preconceito, continuo a ser por que quero, um "downshifters". A minha teimosia é avassaladora.
Há muitas pessoas pelo mundo que optaram e a optam pelo mesmo ideal; Ganhar menos (ou não querer trabalhar mais para ganhar mais) e viver melhor. São os chamados: downshifters. O termo foi apropriado da palavra "downshift", que significa, passar para uma mudança abaixo no carro ou na mota, ou seja, abrandar, desacelerar. O objectivo é mesmo esse: abrandar o ritmo de vida.
Este texto é só para lembrar os mais incautos; quem sou e, porque ando neste mundo em cuecas e não de fato e gravata como noutros tempos.
(..28Dez’10)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
downshifters 2.
Escrevinhada por:
SepolOm
às
16:36
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Natal em Dezembro.
Este Natal
olha para ti,
.. só para ti..
Ao teu redor também,
pensa no que tens,
quem tens,
o que conquistaste..
É que passou mais um ano na tua e minha vida!
.."tás a topar?"
.. ô.. ô.. acorda!
.. eu disse um ano!
Feliz Natal e um Ano Novo Fantástico..
.. é o meu melhor desejo para ti.
(.. 20Dez'10)
NOTA: Por estarmos em tempo de crise e não querer contribuir para o enriquecimento das operadoras, não envio SMS a ninguém. O dinheiro não dignifica a fé nem as pessoas, mas faz-me falta.
Escrevinhada por:
SepolOm
às
12:29
domingo, 19 de dezembro de 2010
Lembrar
.. não faz mal nenhum e, como continuo um lamechas danado.. repito hoje (em baixo), o que escrevi faz seis anos. Às vezes não sabemos porque é que os dias são mais assim ou assado, simplesmente sentimos algo de diferente no momento do levantar. É um dia diferente, nunca saberemos o quanto, nem o porquê, simplesmente apetece-nos repetir e não interessa perder tempo com justificações. E quando os olhos se entregam à luz do dia, um arrepio toca-nos ao tomarmos o primeiro café, como se algo nos chama-se, sei lá, só estou a conspirar coisas que me atrevo a sonhar, como ontem sonhava. Sou um menino que tem medo de crescer, essa é que é essa o resto não interessa para nada.
” Uma semana depois do nascimento da nossa filha Lauren, a minha mulher, Bonnie, e eu estávamos completamente exaustos.
Todas as noites acordávamos com a Lauren. Bonnie sofrera uma episiotomia durante o parto e precisava de tomar analgésicos. Mal conseguia andar. Depois de ficar cinco dias em casa para a ajudar, voltei para o trabalho. Ela parecia estar melhor.
Enquanto estava no trabalho, ela ficou sem analgésicos. Em vez de me telefonar para o escritório, pediu a um dos meus irmãos, que estava de visita, para comprar mais. O meu irmão, no entanto, não voltou com os comprimidos. Consequentemente, ela passou o dia todo com dores, a tomar conta de um recém-nascido.
Não tinha a menor ideia de que o seu dia tinha sido tão mau. Quando voltei para casa. Estava muito perturbada. Interpretei mal a causa do seu sofrimento e achei que ela me estivesse a culpar.
Ela disse: «Tive dores o dia todo... fiquei sem remédios. Estou encalhada na cama e ninguém me liga!»
Eu reagi defensivamente «Por que não me telefonas-te?»
Ela respondeu, «Eu pedi ao teu irmão, mas ele esqueceu-se! Estive todo o dia à espera dele. O que devo fazer? Mal posso andar. Sinto-me tão desamparada!»
Nessa altura, explodi. O meu pavio também estava muito curto naquele dia. Estava zangado por ela não me ter telefonado. Fiquei furioso porque me estava a culpar quando eu nem sabia que estava com dores. Depois de trocar algumas palavras ásperas, dirigi-me para a porta. Estava cansado, irascível, e já ouvira o suficiente. Tínhamos alcançado os nossos limites.
Nessa altura, começou a acontecer algo que iria mudar a minha vida."
continuação, aqui:
http://tuaminhaboca.blogspot.com/2004/08/os-homens-so-de-marte-as-mulheres-so.html
(.. 19Dez'11)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
17:11
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Piropos portugas.
ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA DE PIROPOS À PEDREIRO.
Fazia muito tempo que esta enciclopédia estava fechada num dos meus baús. Gostei de reler. Por isso, antes que os perca, coloco aqui para de vez em vez me rir das coisas giras da vida e esquecer as mágoas que vão ficando na lareira, agora que faz inverno.
CAPÍTULO 1 - A RIMA RICA
1. Ó flor, dá para pôr?
2. Ó musa, das-me tusa...
3. Ó bomboca, mostra a toca!
4. Ó doce, era onde fosse..
5. Ó boneca, vai uma queca?
CAPÍTULO 2 - O TROCADILHO
6. És como um helicóptero: gira e boa...
7. Ó febra, junta-te aqui à brasa.
8. Ó jóia, anda aqui ao ourives.
9. Ó 'morcona', comia-te o sufixo..
10. Andas na tropa? É que marchavas que era uma maravilha!
11. Se fosses um barco pirata, comia-te o tesouro que tens entre as pernas..
12. Tantas curvas e eu sem travões.
13. Usas cuecas TMN? É que tens um rabinho que é um mimo..
14. A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu..
15. Tens um cu que parece uma cebola, é de comer e chorar por mais!
16. Belas pernas... A que horas abrem?
17. A ti não te custava nada e a mim sabia-me tão bem..
CAPÍTULO 3 - A METÁFORA
18. Ó filha, com um cuzinho desses deves cagar bombons..
19. Ó filha, levavas aí com o martelo pneumático que fazíamos o túnel do Marquês num instante..
20. Que bela anilha que tu tens, deixa lá enroscar o meu parafuso.
21. Só custa a cabeça que o resto é pescoço!
22. Que rica sardinha para o meu gatinho..
23. Anda cá a cima afagar-me a cobra zarolha..
CAPÍTULO 4 - OS ORDINÁRIOS
24. Ó filha, fazia-te um pijaminha de cuspo.
25. Quem me dera que fosses um frango para te meter um pau no cu e fazer-te suar..
26. Só não tenho pêlos na língua porque tu não queres..
27. Ó linda, sobe aqui à palmeira e anda-me lamber os cocos..
28. O teu cu parece uma serra eléctrica: não há pau que lhe resista!
29. Podia ficar um mês a cagar trapos, mas comia-te com roupa e tudo..
30. Posso pagar-te uma bebida ou preferes em dinheiro?
31. O teu pai deve ser arquitecto, tens um cu que é uma obra.
CAPÍTULO 5 - OS RELIGIOSOS
32. Diz-me lá como te chamas para te pedir ao Menino Jesus.
33. Ó filha, queres ir ao céu? Sobe os andaimes que o resto do caminho é por minha conta..
34. Por acaso és católica? É que tens um cu que valha-me Deus.
CAPÍTULO 6 - OS ESPIRITUOSOS
35. És um bilhete de primeira classe para o pecado..
36. Queria ser um patinho de borracha para passar o dia na tua banheira..
37. Deves estar tão cansada, passaste a noite às voltas na minha cabeça!
38. Posso não ser bonito como o Brad Pitt, nem ter os músculos do Schwarzenegger, mas a lamber sou uma Lassie..
39. Com uma montra dessas, imagino como é o armazém..
40. Ó doce, anda cá a cima fazer uma festinha ao tareco.
CAPÍTULO 7 - QUEM DESDENHA..
41. Não és nada de se deitar fora, já tive pior e a pagar..
42. Ó filha, tens carinha de modelo, mas o teu cu é um continente!
43. Com umas bóias dessas o Titanic não tinha ido ao fundo.
CAPÍTULO 8 - QUANDO A CANÇÃO FALHA..
