Preciso de ajuda.
(.. 25 Jan'06)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Afirmador!
Um dia vou envelhecer, adoecer e morrer.
Se tiver sorte, descubro a razão por que tudo valeu a pena.
Sempre que ela aparecer, não vou conseguir respirar, e isso já eu sei. Sempre que passar por uma rua por onde andou, mas já não anda. O caminho far-me-á pensar nela.
Todos os momentos familiares, onde vivi, onde fui, clamarão sem ela.
Serei um morto rodeado de vivos, enquanto não estiver a meu lado. Pois ela dá-me alento e enche-me de ideias (pelo menos é o que penso de agora).
Se tiver sorte, descubro a razão por que tudo valeu a pena.
Sempre que ela aparecer, não vou conseguir respirar, e isso já eu sei. Sempre que passar por uma rua por onde andou, mas já não anda. O caminho far-me-á pensar nela.
Todos os momentos familiares, onde vivi, onde fui, clamarão sem ela.
Serei um morto rodeado de vivos, enquanto não estiver a meu lado. Pois ela dá-me alento e enche-me de ideias (pelo menos é o que penso de agora).
Assim pensava como menino. Assim penso hoje no tempo como um parvalhão!
(.. 24Jan'06)
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
"Mesminho" agora! Noticias.
Fantástico! Hoje estou um pouco melhor do que ontem, por ter recebido o meu PC “agorinha”, melhor escrevinhado “agorinha memo”!
Estou a escrevinhar algumas palavras que não escrevo para as ler mas, para dar algum sinal de vida ao meu diário e a outras boas gentes que por esses ares me chamam mas, que eu não ouço.
Quero no tempo, ler o que senti nos tempos passados em que vivi amargos e coisas fantásticas. Não sou eu um recordador profissional?
Os amigos não são invisíveis mas... Raio de amigos que eu tenho! Aceito que tenho muitos, e a maioria são fantásticos, só que aprendem depressa a ser como eu. Não acreditem em mim, sou a irreverência do transtorno do tempo.
Não façam como eu! Haverá algo mais invisível do que o amor?
Eu não o sou e tu porque queres ser como eu?
Penso que volto amanha se, acordar.
Sorrisos fantásticos,
(.. 19jan'06)
Estou a escrevinhar algumas palavras que não escrevo para as ler mas, para dar algum sinal de vida ao meu diário e a outras boas gentes que por esses ares me chamam mas, que eu não ouço.
Quero no tempo, ler o que senti nos tempos passados em que vivi amargos e coisas fantásticas. Não sou eu um recordador profissional?
Os amigos não são invisíveis mas... Raio de amigos que eu tenho! Aceito que tenho muitos, e a maioria são fantásticos, só que aprendem depressa a ser como eu. Não acreditem em mim, sou a irreverência do transtorno do tempo.
Não façam como eu! Haverá algo mais invisível do que o amor?
Eu não o sou e tu porque queres ser como eu?
Penso que volto amanha se, acordar.
Sorrisos fantásticos,
(.. 19jan'06)
sábado, 7 de janeiro de 2006
Como utilizar o chá, quando nos sentimos sós.
O amor é a emoção mais complexa. Os seres humanos são imprevisíveis. Não há lógica nas emoções. Sem lógica, não existe pensamento racional. Sem pensamento racional, pode haver muito romance mas, muito sofrimento.
(Estou à deriva. Tinha uma vida boa, rotineira mas, com sentimentos que entendia)
Hoje sei que tudo é uma ilusão da felicidade.
Se observar mais perto hoje no tempo, a vida que tinha, a minha observação é atroz. Vida feita de imagens. Mulher não muito honesta e não o foi comigo, e tantas outras más coisas me recordo (raramente penso no tempo que foi para lá de 2190 dias) mas, hoje deu-me.
(Tenho medo.)
A liberdade é um sentimento que mete medo.
(Ó Poderoso, podes ajudar-me?)
“Ofereço-te uma poção. Dissolve-a numa bebida. Quem a beber apaixonar-se-á por ti, para toda a vida.”
(Conquisto o quê?)
Podes conquistar até a tua primeira namorada de infância e tudo será como no início, exactamente como no primeiro dia que deram o primeiro beijo. A poção é muito, muito forte. A decisão é tua, usa-a com discernimento.
(Mas tu não sabes o que é melhor para mim?)
Tens uma noção melhor do que queres, antes de teres vindo procurar-me. Quem são os
teus amigos. Quem é a tua escolhida no coração. Seja ela quem for, seja amante ou simplesmente um pequeno nada, sabes as tuas necessidades, limites, dons, sentimentos e sabes o que queres. Podes não saber todas as respostas mas, tens uma ideia melhor do que queres fazer da tua vida, certo?
(A deriva, me confunde, necessito de ajuda.)
Dou-te a vida, tu só tens que decidir qual a vida que queres ter.
Duas semanas de férias foram gastas em nadas e algumas coincidências. No ano de 2005 ainda não tinha gozado as minhas férias obrigatórias, decidi utiliza-las neste momento.
