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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Luz

A Boa Luz invade os homens que conseguem ver dentro das suas coisas, coisas claras. Também invade os que conseguem ver dentro das coisas de quem se gosta.
As coisas não corriam bem. Há algum tempo que não corriam bem e naquele dia, parecia que estava tudo parado, até a vida, não queria saber de nada sobre essas coisas que via, nada corria bem. As coisas já não eram novas é um facto. Aconteciam algumas vezes e não sabia o que fazer, nem tão pouco encontrar um sentido que ligasse ao tempo que gostei. Reconhecer talvez bastasse, mas não mais do que isso. Senti um enorme vazio. O abismo.
Nem depressa, nem muito devagar outros dias passaram. O silêncio também. Quando vi que do outro lado alguém fazia as coisas acontecerem sem grande coragem. Mais uma vez a coragem tinha de nascer em mim, e sei, já estou cansado faz muito tempo.
Parece que consigo fazer nascer as forças que perdia faz tempo, parece, é verdade, sou capaz, pelo menos a mim apetece-me fazer essa força. Ninguém a faz, por mim e é o que parece. É que também preciso de sentir os bons efeitos de se gostar.
Será mentira? Talvez. Talvez fosse a mentira que tivesse conduzido a minha vida, desde outros tempos. Ninguém nasce mentiroso, aprende-se a mentir. Mente-se muito e eu nunca percebi porquê. Mentir talvez seja um exercício da inteligência e muitos, até se gabam de sentir esse orgulho de saber mentir, seja um prazer, talvez de momento seja uma vitória, mas dessas, nunca encorajei ninguém, nem sinto qualquer ganho.
Às vezes não dizemos a verdade. Nem meias verdades. Nem dizemos nada com medo de não saber como o outro reage. Mas não dizer nada é mentir muito mais. Mentir sem deslizes não é para todos, só para os que são livres de sentires. Há pessoas que preferem a angústia cada vez maior a crescer-lhes dentro do peito e a obrigar a procurar alívio em químicos porque nada pode transparecer dos seus corpos, nos olhos, abraços, beijos, não vá alguma carícia denunciar.
Quando a noite aparece, convenhamos, não é bom procurar químicos, a não ser o corpo do outro, é que aí tudo passa, até as angústias se alguma vez as ouve com choros baixos de alma. Chorar alto, não é bom para ninguém. E gritar, não é chorar. Não se devia viver com químicos. Tão pouco se consegue viver uma vida razoável se os dias não são sentidos ou previstos de sobriedade.
A água corre. Alguns copos levam água pelo alvorecer há boca, com químicos, para mais um dia de vida. Em mim “ainda” não, porque quando não sinto morro, e é sempre melhor doer do que não sentir nada.
Leva a tua vida e a minha vida e aperta-me ao ponto de respirarmos a um só sopro. Queria falar de ti por mim, mas nunca queres as minhas palavras junto dos teus ouvidos. Então leva-me assim como sou, que não sei ser outro, mesmo por ti.
Espera! Estou a chegar.
Ouve-me desta vez.. É que não precisa de ser para sempre, mas precisa de ser até o fim!

A luz agora é boa, toma-me, sinto-me bem
.

(..31Out'08)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Revelação.

Todas as decisões que tomei na minha vida foram erradas. Numa altura incerta da vida, “todos nós”, fazemos esta afirmação. Para mim, hoje, é a minha vez, e isto é verdade. Fui sempre cauteloso com as opções que fiz, mas pergunto; afinal que ganhei em troca?
As nossas decisões em princípio têm como objectivo fazer-nos sentir bem. Olharmos para trás e dizermos que tomámos as decisões certas e sermos felizes com as mesmas. O tempo urge, e olho em redor, e olho no fundo das coisas. Capricho. Acaso.
Afinal não temos de escolher nada. Por melhor que sejamos, ou que corramos até ao nosso limite, vem sempre alguém num momento, e zumba, corta-nos algo que tínhamos como garantido, ou quase garantido. Por muitas decisões que tomemos e achemos que estão certas, caímos sempre no nosso verdadeiro caminho. Não escolhemos nada, só vamos adiando o que verdadeiramente nos pertence. Destino.
Já escrevi várias vezes que consigo fazer as pessoas estarem bem, mas ninguém quer saber das coisas que sinto, ou como me sinto. Não decido mais nada! Erro em consciência muito mais do que pensava. Facto. Cansado.
Admito erros em algumas coisas. No passado. No presente.
Dói-me, esperarem as minhas decisões e, depois encontrarem o culpado em mim de erros incomuns. Tenho por hábito decidir a favor dos que me são próximos, esquecendo na maior parte das vezes as minhas coisas, é o que sinto. Tenho estado em coma. Paixão. Decidir.
Deixaram adormecer a minha paixão. Esqueceram-se? Sinto-me roubado da paixão? Onde estão as coisas que gosto? Deve ser por isso que tenho vivido acorrentado em vidas que só precisam de mim num momento qualquer. Sinto-me usado - o que é pena. Esquecem como sou, sempre presente, evitando sempre a minha condição que também carece de coisas. Talvez!
Talvez seja melhor dizer SIM ao acaso! SIM ao caos.
O que é afinal o certo?
O que é o amor?
A coisa mais importante, que me ocorre sobre o amor, é que escolhemos dá-lo e escolhemos recebê-lo - essa é que é essa, fazendo dele o acto menos aleatório de todo o universo. Superioriza-se ao sangue! Excede a traição!.. E todas as imundícies que fazem de nós os humanos que somos. Quando TODOS conseguirmos perceber isso, os abutres no mundo não se safam.

Decidi não decidir. Em mim é moralmente detestável.
É a tua vez!
Decide tu!