44. Ai não queres? Eu vi logo... Gorda como estás, é porque não suas muito!
45. És mesmo esguia, pareces uma sereia: metade mulher, metade baleia.
46. Ó filha, com menos cu também se caga..
47. Ó filha, se o teu cu fosse uma torrada, precisava de um remo para o barrar.
48. Ó filha, com esse atrelado só com carta de pesados..
Isto sim, é CULTURA, MEUS AMIGOS.
(..22 Set'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
16:34
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Vida.
As pessoas deviam ter mais de uma vida ou, pelo menos, uma que pudessem também voltar atrás se necessário. Para corrigir o que saiu mal à primeira, aprender a saborear as poucas horas boas – como algumas canções, quanto mais se ouve mais se gosta – e, sobretudo, para poder ir primeiro por um lado e depois por outro e depois sim e depois não e ou pelo caminho que se encontra ao nosso jeito ou pelo menos mais fácil para nós, porque isto de viver.. não é fácil; quanto maior for a consciência, mais difícil se vive - essa é que é essa.
Não era giro voltar atrás. Era melhor pensarmos melhor no que fazer das coisas do nosso dia a dia. No entanto ninguém pensa e, por não se pensar em nada, choramos. Deve ser por isso que a maioria das pessoas chora sem dizer a ninguém que chora. Chorar deve ser alguma doença medíocre para que ninguém queira participar as lágrimas ocorridas - eu sempre chorei quando era mais pequeno e agora que sou "mais maior grande", continuo a chorar e isso não tem mal nenhum.
Ter muitas vidas também é uma grande merda. Como ninguém nasce ensinado e é com as muitas vidas que se aprende, pergunto porque nos enganamos tantas vezes nas coisas que fazemos se nenhuma das vidas gostamos. Para que pedir outra vida se uma só que já passou à muito desvanece no sangue que se perde em vidas que não queremos e é por isso que quanto mais vidas menos vidas sérias vivemos.
Assim não dá.
Tudo o que acontece não pára de acontecer e ficamos confusos e ficamos perplexos com a vida que levamos e nos faz muita falta - é um desgaste imenso. Basta uma só vida para se ser muito feliz, mas por termos muitas, nas muitas, nem uma se pode encontrar.
Peguemos numa caixa cheia de laranjas. Todas quase bonitas. Quase todas bem cheirosas. Tentemos escolher uma só laranja, bonita, bem cheirosa e que em principio nos deveria satisfazer o apetite. As muitas vidas não prestam. Chega uma, mesmo que doa muito, mesmo que às vezes sintamos que não é esta a vida que quero, mesmo que às vezes nos apeteça, desviar da vida que temos, o que digo com certa certeza é que uma só vida é melhor do que ter muitas vidas e ter vidas, mais do que uma, é ter na cabeça pensamentos cheios de outras vidas, mas isto todos nós sabemos e continuamos a querer.
A minha vida, será que eu não sei o que seja? Mesmo nada? Se só sabendo o fim é que se sabe a história.
Engraçado é que, quando se começa a falar daquilo que não se sabe, surge a ilusão generosa de que afinal sempre se vai sabendo um bocadinho de coisas que nunca queremos dizer, pensar, ou pensar que queremos falar dessas coisas. É como a morte. Ninguém gosta de falar. É um tema que todos se calam e todos tem medo do mesmo - é um tabu esquisito.
Nisto, como em tudo, talvez me engane. Bem gostava.
Que tenho eu a ver com isto? Nada! E eu a tentar dizer, feito um parvo muito inteligente..
As pessoas deviam ter mais cuidado. Com o que dizem. Com o que fazem – pelo menos com o que fazem sentir – as pessoas deviam ser mais pessoas. As pessoas deviam estar mais juntas. Afastadas mentem mais. Deviam ter mais respeito pelo que não lhes diz respeito.
É com estas anormalidades que às vezes desgasto os sentidos, palavras que se soltam dos neurónios repito, a minha vida, as nossas vidas neste momento abraçadas, largam um suspiro que alguém ouve do outro lado.
Sobreviver ao sucesso é mais difícil do que viver. Normalmente mata e é isso que me faz ir desviando daqui e dali, devagar, depressa e a vida que vivo é só uma. As outras, desvaneceram porque quis.
Não sei o que vai acontecer.
Penso que é muito bom ter uma só vida.
Adormeço todos os dias suavemente que, nem me dou conta das vidas que partiram e isso garanto-o a mim que é uma merda, esquecer as mulheres que me sonharam.
(.. 18Nov’10)
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SepolOm
às
16:36
sábado, 30 de outubro de 2010
Amanhã, caso eu.
Chegou a minha vez de acertar a vida por ela. Quer dizer, acertar contas comigo, porque só comigo ajusto contas, as que tiver, as que me lembro ou não consigo ou não quero lembrar-me.
Amanha caso eu é, um novo acertar de espírito e de bem-estar. Comigo, e também com o mundo, se esse ainda valer a pena. Não acredito que tudo valha a pena - essa é que é essa.
Tudo o que é bom na vida e vivido, não é para se dizer, não precisa de ser falado, nem justificar, podes sempre tentar, mas vais reparar que te afastas quando te queres aproximar, e o teu objectivo, não o definiste - esqueces ao sabor da carência.
A maior parte das perguntas nem merece a nossa melhor ou pior atenção, quanto mais o nosso esforço. Quanto menos perguntas menos mentiras, é que as mentiras querem sempre mais respostas e eu sei disso muito bem, nem sequer devia perguntar, mas podes sempre perguntar, se quiseres, e tu sabes bem que sim, sou absolutamente um coração que fala com o coração - gosto mais de dizer o que sou, pelo menos o que sinto; sou o que tenho por isso, se não tiver nunca sou o que gostava de ser.
E a beleza? Sabes o que a beleza faz? Põe-nos inquietos. Outras vezes faz-nos crianças assustadas, prestes a chorar. É assim, a beleza foi feita para nos chamarem. É bonito quando te chamo e muito bonito quando me chamas, querida amiga, companheira e amanha mulher.
Olho a tua beleza. Já a suporto melhor como homem, de libido cheio e ávido sempre do teu corpo de mulher. É melhor falar de mim e do dia de amanhã. Hoje chove muito aqui. Ontem foi pior. Amanhã o dia é reflectido no abraço das testemunhas presentes entre nós, e dos amigos também. Vou falar mais de mim.
É que quando falo de mim e das coisas sem nexo, sou mais eu. É como uma boca aberta. Gosto imenso. Se quiseres ficar assim toda a vida de boca aberta para mim, gostarei mais de ti, prometo-te, só te peço, nunca me perguntes nada. Nada.
As piores palavras são as melhores. Isso só sabem os que gostam do caos. Como eu. É que sem certezas, a vida é mais verdadeira. Esmeramos mais pelos outros. Do que não sabemos, pode ser. E não te deixes levar mais pelas palavras, as palavras enganam muito sem querer. Tem o máximo cuidado. Todo é pouco. E, no entanto, só temos palavras, nada é mais nosso do que palavras que passam, por nós. As palavras que nos fazem, nos agarram e nos guiam a um lugar fora de nós. Por isso nunca minto, nunca omito, nunca engano e é por isso que nunca fui tão feliz. As palavras ferem e doem muito.
As palavras sem as minhas são a tua palavra. Sim, tu és a única que depois de tantas vidas quase sem sentido no tempo, que quis acreditar, acredito em ti. Tu sempre foste presente. Continuas presente. Nunca fugiste. Abraçaste-me quando mais precisei. Estiveste sempre colada a mim. Dentro de mim. Contigo vou conseguir o final, minha querida amiga, companheira e amanhã mulher.
Amanhã caso eu.
De um momento para o outro não somos nada, podemos desaparecer que o mundo onde vivemos onde fomos tantas vezes sonhados, não nos olha mais porque, o tempo esse, já passou, e as necessidades de nos agarrarmos a qualquer coisas é a nossa salvação. De um momento para o outro podemos desaparecer, vamos desaparecer, não te esqueças. Nada ficará. Não ficarei. E tu ainda ficas, porque é assim e será assim. É assim, o amor serve para uma só coisa, perder o medo.