A primeira semana foi de enormes indecisões. Faço isto, faço aquilo, vou ali, talvez acolá. Convites virtuais de gentes que nunca olhei, gentes que não sinto, gentes estranhas, gentes que nada sei. Assim, a primeira semana foi má, cheia de coisas inseguras como eu concerteza.
Na segunda semana, esvaziei o tempo e as educações e fugi para lugares estranhos onde encontrei paz. Paz que não ousava perceber que ainda existia. Não tinha destino e os caminhos esses, não os conhecia.
Perdi-me no meio do mundo. Na saída, senti que o Sol não me aquecia mais. Tremi, sentindo calafrios, alguém pensava em mim?
Sou sonhador. Sou fazedor de alguns sonhos descomprometidos e irreais mas são todos sonhados com o coração. São sentimentos que retenho porque os quero de alma.
(Estou à deriva. Tinha uma vida boa, rotineira mas, com sentimentos que entendia)
Hoje sei que tudo é uma ilusão da felicidade.
Se observar mais perto hoje no tempo, a vida que tinha, a minha observação é atroz. Vida feita de imagens. Mulher não muito honesta e não o foi comigo, e tantas outras más coisas me recordo (raramente penso no tempo que foi para lá de 2190 dias) mas, hoje deu-me.
(Tenho medo.)
A liberdade é um sentimento que mete medo.
(Ó Poderoso, podes ajudar-me?)
“Ofereço-te uma poção. Dissolve-a numa bebida. Quem a beber apaixonar-se-á por ti, para toda a vida.”
(Conquisto o quê?)
Podes conquistar até a tua primeira namorada de infância e tudo será como no início, exactamente como no primeiro dia que deram o primeiro beijo. A poção é muito, muito forte. A decisão é tua, usa-a com discernimento.
(Mas tu não sabes o que é melhor para mim?)
Tens uma noção melhor do que queres, antes de teres vindo procurar-me. Quem são os
teus amigos. Quem é a tua escolhida no coração. Seja ela quem for, seja amante ou simplesmente um pequeno nada, sabes as tuas necessidades, limites, dons, sentimentos e sabes o que queres. Podes não saber todas as respostas mas, tens uma ideia melhor do que queres fazer da tua vida, certo?
(A deriva, me confunde, necessito de ajuda.)
Dou-te a vida, tu só tens que decidir qual a vida que queres ter.
Duas semanas de férias foram gastas em nadas e algumas coincidências. No ano de 2005 ainda não tinha gozado as minhas férias obrigatórias, decidi utiliza-las neste momento.
A primeira semana foi de enormes indecisões. Faço isto, faço aquilo, vou ali, talvez acolá. Convites virtuais de gentes que nunca olhei, gentes que não sinto, gentes estranhas, gentes que nada sei. Assim, a primeira semana foi má, cheia de coisas inseguras como eu concerteza.
Na segunda semana, esvaziei o tempo e as educações e fugi para lugares estranhos onde encontrei paz. Paz que não ousava perceber que ainda existia. Não tinha destino e os caminhos esses, não os conhecia.
Perdi-me no meio do mundo. Na saída, senti que o Sol não me aquecia mais. Tremi, sentindo calafrios, alguém pensava em mim?
Sou sonhador. Sou fazedor de alguns sonhos descomprometidos e irreais mas são todos sonhados com o coração. São sentimentos que retenho porque os quero de alma.
Vi novos horizontes. Descobri novas cores. Olhei outros rios que desconhecia. Observei gentes nada diferentes de mim. Atrevi-me a descobrir sorrisos, mas nunca descobri, talvez não os tenha reconhecido.
Tinha a “poção” comigo. Regressava do milagre das minhas férias. Perdido numa estrada qualquer, senti a fome e parei num restaurante qualquer.
Pouca gente, a hora também já era tardia. A Sra. veio com a lista mas, disse-me que devido há hora tardia só tinha um prato de nada. Aceitei. Saboreei. O tempo passava em razão de segundos no meu inconsciente. Ouvi uns gritos que vinham do interior do restaurante.
A tensão era enorme. Desentendimentos, coisas do costume em qualquer casal. Gritos que nos provam que nos distanciamos de quem nos quer e faz bem. Momentos que ninguém pára, para entender que os corações estão vazios de nada e cada vez mais nada, por cada grito ouvido, sem nada nas palavras, sem nada de anormal. Tudo normal naquele lugar como nas grandes cidades, onde impera a civilização dos doutores e homens de inteligências bastas. Senti-me exactamente no mesmo mundo naquele momento.
“Desolhei”! “Desouvi”!
Tinha a “poção” comigo. Regressava do milagre das minhas férias. Perdido numa estrada qualquer, senti a fome e parei num restaurante qualquer.
Pouca gente, a hora também já era tardia. A Sra. veio com a lista mas, disse-me que devido há hora tardia só tinha um prato de nada. Aceitei. Saboreei. O tempo passava em razão de segundos no meu inconsciente. Ouvi uns gritos que vinham do interior do restaurante.
