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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (23)

(carta nº perco a conta porque quero..)

.. prefiro procurar-te mulher muito bonita.. tu, Z!

Desgasto-me tanto a procurar-te. Socorro-me do meu melhor olfacto. Outra virtude que tenho. Outras tenho. Descobre-me também..
A vontade. A coragem. Também. É o que mais vale nesta existência que vale a pena sentir. Melhor do que fugir para um lugar só nosso é, dizer aos outros com voz de ouvir que estou apaixonado por ti para sempre. Não perco tempo com o que julgam de mim. Tantas vezes me procuro sabendo que nunca vou saber quem sou. Ainda assim. Quero-te muito.
Não desisto. Não sou de desistir. Quero-te tanto que até me dói aqui dentro. Gosto-te tanto.
Ainda bem que te falo de boca aberta.

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 27/Fev/2008 21:10)



Nota Z: Gosto tanto de me rebelar ali, sem saber que às vezes estou aqui!.. Mas aqui é só o registo no tempo. Mais verdade. Quero dizer, como eu. Aqui o valor é maior que o coração. O meu. O teu, esse, é enorme, e nós merecemos que assim sejas.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (22)

(carta nº 2402)

Perdi a conta às cartas que te escrevi. Depois de tanto te procurar, por fim, ainda bem que não consigo mexer-me mais. Suei. Adoeci também. Hoje não me perdi. Tive o que merecia. Fiz por merecer. Os aromas, esses, catano, merecia, faz muito tempo. A noite foi um sonho sublime. O acordar também. Não quero esquecer. Foi o início. Aconteceu. Vai ser melhor. Farei o possível para continuar a merecer.
Ainda tenho os medos aqui dentro.
Registo.

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 24/Fev/2008 22:00)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (21)

(carta nº 2320)

Inicio.

Já ouve um tempo que julgava que salvava tudo e todos. Era outro. Não quero lembrar-me. Depois dos dias passarem, dei comigo a perder-me. Todo e tudo. Faz-me bem, lembrar. Às vezes mal. Esquecer-me de mim e dos meus actos é um bom início para mudar. Agora que desisti de me encontrar, dou-me melhor comigo. Não espero que gostem de mim. Quando gostavam de mim era de outra coisa que gostavam. Não posso dizer o mesmo a ti. Esta minha mania de pensar muito, vai padecer em mim. Às vezes até me sinto estranho, até tão criança. Mas gosto muito. Sou. É difícil de entender os meus vícios, a beleza principalmente. Estranho. Admiro muito os meus silêncios profundos. Quero.
Não se deve esperar uma transformação dos pensamentos em palavras, mas sim uma tradução do que muito fica perdido. Em ti. Em mim também. Mais em mim. Precisávamos de conseguir aproximar-nos do fundo de tudo, o que só se consegue quando nada se tem, nem nada se pode fazer. É um luxo para poucos. Entendo. Quero.
Vou iniciar a caminhada para e por ti. Se morrer no caminho, aceito ser lançado no charco onde tanto vivi. Em cinzas. É muito melhor. Não fica bem a um morto a pele molhada e suja. Não gosto do meu último destino que tende a ser igual a tantos outros. Não queria. Estranho-me. O que aconteceu não fica imóvel no tempo ao abandono, no qual se pode regressar sempre que se quiser e da mesma maneira. Sou um certo estranho.
Gosto. Deste meu gostar-te tanto..

Inicio.

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 20/Fev/2008 18:39)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (20)

(carta nº 2317)

Não devia.