Faz muito tempo que deixei de ter medo das coisas e de ti começo agora a aprender.
Amanhã caso eu.
(.. 30Out’10)
Nota: .. e já agora, parabéns minha querida filha C, pelo teu dia de aniversário. O dia será o mesmo.
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SepolOm
às
11:25
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Silêncio..
.. por baixo do silêncio.
Coragem e dignidade é uma merda, não tenho de momento e não quero ter nada dessas merdas que se colam pelo fingimento - é bom que todos lutem por ter estas merdas, recuso, o momento é a única coisa válida mesmo que seja passageira, ou que seja um pequeno sentimento. De momento estou a pensar no que me colheu. A doença é uma merda. Derrubou-me. Prostrou-me. Dificilmente consigo entender seja o que for, quem for, que não queira entender-me, deitou-me a baixo e isso só eu sei e só eu sinto o quanto.
A médica encarregue de acompanhar a malta que foi atingida por esta merda, procurou moralizar-me, desdramatizando este tipo de acidente e garantiu-me que a ciência já sabe muito sobre como enfrentar e vencer – acho que sou eu que tenho de fazer tudo, os médicos só têm que dizer umas coisas, uns falam de branco e outros de preto, só tenho que interpretar.
Estou convencido que a merda que tive que quase me “amandou” para o céu – claro que já tinha reserva, não me vai incomodar mais e nem sequer será necessário chatear-me mais com as pessoas de bata branca que, sempre que exercem o direito de arremessar palavras nada dizem de concreto – eu pelo menos não ouço o que dizem, parecem chineses, mas eu sou apenas um gajo a conduzir um camião TIR carregado de frases e sentimentos optimistas para o meu assunto pessoal.
Não tenho próximos dias, tenho meses e serão decisivos, no meu caso – um ano. Enquanto esta indefinição pairar na minha cabeça, sobre a minha vida, sinto-me incapaz de esquartejar palavras positivas seja para o que for. De momento não quero ser o bom, só quero ser o pior para não me sentir abandonado por mim na doença. De mais gentes nada tenho a dizer, faz muito tempo que tive de desistir dos outros porque, fiz um raciocínio lógico sem lágrimas.
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SepolOm
às
12:46
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Coelhos.
As legislativas deveriam ser como as autárquicas ou as presidenciais, isto é, devíamos votar em pessoas e não em partidos.. que de fod.. os partidos e os seus "job's" e depois temos políticos a quem pagamos para nos enganarem de manhã à noite e em todos os temas.
Abaixo os partidos, votemos nos inteiros.
Esta história é velha, mas vale ouro!
Um coelhinho felpudo estava a fazer as suas necessidades matinais quando olha para o lado, e vê um enorme urso fazendo exactamente o mesmo.
O urso vira-se para ele e diz: - Hei, coelhinho, perdes pêlo?
O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu:
- De forma nenhuma, descendo de uma linhagem muito boa...
Então o urso pegou no coelhinho e limpou o cu com ele.
MORAL DA HISTÓRIA:
CUIDADO COM AS RESPOSTAS PRECIPITADAS, PENSA BEM NAS POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS ANTES DE RESPONDER!
No dia seguinte, o leão, ao passar pelo urso diz:
- Olá amigo urso! Com toda essa pinta de bravo, forte e machão, vi - te ontem, a dar o cu a um coelhinho felpudo. Já contei a toda a malta!!!
MORAL DA MORAL:
PODES ATÉ SACANEAR ALGUÉM, MAS LEMBRA-TE QUE EXISTE SEMPRE ALGUÉM MAIS FILHO DA PUTA DO QUE TU!
"O problema de Portugal é que, quem elege os governantes não é o pessoal que lê os jornais, mas quem limpa o cu com eles!"
Quem achas que é o coelhinho?!
(.. 30Set'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
10:33
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Cogitando..
.. o meu desassossego,
Ao olhar fotos antigas deu-me um baque de ansiedade. Os meus baques são sempre muito grandes. Desumanos. E muitas vezes doem muito, muito mais do que valorizei ou valorizo. Às vezes acontece. Às vezes existem coisas que nos dão um baque. A intensidade das ansiedades - dos baques, medem o tamanho do valor que demos ou damos às coisas. Ver coisas antigas tem destas merdas, ansiedades desmedidas, desassossegos e, todas estas merdas foram importantes que passámos uma vida a fingir que nada se passou, nada nos tocou.
As coisas que vi, fotos, objectos etc e tal, são do tempo da minha infância, da minha adolescência - quando a família e as amizades valiam e, o respeito pelos outros era verdadeiro. Outras coisas de quando já era um jovem adulto, quase homem e homem. Tudo o que vi, recordei as coisas que pensava que já não me pertenciam. Coisas que - pensava eu, já tinham morrido de vez e todas elas me fizeram reflectir e todas elas me fizeram deambular pelo passado, entristecem-me o presente e depois, sofro um baque.
Nesse tempo, nesses tempos, era feliz. Tinha esperança e sabia que o dia seguinte seria melhor que o dia anterior. A família existia e era sempre presente. Os amigos esses, eram amigos e também presentes. Nunca ficávamos nem nos sentíamos sozinhos.
Hoje, tão certo como; sabermos que a família não existe, as amizades serem um disfarce indisfarçável na maioria das pessoas, sei que o dia de amanhã será muito pior do que o dia de hoje, mas se as amizades perdurassem, era tudo muito mais fácil e melhor para todos.
Hoje ninguém deve viver a contar com amizades passadas, é cada um por si e a morte antecipada do carinho, do respeito, dos sorrisos, abraços e das brincadeiras passadas, são palavras já falecidas - as coisas nobres de outrora desaparecem.
Pode não parecer, mas as coisas já nos entram pelo sangue sem sentirmos, e por isso a regressão está institucionalizada. O poder político não me prende por eu pensar - e dizer - isto ou aquilo, mas lixa-me a vida de outra maneira, em tudo o resto. Transformou-me (nos) em objecto ao serviço de interesses que não são os meus (os nossos) nem os do país. Roubou-me a família. Roubou-me os amigos.
Outrora mesmo com dificuldades, havia esperança e futuro. Agora, só há desesperança. E o futuro, já percebi qual vai ser: todos nós cada vez mais triturados pela chamada economia de mercado e, entregues aos donos do dinheiro que apesar de decidirem as nossas vidas, não sabemos quem são – que estranho, vamos morrendo como eles querem, sem conseguirmos gritar, porque ensinaram-nos a acovardar, ficar hirtos para a entrega dos nossos despojos mesmo no dia final.
Morremos em silêncio. Já ninguém quer saber dos que estão a morrer, muito menos dos que ainda respiram sem caírem nas maleitas dos senhores dos euros. Hoje morre-se, Tapa-se, e já está.
Ouvimos promessas sempre adiadas, mentiras atrás de mentiras, todos guerreiam palavras bonitas dos livros dizendo-nos sempre a mesma coisa, com a riqueza cada vez mais acumulada no prato do capital, com o povo tão embrutecido e tão manietado já não precisam de PIDE, nem de Censura, para manter a besta sossegada.
Se pelo menos as famílias dessem um abraço, os amigos outro abraço, ninguém nos derrubava. Assim, cada um por si, a fragilidade impera.
Cabe a cada um de nós, não deixar morrer os melhores valores da vida!
À família! A verdadeira!
À amizade! A verdadeira!
Aos homens! Os verdadeiros!
Escrevinhada por:
SepolOm
às
16:06
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Família.
Ao meu neto Afonso,
Parabéns por este teu terceiro aniversário.