(Revelação)

D (*): “Ama-la?
Eu: Sim, claro que sim. Tu sabes!
D: Então estás a questionar-te; porque não é puro e constante?! O porquê de todos estes altos e baixos?! Convicção, a seguir as dúvidas?! E, como é que uma coisa que parece tão certa num momento pode causar tanta indisposição no dia seguinte?!..
Eu: Sim, às..
D: A vida devia ser simples e boa, mas todos vocês fazem uma grande confusão. São injustos uns com os outros. Afinal, tudo o que tem de fazer é simplesmente simples; escolher amar da melhor maneira que saibam.
Eu: Às vezes..
D: Vou dizer-te o seguinte.
Eu: Às vezes tenho a sensação que não gosta de mim! Não me ouve os gritos!..
D: Gosto! Mas não achas um exagero, amar e sofrer? Se a amas assim tanto, significa que ela tem uma grande capacidade para te magoar e tu nunca fizeste absolutamente nada para me provar que um dia não partirás com medo de seres magoado.
Eu: ..


(..30Out’08) (2)


(*) Deus.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Os pinguins casam-se para toda a vida.

"Apenas aquilo que o outro é, nos permite perceber totalmente quem somos."
(Yogananda)

Prevejo e temo por muito tempo, o continuar de dias maus desde que partiste. Quiçá, até se esfumar "o muito que gosto de ti", num outro qualquer porto de abrigo e NOS faça “esquecer” as coisas que gostamos muito, nem que seja por um breve instante de vida – não desejava, mas é um facto. Os erros pagam-se sempre caro, para mais os erros de vida – os enganos.
È irritante ter razão, sei, mas também penso que quase sempre a tenho, é um defeito abstracto que me pertence mesmo quando fazia por dizer um disparate para não te aborreceres com a minha “quase total” razão.
Eras muito exigente, e mais ainda por sentires que o mundo só gira à tua volta e do teu umbigo também, mas quando prestava atenção ao teu dentro, és absolutamente linda – única, afável, caprichosa, carinhosa, meiga, afectuosa e que fez quase tudo para me entregar a alma.
Apesar de ter dito coisas cruéis calado e de fazer com que te afastasses de mim, e tu aceitaste ir, tornaste-te a voz dentro da minha cabeça e não a consigo tirar. Não a quero tirar, porque dei a minha palavra desde o início, se é que a minha palavra valeu ou vale alguma coisa, quando te disse que, te queria muito, e tu desde o início estavas sempre noutro lugar, menos em mim, até hoje.
Sei que por vezes sou severo e exigente, principalmente agora que estou a educar uma nova vida, a minha, mas tentei e tento mudar porque acredito que as pessoas podem mudar. Podia mudar e não ser tão exigente e tentar encontrar um meio-termo, só que ainda não o consegui. Na verdade, iniciei uma nova vida, coisa que é mais difícil – e está a ser, a tua, sempre foi a continuação do que eras e do que queres para ti, e eu, só fui um intruso. Desculpa.
Nós os dois sabemos que não sabemos nada, excepto uma coisa; que não estamos a seguir o melhor caminho. Não interessa para nada quais e que razões, já passou tempo suficiente e às vezes até conseguíamos falar das coisas que nos preocupavam. Vês! Somos mentirosos, inconstantes e sexualmente frustrados, que pensam que um ajuste pode resolver tudo. Mostrei-te como em algumas coisas eu consegui ser diferente – desisti do toque, só não sei se para ti foi suficiente e isso nunca vou saber.

"Se ficares muito tempo a jogar, um dia as cartas vão-se virar.”

Os livros dizem que nunca se deve encarar uma fantasia, talvez. Há coisas que são completamente impossíveis de entender e as melhores coisas da vida são totalmente indecifráveis. Cá para mim que penso muito – é o meu mal, repara, quando nos comprometemos com algo, não importa o quão estranho isso possa parecer aos outros, é como se devêssemos a experiência a nós mesmo. Compromisso é coisa matura e nós não nos preparámos, ou não quisemos saber disso.
Gostei muito de ti porque gostavas da minha maneira de ser. Simplesmente permitias que eu fosse quem era e já no final do tempo, nada era igualável, apesar de reconhecer que no início mudei coisas que cortei de vez em mim - por ti.
Em minha opinião, e tenho muitas, é muito mais fácil amar alguém, do que simplesmente gostar da pessoa. É que quando olho para um lugar, as pessoas parecem estar, apaixonadas, ou a falar sobre isso, ou a clamar por isso. Mas para mim, acho que estão sempre a acabar, e não existe razão para desperdiçar a vida, vivendo com a cabeça noutro lugar ou nas nuvens.
Temos opiniões diferentes, e isso também não quer dizer que não gostemos um do outro. O importante é que as pessoas tenham os seus próprios pontos de vista, baseados em compreensão dos factos. Mas também é importante não confiar nos factos, porque a maior parte deles são mentiras. Basicamente, tudo se resume a ter coragem. Tens de ter a mente aberta para te permitires aceitar uma verdade diferente das tuas opiniões, senão, nunca vais conseguir ver realmente a verdade. Sabes, é tão típico. Tenho sido vítima deste tipo de coisas todos os dias e sabes porquê? Porque sou um tipo honesto e pago com a vida por isso.
Tu sempre foste o meu tipo de mulher perfeita, disse-te muitas vezes. Sabes porque me apaixonei por ti? Quero dizer, por ti de verdade?
Parecias tão forte,
.. Uma lutadora, das coisas que queres muito.
Ultimamente não tenho gostado de mim e isso foi uma das razões que cessei, por isso é só por isso, posso precisar de um empurrão.

Sabias que os pinguins se casam para toda a vida?
Às vezes o marido e a esposa pinguim separam-se por causa dos seus padrões de migração. Às vezes ficam separados por anos, mas quase sempre se encontram. Quando se encontram depois de tanto tempo, atiram a cabeça para trás, batem as nadadeiras e cantam o mais alto possível.
É o amor.

(..27Out’08)

sábado, 25 de outubro de 2008

Repetir nem sempre é bom.

E custa muito começar tudo do princípio sem sermos culpados de nada. Tu não és. Desejo muito que sejas feliz por mim.

Hoje foi um dia mau. Do principio do amanhecer até ao escurecer.


