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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cinema (3)

Pânico em Hollywood - What Just Happened (2008) (7/10)
Robert De Niro, Sean Penn, Catherine Keener, Bruce Willis, etc..

Transiberiano - Transsiberian (2008) (7/10)
Ben Kingsley

A Verdade e Só a Verdade
- Nothing But the Truth (2008) (8,1/10)

Matt Dillon - Kate Beckinsale

Distrito 9
– District 9 (5/10)


Ligações Perigosas - State Of Play (7/10)
Russell Crowe (Gladiador)

Os Substitutos
- Surrogates (2009) (8/10)

Bruce Willis

Assalto ao Metro 123 - The Taking of Pelham 123 (2009) (7/10)
John Travolta, Denzel Washington

Orgulho e Glória - Pride and Glory (2008) (7/10)
Colin Farrell, Jon Voight, Edward Norton

Passageiros - Passengers (2008) (7/10)

Orfã - Orphan (2009) (7/10)
Vera Farmiga (Kate), Peter Sarsgaard (John), Isabelle Fuhrman(Esther)

Não gosto de filmes de terror, mas o filme e Fuhrman, são uma boa surpresa.

No Limite da Ilusão
- Deception (2008) (7/10)

Ewan McGregor, Hugh Jackman

Marido por Acidente - The Accidental Husband (2009) (6/10)
Uma Thurman, Jeffrey Dean Morgan, Colin Firth, Sam Shepard

O Outro Homem - The Other Man (2009) (6/10)
Antonio Banderas, Liam Neeson

Sacanas Sem Lei - Inglorious Bastards (zero/10)
Brad Pitt

(..28Jan'10)

Cinema (2)

Dois Dias Para Esquecer - Deux Jours à Tuer (2009) (8/10)

Realizado por Jean Becker
Com Albert Dupontel, Marie-Josée Croze, Pierre Vaneck
Género – Drama
Duração – 85 Min.
País de Origem – França

Sinopse – Aos 42 anos, Antoine é um publicitário de sucesso, casado com Cécile, de quem tem dois filhos, vive numa bela casa e tem tudo para ser feliz. Mas, num fim-de-semana como outro qualquer, Antoine sente que nada faz sentido e inicia um processo de autodestruição, arrasando com tudo o que tinha construído até aí: desde a sua vida profissional até cada uma das suas relações afectivas. Para surpresa de todos, durante um jantar na sua casa de campo, mostra-se rude e intransigente, insultando cada um dos presentes. Acaba por expulsá-los e, depois de uma terrível e definitiva conversa com a mulher, abandona a sua casa e tudo o que ela significa. Em apenas dois dias, Antoine, um homem comum, destrói todas as bases da sua vida. Será esta apenas uma crise de meia-idade?


A não perder.

Nunca é Tarde Demais Para Amar - (Cloud 9) (2008) (8/10)

Realizado por Andreas Dresen
Com Ursula Werner, Horst Rehberg, Horst Westphal
Género – Drama, Romance
Duração – 98 Min.
País de Origem – Alemanha

Sinopse – Aos 65 anos, Inge (Ursula Werner) é uma mulher feliz que ama o marido e a sua vida pacata. Até que algo improvável acontece: conhece Karl (Horst Westphal), um viúvo de 76 anos, por quem se apaixona perdidamente. Karl vai fazê-la renascer para a vida e juntos vão redescobrir o amor e a sexualidade na idade madura. Mas nada voltará a ser o mesmo para as três pessoas envolvidas: se para Inge a sua paixão é a expressão de auto-afirmação e para Karl uma última oportunidade de ser feliz, para Werner (Horst Rehberg), o marido abandonado, é a dura e amarga realidade da solidão no fim da vida.


A não perder. Simplesmente simples; amei estes dois filmes. Gosto de retrospecção. Palavras directas e certeiras.