Ouve-me, ainda: Antigamente "família" significava pessoas juntas numa casa, mas isso é uma língua tão antiga que todas as palavras já morreram, uma língua que apenas podemos imaginar.. essa é que é essa.
(.. 15Set'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
17:05
sábado, 11 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Deus..
.. está sempre presente a nosso lado e, quando já nos parece que se esqueceu de nós, segura-nos na mão no momento em que qualquer matéria na terra deixa de fazer qualquer sentido - essa é que é essa.
Obrigado a Ele.
Obrigado à minha querida companheira, amiga e mulher.
Obrigado a tantos.
Histórico:
Dia 1 de Setembro de 2010.
09:45 horas – Início. (não foi fácil).
11:00 horas – Chegada ao Hospital Garcia da Horta. Diagnóstico e envio para H.S.Marta.
11:45 horas – Chegada ao Hospital de Santa Marta, em Lisboa.
11:50 horas – Início da Angioplastia Coronária com Stent (cerca de 30 min).
Dia 2 de Setembro de 2010
12:00 - Regresso ao Hospital Garcia da Horta
Dia 8 de Setembro de 2010
15:15 - Alta do Hospital Garcia da Horta.
Angioplastia, limpeza, stent e mitos.
(.. 09Set'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
11:30
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Três.
Mais um! E vão TRÊS.

(.. 02Ag'10)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Raizes.
Relíquias para homem e mulher. Mais inteligente. Mais natural. Com os sonhos quase realizados, cada um sabe de si.
1 – GINSENG ASIÁTICO
(Asian Ginseng)
Como tomar: Misturado na canja de galinha ou outro caldo qualquer.
Sabor: Insípido.
Vantagens: Liberta óxido nítrico, um gás de vida muito curto, mas muito importante, pois liberta os vasos sanguíneos que irrigam o pénis e os músculos vaginais anteriores.
Permite uma acção espontânea e deixa-nos excitados no momento.
2 – ASHWAGANDHA
Como tomar: Fazer chá.
Sabor: Semelhante ao chá-verde.
Vantagens: Ajuda a relaxar, porque acciona um sistema químico do cérebro que, é crucial para o desenvolvimento da libido.
Pertence à família da pimenta e promove o relaxamento.
3 – RHODIOLA
Como tomar: Tomar com Vodca, Gim, Água gasificada (tipo refresco) etc.
Sabor: Frio ou quente a gosto.
Vantagens: Permite optimizar os níveis de Dopamina e Serotonina e abranda a perda desses químicos essenciais. É a raíz da planta Rhodiola.
É usado na Sibéria, pelos russos, para manter, não apenas a libido, mas também a vitalidade.
(.. 30Jun'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
15:53
sábado, 19 de junho de 2010
Dezoito.
O dia dez de Outubro de 2009, foi estranho. Final da tarde. Este ano de 2010 tenho tido dias iguais. O dia dezoito do mês presente, foi estranho. O final. Voltei a sentir as mesmas coisas. Iguais às que senti no dia do meu falecimento. Por tudo isso, é muito estranho sentir o estranho agarrado dentro de mim. Confuso é que respiro muito bem. Está a ser estranho as coisas que penso e as coisas que vivo. Estranho as coisas que não faço e devia fazer no tempo que tenho. E as que faço que não devia fazer, também são estranhas. Estranho as coisas que penso e não vivo e as que vivo com pouco pensamento.
Nos dia ruins esquecemos a palavra amor. Palavra que tantas vezes dizemos em vários formatos; emoções, toques e outros mais sons, todos trabalhados emocionalmente, todos formatados à medida do momento e que normalmente dizemos quando o céu é azul.
Tenho um exercício para propor. Pensa um pouco antes de ires buscar a caneta. E o papel também. Achas que realizaste as coisas que querias para a tua vida?
Escreve a tua mensagem fúnebre. És capaz?
(.. 18Jun'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
15:22
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Fingir.
Nunca mintas sobre as coisas que não queres mostrar. Nada mais certo. Nada mais inócuo. Nada mais amadurecido. Mentir para depois fingir é o que mais o homem aprende a fazer na sua vida. É que todos nós de certa maneira mentimos porque gostamos de fazer fantasmas e gostamos de viver com eles para não vivermos sós.
Não existe começar de novo. O que já passou, passou. Voltar a trás é, mentir tudo outra vez. Há quem goste de mentir, para depois chorar. Há de tudo um pouco. Mente-se todos os dias até um dia acertarmos em alguém que engole as nossas mentiras e esse cego dos ouvidos, vive na mentira e o outro alimenta-o. Há de tudo. Ainda bem que há quem saiba o que quer, o que não é o meu caso. Tempos que já lá vão, tinha tudo para não saber o que quero, hoje não é o meu caso. Quando não sabia o que queria, ninguém tinha ou teve a culpa – era assim, agora sou assado e assim sou.
Quando se mente muito, inventam-se palavras nobres. Há sempre alguém que as come. É como o fingir, as tragédias. Cada um foge às suas tragédias, porque mentimos muito. E vão vivendo, com mentira aqui e ali, vivem e choram e a angustia chega de noite sem qualquer piedade. “Tasse” bem. A maioria finge. Mas no que dá? É que o tempo passa, passa. e os fantasmas continuam pendurados no nosso existir. Não há volta a dar. Fingimos – é o mínimo. Fingir e chorar, qual é o melhor?
Por isso, nunca volto a trás. Quem mente nunca deixará de mentir.
Todos temos fantasmas – essa é que é essa, e não posso ajudar ninguém enquanto luto com os meus. Não temer a verdade, ajuda, já que o tempo não apaga nada – enm cura nada (já tinha dito). A verdade é dura, é tudo o que deveríamos querer, mas fugimos dela fingindo – essa é que é essa. E esta coisa é insustentável para se viver.
Fantasmas, tragédias, feridas, tudo isto e outras, são coisas mal resolvidas e por isso ficam dentro de nós até que a verdade que temos tanto medo seja entendida como satisfatória, mas não tem de ser. A verdade de um, não é necessariamente a verdade de outro. Não existe mais verdade. Não existem pessoas mais verdadeiras que outras. Só existe, verdade e fingimento.
Por isso, a verdade é uma merda, porque todos fingimos, até fingimos que somos a verdade e, melhor do que os outros. “Tasse” bem.
(.. 11Jun’10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
15:02
terça-feira, 1 de junho de 2010
Tempos.
A olhos vistos o valor das acções evola-se todos os dias e numa última tentativa, o administrador centenário actual, convoca uma assembleia com todos os accionistas para salvar a continuação ou não da sua fábrica familiar.
Na assembleia de accionistas para a votação do "sim", ou "não", à continuação da fábrica, só foram proferidos dois discursos. Reporto para reflexão de todos.
1 - Coração (*)
Presidente do Conselho de Administração da Fios e Cabos - Nova Inglaterra, Sr. Andrew Jorgenson.
É muito bom ver tantos rostos familiares, tantos velhos amigos. Alguns de vocês não tenho visto há anos. Obrigado por terem vindo. Bill Coles, nosso presidente, mostrou-lhes no relatório anual, aquilo que realizámos, aquilo que precisamos de melhorar, os nossos objectivos para o próximo ano e anos seguintes.
Gostaria de lhes falar de outra coisa. Quero partilhar convosco algumas ideias acerca da votação que vão fazer na companhia de que são accionistas.
Esta orgulhosa empresa que, sobreviveu à morte de seu fundador, às numerosas recessões, uma grande depressão e duas Guerras Mundiais, corre perigo iminente de se auto-destruição, hoje mesmo, e na cidade que a viu nascer.
Aquele senhor ali sentado (aponta para o Sr. Garfield) é, o instrumento da nossa destruição.
Quero que o observem em toda a sua glória. "Larry O Liquidador." O típico empresário da América pós-industrial que faz de Deus com o dinheiro de outras pessoas.
