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segunda-feira, 25 de julho de 2005

Os meus medos.

Tenho tido muita dificuldade nos últimos anos, talvez cinco em, dizer a uma mulher que a amo.
Sei, juro que sei, a razão dessa negação premeditada. Realizei ao longo destes últimos anos, boas amizades com mulheres fantásticas. Nem todas sentem o mesmo que eu sinto, nem eu sinto o mesmo que elas sentem. Umas mais do que outras, eu consigo sonhar, quero eu dizer, inicialmente eu sonho mas, num certo momento de criar a responsabilidade que é necessária ao amor, eu nego o sonho e assim vou vivendo os meus dias muito mal.
Mal, porque não consigo dar o passo definitivo que penso sempre no inicio, que sou capaz de dar. Mal, porque no tempo, observo sinais que premedito que, não vou conseguir lidar com eles. Mal, porque não encontro as coisas simples que me maravilham apesar de eu constantemente continuar a complicar. Mal, porque nunca vou além da frase; Gosto muito de ti, és uma boa amiga. Mal, porque nunca vou além de outras frases; És linda, és fantástica, és muito feminina... Gosto de estar contigo.
Complico, porque sei que não sou capaz de mentir. Não sei ser infiel. Não sei enganar. Não sei tantas coisas que vejo todos os dias sucederem dia após dia, no mundo que não vou gostando.
Não sabendo lidar com essas coisas, contínuo a pensar que, tenho falta de confiança necessária para viver uma vida normal na sociedade que me educou.
Complico o que para os meus amigos tudo se resume a; deixa, que isso é assim mesmo! …
Não quero que a minha vida seja falsa. Porque, já a vivi.
Não quero que seja para passar o tempo. Não quero que seja mais um caso que vai acabar, mais uma vez.
Apetece-me repetir o que já há um ano disse aqui:

- Aceitaria casar-se?
- Não.
- Porquê?
- Porque seria infeliz.
- Porquê?
- Porque teria ciúmes.
- E por que teria ciúmes?
- Porque seria enganado.
- Quem lhe disse que seria enganado?
- Seria enganado porque iria merecê-lo.
- E por que iria merecê-lo?
- Porque teria casado.

