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domingo, 25 de fevereiro de 2007

Dejà vu.

De novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos. Perdemos a ilusão, só isso. Julgamos ser donos das coisas. Dos instantes e, muitas vezes até nos sentimos bem, muito bem, quando pensamos que somos importantes nos sonhos dos outros. Aprendo, mesmo que a custo das pedras que vou afastando do meu caminho, coisas que outrora julgava ser incapaz de ajuizar. Hoje mais incapaz de me perder com coisas anormais, satisfaz-me olhar e sentir quem sou.
Comigo caminham todos os mortos que amei.
Todos os amigos que se afastaram.
Todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre!
Caminho sempre todos os dias. Não me aborreço de observar as flores que um dia me deleitavam as suas cores. Hoje, ervas daninhas se tornaram e eu gosto de saber que sou capaz de não voltar a olhar.

Existem pessoas como tu, que por serem como são, não cabem na minha cabeça... Então, deposito-te no coração onde dispões de um lugar próprio e lá permaneces inesquecível...
É como o amor, nunca acaba! Muda de lugar. Esse lugar é o lugar das dores. O lugar das coisas que um dia amámos. Noutro dia, no tempo e, por qualquer razão, deixámos de olhar... Mas as coisas que amámos estarão sempre nesse nosso lugar, para sempre, não vá um dia acontecer encontrarmo-nos num qualquer lugar, e não sentirmos o amor... "dejà vu".

(.. 25Fev’07)