Pode parecer ser tudo mentira o que sinto. O que olho. Não me importo. Não suporto o tédio. As asfixias. Tudo isto, tu já sabes. Os sonhos continuam. É como me deitar com frases a fazerem-se-me na cabeça. Não devia. Mas quero. Então é.
No outro dia, futuro próximo, convidei-te para o aniversário do meu melhor amigo. Aceitaste. Viste uma mesa de gente humilde. Qual a mais? Fácil! Nós. Não percebeste?
E eu gostei muito de ouvir as histórias que já ouvi em todos os outros tempos desde que elas nasceram, por mim. Só tu ouviste. Ninguém mais. Não devia, ser assim?
No início hesitaram. Tiveram medo como eu tenho tantas vezes. Todos eles sabem que os meus medos são mais medos de mim, do que medo de qualquer gente. Olhei os olhos. De todos. De todas. Amaram-te mais do que a mim. Arrepiei-me. Tive ciúmes. Problemático. Senti-me muito bem.
Deliciaram-se todos. Bebemos. Ouvimos mais do que falámos. Sorrimos. Sorriram. Porque nos apeteceu. Não devia.
A tarde foi fantástica. Mas aquele momento privado, impetuoso, nunca será esquecido. Será meu. Quero-o para mim. Sei que ainda falta muita coisa. Há ainda muito a melhorar. Escrevinhar os sonhos, é tão penoso como aprender a ser homem para viver.
No que eu quero pensar é nas razões da minha vida, no grande desconcerto que é a minha vida de momento e no que está por detrás dela.
És muito melhor do que eu, mas isso também já tu sabes. Esta é uma das vantagens de me por a pensar. Crio relações. Crio comparações onde antes não as havia. Não devia.
Nada tinha. Nunca tive. E de repente, tenho tudo em mim a ferver de desordens. O terrível em ter tempo para pensar é aprofundarem-se coisas que era melhor não serem aprofundadas.
No sonho escrito seguinte, fui olhar outras gentes. Até te levei pela mão. Gostei muito. Das outras gentes. Mas muito mais de ti. Não devia.
O tempo tudo consigo arrasta e hoje, cada vez mais, fico sereno ao pensar na tua serenidade.
Agora que penso nisso fui sempre um impulsivo, um ansioso, um apressado. Não devia.
Cada vez mais me convenço, porque quero, vai ser assim, sinto, até me atrevo a amar a caligrafia, que é contigo que irei encontrar a minha paz. A tua. A minha. A nossa.
Estou bem assim.
Não devia acontecer assim tão boa coisa para mim.
Quisera eu conseguir mais e melhor para ti.
Mereces.

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 19/Fev/2008 17:05)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (19)

(carta nº 2316)

Oláaaaaaaaaaaaaa..
Xiiiiiii.. pensavas que tinha fugido? Sei. Vieste aqui. Sentiste o vazio. A saudades deram aquele nó tolo, só dos apaixonados!
São tantas as coisas que te queria contar hoje. Mas não quero que mais ninguém as leia. Quer dizer, não quero escreve-las aqui. Como fazer se tal é tão impossível como um dia te ter só para mim?
Lá estou eu a pensar. É o mal que tenho de pensar muito. Também gosto de saber que fazes parte das coisas que penso. Problemático? Pensar coisas é o meu dia a dia.
Fazemos assim. Proponho que me encontres. Também me proponho a encontrar-te.
Um dia disse que estava quase a apaixonar-me por ti.
Hoje quero dizer-te que gosto muito de ti.
Apaixonei-me.

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 18/Fev/2008 19:48)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Emprego

Hoje é mesmo só para dizer que a minha vida está uma confusão total. Quer dizer.. não estou a conseguir ultrapassar o abstracto, das coisas do emprego. Não sei como cai na ratoeira. Não consigo pensar.
A semana passada fiz de continuo. Aceito tudo. Quero lá saber. Só quero é ir para o lugar de onde vim.
Continuo a não saber lidar com as coisas do emprego. Dói-me tudo. Não estou a conseguir, sei. Não percebo porque estudei e dei tanto.
O meu filho esteve comigo. Dia 12 e 13. Gostei muito. Quase que nos zangávamos, também muito. Estou zangado comigo. Com as coisas da vida. Os meus melhores pagam. Sei. Mas amo quando ele vem abraçar-me.
Dois dias passaram depressa. Andei aqui e ali com ele. E ele esteve comigo sempre. No último dia almoçámos três. Ele. Ela. Eu.

Não sei se vou conseguir, mas hoje e agora, só quero dizer que esta a ser muito difícil.