Para Lá da Fronteira - Crossing Over (2009) (7/10)

Realizado por Wayne Kramer
Com - Harrison Ford, Ray Liotta, Ashley Judd
Género – Drama
Duração – 148 Min.
País de Origem – EUA

Sinopse – Um drama sobre a imigração. Diferentes pessoas, de diversas nacionalidades lutam pelo sonho americano, usando de todo o tipo de esquemas, negócios e fraudes para chegar à América, o país das oportunidades. Harrison Ford é Max Brogan, um trabalhador do Controlo Alfandegário e Imigração de Los Angeles que se deixa comover com cada caso que lhe passa pelas mãos: ele compreende bem como o seu trabalho e as suas decisões interferem com os destinos individuais daquelas pessoas para sempre.


A Proposta - The Proposal (2009) (6/10)

Realizado - Anne Fletcher
Género – Comédia Romântica
Com - Sandra Bullock, Ryan Reynolds, Malin Akerman, Craig T. Nelson


Gosto da Sandra, obriga-me e eu gosto de a ver. Filme "fraquito". Aposta em alguns elementos humorísticos e românticos de natureza comum e esquecível. Assume-se como uma comédia romântica relativamente simples e repetitiva que claramente não oferece nada de novo ao género e ao público. Vê-se num domingo de tarde quando não se tem mais nada para fazer.

Cinco Minutos de Paz - Five Minutes Of Heaven (2009) (8/10)

Realizado - Olivier Hirschbiegel
Com - Liam Neeson, James Nesbitt, Anamaria Marinca
Género – Drama
Duração – 90 MIn.
País de Origem – UK

Sinopse – Lurgan, 1975. A Irlanda está em plena guerra civil entre o IRA e os lealistas britânicos. O pequeno Joe Griffin (James Nesbitt) assiste à morte do irmão, pelas mãos de Alistair Little (Liam Neeson), líder de uma célula da FVU (Força de Voluntários do Ulster). Trinta anos depois, tendo Alister cumprido a sua pena, os dois são convidados para um programa televisivo, chamado Verdade e Reconciliação, com o intuito de resolverem o drama passado. Frente às câmaras, enquanto Alistair procura a redenção, Joe só pensa em vingança e nos "cinco minutos de paz" que a morte de Alister lhe poderá trazer.

James Nesbitt: Simplesmente.. uma interpretação irrepreensível e fantástica.

500 Dias com Summer - (500) Days of Summer (2009) (8/10)

Realizado - Marc Webb
Intérpretes - Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel
Género – Drama, Romance
Duração – 95 MIn.
País de Origem – EUA

Sinopse – Conta a história de Tom, que conhece Summer e durante 500 dias, a paixão por ela domina a sua vida, com os altos e baixos normais. Com outras palavras; Rapaz conhece rapariga. Rapaz apaixona-se, rapariga não. História inteligente e inesperada - uma atribulada viagem que não terá o destino final das histórias "normais" de amor.


Um filme a não perder. Zooey Deschanel, prometia à muito e com este filme, relança com força a sua carreira, é a minha opinião. Amei a acção e os dialogos são jovens mas profundos. Não é uma história de amor, diz a nota do autor no inicio e quando chego ao final é a minha opinião. É um filme inteligente com uma abordagem pouco usual, mas muito real. Um filme onde se mostra que as expectativas de alguém, podem ser ruins, nefastas etc e tal.
O filme tem como base este pensamento:
"Lá porque uma mulher gosta das mesmas coisas estúpidas que eu, não faz dela a minha alma gémea."

Deixo duas citações que me parecem caber muito bem nas personagens principais e na história.