Nós nem sequer fomos amigos. Nós sempre insistimos em permanecer absolutamente desconhecidos um do outro, tu mais do que eu, e sempre falámos como os desconhecidos. Sentíamos coisas, isso sim, mas não tínhamos sentimentos profundos e vontade de vencer as coisas do outro – no princípio, eu não era assim, até me calares os sentimentos, até as palavras sentidas que tenho por ti. No final do tempo, tu olhavas para as outras coisas que não as coisas que eu olhava. A partilha deixou-nos fora de controlo. E dizia eu que sem partilha não conseguia viver. Sem partilha, vivemos sozinhos. Falamos sozinhos. Comemos sozinhos. Fazemos coisas aviltantes sozinhos e tudo o resto é outra vida. A partilha pois. O mais natural é saber e depois esquecer, isso sim é que é natural. Mas eu nunca consigo esquecer as coisas que me afligem. Não me distraio. Dizem que este é o meu pior defeito, reparaste nisso? Acho que nunca souberam quem eram, mas sabiam de mim.
Os meus olhos são iguais aos teus, pelo menos pensava eu no princípio. Até as mãos. E o sexo? O sexo é muito importante mas não suficientemente diferente. Soube depois. Valia a pena repetir tudo desde o princípio para me segurares e eu não ter tantas dores. Estou a ter cuidado com as palavras, às vezes colam-se umas atrás das outras só porque lhes apetece e não quer dizer absolutamente nada. Às vezes põem-se na frente mas não me sinto em nada responsável.
Tu foste embora, eu fiquei porque necessito muito de ti. Mas o que penso não importa mais, como as palavras que te oferecia e tu dizias para não parar o filme. Só queria um minuto para te olhar dentro, a razão da conversa merecia isso. Só queria olhar-te. Ter a tua atenção.
Preciso de ficar porque preciso de ter a minha vida dentro de ti. Quando se gosta muito, nada alivia. Pode-se chorar muito, mas é o fim, e o fim liberta as dores verdadeiras.
Agora já sei porque não consigo escrever. Agora sei. É que num tempo atrás até percebi, mas não aceitei. Agora tenho a certeza. Não me serve de nada mas tenho a certeza. Volto sempre ao princípio. Só que não é o mesmo. Escrever é uma dor tamanha que só eu acredito. Resisto ferozmente à ansiedade que tenho dentro de mim. Tudo vale a pena, até tudo o que não valeu a pena, que foi só um longo e inútil desperdício. Foi sempre assim desde o princípio, como já disse mas repito, qualquer que tenha sido o princípio, e houve muitos, se bem que já há muito que não haja nenhum, pelo contrário, mais fins, mais fracassos, pequenas mortes.
Detesto morrer. Isso foi o que senti há muito tempo e foi há bocadinho e volta a ser agora e pode vir a ser outra vez, muitas vezes, todas as vezes, porque eu morro se voltar ao princípio, é sina, é a vida miserável que me faz ser assim. São os meus medos. Arrisco a vida toda com tudo o que isso implica, ou que seja impreciso ou de estúpido e depois, volto ao princípio. Podia escrever outra coisa. O que pensei não escrevi como devia, mas isso é o meu costume e tu já tiveste tempo para me saberes adivinhar.
Quando me deixaste não fiquei sentado em nenhum jardim a olhar os pássaros. Nem viste quando me deitei na noite e chorei pelo que mais desejava. Quando me levantei, foi para te procurar e pedir para não ires, mas os pés tocaram um chão diferente, de pedra, e gelou-me o coração.
É insuportável para ti quando tenho “quase” sempre razão - o meu saber é parvo, não sabia calar. Mesmo quando fazia silêncio não suportavas. Repreendias-me sempre a alma, falasse ou calasse. No fundo, nós só gostávamos um pouco um do outro - gostamos mais de nós próprios, por isso nos perdemos e temos medo do dia seguinte.
Os teus cabelos a roçarem-me a face, esfumam-se. Venceste. Perdi.

(..25Out’08)

O DECLÍNIO DO QUASE TUDO.

Sou muito persistente em quase tudo e quando não o sou, é porque quero cegar as coisas que sinto e que aprendi a muito custo com erros do passado, até do próprio nascer - essa é que é essa. Evaporou-se quem mais gostava, e isto é uma verdade indissolúvel. Às vezes, e mendigo tão pouco, só preciso de uma mão segura que me conforte. Dizem que se observa o carácter de alguém pela forma como se desculpa, mas não havendo nada a registar logo, não existe desculpa para oferecer. Simplesmente formas de estar e de pensar que não são análogas. O meu gostar é escrito pela última vez; verdadeiro, sublime e muito gratificante.
Cresci e respirei gostando muito.
Na vida a dois a verdade permanece sempre não esclarecida. Por mais que tentemos aceitar, mesmo querendo muito, nem sempre é esclarecedora, talvez por ser inexprimível. Normalmente aceitamos melhor a mentira e com ela vamos vivendo. Dizemos que é a nossa “intuição” que nos move, separando-a vulgarmente da nossa consciência. Algumas coisas que dizemos são verdade, acredites ou não. Hoje tenho fome desde ontem.
Decidimos fazer, fazemos.
O erro não mata porque amanhã é um novo dia.
A verdade corrói.

(..25Out’08)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Com muito amor e esperança.

Com muito amor.

Às vezes, não importa como planejo as minhas músicas. Não há uma música certa para o que vai acontecer comigo, tão pouco para as minhas decisões. Assim, a história verdadeira: "Conhecemo-nos, apaixonamo-nos e decidimos usar todo o amor para, adquirir uma casa, formar uma família, sermos uno, é a minha verdade."
Apaixonei-me por ti porque eras forte, esperta, bonita e divertida e abri mão da minha liberdade - se alguma vez a tive.
Disse-te tantas vezes: És a minha alegria de viver. Quero casar contigo, porque és a primeira pessoa que quero ver ao acordar pela manhã e a única que quero dar um beijo de boa noite.
Na primeira vez que te vi, não imaginava a minha vida sem te abraçar. Casar, disse-te de boca muito aberta, principalmente porque, quando se ama alguém como eu te amo, casar é a única coisa a fazer.