Tenho medo de ser infeliz. Porra! Tenho o direito de pensar assim, depois de observar cada sinal que me chega. Repenso, e volto a pensar no mesmo.
É fácil gostar de alguém que toma conta de nós. Alguém que lida connosco com muita emoção, carinho, delicadeza, ternura e muitas vezes a sua voz nos perfura o coração ao ponto de termos momentos de virármos o mundo.
Depois, vem aquele dia seguinte, matreiro, silencioso que nos fere a alma. O coração chora e quando chora, dói. Se dói, algo vai mal.
A entrega é sempre diferente em cada um. Nem eu dou mais, nem elas dão menos. É tudo uma questão de sensibilidade.
Quando sinto que amo… sinto-me, morrer. Olho melhor, sinto uma grande sensibilidade toldar-me o espírito. Na mesma proporção que amo, observo melhor. Faço exercícios de vida, estou, mas não estou. Estou na vida do que sonho, e revejo onde cabemos os dois. Fatalmente, não sou bem sucedido nos meus sonhos da verdade.
Morro só de saber que tudo está mal. O amor traz-me lucidez e tudo o que observo… tenho, MEDO.
Não é fácil, entregar-me, pelo menos não tem sido fácil. É uma luta desumana que me faz sofrer. Algumas amigas e menos número de amigos, sabem que sou difícil de mostrar “os dentes” seja a quem for. É na amizade que eu sou mais forte, mais dado, mais oferecido. Mas aqui, nunca acolhe o que a mulher quer que eu sinta.
Não sei ser diferente. Sou assim e com certeza serei assim para toda a vida. Mudar? Porquê? Mudar, mudei eu já faz tempo e o final foi muito mau. O tempo passou e eu não quero chorar mais de coração.
Para mim era fácil dizer que sim a quem mostra sinais de ternura, visto que sou carente de coisas simples. Mesmo assim, terei sempre que sentir que estou na relação de peito aberto e por certo o futuro sorrirá para os dois.
Choro demais, e isso não está certo para mim nem para a minha felicidade.
Quando vejo alguém a chorar, posso apostar que a pessoa em questão sofre justamente por causa de quem deveria ser a fonte da sua felicidade. Então, há aqui algo de errado. Há algo errado no conceito de relacionamento afectivo.
Tudo o que procuramos é a felicidade. No entanto, nada pode ser mais contrário à felicidade que os constantes embates entre parceiros afectivos, conflitos estes que se verifica em praticamente todos os relacionamentos. No namoro, esses conflitos podem estar escondidos e silenciosos pela paixão e dóiem.
Se tiver um desentendimento com um amigo ou colega de trabalho, posso ficar aborrecido, decepcionado, revoltado, mas não me sentirei tão miserável, abandonado, solitário e carente quanto se esse desentendimento for com a minha amada.
Engraçado o que só aprendi há pouco: O termo esposa em espanhol significa algemas. grrrrrrrrr
Preservarmos a liberdade é, o nosso bem mais precioso. Entretanto, parece estar implícito que para nos relacionarmos afectivamente com alguém, precisamos de deixar a nossa liberdade. Isto não está certo. Mas como usufruir da nossa liberdade sem magoar o outro? Como conceder liberdade ao outro sem nos violentarmos?
O que é o certo? Certo é tudo aquilo que me trouxer felicidade, bem-estar, ausência de conflitos, tensões ou desgastes para mim e para os que gosto. Certo, não tem nada a ver com moral. Algo pode ser certo para determinada pessoa e ao mesmo tempo inadequado para o outro.
Crises existirão sempre. Mas o recomendável seria conseguirmos solucioná-las o mais rápido possível, não lhe fornecendo combustível e espaçá-las o mais possível.
Porque é que sempre existirão?
Simplesmente, porque toda a relação afectiva é de natureza emocional e, como sabemos, a emocionalidade emburrece. O emocional não é racional. A tendência é a oscilação entre o prazer e o desprazer, pois, se não fosse assim, esse mecanismo de sentimentos não conseguiria perceber a diferença entre esses dois estímulos e anestesiaria-se.
Por outras palavras: se eu for feliz sempre, não perceberei que estou sendo feliz; se for infeliz sempre, anestesio-me e passo a não perceber a infelicidade.
A oscilação é necessária para que o organismo emocional tome consciência da felicidade.
Se aceitarmos as crises emocionais como naturais e não como querendo impedi-las, não as atribuiremos à nossa opção de relacionamento e deixaremos de questionar que “se tivéssemos optado por um outra forma não nos zangaríamos”. Claro que nos zangaríamos sim. Não é o tipo de relacionamento afectivo que vai evitar zangas e reduzir as crises. É a educação de cada um.
Ao sermos educados pelo nosso ambiente cultural, ficamos impregnados de determinadas reacções condicionadas, e eu que o diga, muitas amigas deveriam ter essa em consciência, para serem minhas amigas. É essa educação que vai determinar se resolvemos as crises zangados ou fazemos carícias. Rsrsrs
Lembro-me de tempos passados que fazia isso… mas, ou era acusado de maricas (melado, cola) ou estava a brincar com coisas sérias. A acusação pior e mais sábia que saia de lábios de quem eu amava era a de ser irresponsável, ou que só sabia brincar com coisas sérias (brinco em cada segundo pelo amor). Ficava frustradíssimo, só me apetecia fugir…
Um passo para evitar as minhas “nossas” zangas foi sempre a pensar no seguinte:
Os melhores generais foram os que venceram os inimigos sem recorrer ao elevado custo das batalhas.
Quem é mais forte:
O que enfrenta ou o que consegue não se zangar?
Tão simples de executar e que faz uma diferença tão grande na nossa vida.

Vale a pena tentar, não achas?
Quem conseguirá ensinar-me que, amar é muito mais simples do que os meus medos? Quem tem a coragem de apostar no final e não nos afectos?
Quem…

Nota: Absolvam-me, mais uma vez quem me lê, sei o que escrever, mas.. Começo, vou para o final, troco o início, escrevo o meio, apago o fim.. grrrrrr
A emoção tolhe-me de momento o que sonho e o tempo não passa, tropeça.


(.. 25Jul'05)

domingo, 24 de julho de 2005

Relacionamento FANTÁSTICO!