"Aquelas que me tocaram a alma não conseguiram despertar o meu corpo, e aquelas que tocaram no meu corpo não conseguiram atingir a minha alma." (PCoelho)

"Quando se treina o corpo e o espírito a não criar laços, é muito mais fácil de viver."(Anónimo)

(..28Jan'10)

Cinema (1)

Nas Nuvens - Up in the Air (2009) (8.5/10)

Realizado - Jason Reitman
Intérpretes - George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick
Género – Comédia, Drama
Duração – 109 Min.
País de Origem – EUA

Sinopse – Ryan habituou-se a um estilo de vida livre por entre aeroportos, hotéis e carros de aluguer. Consegue levar tudo o que necessita no seu pequeno trolley; é membro VIP de todos os programas de fidelização que existem; e está prestes a atingir o seu objectivo de vida: 10 milhões de milhas, como cliente regular – e porém… Ryan não tem na vida a que se possa agarrar. Quando se apaixona por uma companheira de viagem, o seu patrão, inspirado por uma ambiciosa jovem perita em eficiência, ameaça limitá-lo ao escritório, longe das constantes viagens. Deparando-se com a perspectiva, simultaneamente aterradora e excitante de ter de deixar de voar, Ryan começa a vislumbrar o verdadeiro significado de ter um lar, e..


Não me pareceu mal a novata em cinema, Anna Kendrick (Natalie Keener), com os seus 156 cm.. rsrss, que encaixa perfeitamente na personagem ao lado de Clooney (cada vez mais, vemos entrar em qualquer empresa vinda da escola com o seu ar petulante, uma figura igual). Sobre este, achei uma das suas melhor interpretações (gosto pouco de Clooney). Gostei muito dos três personagens principais.

Sobre o filme, bom.. É digno de mim.. É o meu género de filme. Não esperava este tipo de história tão actual, foi uma surpresa positiva. Os diálogos são estruturados, reais e concisos. Fez-me rir e sorrir bastas vezes. Caiu-me "no goto", com todo o seu esplendor e deleite da minha alma. Senti esta realidade que é contemporânea. É um filme à minha medida em todos os sentidos do humano que sou. É daqueles filmes que nos apontam o dedo.. Que nos mostram a verdade.. Está a acontecer - essa é que é essa.
No fundo, se olharmos atentamente os cenários e nos abstrairmos dos primeiros planos, chegamos à conclusão da questão principal e, está em marcha exactamente em todos os países (locais de trabalho), cada vez mais.. todos sabemos.. e cada um de nós à sua maneira, silencia.

1 - Ryan (Clone) obriga-se a contemplar a sua própria vida, desprendido de sentimentos na sua profissão e de responsabilidades na vida real, até que..
2 - A propósito deste mundo global actual carnívoro, negligente, desprendido de qualquer sentimento, obriguei-me a perguntar antes de salvar o planeta em que vivo:
Afinal o que estamos a fazer a nós próprios?
3 - Cito dois momentos do filme:
3.1 - "Estamos aqui para que tudo isto seja mais tolerável para estas pessoas de almas feridas, que vão cruzar o rio no ponto onde a esperança quase não é visível. No mínimo, darmos pelo menos uma bóia (colete salva-vidas) para que nadem até outro lugar melhor (solução)."
3.2 - "Quanto mais lentamente nos movemos, mais rápido morremos."

Simplesmente simples; actual, chocante e FANTÁSTICO!

O Lado Cego
(*) - The Blind Side (2009) (8/10)

Realização - John Lee Hancock

Intérpretes - Sandra Bullock, Tim McGraw, Quinton Aaron, Jae Head, Lily Collins.
Género - Drama / Desporto
Duração – 128 Min.
País de Origem – EUA

Sinopse – Baseado em fatos reais, conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), um jovem negro morador de rua, vindo de um lar destruído, que é ajudado por uma família branca que acredita no seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol da sua nova escola e da sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios que surgem pela frente, o que também mudará a vida de todos à sua volta.

Classificação humilde, com reprimenda à cor do cabelo da minha actriz querida, ai ai..

Sedução (*) - An Education (2009) (8/10)

Realização - Lone Scherfig

Intérpretes - Peter Sarsgaard, Carey Mulligan, Olivia Williams etc..
Género - Drama
Duração – 95 Min.
País de Origem – Reino Unido

Sinopse – Passado nos anos 60, conta a história de uma rapariga de 17 anos que muda completamente depois de conhece um homem mais velho na cidade. Gentil, elegante e rico, o homem conquista rapidamente a rapariga, mas coloca em risco o futuro dela na Universidade de Oxford.