"Nunca é tarde demais para fazermos o que podíamos ter feito."

Sou um indivíduo carente de quase tudo. Sou emotivo. Apenas peco por ultimamente quero viver a vida de forma mais racional, mas será que o mundo perdoará a minha pieguice porque tenho o coração perdido por ti?
Onde anda a fogosidade que existia em mim, desapareceu? Porque?
Achei que seria diferente desta vez, mas tu nem consegues definir a palavra "estar". Se significa "não há nada" é uma afirmação verdadeira – entendo-me. Mas que aconteceria se te desse uma palavra mais difícil como "verdade"?
A questão é, gosto de ti. Sempre gostei. "Gostar." É patético. É tão insignificante. "Amar" por outro lado... que fazias com uma palavra assim – entendo-te. Gosto de ti. Mereço um curso ou grupo de "reabilitação de vida".

Perguntas-me.
- Não posso sentir saudades?
Respondo:- Sabes que não vai dar certo. Até podia dar, mas sabes tão bem, não tenho tempo para o sofrimento.

Sabes? Tive uma visão de toda a nossa vida, aquela que nunca aconteceu e pergunto-me sem resposta: O que nos aconteceu?
Tenho medo dos meus sonhos que escurecem. Tenho medo de ti. Depois de ir ao fundo fico perdido. Ainda me sinto perdido a respeito de relacionamentos. É que levo a vida demasiado a sério e sei, nunca sabemos como as coisas vão sair, mas sou assim e não sei ser de outro modo. Quando fui menino brinquei muito com carinhos etc e tal, hoje, permite-me, não brinco com a vida de ninguém.
Às vezes temos de tomar a decisão de sermos felizes. Apenas decidir. Outras vezes, os audazes, reconhecerem que pelo menos um dos dois pode ser feliz para sempre num outro lugar. As coisas nunca são como esperamos, é pena - nunca são para ninguém, não há certezas, e no inicio nunca sabemos qual a medida para medir a nossa força de carácter. A única coisa que separa uma pessoa de outra é que no final, alguns ficam zangados, outros aceitam o que acontece.

É estranho, sabes? Tudo parecia que ia dar certo.
O tempo esgota-se e eu estou cheio de dores como se estivesse ferido sem ter o prazer de uma cicatriz.

Gostaria muito que fosses feliz por mim.

(..24Out’08)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

MOBBING

O mesmo do mesmo (emprego).

Não tenho qualquer dúvida hoje que, fui assediado moralmente no meu local de trabalho. Ainda hoje quando acordo, vejo os olhos de ex-companheiros de trabalho que me olhavam parecendo que tinha qualquer doença. Sentia em cada um deles, o medo que o mobbing lhes tocasse. Nunca mais andariam perto de mim, publicamente, pelo menos se a pessoa que me criava o assédio estivesse por perto.
Nunca vivi o terror que muitos contam. Fui sempre de um carácter irrepreensível e bastante forte. Não esqueço que no último ano ainda em actividade, criei uma defesa importante: O SILÊNCIO.
Muitos ofereceram-me como conselho supremo (deles): “baixa as calças”, “engole sapos”, entre outras. Lembro-me também de aceitar trabalhos tão baixos que não tinha nada a ver com as minhas qualificações técnicas, etc e tal..
Tinha chefia directa. Os trabalhos começaram a ser-me entregues por pessoas menos qualificadas. Deixei de ter qualquer comunicação, tão pouco "feeback" sobre os trabalhos realizados. Para piorar a chefia foi reajustada na minha área, sem ter qualquer qualificação para o cargo e para melhorar mais, achava que sabia da poda. O desgaste foi inverso, sei, o meu foi a extinção do lugar.

Em Novembro de 2007, o médico do trabalho António Sousa Uva relatou, na conferência “Assédio Moral no Local de Trabalho: Emergência de uma Nova Realidade”, na Universidade Técnica de Lisboa, que “os trabalhadores sujeitos a assédio moral têm cerca de quatro vezes mais queixas de alterações de sono, de irritabilidade e de ansiedade, em relação aos não expostos a essa violência.” Para este médico, “a dimensão do problema é cerca de cinco vezes superior à discriminação em relação à religião, origem étnica ou opção sexual, ainda que a sua visibilidade pública seja bem menor” – aludindo ao II Estudo Europeu Sobre as Condições de Trabalho (2007).
O assédio no trabalho é encarado, segundo muitos entendidos, como um sintoma de disfuncionalidade organizacional. Há características que associam esta prática ao local de trabalho: “ conflito de papeis, quem faz o quê, escasso controle sobre o trabalho desempenhado, cargas de trabalho excessivas, elevados níveis de stress e competitividade, reestruturações, estilos de liderança autocrática, comportamentos políticos, conflitos não resolvidos, insatisfação com o clima psicossocial de trabalho e ausência de processos que facilitem a comunicação entre os indivíduos e a resolução positiva dos problemas correntes de trabalho”.
Apesar de não ser crime, o “mobbing encontra-se concretizado nos artigos 18º, 23º e 24º do Código de Trabalho, e nos artigos 31º a 34º da Lei nº 35/2004, de 29 de Julho”.

Fui claramente alvo de assédio moral no trabalho. Outros foram. No entanto, depois de cinco meses a olhar para as paredes, completamente parado, em que o corpo estava no chão, o espirito aliviado pelos melhores sentires, a psicossomatica não mostrava sinais de estrebuchar,
consegui uma vitória importante na minha vida: não engoli sapos e nunca baixei as calças a nenhum superior. Saí é verdade, mas saí com o meu carácter e personalidade que sempre nasceu em mim. Só o tempo mostrará quem perdeu. De momento fui eu, mas já sou um bom perdedor faz muito tempo.
Hoje quando acordei, lembrei-me destas merdas e apeteceu-me escrever sobre as mesmas merdas.
Experimenta escrever a palavra "mobbing" no google. Fiquei muito surpreendido, mas grato. Infelizmente tarde, mas para ti e teus, acorda.
Voltarei ao assunto porque faz parte de mim.