Os tubarões de antigamente, pelo menos, deixavam algo tangível na sua esteira. Uma mina de carvão. Um caminho-de-ferro. Bancos. Este homem não deixa nada. Não cria nada. Não constrói nada. Não dirige nada. E atrás dele, só deixa um rasto de papel a cobrir o sofrimento - suavizar a dor.
Ah, se ele dissesse: "Sei gerir o vosso negócio melhor do que vocês", valeria a pena discutir o assunto, mas ele não disse isso. Ele diz: "Vou mata-los!” porque neste momento valem mais mortos do que vivos."
Bem, talvez isso seja verdade, mas também é verdade que um dia esta indústria volte a renascer. Um dia, quando o iéne for mais fraco e o dólar mais forte, ou quando finalmente começarmos a reconstruir as nossas estradas, as nossas pontes, as infra-estruturas do nosso país, a procura crescerá em flecha. E, quando isso acontecer, ainda aqui estaremos. Mais fortes, devido às provocações. Mais fortes, por termos sobrevivido. E o preço das nossas acções, fará ridícula a oferta actual.
Deus nos salve se votarmos para recebermos uns míseros de dólares e fugirmos. Deus proteja este país, se essa for realmente a onda do futuro - presente. Passaremos a ser uma nação que apenas faz hamburgers, que apenas cria advogados e, não vende nada além de seguros de protecção fiscal. E se chegamos no ponto onde devemos matar algo só porque na altura vale mais morta do que viva.. Bom, olhem à vossa volta, olhem para o vosso vizinho de lado.. Olhem para o vosso vizinho. Não vão matá-lo, pois não? Claro que não. A isso chama-se homicídio e é ilegal.
Também isto é um homicídio. Em larga escala. Mas em Wall Street chamam-lhe “maximizar o valor do accionista” e dizem que é legal. E põem notas de dólar onde deviam ter uma consciência. Porra!
Uma empresa vale mais do que o preço das suas acções. É o lugar onde ganhamos a vida, onde fizemos os amigos, onde sonhamos os nossos sonhos. É, literalmente, o tecido que liga a nossa sociedade entre si.
Por isso, vamos agora nesta assembleia, dizer a todos os Garfield da terra: “aqui construímos coisas, não as destruímos. Aqui não nos preocupamos apenas com o preço das nossas acções. Aqui.. preocupamo-nos com as pessoas.
Obrigado.
2 - Razão (*)
Presidente do Conselho da Garfield Investimentos, Sr. Lawrence Garfield.
Amém
E amém. E amém.
Terão de me perdoar, não estou a par dos hábitos locais, mas na minha terra dizemos sempre Amem depois de uma oração. Porque foi aquilo que ouvimos. Um pregador a orar.
De onde venho, este pregador é chamado de pregador pelos mortos. Vocês acabaram de ouvir a “oração dos defuntos”, caros accionistas, e não disseram Ámen.
Esta empresa está morta. Eu não a matei. Não me culpem. Já estava morta quando aqui cheguei. É demasiado tarde para orações. Porque mesmo que a oração fosse ouvida e se ocorresse um milagre, e o iéne fizesse isso e o dólar fizesse aquilo e as infra-estruturas não sei o quê, ela continua morta. Sabem porquê?
Fibra Óptica.
Novas tecnologias.
Obsoletismo.
Estamos mortos, tudo bem. Mas não estamos falidos. E sabem qual a maneira mais certa de ir à falência? Aumentar a participação, continuar a comprar acções de um mercado em recessão. Devagar, mas garantido.
Vocês sabem, houve um tempo em que havia dezenas de empresas que faziam chibatas - rédeas para carruagens. E posso apostar que a última empresa a desaparecer, foi a que fazia as melhores chibatas. E agora, como é que vocês se sentiam em ser accionista dessa empresa?
Investiram num negócio, e esse negócio, está morto.
Vamos ter a inteligência, vamos ter a decência, de assinar a certidão de óbito. receber o seguro e investir o dinheiro em algo com futuro.
Ah.. "Mas nós não podemos", diz o pregador na oração. “Não podemos, porque temos uma responsabilidade com os nossos empregados, com a nossa comunidade. O que será deles?”
Tenho três palavras para isto:
Quem se importa?
Importarmo-nos com eles?
Por quê?
Eles nunca se preocuparam connosco. Sugaram-nos até secar! Não têm responsabilidades para com eles.
Nos últimos dez anos, esta empresa sugou-lhes dinheiro.
A comunidade alguma vez disse: "Sabemos que os tempos estão difíceis, vamos baixar os impostos da água e dos esgotos"?
Vejam. Pagam o dobro do que pagavam há dez anos. E os empregados dedicados que há três anos não são aumentados recebem o dobro do que recebiam há dez anos. E as nossas acções valem 1/6 do que valiam há dez anos.
Quem se importa?
Eu digo-lhes. Eu.
Não sou o vosso melhor amigo. Sou o vosso único amigo.
Não faço nada? Faço-lhes ganhar dinheiro. A menos que esqueçamos os motivos que vos levaram a investir. Queriam ganhar dinheiro.
Pouco importa se fabricam cabos, galinha frita ou tangerinas. Querem ganhar dinheiro.
Sou o único amigo que têm. Vou fazê-los ganhar dinheiro.
Peguem no dinheiro. Invistam-no noutro lado. Talvez... Talvez tenham sorte e ele seja usado de forma produtiva. Assim sendo, criarão postos de trabalho e prestarão um serviço à economia e, Deus nos proíba, até termos algum lucro para nós. E se vos pedirem para contribuírem, digam que já deram na fábrica. E, já agora, agrada-me ser conhecido por Larry, o Liquidador. Sabem porquê, caros accionista? Porque no meu enterro sairão com um sorriso nos lábios e uns trocos no bolso. E um enterro digno de se ter.
Obrigado.
(.. 01 Jun'10)
Nota. Escrito por Jerry Sterner em Other People's Money – 1991, obra teatral, que foi ao cinema no filme O Liquidador em 1999.
(*) Nota pessoal.
Escrevinhada por:
SepolOm
às
15:47
segunda-feira, 1 de março de 2010
Sonhos
Estado de graça é o momento em que conseguimos abstrairmo-nos do mundo que nos rodeia e nos sentimos muito felizes.
Quando era pequeno, tinha um pássaro que lhe cuidava de tudo. Comer, água e educação – treinava-o. Todos os dias dizia-lhe: Vais crescer muito e quando lá chegares, vais conhecer o mundo que nunca conheci. E assim aconteceu no dia que lhe abri a janela. Tinha desde que surgiu, medo do mundo para lá do vidro da janela. Voou. Voou alto. Nunca mais voltou.
Na vida, as coisas são o que são, valem o que valem, só temos que não ouvir os que dizem mal das coisas que fazemos e das coisas que gostamos muito. Nem todos conseguem.
A vida é um mar de coisas ruins e outras menos ruins, poucas são singulares. A maior parte delas - as singulares, as nossas, as só nossas, as que gostávamos de fazer, "ninguém" compreende. As coisas mais simples por mais amadurecidos que sejamos - quiçá por isso mesmo, menos compreendem. Às vezes (pensam que somos fortes), não as fazemos, nem as dizemos e pior, nem as queremos realizar, mesmo que sejam só sonhos. Quando nos esquecemos de quem somos, realizamos, mas colocam logo etiquetas - pareces um miúdo. Nem pareces um homem etc e tal.
Temos medo dos sonhos porque sabemos que eles não são reais nem nunca vão acontecer (treino ruim). Para ultrapassar esses medos temos de trabalhar com as coisas que não nos pertencem e isso é o mal de muitos, das gentes que já não acreditam em si próprios, mas passam o tempo a ouvir conselhos de outros próximos que não se importam nada connosco.
Se aceitarmos tudo - abanando a cabeça para baixo e para cima, somos boa gente. Se emitirmos opinião contrária, somos apelidados de "mau feitio" etc e tal.