Ainda sobre relacionamentos, sejam eles quais forem e continuando a pensar nas relações de amizade que algumas pessoas que conheço partilham, não partilhando eu da mesma maneira de estar, apetece-me escrever, ou pior, tentar justificar e/ou fazer pensar, porque algumas pessoas criam determinadas amizades com poucas estruturas no verdadeiro ou na base do respeito?
Apesar de momento reflectir sobre o assunto este, contínua a ser um grave problema nas relações de indivíduos com estrutura emocional sensível. Penso eu, que os indivíduos de estrutura mais sólida, conseguem ultrapassar no início e no tempo a este tipo de problema, gosto mais de dizer são mais condicionais com futuros imprevisíveis.

Seja qual for a nossa relação de amizade, conjugal ou profissional, ela não é qualquer coisa de estático. Assim como nós crescemos e evoluímos, também a relação que temos deve evoluir, tornando-se mais forte. Alimentar uma relação, coloca-nos o reconhecer o quão importante é o outro para nós, em cada dia da nossa vida. Falar dos outros é por vezes inoportuno e negativo, tendo muitas vezes os dois (a própria relação), necessidade de falarem sobre si mesmo. Existirá alguém que, irá sentir-se imperfeito.

A durabilidade dos casamentos neste momento, encontra-se directamente relacionada com a forma como as pessoas encaram a própria relação conjugal. A relação existe enquanto for compensadora do ponto de vista afectivo e emocional. Quando deixa de ser, equaciona-se se valerá a pena continuar. Eu senti, eu observo e nunca aprendi na escola.

Enumero algumas, quiçá, principais razões, de cortes na relação:

- Individualismo exacerbado
- Preocupação de realização pessoal e profissional
- Difícil conciliação (realização pessoal e/ou profissional) com a família
- A não, aceitação das diferenças
- A inexistência de tempo a dois
- Dificuldades de comunicação
- Falta de investimento e partilha
- Cansaço de uma relação infeliz em que nenhum dos dois se sente feliz.

Trabalho árduo…
Manter uma relação saudável exige trabalho e dedicação. Não é fácil a solução, mas impossíveis não existem. Sei, senti, que não é possível defender uma relação se um não estiver disponível para a solução. É normal quando na falta de comunicação, numa qualquer discussão, alguém dizer; Eu puxo para um lado e tu puxas para o outro. Ou, Não vale a pena dar mais, porque tu não queres. Três fantásticas, dicas.

1 - Discutir é saudável.
Discutir com respeito e sem agressão é normal e saudável numa vida a dois!

Aprendi um conceito FANTÁSTICO de um relacionamento: Quando emitimos uma opinião ao nosso parceiro, o tom de voz aumenta na medida proporcional ao nosso afastamento do outro. Engraçado que Paulo Coelho diz, O coração afasta-se tanto que até perdemos a voz…


2 – Saiba comunicar.
Comunicar o que pensamos e o que sentimos, respeitando o que o outro pensa, será seguramente o caminho para uma relação de sucesso!

Uma maneira segura, é pedir sempre uma opinião sobre algo ao seu parceiro mesmo que já saibamos o que vai ser. Isto é partilhar. Por vezes achamos, Já sei a opinião de “X” para que lhe pedir… Engano. Vale a pena falar sobre o assunto e é este pedir “verdadeiro” que o amor cresce e melhor, por vezes (para mim sempre) a opinião é sempre mais fantástica do que imaginávamos. Fazer o outro ser importante para nós é fantástico no nosso dia a dia. Por outro lado, refrear o que sonhamos ou sentimos do nosso dia a dia sem o conseguirmos comunicar ao nosso parceiro, é deveras sintoma de que qualquer coisa já não anda bem. A ansiedade silenciosa aparece e a dor toma-nos.

3 – Invista na relação.
A maioria das pessoas não investe numa relação. Casam por paixão e esquecem que este sentimento é efémero. Invista nas coisas importantes. Ninguém pode ser mais importante do que o nosso parceiro (consegue pensar nesta última?).