(..20Out’08) (2)

O QUE É O MOBBING?

Normalmente, o 'mobbing' é motivado por sentimentos de inveja ou por uma qualquer forma de frustração básica e insegurança por parte de quem o pratica.

Em inglês, “to mob” significa “agredir”. Na prática, podemos traduzir isso com duas palavras: vergonhosa intimidação. Uma verdadeira praga social, comparável – pela gravidade e vastidão – ao fenômeno da usura. É um verdadeiro fenômeno de delinqüência massiva, com três componentes: a vítima (o “mobizado”), o carnífice(s) (Mobbers) e os cúmplices (os colegas, a representação sindical...)

O 'mobbing' pode ser definido como um qualquer comportamento abusivo, traduzido em palavras, actos - ou sob qualquer outra forma de comunicação individual - que poderão afectar negativamente a dignidade física / mental ou a integridade de uma pessoa, a realização de actividades no contexto de uma função ou um determinado ambiente de trabalho.
Na esfera profissional, o assédio moral está normalmente limitado à destruição psicológica da vítima, de forma progressiva, embora possa ser associado a abusos de natureza humilhativa, física ou corporal, para além de eventuais abusos de carácter estrutural, como sejam a rejeição, as ameaças ou os roubos.

Perfil da vítima: inteligente um pouco mais do que a média, altruísta, ingênuo, insatisfeito, honesto, com uma certa consideração dos valores, apegado ao trabalho e à empresa. Não tolera injustiças com ninguém.

Perfil do mobber: malvado, muitas vezes com referência à meritocracia, de nível medíocre, não cria nada, useiro, mente, engana com facilidade os do seu grupo, certamente com problemas na própria família...
Muitos dos comportamentos dos mobbers caracterizam fielmente aqueles mafiosos: motivações de fundo (na maioria das vezes, o dinheiro), mania de grandeza, vontade criminal, cumplicidade em eliminar alguém, o agir escondido... obedece árduamente...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Acordar.

Qualquer movimento que faço no acordar pode abrir uma ferida. O melhor é acordar sempre muito devagar. Aproveitar os minutos que faltam para sentir o calor da cama. É que tenho em todos os acordares, muitas saudades do tempo que passou no início da minha grande paixão. Por isso, o melhor é acordar devagar. Não me mexo muito, não vá o calor que existe fugir depressa e não consiga reacender para que o dia seja além de real, aconchegante, reconfortador e merecedor. Seja qual for a dor do início do dia, sei que no outro dia, passará.
Posso a acordar de qualquer maneira, tanto faz, o final é sempre para o mesmo, acção para mexer qualquer parte do corpo e levantar-me. Nada mexe e eu não quero fazer nada para mexer. Não quero perder nada do que tenho.
No fundo, acordo sempre da mesma maneira de qualquer homem comum. Só não acho é justo, acordar da mesma forma dos outros. Mereço um acordar diferente, como quando acordava com a paixão a envolver-me e sentia o coração a despedir-se e a razão dissipava-se – queremos sempre assim.
Se houvesse um sentido lógico para me mexer, acordava como sempre fiz, sem a preocupação de inalar o aroma que hoje faz o meu sonho ser, esperança.
Antes de ser o homem que hoje sou, acordava de qualquer maneira. Não tinha aroma para tomar. Nem calor afectuoso que me pregassem na cama. Mexia-me muito depressa. Queria ir ao encontro do desconhecido mesmo que nesse dia não vislumbrasse nada de igual ao que sonhava. A esperança fervilhava no meu sangue, ainda. Foi à demasiado tempo que até parece que sonhei. Não gostava da vida que tinha, é um facto, só mesmo do trabalho, e esse, ainda sufoca, mas entretêm-se cada vez mais a esfumar-se nos dias, ainda bem, ainda bem para mim.
O tempo pára e depois arranca para voltar tudo ao mesmo – é o que sinto. Às vezes ao acordar, afundo-me na cama, nunca sei o que procuro, mas procuro. É dramático no início do dia saber que acordo com o aroma de quem tanto gosto e não conseguir domá-lo nas minhas mãos para que fique sempre comigo. Desejava que fosse um álibi para que as minhas desculpas e ou as minhas razões não fossem tomadas em conta. Queria tanto nunca ter "razão", é a deformação a envolver-me. É uma luta contra o sonho. Estou a crescer e não queria.
Ainda acordo muito devagar. Sou sempre vagaroso em tudo o que faço. O que é uma chatice quase sempre, pelo menos é o que os meus caminhos repisados mo proferem e eu não consigo deformar este aspecto - essa é que é essa.
O dia não pára e ainda não me apetece mexer. Principalmente hoje que me deleito no aroma que inspiro. Porquê hoje? Não sei, mas quero ter muitos amanheceres iguais. No entanto fecho-me em mim, com a certeza de que isto, como o resto, passa. É que a partir dos cinquenta, alguém me disse, já nada é natural, nem a dor nem o prazer. Não desejo assim.
Hoje prometo não tomar banho de manhã. É sempre o que faço. Levo-o sempre comigo no corpo e aguento-o tempo suficiente em mim, depois, noutro lugar, despego-me das coisas que me sufocam e deixo que outra água o leve e as leve, para um lugar estranho e mais distante ainda. É assim que faço quase todos os dias ao acordar com o aroma que acorda em mim.
Isto deve ser dor. Cansaço. Deformação. Agora enervo-me com razão. Deve ser irreversível este meu acordar. Vejo os dias tão previsíveis e isso é coisa que abomino e pensar na quantidade de água que me limpa a alma, traz-me agonia - é o que sinto. Podia sorve-la, ficaria limpa dentro de mim. Tenho de arribar, pular da cama. Desejar que o dia seja igual ao que almejo por completo. Acordar feliz como quando era um menino de paixão, num horizonte de razões comuns e algumas cumplicidades partilhadas em abraços desejados. Eu, que sou de fazer e viver as coisas vagarosamente e bem, abomino quando me sussurram: É demasiado tempo.