(Chavão) Se não acreditamos em nós quem acredita? Os que acreditam nos nossos sonhos mais básicos, os que nos deixam fazer patetices, tontarias, meninices, normalmente não estão presentes. Os presentes, fingem que estão bem, esquecem-se que o que querem de nós, só a eles lhes pertence. Todas as gentes têm sonhos.
Os sonhos só se realizam com as pessoas que gostam muito de nós – essa é que é essa.
(..01 Mar'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
18:18
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Cinema (3)
Pânico em Hollywood - What Just Happened (2008) (7/10)
Robert De Niro, Sean Penn, Catherine Keener, Bruce Willis, etc..
Transiberiano - Transsiberian (2008) (7/10)
Ben Kingsley
A Verdade e Só a Verdade - Nothing But the Truth (2008) (8,1/10)
Matt Dillon - Kate Beckinsale
Distrito 9 – District 9 (5/10)
Ligações Perigosas - State Of Play (7/10)
Russell Crowe (Gladiador)
Os Substitutos - Surrogates (2009) (8/10)
Bruce Willis
Assalto ao Metro 123 - The Taking of Pelham 123 (2009) (7/10)
John Travolta, Denzel Washington
Orgulho e Glória - Pride and Glory (2008) (7/10)
Colin Farrell, Jon Voight, Edward Norton
Passageiros - Passengers (2008) (7/10)
Orfã - Orphan (2009) (7/10)
Vera Farmiga (Kate), Peter Sarsgaard (John), Isabelle Fuhrman(Esther)
Não gosto de filmes de terror, mas o filme e Fuhrman, são uma boa surpresa.
No Limite da Ilusão - Deception (2008) (7/10)
Ewan McGregor, Hugh Jackman
Marido por Acidente - The Accidental Husband (2009) (6/10)
Uma Thurman, Jeffrey Dean Morgan, Colin Firth, Sam Shepard
O Outro Homem - The Other Man (2009) (6/10)
Antonio Banderas, Liam Neeson
Sacanas Sem Lei - Inglorious Bastards (zero/10)
Brad Pitt
(..28Jan'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
16:59
Cinema (2)
Realizado por Jean Becker
Com Albert Dupontel, Marie-Josée Croze, Pierre Vaneck
Género – Drama
Duração – 85 Min.
País de Origem – França
Sinopse – Aos 42 anos, Antoine é um publicitário de sucesso, casado com Cécile, de quem tem dois filhos, vive numa bela casa e tem tudo para ser feliz. Mas, num fim-de-semana como outro qualquer, Antoine sente que nada faz sentido e inicia um processo de autodestruição, arrasando com tudo o que tinha construído até aí: desde a sua vida profissional até cada uma das suas relações afectivas. Para surpresa de todos, durante um jantar na sua casa de campo, mostra-se rude e intransigente, insultando cada um dos presentes. Acaba por expulsá-los e, depois de uma terrível e definitiva conversa com a mulher, abandona a sua casa e tudo o que ela significa. Em apenas dois dias, Antoine, um homem comum, destrói todas as bases da sua vida. Será esta apenas uma crise de meia-idade?
A não perder.
Nunca é Tarde Demais Para Amar - (Cloud 9) (2008) (8/10)
Realizado por Andreas Dresen
Com Ursula Werner, Horst Rehberg, Horst Westphal
Género – Drama, Romance
Duração – 98 Min.
País de Origem – Alemanha
Sinopse – Aos 65 anos, Inge (Ursula Werner) é uma mulher feliz que ama o marido e a sua vida pacata. Até que algo improvável acontece: conhece Karl (Horst Westphal), um viúvo de 76 anos, por quem se apaixona perdidamente. Karl vai fazê-la renascer para a vida e juntos vão redescobrir o amor e a sexualidade na idade madura. Mas nada voltará a ser o mesmo para as três pessoas envolvidas: se para Inge a sua paixão é a expressão de auto-afirmação e para Karl uma última oportunidade de ser feliz, para Werner (Horst Rehberg), o marido abandonado, é a dura e amarga realidade da solidão no fim da vida.
A não perder. Simplesmente simples; amei estes dois filmes. Gosto de retrospecção. Palavras directas e certeiras.
Para Lá da Fronteira - Crossing Over (2009) (7/10)
Realizado por Wayne Kramer
Com - Harrison Ford, Ray Liotta, Ashley Judd
Género – Drama
Duração – 148 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Um drama sobre a imigração. Diferentes pessoas, de diversas nacionalidades lutam pelo sonho americano, usando de todo o tipo de esquemas, negócios e fraudes para chegar à América, o país das oportunidades. Harrison Ford é Max Brogan, um trabalhador do Controlo Alfandegário e Imigração de Los Angeles que se deixa comover com cada caso que lhe passa pelas mãos: ele compreende bem como o seu trabalho e as suas decisões interferem com os destinos individuais daquelas pessoas para sempre.
A Proposta - The Proposal (2009) (6/10)
Realizado - Anne Fletcher
Género – Comédia Romântica
Com - Sandra Bullock, Ryan Reynolds, Malin Akerman, Craig T. Nelson
Gosto da Sandra, obriga-me e eu gosto de a ver. Filme "fraquito". Aposta em alguns elementos humorísticos e românticos de natureza comum e esquecível. Assume-se como uma comédia romântica relativamente simples e repetitiva que claramente não oferece nada de novo ao género e ao público. Vê-se num domingo de tarde quando não se tem mais nada para fazer.
Cinco Minutos de Paz - Five Minutes Of Heaven (2009) (8/10)
Realizado - Olivier Hirschbiegel
Com - Liam Neeson, James Nesbitt, Anamaria Marinca
Género – Drama
Duração – 90 MIn.
País de Origem – UK
Sinopse – Lurgan, 1975. A Irlanda está em plena guerra civil entre o IRA e os lealistas britânicos. O pequeno Joe Griffin (James Nesbitt) assiste à morte do irmão, pelas mãos de Alistair Little (Liam Neeson), líder de uma célula da FVU (Força de Voluntários do Ulster). Trinta anos depois, tendo Alister cumprido a sua pena, os dois são convidados para um programa televisivo, chamado Verdade e Reconciliação, com o intuito de resolverem o drama passado. Frente às câmaras, enquanto Alistair procura a redenção, Joe só pensa em vingança e nos "cinco minutos de paz" que a morte de Alister lhe poderá trazer.
James Nesbitt: Simplesmente.. uma interpretação irrepreensível e fantástica.
500 Dias com Summer - (500) Days of Summer (2009) (8/10)
Realizado - Marc Webb
Intérpretes - Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel
Género – Drama, Romance
Duração – 95 MIn.
País de Origem – EUA
Sinopse – Conta a história de Tom, que conhece Summer e durante 500 dias, a paixão por ela domina a sua vida, com os altos e baixos normais. Com outras palavras; Rapaz conhece rapariga. Rapaz apaixona-se, rapariga não. História inteligente e inesperada - uma atribulada viagem que não terá o destino final das histórias "normais" de amor.
Um filme a não perder. Zooey Deschanel, prometia à muito e com este filme, relança com força a sua carreira, é a minha opinião. Amei a acção e os dialogos são jovens mas profundos. Não é uma história de amor, diz a nota do autor no inicio e quando chego ao final é a minha opinião. É um filme inteligente com uma abordagem pouco usual, mas muito real. Um filme onde se mostra que as expectativas de alguém, podem ser ruins, nefastas etc e tal.
O filme tem como base este pensamento:
"Lá porque uma mulher gosta das mesmas coisas estúpidas que eu, não faz dela a minha alma gémea."
Deixo duas citações que me parecem caber muito bem nas personagens principais e na história.