Continuo em busca se as amizades se constroem de fora para dentro ou vice-versa. Quais as motivações que nos levam a encontrar/aceitar, amizades tão diferentes de nós? O que nos obriga a ceder de nós? Afinal, quem somos nós? O que ganhamos de positivo para a nossa vida com amizades tão disformes da nossa personalidade? E por fim, que tipo de ganho temos para o nosso relacionamento actual?


É importante estar consciente de que o outro não tem a responsabilidade de nos fazer felizes, pois essa responsabilidade é só nossa.

(.. 24Jul'05)

sábado, 23 de julho de 2005

Humildade necessito.

De ser e de sentir!

Ser-se justo nem sempre é recompensador. Ser-se fiel é um massacre de consciência adulta só para alguns e este último é que nos vai matando e nós, nem damos conta disso.

Pensamos que somos únicos, capaz de amar alguém, sermos fiéis e reciprocamente o nosso amor devolve-nos a mesma consideração.

Coisa mais enganadora. Quando deixamos que o coração se entregue a alguém, é sempre num certo momento da nossa carência, que ele vai. Podemos escolher o tempo que durará a luta da entrega do coração, mas nunca conseguimos saber nem premeditar o momento que ele sai de nós, para se entregar a outro espaço corporal.

O outro quando recebe, pode estar positivo na recepção mas, o seu coração, pode estar num outro lugar qualquer, e isso nós nunca sabemos porque amamos, e ao amarmos porque de certo a paixão ainda é grande ainda nos envolve, somos cegos, sendo cegos não observamos pequenos nadas que fazem toda a diferença.

Se observarmos atentamente sinais vitais do outro; forma, dicção, conteúdo, olhar, sorriso etc. nos momentos em que ambos nos olhamos ou falamos, seja do que for, é nessa imagem que, tudo o que nós queremos fazer sobreviver de bom para nós, se mostra com a grandiosidade da inocência envenenada ou que estamos realmente na presença de quem nos quer muito (pois… eu, nunca gostei dos telelés). Existe sempre em um de nós, um menor amor ou nenhum, antes sim, uma pequena “pena” e não observamos que o nosso presente e futuro não estão merecendo lugar no coração de quem se mostra.

Um bom psicólogo consegue detectar, as manhas, vulgaridades ou palavras sinceras com pequenas observações. Mas estes são treinados para essas observações e essas premeditadas, encontrando pequenos sinais de alerta que aprendem com afinco durante uns bons anos.

Nós os necessitados, carentes, e quem sabe... de alguma fragilidade emocional por razões passadas, não detectamos porque estamos incondicionais na nossa relação, e somos ainda piores nas relações amorosas. Somos uns meros inocentes desajeitados, porque nos nossos pensares, só existe VERDADE e sem isso, não conseguimos amar.

Nós não conseguimos mas, devíamos pensar que outros conseguem.

Alguém dirá; se pensarmos sempre que alguém nos vai enganar, nunca conseguiremos uma relação, nunca sobreviremos ao amor!

Necessito de reflectir.

Não quero chorar mais do coração do que já chorei. Não tenho nenhuma necessidade de o fazer de novo. Sei, lembro-me que apesar de arrumado, aprendi que é mais fácil dizer agora, NÃO, do que dize-lo amanhã.

Do dia de ontem ou do nosso passado, sabemos como foi e isso está garantido. Do futuro, só podemos semear coisas boas para podermos colher coisas ainda melhores. É do nosso futuro que se trata numa qualquer relação, e para ser boa, teremos que nos sentir bem na nascença da mesma.

É fantástico, como agora consigo olhar coisas simples, que antes nunca via. Pior e nunca aprendi nem mo ensinaram, foi que quando se olha e gosta do que se observa, mas não se sente, vai doer. Dói muito mesmo. E quando se está na relação incondicional com o peito aberto, a dor é aguda.

Pensava que sabia escolher BEM os meus caminhos. Disse-o tantas vezes, e outras tantas vezes eu pensei que tinha-o feito bem. Outrora, quiçá eu tinha o coração noutro lugar, e agora passei para o lado oposto.

Pergunto-me então, como estar bem, com a porra desta vida? Acreditar, em quem? Olhar, para onde? Sentir, o quê?

Devíamos sem fraquejar, pensarmos em nós, e depois em nós, e em nós etc. Mas eu quero acreditar que devíamos todos aprender a sermos humildes. Acho que é necessário entendermos que é, onde a humildade existe, existe também a verdade.