(..15Out’08) (3)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Talvez, não é nada.

Não é desculpa. Não é uma razão. Não é condescender. Não devia existir. Que seja um acto de contrição.

Talvez esteja a envelhecer rápido demais, mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena mesmo que, alguns dias me pareçam imerecidos.
Talvez tenha de sofrer mais inúmeras desilusões no decorrer do resto da minha breve vida, mas até lá, farei com que percam cada vez mais importância, diante de gestos de amor que vou encontrando, aqui, ali, acolá.
Talvez as forças se percam dia após dia e já nem consiga realizar todos os meus sonhos, talvez, mas nunca irei considerar-me um derrotado.
Talvez tenha sido enganado inúmeras vezes, mas não deixarei de acreditar que em algum lugar, alguém merece a minha confiança.
Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros, mas não desisto de continuar a trilhar o caminho do meu coração.
Talvez só agora eu saiba que perco amizades, mas irei aprender que as boas, as que não desistiram de mim, nunca estarão perdidas.
Talvez algumas pessoas desejem o meu mal, talvez, mas continuarei a plantar boas sementes por onde passar.
Talvez nunca consiga vislumbrar um arco-íris, talvez, mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro de mim.
Talvez não aprenda todas as lições necessárias que a vida todos os dias me ensina, talvez, mas tenho a consciência que os mais valiosos, já estão enraizados em mim.
Talvez não tenha motivos para grandes comemorações, talvez, mas não deixarei de me alegrar com pequenas conquistas.
Talvez a vontade de abandonar tudo se torne a minha melhor aliada, talvez, mas ao invés de fugir, continuarei a correrei à frente das coisas que acredito.
Talvez não seja o que gostaria de ser, talvez, mas passarei a admirar melhor quem sou.
Talvez tenha de enfrentar mais alguns inimigos, talvez, mas terei humildade para aceitar as mãos que se estenderem na minha direcção.
Talvez ainda tenha de passar muitas noites frias, derramar mais lágrimas, talvez, mas nunca terei vergonha por chorar.
Talvez tenha sofrido uma grande injustiça, talvez, mas jamais assumirei o papel de vítima.

No final de tudo, as lágrimas, incontáveis dúvidas, erros etc e tal, com as pernas sem vacilações, sou capaz de construir uma vida melhor. E se ainda não consegui, decididamente; é porque ainda não chegou o meu fim. Em todos os finais, sei que não existe nenhum "talvez", mas sim, a certeza de que tudo o que fiz na minha vida valeu a pena. Fiz e continuo a fazer o melhor que posso e o meu coração me leva.


(..13Out’08)

Nota1: Rezando pois.
Nota2: Estrutura copiada.

domingo, 12 de outubro de 2008

Crise Económica – O Golpe.

Nunca falei de politica no meu espaço, mas merece-me esta que diga pouca coisa sobre o assunto e é, só disto que quero desabafar, porque acredito piamente nas coisas que penso.
Há crise económica. Faz precisamente três ou mesmo quatro anos que o caminho era seguido. Todos sabíamos. Mentiram-nos. Esconderam-nos a verdade.
Não percebo nada de economia, é certo, mas nunca vou perceber as razões dos créditos concedidos na América que, ao serem oferecidos ao desbarato a quem logo no inicio do contrato já nada tinha, o país América, vá lá saber-se porquê, fez a crise chegar há nossa Europa e a Europa deixou a crise da América tocar-nos.
Os entendidos, querem que eu acredite que a crise foi por isto e por aquilo. A maioria diz que foi pelos tais créditos fáceis e de engano que se concedeu aos pobres. Os mais doutores, dizem que foram criados produtos de venda sem o mínimo de segurança. Todos dizem, doutores, políticos e outros afins, barbaridades ou coisas que nos querem fazer entrar pelos ouvidos do entendimento. Cá para mim, todos mentem. Todos sabem as verdadeiras razões, nem quero lembrar-me dos abissais vencimentos que estes que, deveriam sempre defenderem-nos, recebem mensalmente. Deviam defenderem-nos, mas não o fazem, nem o fizeram.
Por estas poucas e outras razões que não vou escrever, porque não percebo nada disto, não me distraí em qualquer leitura que ouvi e vi, jornais e televisões, ultimamente. Creio, é do meu entendimento, hoje mais do que nunca, que foi outro golpe de “génio”, feito por um grupo de terroristas num lugar qualquer.
Foi só o tempo de plantar uns quantos presidentes, administradores e subdirectores nos locais chaves. Criarem uns novos bancos aqui e ali. Oferecer produtos financeiros que nenhuma estrutura mais segura e antiga ousava criar. De resto, o tempo, faria por destruir um cada vez mais Capitalismo caduco em tempo e na história. Incrível é o Capitalismo de momento se socorrer da doutrina Comunista - Nacionalizações. Cá para mim é tudo muito estranho.
Depois das ditas torres (WTC), mais uma terceira que pouco se falou terem caído, este foi talvez o maior ataque executado e bem sucedido, perpetuado por alguém sem qualquer escrúpulo a coberto de pessoas instaladas em lugares chaves, que por dinheiro, muito dinheiro, rejubilam escondidos e desculpados num lugar seguro. O tempo mostrará que não foi o que nos querem fazer acreditar. É a ingenuidade absoluta a olhos vistos em todos os sectores. Todos os nossos mais altos representantes falharam. E que bem que ganham. E que boas vidas têm. E que coisas boas os alimentam. E que boas habitações têm. Etc e tal..
A Europa continua a não falar a uma só voz. Continua separada. Fala a várias vozes, uma a cada dia. A Europa não é federal, vá-se lá saber porque ainda não o é, mas perde tempo a conseguir mais países para entrarem no seu “nosso” grupo.
Vamos ver o que vai acontecer aos que menos tem. Como se diz no meu país: “É sempre o mexilhão que mais se fode!”. Essa é que é essa.