A tensão era enorme. Desentendimentos, coisas do costume em qualquer casal. Gritos que nos provam que nos distanciamos de quem nos quer e faz bem. Momentos que ninguém pára, para entender que os corações estão vazios de nada e cada vez mais nada, por cada grito ouvido, sem nada nas palavras, sem nada de anormal. Tudo normal naquele lugar como nas grandes cidades, onde impera a civilização dos doutores e homens de inteligências bastas. Senti-me exactamente no mesmo mundo naquele momento.
“Desolhei”! “Desouvi”!
Embrenhei-me de novo nos meus sentimentos de merda que não me largam. Mas foi por pouco tempo, mais meia dúzia de gritos para saber que o meu lugar é ali de momento. O meu olhar directo, foi entendido ao dono da casa como um pedido de honra para com a minha pessoa (afinal eu era um senhor que vinha da capital) e os gritos desapareceram como por magia.
Pediu-me desculpa! A sua esposa chorava com grande emoção no interior do balcão. Ofereceu-me um café, e sentou-se na minha mesa.
Em menos de meia hora, ouvi o relato da sua vida. PORRA! PORRA! PORRA!!!
Eu que pensava que o “Poderoso” não me ligava nenhuma, ouvi aquele homem dizer-me que, o início do mundo era ali, naquele lugar.
Quatro filhos.
O mais novo droga-se e não sabe dele, vai para três anos. Por vezes sabe onde anda, quando a polícia lhe leva a casa alguns papéis para assinar.
O do meio é deficiente mental. Vive completamente dependente dos outros. A mãe é a sua melhor escrava, enquanto ela viver.
Pediu-me desculpa! A sua esposa chorava com grande emoção no interior do balcão. Ofereceu-me um café, e sentou-se na minha mesa.
Em menos de meia hora, ouvi o relato da sua vida. PORRA! PORRA! PORRA!!!
Eu que pensava que o “Poderoso” não me ligava nenhuma, ouvi aquele homem dizer-me que, o início do mundo era ali, naquele lugar.
Quatro filhos.
O mais novo droga-se e não sabe dele, vai para três anos. Por vezes sabe onde anda, quando a polícia lhe leva a casa alguns papéis para assinar.
O do meio é deficiente mental. Vive completamente dependente dos outros. A mãe é a sua melhor escrava, enquanto ela viver.
A última a que vive não na mesma casa mas bem perto, comete adultério sempre que necessita de fugir do seu jovem marido, para sentir o seu ego de mulher de outrora. Não consegue relacionar-se com os trabalhos que lhe vão aparecendo, e quase nunca vive com o seu esposo.
O melhor filho, dizia ele, morrera aos dezoito anos (AVC) em Lisboa, ainda andava no primeiro ano de Engenharia.
Segui, depois das despedidas o meu caminho, perdendo-me de novo numa estrada qualquer, passando por gentes estranhas que não queria mais ouvir palavra alguma. O regresso foi gatificante.
Continuarei a viver o meu caminho sem milagres, mesmo que para isso, continue a discordar de coisas, que outras gentes aceitam de ânimo leve mas, que para mim são simples mas importantes. Se assim sou, sinto que não mudarei.
Nota: Esqueci-me de escrever que, a “poção” que me foi oferecida, deixei-a numa caixa com um papelinho “como utilizar este chá, quando se sentir só?” no restaurante.
(.. 07Jan'06)
O melhor filho, dizia ele, morrera aos dezoito anos (AVC) em Lisboa, ainda andava no primeiro ano de Engenharia.
Segui, depois das despedidas o meu caminho, perdendo-me de novo numa estrada qualquer, passando por gentes estranhas que não queria mais ouvir palavra alguma. O regresso foi gatificante.
Continuarei a viver o meu caminho sem milagres, mesmo que para isso, continue a discordar de coisas, que outras gentes aceitam de ânimo leve mas, que para mim são simples mas importantes. Se assim sou, sinto que não mudarei.
Nota: Esqueci-me de escrever que, a “poção” que me foi oferecida, deixei-a numa caixa com um papelinho “como utilizar este chá, quando se sentir só?” no restaurante.
(.. 07Jan'06)
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
As férias de 2005, foram-se.
Não todos ainda, pois ainda faltam alguns dias. Por fim cheguei onde não queria estar.
Resolvi revisitar parte dos caminhos conhecidos noutros tempos, e de novo gostei do que vi e do que senti. O Sol, o mar, rios, horizontes e outros olhares, foi fantástico para recordar os tempos em que eu um dia e num qualquer lugar, morri por lá.
Ao chegar, de novo chorei. De novo, nunca sei se voltarei.
Só quero registar, que gostei do meu silêncio neste lugar e de gritar noutros ares.
Inicio os meus afazeres oficiais, dia 9 de Janeiro.
Lamento, eu que queria tanto aquele ar.
.
Nota: Tentarei acertar o meu diário e porque não recolocar alguns sentimentos que tanto eu fui buscar noutro além "ar". Voltei das minhas merecidas férias. Sei que podiam ser outras quiçá, melhores mas, não vivo de sonhos, deixei-os no ano anterior. Tentarei ser mais justo para mim, mais do que para os outros (Será este ano?). Tentarei.
.
(.. 6jan'06)
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