Um dia, em conversa com um grupo de amigos, falávamos de relações afectivas. Como nos relacionamos com outro com alguma facilidade, e depois descobrimos que não é o nosso relacionamento que nos esfria, mas sim quem pertence ao círculo já instituído da nossa relação.

Olhamos para esse círculo que nos mostram, e o que nos mostram é amigos duradoiros e muitas vezes nos reflectem a adição que, são amigos de coração, e depois... Olhamos para nós... Nada é igual, nada tem a ver connosco, nada tem sentido. Lembro-me tantas vezes ao ouvir estas adições substanciais, da história "A Águia e o Mocho" in Fábulas de, J. La Fontaine. E porque li, olho para esses outros, e damos conta que, “esses” de longa duração ou amizade enraizada, trata em termos menos próprios e respeitosos (a nosso ver e desejo) a nossa “amada” do que nós em igual proporção. Esses outros, tudo podem fazer de qualquer maneira que tudo é engraçado, e até é só a brincar. Nós somos a educação do que não merecemos.

"Diz-me com quem andas e eu digo-te quem és". É o termo que melhor define qualquer bom relacionamento.
Eu ainda não queria acreditar nesta conspiração de frases. Mas hoje, lembro essa amiga que tanto me aborrecia com a mesma. Na verdade é coisa pequena que não nos aborrece no início mas, acautelo que se não gostarem dos amigos ou das relações fraternas e bastas vezes exageradas dos mesmos para com o vosso amor ou vice-versa, saião desse lugar porque não vão ser felizes, nunca é mesmo nunca.

Falei dos “esses outros” mas, na verdade o inconveniente é, como o nosso amor quer ou relaciona-se com “esses outros”! Aqui, é como alguém que também diz (claro que me lembro de ti), somos o que queremos que sejam para nós. Este vice-versa é muito inconveniente. Eles são o que alguém supostamente deixa que seja. Se deixa é porque é igual, porque se sente bem assim, porque só assim os tem etc etc.

Temos que ser mais congruentes connosco e não com o nosso amor. Aprovámos o nosso amor por algumas razões, mas ainda não tínhamos olhado tudo!
Se não quisermos chorar de coração, subsistem coisas simples que nos acautelam o coração.

Eheheheheh
Acho que me perdi de novo nesta porra de vida! Sinto-me perdido..

Não me apetece de momento escrever mais. Deu-me uma coisinha má!
"Sinto o que desperdicei na juventude
Choro neste começo de velhice
Mártir da hipocrisia ou da virtude
Os beijos que não tive por tolice
Por timidez o que sofrer não pude
E por pudor os versos que não disse"

(.. 23jul'05)

MULHER (Lisa)

ENVIO-TE ESTE POEMA SOBRE A MULHER QUE ONTEM UM AMIGO ME MANDOU. ACHO QUE TEM TUDO A VER CONTIGO.
(lisa)


Eu canto a mulher.
A mulher filha, a mulher amante.
Também a mulher mãe.

Não a minha que foi bravia e não tinha, da mulher,
nem o colo dos afectos,
nem o gesto das ternuras.

Canto a mulher na plenitude das diferenças.
A mulher que faz a outra face de mim.
Eu não sei existir sem mulher.
Sem a mulher que há-de dormir comigo,
sem a mulher que não quer dormir comigo.
A mulher sabe as cores do mundo,

os sabores do mundo,

as músicas das circunstâncias e das contingências.
A mulher sabe ver o que eu não vejo.
A mulher é o corpo que eu não sou.
A mulher é o ventre da vida nova e dentro da mulher nascem todos os futuros.
Todos os homens cabem dentro duma mulher.

Beijos para todas as mulheres. As bonitas. As mulheres.

(.. 23julho'05)

sábado, 16 de julho de 2005

Ensaios (04) Divagações.

Dos minutos que vivo:

1
queria um colo para amar,
não o de minha mãe
mas sim
de alguém para sonhar.

2
Quero
cheirar o teu perfume
querõ entrar em ti
quero um
só um
amor imenso
igual ao que tenho
só para mim.

3
amo o imenso coração que tenho
amo o imenso que olho do lado feminino
e gosto sempre
do que olho.