"Aquelas que me tocaram a alma não conseguiram despertar o meu corpo, e aquelas que tocaram no meu corpo não conseguiram atingir a minha alma." (PCoelho)
"Quando se treina o corpo e o espírito a não criar laços, é muito mais fácil de viver."(Anónimo)
(..28Jan'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
13:35
Cinema (1)
Nas Nuvens - Up in the Air (2009) (8.5/10)
Realizado - Jason Reitman
Intérpretes - George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick
Género – Comédia, Drama
Duração – 109 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Ryan habituou-se a um estilo de vida livre por entre aeroportos, hotéis e carros de aluguer. Consegue levar tudo o que necessita no seu pequeno trolley; é membro VIP de todos os programas de fidelização que existem; e está prestes a atingir o seu objectivo de vida: 10 milhões de milhas, como cliente regular – e porém… Ryan não tem na vida a que se possa agarrar. Quando se apaixona por uma companheira de viagem, o seu patrão, inspirado por uma ambiciosa jovem perita em eficiência, ameaça limitá-lo ao escritório, longe das constantes viagens. Deparando-se com a perspectiva, simultaneamente aterradora e excitante de ter de deixar de voar, Ryan começa a vislumbrar o verdadeiro significado de ter um lar, e..
Não me pareceu mal a novata em cinema, Anna Kendrick (Natalie Keener), com os seus 156 cm.. rsrss, que encaixa perfeitamente na personagem ao lado de Clooney (cada vez mais, vemos entrar em qualquer empresa vinda da escola com o seu ar petulante, uma figura igual). Sobre este, achei uma das suas melhor interpretações (gosto pouco de Clooney). Gostei muito dos três personagens principais.
Sobre o filme, bom.. É digno de mim.. É o meu género de filme. Não esperava este tipo de história tão actual, foi uma surpresa positiva. Os diálogos são estruturados, reais e concisos. Fez-me rir e sorrir bastas vezes. Caiu-me "no goto", com todo o seu esplendor e deleite da minha alma. Senti esta realidade que é contemporânea. É um filme à minha medida em todos os sentidos do humano que sou. É daqueles filmes que nos apontam o dedo.. Que nos mostram a verdade.. Está a acontecer - essa é que é essa.
No fundo, se olharmos atentamente os cenários e nos abstrairmos dos primeiros planos, chegamos à conclusão da questão principal e, está em marcha exactamente em todos os países (locais de trabalho), cada vez mais.. todos sabemos.. e cada um de nós à sua maneira, silencia.
1 - Ryan (Clone) obriga-se a contemplar a sua própria vida, desprendido de sentimentos na sua profissão e de responsabilidades na vida real, até que..
2 - A propósito deste mundo global actual carnívoro, negligente, desprendido de qualquer sentimento, obriguei-me a perguntar antes de salvar o planeta em que vivo:
Afinal o que estamos a fazer a nós próprios?
3 - Cito dois momentos do filme:
3.1 - "Estamos aqui para que tudo isto seja mais tolerável para estas pessoas de almas feridas, que vão cruzar o rio no ponto onde a esperança quase não é visível. No mínimo, darmos pelo menos uma bóia (colete salva-vidas) para que nadem até outro lugar melhor (solução)."
3.2 - "Quanto mais lentamente nos movemos, mais rápido morremos."
Simplesmente simples; actual, chocante e FANTÁSTICO!
O Lado Cego(*) - The Blind Side (2009) (8/10)
Realização - John Lee Hancock
Intérpretes - Sandra Bullock, Tim McGraw, Quinton Aaron, Jae Head, Lily Collins.
Género - Drama / Desporto
Duração – 128 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Baseado em fatos reais, conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), um jovem negro morador de rua, vindo de um lar destruído, que é ajudado por uma família branca que acredita no seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol da sua nova escola e da sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios que surgem pela frente, o que também mudará a vida de todos à sua volta.
Classificação humilde, com reprimenda à cor do cabelo da minha actriz querida, ai ai..
Sedução (*) - An Education (2009) (8/10)
Realização - Lone Scherfig
Intérpretes - Peter Sarsgaard, Carey Mulligan, Olivia Williams etc..
Género - Drama
Duração – 95 Min.
País de Origem – Reino Unido
Sinopse – Passado nos anos 60, conta a história de uma rapariga de 17 anos que muda completamente depois de conhece um homem mais velho na cidade. Gentil, elegante e rico, o homem conquista rapidamente a rapariga, mas coloca em risco o futuro dela na Universidade de Oxford.
Na grandeza de uma boa história, um filme belíssimo.
Amar... É Complicado (*) - It's Complicated (2009) (6/10)
Realização - Nancy Meyers
Intérpretes - Meryl Streep, Alec Baldwin, Steve Martin.
Género - Comédia, Romance
Duração – 120 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – Jane é mãe de três filhos adultos, dona de um restaurante em Santa Barbara e tem - depois de uma década de separação - uma relação amigável com o ex-marido, o advogado Jake. Mas, quando Jane e Jake vão à formatura do filho, as coisas começam a ficar complicadas. O inimaginável acontece: começam um affair. O problema é que Jake acabou de se casar novamente e Jane, agora, se vê como a amante. No meio dessa confusão, chega Adam, arquiteto contratado por Jane, que também está se recuperando de um divórcio. Ele apaixona-se por Jane e logo percebe que faz parte de um triângulo amoroso.
Não sou de pipocas. Vi com duas tabletes de chocolate (grandes). Bons momentos de risos, mas não chega ao filme "Alguém tem que ceder" com Jack Nicholson e Diane Keaton, onde Nancy Meyers ficou conhecida pelo roteiro e direcção deste último.
(*) Não conheço ao momento a tradução oficial em Portugal.
2012 (2009) (7/10)
O filme vale pelos efeitos fabulosos, quiçá únicos que, pessoalmente, achei-os magníficos.. e faço nota dos efeitos e cenários grandiosos do final.. fantásticos, só por isso, valeu. Bom.. é neste tipo de filmes que todos merecíamos um grande ecrã(2), ajuda imenso a gostar do que se vê.
John Cusack, fica muito melhor em filmes romanceados, como o filme Serendipity/Feliz Acaso, que me fez muito feliz, naquele tempo.. Danny Glover (President Thomas Wilson).. perde-se no meio de tantas personagens vulgares.
De resto, foi uma enorme desilusão. Na verdade, esperava mais.. perspectivava um filme amadurecido, sério, diálogos e história estruturada e consistente. Ao minuto 15/20, senti que é um filme de aventuras - acção só nos efeitos. Arrasta-se aqui e ali vezes demais. Bom para se ver num domingo à tarde com a família com o "tal ecrã". (rsrss)
Com outros actores, quiçá, realizador.. seria certamente diferente para melhor (penso eu), até sonhei com o Ridley Scott, sei lá porquê!.
Elegia - Elegy (2009) (8/10)
Realizado por Isabel Coixet
Com: Penélope Cruz, Ben Kingsley, Sonja Bennett, Patricia Clarkson
Género – Drama
Duração – 108 Min.
País de Origem – EUA
Sinopse – David Kepesh (Ben Kingsley) é um carismático professor universitário em Nova Iorque. A sua vida decorria normalmente até ao dia em que a deslumbrante Consuela Castillo (Pénelope Cruz), uma jovem cubana de 24 anos, entra na sua sala de aula. Depois de anos ostentando a sua independência e emancipação amorosa, David desenvolve uma terrível obsessão pela jovem estudante que tornará a sua vida num turbilhão de amor possessivo e ciúme incontrolável. Baseado na obra "O Animal Moribundo", de Philip Roth, uma análise ao amor e erotismo na terceira idade.
Mais uma fantástica interpretação de Ben Kingsley e porque não dizê-lo frontalmente, também de Penélope Cruz.
É sem dúvida nenhuma um filme fantástico. Muito intenso. Por várias razões, gostei muito. Já disse várias vezes que gosto de filmes sobre relacionamentos.. que sejam escorados seriamente.. sem lamechices. Filmes que me apontem o dedo frontalmente! Nu e cru! A não perder.
Duas notas..