Na grandeza de uma boa história, um filme belíssimo.

Amar... É Complicado
(*) - It's Complicated (2009) (6/10)

Realização - Nancy Meyers

Intérpretes - Meryl Streep, Alec Baldwin, Steve Martin.
Género - Comédia, Romance
Duração – 120 Min.
País de Origem – EUA

Sinopse – Jane é mãe de três filhos adultos, dona de um restaurante em Santa Barbara e tem - depois de uma década de separação - uma relação amigável com o ex-marido, o advogado Jake. Mas, quando Jane e Jake vão à formatura do filho, as coisas começam a ficar complicadas. O inimaginável acontece: começam um affair. O problema é que Jake acabou de se casar novamente e Jane, agora, se vê como a amante. No meio dessa confusão, chega Adam, arquiteto contratado por Jane, que também está se recuperando de um divórcio. Ele apaixona-se por Jane e logo percebe que faz parte de um triângulo amoroso.

Não sou de pipocas. Vi com duas tabletes de chocolate (grandes). Bons momentos de risos, mas não chega ao filme "Alguém tem que ceder" com Jack Nicholson e Diane Keaton, onde Nancy Meyers ficou conhecida pelo roteiro e direcção deste último.

(*) Não conheço ao momento a tradução oficial em Portugal.

2012
(2009) (7/10)

O filme vale pelos efeitos fabulosos, quiçá únicos que, pessoalmente, achei-os magníficos.. e faço nota dos efeitos e cenários grandiosos do final.. fantásticos, só por isso, valeu. Bom.. é neste tipo de filmes que todos merecíamos um grande ecrã(2), ajuda imenso a gostar do que se vê.
John Cusack, fica muito melhor em filmes romanceados, como o filme Serendipity/Feliz Acaso, que me fez muito feliz, naquele tempo.. Danny Glover (President Thomas Wilson).. perde-se no meio de tantas personagens vulgares.
De resto, foi uma enorme desilusão. Na verdade, esperava mais.. perspectivava um filme amadurecido, sério, diálogos e história estruturada e consistente. Ao minuto 15/20, senti que é um filme de aventuras - acção só nos efeitos. Arrasta-se aqui e ali vezes demais. Bom para se ver num domingo à tarde com a família com o "tal ecrã". (rsrss)
Com outros actores, quiçá, realizador.. seria certamente diferente para melhor (penso eu), até sonhei com o Ridley Scott, sei lá porquê!.

Elegia
- Elegy (2009) (8/10)

Realizado por Isabel Coixet

Com: Penélope Cruz, Ben Kingsley, Sonja Bennett, Patricia Clarkson
Género – Drama
Duração – 108 Min.
País de Origem – EUA

Sinopse – David Kepesh (Ben Kingsley) é um carismático professor universitário em Nova Iorque. A sua vida decorria normalmente até ao dia em que a deslumbrante Consuela Castillo (Pénelope Cruz), uma jovem cubana de 24 anos, entra na sua sala de aula. Depois de anos ostentando a sua independência e emancipação amorosa, David desenvolve uma terrível obsessão pela jovem estudante que tornará a sua vida num turbilhão de amor possessivo e ciúme incontrolável. Baseado na obra "O Animal Moribundo", de Philip Roth, uma análise ao amor e erotismo na terceira idade.

Mais uma fantástica interpretação de Ben Kingsley e porque não dizê-lo frontalmente, também de Penélope Cruz.
É sem dúvida nenhuma um filme fantástico. Muito intenso. Por várias razões, gostei muito. Já disse várias vezes que gosto de filmes sobre relacionamentos.. que sejam escorados seriamente.. sem lamechices. Filmes que me apontem o dedo frontalmente! Nu e cru! A não perder.
Duas notas..