4
algo de muito bonito
sublime e infinito,
paira no ar à mercê...
aprofundei e frui
quando tudo em mim senti
um beijo para ti!...

(.. 16jul'05)

Ensaios (03) Divagações.

Amei devagar, não tinha adormecido
mas porem, não é que o sono veio de mansinho
e o meu acordar não chegou.
(eu)


Dos meus sentires

De novo e muito bem instalado na minha profissão de fim-de-semana, solitário qb, volto às minhas divagações do meu vício de olhar. Questiono tantas vezes se saberei olhar ou se sou um eterno adepto dos pequenos nadas que me viciam.

Desejo o que sinto quando olho. Gosto de alternar o mau pelo simples, quiçá se troco o simples pelo difícil. Algumas almas amigas expressam que sou muito delicado. Gosto de observar o nada. Gosto de ser irreverente no trocadilho do que nada enxergo.

- a vida tem das suas traquinices...
- se olhares bem, sei que te sentes sempre bem.
- num momento, as estrelas não tem mais sentido.
- no momento que me olhas, o sonho transborda, a fantasia toma-te,a realidade é fugires para mim
- sei pouco das coisas do sonho, tento, sei que tento, mas sou tomado de olharesenvergonhados, conseguindo que eu nada seja.
- se um dia te aproximares, sentiras o perfume que sonhas e outro lugar não existirá mais.
- a paixão não assusta, mas já não o digo do amor.
- irei com a reflexão e o saber que hoje olhei-te melhor do que ontem.
- fico sem forças de sentido, sabendo da partilha.


Eterno choramingas, como eu gosto de sentir quando observo as multidões que me encaram. Gosto de habitar no silêncio da quietude. Mas curioso é o facto de em qualquer momento eu sentir o aceno da alma para procurar as multidões. O sorriso me arrebata esses instantes. Gosto de ouvir os passos apertados das multidões que se cruzam, das gentes que me enfeitiçam, e sempre, consigo encontrar quem me desfaz a alma. Ahhh, existe sempre alguém que nos passa e nos faz morrer naquele momento. Tropeço sempre no dilema se conseguiria viver ou só toca-la.
Nem sei qual das duas a melhor conclusão. Sei que esse deleite é sempre incessante, tem a ver com decepções, ausências, quiçá o andar perdido por consciência e não querer abrir por cagaço, mais porta alguma.
De novo olho. Lembro-me de outros tempos que procurava as melhores tarefas para sentir a adrenalina subir. Lembro-me que tinha deleites em filmes de terror, coisa que hoje não consigo sustentar. Hoje morro por filmes que me façam agitar a alma. Filmes que consigam dizer-me que o Branco é Preto e melhor ainda que o Sol não é a cor que todos pensamos ver, sim, o Sol é verde.

Pois… lá estou eu a divagar o que não consigo acabar… e elas, as amigas, a replicarem de novo: óh homem desembucha, deixa de ser piegas…

ahahahahahah
Como gosto de aljôfar as lágrimas que não tenho e as que não escapam com medo de defrontarem as minhas realidades. A minha nova adrenalina é Fantástica :)

(.. 16jul'05)

sábado, 2 de julho de 2005

O meu mundo irreal.

Hoje apetece-me, estragar tudo o que sinto e tudo o que penso do meu mundo real que eu não quero. Apetece-me não escrever direito. Apetece-me contrariar, desiludir, caprichar, desabafar e sentir-me frustrado.

Não sou nada! Não sou ninguém!
Sou, só e assim quero ser quando for grande. Continuo solitário. A solidão acompanha-me. Não tenho amigos. Não quero tê-los. Não quero que eles olhem para mim!
O meu mundo é assim mesmo. Só olho e no que olho, só vejo mulheres.
Amigo para quê, se só uma me pode salvar. Só uma me vai reconhecer na multidão. Essa sim, é a que me vai abraçar. Ela é importante para mim. Até lá, serei solitário por convicção. Ela que me encontre. Óh! Eu estou aqui mesmo na minha célebre profissão, solitário.

Outro mundo que de vez em vez olho todos parecem-me mudos de alma.