1 - Levanta um pouco o véu sobre a "misteriosa" amizade entre homens que tantas mulheres falam. Não foi por acaso que em todo o filme me lembrei da falta que ainda hoje tenho, do meu melhor amigo que já partiu, por doença. Amizades entre homens, continua a ser um mistério.. ainda é infernal, indecifrável e indescritível.. quiçá, próprio da vida humana.
2 - Que razão leva um homem já na terceira idade a não aceitar um relacionamento sério com uma mulher muito nova e muito bonita, quando esta se entrega em toda a sua plenitude e com bastante amor?
Medo de quê?.. etc e tal..
"Pára de te atormentares por estares a envelhecer.
Absorve antes o amadurecer."
..........................................................................
Estado de Guerra - The Hurt Locker (2008) (6/10)
A Estrada - The Road (2009) (5/10)
Relatório de filmes que vi e que de alguma maneira merecem o registo das minha emoções.. etc e tal..
(.. 28 Jan'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
12:45
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Avatar (Making-Of)
Avatar (2009) (7/10)(*)
Realizado por James Cameron
Com Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang
Género – Aventura
Duração – 147 Min
Pais de Origem – EUA
Sinopse – Apesar de confinado a uma cadeira de rodas, Jake Sully (Sam Worthington), um ex-marine, continua a ser um combatente. Assim, é recrutado para uma missão a Pandora, um corpo celeste que orbita um enorme planeta gasoso, para explorar um mineral alternativo chamado Unobtainium, usado na Terra como recurso energético. Porém, devido ao facto de a atmosfera de Pandora ser altamente tóxica para os humanos, é usado um programa de avatares híbridos, que possibilita a transferência da mente de qualquer humano para um corpo nativo. Como as relações entre as duas raças tem estado em crise, Jake, já no seu corpo avatar, é também incumbido de tentar infiltrar-se naquela sociedade e encontrar uma forma de a dominar. Mas após ter sido salvo por Neytiri (Zoe Saldana), uma bela nativa, e perceber que afinal as ordens da Terra não vão ao encontro daquilo em que sempre acreditou, Jake questiona as razões. Ao ver-se dividido entre os pacíficos Na'vi e as forças que estão empenhadas em destruí-los, Jake toma a posição em que acredita.
1 - Lá fui eu ao cinema ver Avatar com mais dois amiga/o (adultos), no final as opiniões foram divergentes. Fantástico, mais ou menos e a minha opinião, vê-se bem e só uma vez.
Dei o dinheiro por bem empregue – não entreguei os óculos que me custaram 2 euros. Avatar tende a ser “poderoso”, deslumbrante, e no visualmente revolucionário. O argumento é previsível. Lembrei-me de muitos filmes em semelhanças: Dança Com Lobos, Distrito 9 etc e tal.. No final estava a ver infelizmente os Transformers que, não me diz nada.
Do ponto de vista visual/imagem é quase fantástico (mais consistente Avatar), mas na minha terra, tinha deixado os calções, vi no cinema experiências em 3D diferente para “melhor”, “Por favor, não me mordam o pescoço” – Terror. A idade e a primeira vez.. tem destas coisas; a curiosidade, deslumbramento, espectacularidade etc e tal.
Os primeiros 30/45 minutos arrastam-se para justificar a base da história (excesso de teoria). Foi desconcertante agarrar a história com tanta cor e tecnologia a encher “os’zólhos”. Difícil é no momento discernir que: para que os humanos sobrevivam, precisam de recorrer a um mineral muito específico chamado “Unobtainium”. Este material existe apenas na lua de Pandora e os humanos tentam tomá-lo à força abusando dos indígenas que o habitam, os Na’Vi. O deslumbramento tecnológico das imagens e cor, ajudaram-me a superar a necessidade constante de querer avançar avançar.
Acredito que para muitos que nunca viram algumas das variantes 3D, seja um filme excelente, na verdade e para mim tudo aponta, vai assumir-se como um novo paradigma em termos tecnológicos no universo do cinema de entretenimento.
O cinema como arte é complexo, distorcido, imprevisível ou improvável. A arte às vezes é só beleza, profundidade e/ou reflexão, sendo possível um, alguns ou todos. Amei o design dos Na’Vi.
Para os aficionados de ficção - cientifica acredito, será fantástico quando este fizer parte da sua colecção.
2 - O som tive azar. Na última fila a percepção foi banal. Quase não entendi o anúncio sonoro da Vodafone.
3 - Ver os Making Off é quase uma obrigação, um trabalho notável e extraordinário para ser apreciado.
(*) A minha classificação.
(..27 Jan'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
12:42
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Safo.
Estudo diz que Ponto G é apenas fruto da imaginação.
Cientistas entendem que a razão para as mulheres imaginarem que têm esta zona erógena pode estar nas revistas e nos terapeutas.
Podem adiar as buscas. Afinal a dificuldade em encontrar o mítico Ponto G pode ter uma razão: ele não estar lá. Esta foi a conclusão a que chegou um grupo de cientistas britânicos, do King's College London, depois de ter feito testes num grupo de mulheres, afirmando que esta zona erógena pode não passar de um mito provocado pela imaginação.
"É irresponsável admitir a existência de algo que nunca foi provado e, desta forma, colocar homens e mulheres sobre essa pressão", afirma Andrea Burri, que acha que esta pode ser uma boa notícia para as mulheres.
O estudo publicado no Journal of Sexual Medicine - o maior de sempre, envolvendo 1800 mulheres - diz que a razão para as mulheres imaginarem que têm um Ponto G pode estar nas revistas que lêem e nos terapeutas sexuais que consultam, que lhes incutem a ideia de que esta zona erógena existe.
As mulheres do estudo eram todas pares de gémeas, fossem idênticas ou não idênticas. Foi-lhes perguntado se tinham ou não um Ponto G. Se este existisse, seria normal que ambas as gémeas idênticas dissessem que tinham um, pois têm os mesmos genes. Mas este padrão não se revelou e as gémeas idênticas não tinham mais tendência para partilhar esta zona erógena do que as gémeas não idênticas, que partilham apenas metade dos genes da irmã.
Tim Spector, co-autor do estudo, diz que as mulheres "podem argumentar que têm um ponto G devido a dietas ou exercício mas, de facto, é virtualmente impossível descobrir marcas reais". "Este é o maior estudo do género feito e mostra que a ideia de ter um Ponto G é subjectiva", acrescenta.
A colega Andrea Burri mostra-se preocupada com as mulheres que, por acharem que não têm esta zona erógena, se possam sentir menos capazes. Algo desnecessário na opinião desta cientista.
Mas já há quem discorde desta descoberta. A sexóloga Beverly Whipple, que ajudou a popularizar a ideia do Ponto G, disse que este estudo é "defeituoso". Para a especialista, os investigadores não distinguiram as experiências de lésbicas ou mulheres bissexuais, além de não considerarem os efeitos de se ter diferentes parceiros sexuais com diferentes técnicas "de fazer o amor". Petra Boynton, uma psicóloga da University College London diz que "não há problema em procurar o Ponto G", da mesma forma que não há problema caso não o encontre. "Não deveria ser o centro das atenções. Todos somos diferentes", acrescenta.
O Ponto de Gräfenberg, também conhecido por Ponto G, recebeu o nome em honra do ginecologista alemão Ernst Gräfenberg que o descreveu há 50 anos. O médico localizou-o na parede frontal da vagina, entre dois a cinco centímetros de profundidade.
Recentemente, investigadores italianos afirmaram que conseguiam localizar esta zona erógena recorrendo a ultra-sons. Com um aparelho tentavam descobrir uma área com mais tecido, após as mulheres dizerem que tinham orgasmos. Mas avisam: podem haver outras razões para esta diferença.
DN, 05 Janeiro 2010
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1461836
(.. 11Jan'10)
Escrevinhada por:
SepolOm
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15:33