1 - Levanta um pouco o véu sobre a "misteriosa" amizade entre homens que tantas mulheres falam. Não foi por acaso que em todo o filme me lembrei da falta que ainda hoje tenho, do meu melhor amigo que já partiu, por doença. Amizades entre homens, continua a ser um mistério.. ainda é infernal, indecifrável e indescritível.. quiçá, próprio da vida humana.

2 - Que razão leva um homem já na terceira idade a não aceitar um relacionamento sério com uma mulher muito nova e muito bonita, quando esta se entrega em toda a sua plenitude e com bastante amor?
Medo de quê?.. etc e tal..

"Pára de te atormentares por estares a envelhecer.
Absorve antes o amadurecer."

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Estado de Guerra - The Hurt Locker (2008) (6/10)
A Estrada - The Road (2009) (5/10)

Relatório de filmes que vi e que de alguma maneira merecem o registo das minha emoções.. etc e tal..

(.. 28 Jan'10)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Avatar (Making-Of)

A 20th Century Fox divulgou recentemente este fantástico Making-Of de Avatar que acompanha as gravações da produção.




Avatar (2009) (7/10)(*)

Realizado por James Cameron
Com Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang
Género – Aventura
Duração – 147 Min
Pais de Origem – EUA

Sinopse – Apesar de confinado a uma cadeira de rodas, Jake Sully (Sam Worthington), um ex-marine, continua a ser um combatente. Assim, é recrutado para uma missão a Pandora, um corpo celeste que orbita um enorme planeta gasoso, para explorar um mineral alternativo chamado Unobtainium, usado na Terra como recurso energético. Porém, devido ao facto de a atmosfera de Pandora ser altamente tóxica para os humanos, é usado um programa de avatares híbridos, que possibilita a transferência da mente de qualquer humano para um corpo nativo. Como as relações entre as duas raças tem estado em crise, Jake, já no seu corpo avatar, é também incumbido de tentar infiltrar-se naquela sociedade e encontrar uma forma de a dominar. Mas após ter sido salvo por Neytiri (Zoe Saldana), uma bela nativa, e perceber que afinal as ordens da Terra não vão ao encontro daquilo em que sempre acreditou, Jake questiona as razões. Ao ver-se dividido entre os pacíficos Na'vi e as forças que estão empenhadas em destruí-los, Jake toma a posição em que acredita.


1 - Lá fui eu ao cinema ver Avatar com mais dois amiga/o (adultos), no final as opiniões foram divergentes. Fantástico, mais ou menos e a minha opinião, vê-se bem e só uma vez.

Dei o dinheiro por bem empregue – não entreguei os óculos que me custaram 2 euros. Avatar tende a ser “poderoso”, deslumbrante, e no visualmente revolucionário. O argumento é previsível. Lembrei-me de muitos filmes em semelhanças: Dança Com Lobos, Distrito 9 etc e tal.. No final estava a ver infelizmente os Transformers que, não me diz nada.

Do ponto de vista visual/imagem é quase fantástico (mais consistente Avatar), mas na minha terra, tinha deixado os calções, vi no cinema experiências em 3D diferente para “melhor”, “Por favor, não me mordam o pescoço” – Terror. A idade e a primeira vez.. tem destas coisas; a curiosidade, deslumbramento, espectacularidade etc e tal.

Os primeiros 30/45 minutos arrastam-se para justificar a base da história (excesso de teoria). Foi desconcertante agarrar a história com tanta cor e tecnologia a encher “os’zólhos”. Difícil é no momento discernir que: para que os humanos sobrevivam, precisam de recorrer a um mineral muito específico chamado “Unobtainium”. Este material existe apenas na lua de Pandora e os humanos tentam tomá-lo à força abusando dos indígenas que o habitam, os Na’Vi. O deslumbramento tecnológico das imagens e cor, ajudaram-me a superar a necessidade constante de querer avançar avançar.
Acredito que para muitos que nunca viram algumas das variantes 3D, seja um filme excelente, na verdade e para mim tudo aponta, vai assumir-se como um novo paradigma em termos tecnológicos no universo do cinema de entretenimento.