(..12Out’08)



Nota histórica:

Crise de 1929

1
Grande Depressão, também chamada por vezes de Crise de 1929, foi uma grande recessão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de recessão econômica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de ações, e em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo. O dia 29 de outubro de 1929 é considerado popularmente o início da Grande Depressão, mas a produção industrial americana já havia começado a cair a partir de julho do mesmo ano, causando um período de leve recessão econômica que estendeu-se até 29 de outubro, quando valores de ações na bolsa de valores de Nova Iorque, a New York Stock Exchange, caíram drasticamente, desencadeando a Quinta-Feira Negra. Assim, milhares de acionistas perderam, literalmente da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham. Esta quebra na bolsa de valores de Nova Iorque piorou drasticamente os efeitos da recessão já existente, causando grande inflação e queda nas taxas de venda de produtos, que por sua vez obrigaram o fechamento de inúmeras empresas comerciais e industriais, elevando assim drasticamente as taxas de desemprego.
Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro. Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela Grande Depressão foram a Alemanha, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e especialmente o Canadá. Porém, em certos países pouco industrializados naquela época, como a Argentina e o Brasil, a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização.
Os efeitos negativos da Grande Depressão atingiram seu ápice nos Estados Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal.
Essas políticas econômicas, adotadas quase simultaneamente por Roosevelt nos Estados Unidos e por Hjalmar Schaact na Alemanha nazista foram, 3 anos mais tarde, racionalizadas por Keynes em sua obra clássica.
O New Deal, juntamente com programas de ajuda social realizados por todos os estados americanos, ajudou a minimizar os efeitos da Depressão a partir de 1933. A maioria dos países atingidos pela Grande Depressão passaram a recuperar-se economicamente a partir de então. Em alguns países, a Grande Depressão foi um dos fatores primários que ajudaram a ascensão de regimes de extrema-direita, como os nazistas comandados por Adolf Hitler na Alemanha. O início da Segunda Guerra Mundial terminou com qualquer efeito remanescente da Grande Depressão nos principais países atingidos. (wikipedia (1).

2
Foi a primeira crise pura do capitalismo (ou crise de superprodução). As altas taxas de juro dos EUA (aliadas a uma política deflaccionista, medidas praticadas com o propósito de escoar os excedentes do seu comércio próspero - desenvolvido no pós-guerra, e dinamizado depois da crise de 1921 -, e evitar a fuga de capitais) atraem às Bolsas Americanas investimentos de todo o Mundo, resultando um surto de especulação financeira que atinge proporções desmedidas. O custo das acções ultrapassa muito o seu valor real, levando à criação de sociedades fictícias.
Simultaneamente, a progressiva automatização permite taxas de produtividade mais elevadas, e promovem-se campanhas de venda a crédito extraordinárias, para escoamento do produto.
A publicidade consegue incitar o consumo em massa, mas a oferta continua muito superior à procura, o que leva à saturação do mercado.
Nestas condições, fale a primeira empresa Inglesa, e a retirada imediata de parte dos capitais britânicos da Bolsa de Nova York marcou, a 24.10.1929, a Quinta-feira mais negra da história do capitalismo. Um avultado número de acções (sem compradores) é posto à venda, com a consequente baixa vertiginosa do seu preço. O sindicato dos banqueiros e o sistema federal intervêm, mas a deflação dos preços torna-se irreversível. A esta crise financeira alia-se assim uma económica: matérias-primas, produtos alimentares e tropicais (café, borracha, algodão) são os primeiros produtos a senti-la, mas todos os sectores, em cadeia, acabam por ser afectados. Esta quebra faz não só diminuir os rendimentos, como, consequentemente, diminui o poder de compra e aumenta o desemprego (os stocks acumulam, e a produção é restringida).
Também o comércio internacional entra em recessão, atingindo sobretudo a venda de produtos industriais.
A falência de numerosas empresas e a falta de investimentos explicam a duração da crise. O sector mais afectado foi, sem dúvida, a banca: o "crash" de Nova York provoca também a retirada de capitais americanos investidos no estrangeiro, e o clima de desconfiança que se gera leva os particulares a anularem os depósitos bancários e a praticarem o entesouramento ou a compra do ouro.
A esta crise bancária junta-se uma crise de crédito quando, em Maio de 1931, fale o principal banco austríaco (dominado pelos Rothschields) : é retirado o crédito a inúmeras empresas da Europa Central, que acabam também por falir. Nenhum País escapa às repercussões desta crise, que abala a crença no liberalismo e leva a uma crescente intervenção do Estado na actividade económica.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sinais. Coisas de nada.

Apesar de não saber o que o futuro me reserva, estou muito bem na vida que levo e escolhi. Na verdade, são mais os dias que estou com o meu melhor sorriso, do que os dias que não consigo conter a alma com alguma dor e lágrimas por diversas razões. Algumas tristezas são da alçada familiar e essas cabem em responsabilidade, aos próprios. Outras, porque nem sempre me é possível ajudar quem mais gosto. E isso sim, queria eu ter mais na mão para "perder" - diria ganhar, e o meu bem-estar seria completamente sorridente.

Vamos aos pensares do dia. É assim, quando duas pessoas iniciam uma nova vida em partilha, continuo em crer, existem muitas coisas que, qualquer lugar comum além de interessante é partilhado pelos dois, com estados de alma completamente desinteressados e possitivos. Quer dizer, qualquer espaço é oferecido de coração aberto a um e a outro. Também sabemos de antemão que, nada é igual no seu percurso ao início. Porquê?
Tomo como exemplo a história de um casal em início, onde li num lugar qualquer. Nesta história como na maioria, ela chama-se Maria e ele João.

