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sexta-feira, 30 de junho de 2006

Boas férias com sentires.

"A nudez é o óbvio. E sendo o óbvio, não tem qualquer carga erótica."
(José Fernando Guimarães)

Aí que eu penso no ardil dos sonhos, dos sentires, nas coisas que eu quero, nas coisas óbvias nascidas em mim, na mulher que me quer e eu não a sinto, na mulher que me quer e eu a abraço em constante sintonia no ar, na distância, em qualquer lado que o pensamento me faça estar no mesmo pensamento, mesmo que seja numa qualquer rua, que seja, é assim que eu a quero, é assim que ela gosta de mim… O que o erotismo insinua a pornografia escancara.

Que o Sol seja o meu calor já sentido. O mar as minhas mãos pequenas, fortes qb para te segurar. A areia a minha pele, o meu sentir, o meu suor. Que o teu dia a dia seja fantástico, porque eu aqui vou sorrir mais do que ontem. Que vivas o respeito que sonho, que desejo em ti e em todos os amigos, apesar da minha complicada escritura e do meu complicado pensar, sei que é no respeito que, fazemos alguém olhar-nos e envergonharmo-nos do que vamos perdendo na nossa vida.
Faz o mundo olhar-te de forma digna. Dignifica o teu ser. Dignifica a tua luta. Dignifica a tua força - sei que sabes que eu sei que és capaz.
Eu dignifico as tuas vontades. Somos iguais nos objectivos, diferentes no caminhar. Quero estar dentro de ti, até que a velhice me faça olhar-te de feliz, e as lágrimas cairem-me das vontades que sempre te quis e de fazer "sexos"... no nosso abraço.

(.. 30jun’06)

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Razões para?

Ultimamente não me apetece escrevinhar nada de nada. Estou na merda! Amo quem não deveria amar. Sinto quem não deveria sentir. Olho quem não deveria olhar. Que fazer quando tudo acontece ao contrário do que merecemos?
Nada. Deixar fluir… Deixar que a dor me mate… Assim faço. Assim sinto que têm que acontecer.


Dizer barbaridades coisas de razão é o que nunca sei dizer ou escrever. Tento e escrevo o que neste momento me apetece gritar (coisas da razão).

Dizendo-se sábios, tornaram-se estúpidos. Ai daquele que é sábio aos seus próprios olhos. Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são.

(..
23jun’06)

domingo, 11 de junho de 2006

Desculpas?

Sempre o mesmo pedido de desculpa.

Talvez uma das frases mais duras para um homem ou mulher que maltrata o seu amor, seja:

"Tu nunca saberás o que tinhas realmente nos braços até ao dia em que me perdeste... Até ao dia que percebeste que tinhas a felicidade nas tuas mãos e, a deixaste escapar por entre os teus próprios dedos"

Não falo das mulheres que lutam sem igual. Sim daquelas que sempre fazem da vida um mar de desculpas - vivem do pedindo desculpas. Sim! Falo daquelas que cometem erros e que nunca sabem tirar uma lição, mesmo que seja amarga, de cada um dos erros.

Um dia "tudo acaba" e descobrimos que não temos mais ninguém, para culparmos. Não chega sentir que errámos e que o outro está sempre pronto para nos desculpar.

A grandeza de quem erra, reconhece sempre o seu erro e pede perdão a quem prejudicou. Pode ser muito maior do que aquela que faz tudo certo, só por medo de errar.
A emenda de qualquer erro só será refeita se, depois do pedido de desculpas servir para unir o amor e, não para dizer adeus e ir tentar noutro qualquer lugar. Cometerá sempre os mesmos erros e vai continuar a viver da desculpa, por tudo o que o seu carácter nasceu.

(.. 11jun’06)

domingo, 4 de junho de 2006

No meu berço.

Nasceu a amizade e os abraços. Depois, durante o meu amadurecimento, o amor foi aparecendo aqui e ali. Cresceu em forma de liberdade para poder partilhar com quem me encontrasse.

O homem reduziu a mulher a uma escrava e a mulher reduziu o homem a um escravo. E claro, ambos odeiam a escravidão, ambas resistem a ela. Estão constantemente em luta; qualquer pequeno pretexto e a luta inicia-se.
Mas a verdadeira luta é muito mais profunda; a verdadeira luta é que ambos clamam pela liberdade. Eles não são capazes de o dizer claramente, podem tê-lo esquecido totalmente. Durante centenas de anos esta era a forma de viver.
Eles viram que o seu pai e a sua mãe viveram assim e viram que os avós assim também viveram. Esta é a forma de as pessoas viverem – eles aceitaram-na. A sua liberdade está destruída.
Algumas pessoas têm a asa do amor e outras a asa da liberdade – ambas são incapazes de voar. São necessárias duas asas.
(osho: A,L e S)

Sei, sinto a minha asa desde nascença, a do amor, porque nunca vi como os meus avós não amaram. Não vi a minha mãe não amar. Não posso estar viciado nas coisas más, nas coisas que se escondem de uma criança.
Nasci num berço cheio de amizades e de abraços. Cresci e amadureci de sentires. Por estas e outras razões, eu amo de coração.
Também sei sair. Estou cansado de chorar num qualquer lugar. Por uma qualquer razão. Por causa da minha liberdade. Principalmente o respeito que dou mas, que nunca me é dado.
Sei sair da rua, para que outras gentes passem e se divirtam com a dor do meu desvio.
A minha asa é muito minha, faz parte do meu carácter. Partilho-a, mas não a dou nem a troco. Não a deixo em qualquer lugar. Sei que deixo sempre algum bom sabor de vida, que se encontra em qualquer homem, quando me fazem partir
.

(.. 04Jun’06)