O cinema como arte é complexo, distorcido, imprevisível ou improvável. A arte às vezes é só beleza, profundidade e/ou reflexão, sendo possível um, alguns ou todos. Amei o design dos Na’Vi.

Para os aficionados de ficção - cientifica acredito, será fantástico quando este fizer parte da sua colecção.

2 - O som tive azar. Na última fila a percepção foi banal. Quase não entendi o anúncio sonoro da Vodafone.

3 - Ver os Making Off é quase uma obrigação, um trabalho notável e extraordinário para ser apreciado.

(*) A minha classificação.

(..27 Jan'10)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Safo.

Estudo diz que Ponto G é apenas fruto da imaginação.

Cientistas entendem que a razão para as mulheres imaginarem que têm esta zona erógena pode estar nas revistas e nos terapeutas.


Podem adiar as buscas. Afinal a dificuldade em encontrar o mítico Ponto G pode ter uma razão: ele não estar lá. Esta foi a conclusão a que chegou um grupo de cientistas britânicos, do King's College London, depois de ter feito testes num grupo de mulheres, afirmando que esta zona erógena pode não passar de um mito provocado pela imaginação.

"É irresponsável admitir a existência de algo que nunca foi provado e, desta forma, colocar homens e mulheres sobre essa pressão", afirma Andrea Burri, que acha que esta pode ser uma boa notícia para as mulheres.

O estudo publicado no Journal of Sexual Medicine - o maior de sempre, envolvendo 1800 mulheres - diz que a razão para as mulheres imaginarem que têm um Ponto G pode estar nas revistas que lêem e nos terapeutas sexuais que consultam, que lhes incutem a ideia de que esta zona erógena existe.

As mulheres do estudo eram todas pares de gémeas, fossem idênticas ou não idênticas. Foi-lhes perguntado se tinham ou não um Ponto G. Se este existisse, seria normal que ambas as gémeas idênticas dissessem que tinham um, pois têm os mesmos genes. Mas este padrão não se revelou e as gémeas idênticas não tinham mais tendência para partilhar esta zona erógena do que as gémeas não idênticas, que partilham apenas metade dos genes da irmã.

Tim Spector, co-autor do estudo, diz que as mulheres "podem argumentar que têm um ponto G devido a dietas ou exercício mas, de facto, é virtualmente impossível descobrir marcas reais". "Este é o maior estudo do género feito e mostra que a ideia de ter um Ponto G é subjectiva", acrescenta.

A colega Andrea Burri mostra-se preocupada com as mulheres que, por acharem que não têm esta zona erógena, se possam sentir menos capazes. Algo desnecessário na opinião desta cientista.

Mas já há quem discorde desta descoberta. A sexóloga Beverly Whipple, que ajudou a popularizar a ideia do Ponto G, disse que este estudo é "defeituoso". Para a especialista, os investigadores não distinguiram as experiências de lésbicas ou mulheres bissexuais, além de não considerarem os efeitos de se ter diferentes parceiros sexuais com diferentes técnicas "de fazer o amor". Petra Boynton, uma psicóloga da University College London diz que "não há problema em procurar o Ponto G", da mesma forma que não há problema caso não o encontre. "Não deveria ser o centro das atenções. Todos somos diferentes", acrescenta.

O Ponto de Gräfenberg, também conhecido por Ponto G, recebeu o nome em honra do ginecologista alemão Ernst Gräfenberg que o descreveu há 50 anos. O médico localizou-o na parede frontal da vagina, entre dois a cinco centímetros de profundidade.

Recentemente, investigadores italianos afirmaram que conseguiam localizar esta zona erógena recorrendo a ultra-sons. Com um aparelho tentavam descobrir uma área com mais tecido, após as mulheres dizerem que tinham orgasmos. Mas avisam: podem haver outras razões para esta diferença.


DN, 05 Janeiro 2010

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1461836

(.. 11Jan'10)