..“Maria amava muito e um dia resolveu ir viver com o seu amado vivendo em partilha a casa deste. No início como em qualquer relação, a partilha é absoluta. Nos meses subsequentes, Maria que desde o início, depois de vestir o pijama, deixava sempre a sua roupa dobrada e direita no mesmo lugar na casa de banho. Um dia reparou que esse “seu” lugar estava ocupado pela roupa do João. Não disse nada. Maria tomou a suas roupas e colocou-as noutro lugar. Outros mais dias passaram e a Maria lá ia arranjando um “lugarzito” aqui e ali para arrumar as suas poucas peças de roupa no final de cada dia. Certa dia, Maria nota que o "seu" lugar estava outra vez vago. Voltou a arrumar a sua roupa como sempre fizera no dito espaço. No mesmo dia repara que o João colocou a roupa dele por cima da sua. Não disse nada desta vez. Calou-se. Pensou. Pensou cada vez mais só para ela - já tinha conversado sobre o assunto com o João em modo de brincadeira em tempos atrás. Prometera que não falava mais no assunto, mas dizia para ela - é coisa de pouca importância, amanhã é outro dia. Também pensava: A casa é dele. Devo estar aqui emprestada.
Os dias passam e o pequeno acontecimento repetia-se. Estava a ser inquietante para a sua alma. Quase todos os dias procurava um novo local para arrumar as suas poucas roupas. Para ela, era bom pensar; “quase todos os dias o “seu” espaço estava livre”. Aquele “quase” ainda a fazia respirar. Mas pensava: Que se passa? Ele não nota? Estarei a perder algo?
A partilha na vida do espaço não era real, no entanto, ela e o João pareciam que viviam em comunhão de adquiridos.”..

O que parece desinteressante - coisas sem significado para uns, é importante para outros. A isto, chamo pequenos sinais – pequenos nadas, que prevêem de certa forma, a vida que temos pela frente com alguém e ou, como sentimos que alguém nos trata. Como é que coisas tão pequenas que muitos chamam; tacanhez, mesquinhices etc e tal, fazem decidir a vida ou emoções de alguém? Na verdade esquecemos que viver em partilha é viver com outra pessoa e não com um espelho.
Duas pessoas mesmo que se gostem muito, são diferentes nos seus modos de vida e de estar. Assim, muitas vezes desvalorizamos as coisas do outro em proveito próprio. A pequena história revela o que muitos não querem saber. Cá para mim, os mais pequenos sinais estão todos os dias à nossa volta, e existem muitos "pequenos nadas": reconhecemos ou não; aceitamos ou não; entregamo-nos completamente ou não; damos
ou não.

O poeta diz: Enquanto não compreenderes o significado do compromisso, não saberás amar.

(.. 06Out’08) (2)

sábado, 4 de outubro de 2008

"Acautela-te JL"

No dia 26 de Setembro, sexta-feira, recebi um comentário no post “Ansiedade”.
Por razões minhas, resolvi no momento não o aprovar. Reli-o, voltando a tentar perceber a razão da missiva vezes sem conta até ao dia de hoje. De repente, sinto que o bom e o mau fazem parte de mim, até me lembrei de outros tempos, em que recebia coisas piores de anteriores “amizades”.. Não sou homem? Erro como tal e este espaço é meu, para as coisas boas e más, principalmente para recordar os tempos.
Sabendo que a pessoa em questão é boa gente (conheço mal, quero acreditar), e pouco conhece de mim presentemente (nunca me conheceu - viu-me uma ou duas vezes), faço presente no meu diário, sem pedir desculpa ao seu dono. Copio e publico na íntegra para futura lembrança.


Prezo o teu silêncio, mas uma leitura atenta faz-me escrever para fazer uma ou duas apreciações à ansiedade, tua e à de outros.Primeiro andas muito melado e muito triste na escrita, não achas? A vida pode não correr bem num certo momento, mas acreditar na melhoria é obrigação de todos nós, custe o que custar. O teu carácter e coração suportam e a tua nova vida é como dizes, uma nova aprendizagem, por isso torço por ti.
Segunda apreciação óbvia. Mulher que é mulher sabe, existe e existirá sempre, mulheres que ao perderem um namorado tudo fazem para encontrar outro, é a luta pela vida. Algumas voltam atrás, lambareiras, sôfregas, cobiçosas, invejosas, “ele já encontrou outro ombro”, “está bem” etc.
Anteriormente passam por santas, rapinam a vida, são oportunistas, achincalham, criam ciúmes, fantasmas etc. Fingem, coitadas, “agora é que amam muito”, “tudo vai melhorar” etc. É como dizer,,,,,,volta.

Há as que pensam constantemente em anteriores relações. Primeiro servem-se do homem até este não ter mais nada para dar ou FRAQUEJAR. Não são lutadoras, querem alguém que lute por elas. São constrangedoras as simulações. Perpetuam maus hábitos. Não tem vergonha nenhuma de encostarem o ombro em desabafos a casos anteriores que ficaram mal resolvidos e sabem sempre quem é o fracote que está disposto a voltar. Como armadilha, a ratoeira espera ansiosamente a aceitação do homem que de momento estiver mais instável. Quando te dás conta, já prepararam outra vida.

ACAUTELA-TE JL, não é necessário abrires mão do que tens quando chegas ao momento que te sentes bem contigo e com a tua parceira. A vida presente boa ou má é a melhor valia do carácter de alguém. Muitos esquecem que o silêncio é como a passividade e na maior parte das vezes a melhor solução. Ter coragem na relação a dois é por vezes deixarmos andar (greve em mínimos rsrss). È como dizer, quem é quem? Quem luta igual? Até onde consegues ir comigo em momentos de aflição?
A vida é uma luta constante. Quanto mais gostamos, menos vemos as coisas certas. Anseia e vive devagar o teu presente, não é por acaso que as que passaram não te esquecem, TU és o elo mais forte. Beijo com carinho. (m)

Quinta-feira, Setembro 25, 2008 11:15:02 PM



No post "Simplesmente simples", pedi:

.. "Ajuda a crescer esta ideia."

Penso que era o lugar ideal. O conteúdo e ou conselhos com reformulação do vocabulário cabiam neste lugar.

http://tuaminhaboca.blogspot.com/2008/08/simplesmente-simples.html