Quando entro no mundo que não quero viver, independentemente se gosto (acho que ainda são os vícios de outros tempos) ou não, sinto um bom sorriso. O encanto da idade são as provocações que se permitem as minhas amigas jovens que nos julgam fora de serviço…
A idade não é a que temos, mas a que sentimos. A inércia, espreita! Sinto-a.
Como já li em algures, o “sexo é o consolo de alguém, quando lhes falta o amor”, ahahah… sei lá se é, sei que me falta tudo. Falta-me o toque. Há muito tempo que não me tocam. Eu toco.

“Não deixes que o passado te dite quem és, faz antes uma parte da pessoa que te queres tomar”

De novo o sorriso me transforma e desfaz o meu humor.
Juro que era capaz de dar a vida por uma mulher que entrasse um, um só pouco na minha alma.
Olho tantas vezes para elas, que passam por mim sem saberem que ali estou ou o que faço aqui. Mas olham, logo não sentem que, estou pronto para viver. Sou invisível. Quero continuar a ser assim. A visibilidade é uma afronta do materialismo deste tempo. Porra, a carência é inimiga do amor! Sei, sou carente de amor e não de afectos.
O amor só tem uma única definição, a que está escrita em qualquer dicionário. Ama-se, os amigos. Ama-se, os filhos. Ama-se, as pessoas, mas em primeiro lugar, ama-se a nossa companheira ou esposa.

Decidi há muito tempo não acompanhar nenhum grupo que tivesse mais do que um único homem, eu. Tenho conseguido, mas não é fácil. Para se estar no mundo das mulheres, temos que aceitar os amigos delas. Mas, não gosto.

Vivo completamente apaixonado pelos meus sonhos. Sou um homem que só quer ser visto por uma única mulher. Até esse dia, quero viver entre elas. Eu gosto de olhá-las. Irrito-me com o mundo de hoje dos homens que tudo olham e nada sentem e quando sentem é fugaz o que olham. Nada sentem ou nada olham e assim nada dizem.

A mulher é o sexo forte, será que os homens têm “medos” de dizer isso? A mulher é forte, a mulher é inteligente, a mulher escolhe (sempre escolheu), a mulher é um ser extraordinário… a mulher é fantástica, só pode ser amada.

Sinto-me CHEIO de orgulho e FANTÁSTICAMENTE bem quando as vejo com o meu olhar. Gosto de olhá-las. Aprecio a feminilidade delas.

O meu mundo só tem sentido num mundo onde elas existem. Muitas ainda não entendem que para serem completamente mulheres, terão que ser independentes de tudo. Assim, serão mais fortes.

Gosto de olhar uma mulher que usa um bom carro, feminina qb, do seu sorriso, do seu cheiro, da sua graciosidade, seu jeito… eternamente apaixonado, pelo que olho.

Juro que morreria por uma que me olhasse!

Existe de tudo. Existe muitas coisas que não gosto. Coisas que elas pensam mas que não deviam pensar. Hoje não é tabu falar de sexo com uma mulher. Mas é tabu dizer-lhes para não terem pressa quando o fazem. Noutro tempo, o homem fazia sexo por sua vontade e prazer. A mulher amava só o prazer do seu amante, não tendo prazer.
Hoje, tenho medo que tudo tenha mudado. Elas dominam o seu (delas) prazer, esquecem-se, que eu mudei o meu prazer.

Fiz amor com muitas mulheres e fiz sexo com muito poucas. Os anos passam e não consigo entender o porquê das mulheres querem que um homem, depois de 15 / 20 minutos tem que ejacular. Irrita-me de sobremaneira o facto de não perceberem que não é na ejaculação que advém o meu prazer mas, sim na luta pelo prazer que ofereço. É o estalar dos músculos, o sentir o suor transbordar, a humidade fazendo escorregar, a saliva molhar, o sussurrar de sonhos nos ouvidos, os abraços desejados, os beijos em qualquer lado, até aquela conversa que ficou por falar da semana passada entre as pernas de um e de outro, sim, é isso o inicio do que me dá alma nos prazeres que sonho.

Hoje fico por aqui na minha frustração e desilusões. Já escrevi aqui no meu diário, vezes sem conta, repito-me: Faço sexo com um abraço.

(.. 02jul'05)