.."Lá vamos cantando e rindo.. Levados levados sim”..

(.. 16Fev’08)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (18)

(carta nº 2299)

Não me apetece fazer “népias”..

A cama onde sonho contigo agarra-se a mim. Não sei o que fazer. Veio a mim, logo pela manhã este bom sentir. Tenho coisas para fazer. Mas como é meu hábito, não gosto de fazer nada. Que bom. Sorri. Quero “mazé” pensar em ti. Também vir aqui. Todos os momentos livres que me chegam, penso em ti. Devo estar muito doente. Nunca adoeci. O meu corpo ainda não está preparado para remédios. É verdade. Também não gosto nada de remédios. Abomino-os. Picas?! Morro. Se estiver a adoecer muito, quero que trates de mim. Quando não me apetece fazer nada, é o caso, nem palavras consigo conjugar. Quer dizer, conjugo menos. Quando era novo interessava-me por tudo. Menos conjugações. Gostava também do movimento das estrelas. O comportamento das mulheres. Hoje sei que ainda sei menos do que sabia. Não sei explicar o interesse que me movia nessa altura de “inverdades”. Dos sonhos brancos. Sonhos de cor azul. Até as cores verdes me faziam muita confusão. Por isso nunca quis ser de um só clube de futebol. Nesta ultima conjugação, até gostava do preto. Mas desisti. Nunca gostei de “tudo ao molho..”. Nunca gostei de misturas. Ainda não gosto. Hoje vivo aos soluços. Tropeço bastas vezes. Não consigo ser jardineiro para passear no teu corpo. Admiro o silêncio profundo das coisas. Este um predicado que me faz jus. A partir de uma certa idade a previsibilidade torna-se desinteressante. Assumo sim, que me aflige não saber para onde foi todo o tempo que já vivi. Sinto os dedos afastados entre eles. Nunca tinha reparado. Estranho estas coisas sem sentido algum. Já nada há que se entenda e de nada vale a pena tentar compreender o incompreensível. Certo certo é que neste momento não me apetece fazer nada. Sem mais nem menos, distrai-me a pensar em ti. Talvez seja esse o meu melhor destino. De mãos dadas, quero mostrar-te o mundo. Anda.

.. de mim, beijo

(..de mim, para Z.. 15/Fev/2008 19:06)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (17)

(carta nº 2277)

Passei em silêncio. È o hábito de passar. De te querer muito. Afinal o que importa é que passo. Para mim. Não importam as palavras que escrevinho, aqui, ou ali. Gosto mesmo é de passar. Seja ali. Aqui. O lugar nem importa. Adicionar letras sem a preocupação das regras é, o melhor que amo. Também gosto de amar as minhas adições, as que te escrevo. Até passo por aqui, sem saber ao que venho. Ao que o destino me destina. Se é que mereço alguma coisa. Destino não. Nem gosto de adivinhações. Sou alérgico. Não a ti. Nunca. A minha prestação era para Sábado. Entretanto tinha de me ocupar, afugentar o tédio. Nada de grupos. Nada de misturas. Dou-me muito mal comigo, quanto mais com os outros. Gosto de passar só. Até ando só. Gosto de me observar nos vidros, só. Pelo menos comigo é assim. Estou velho das coisas estranhas que me acontecem. Não me apetece contar mais nada. Hoje, nem partes tenho. Nem peças. Para contarmos uma história, deve-se ter essas coisas todas. Pelo menos estas. Hoje, cumpri o destino do meu destino. Estou preocupado. Às vezes tenho apetites de explodir o refúgio onde estou. Desde que soube de ti. Quisera eu um dia ser o jardineiro sem sonhos. Só para ti ainda sou, permanecendo estoicamente no mesmo lugar. Quando finjo como os homens, preocupar-me por ti, fico sempre perdido.

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 14/Fev/2008 18:52)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (16)

(carta nº 0000)

Quero saber por ti, só de ti. Não quero saber de muitas coisas. Só de ti. Por ti. Sempre amei o mundo como amo a família. Ensinaram-me. Aprendi. Talvez não ame mais ninguém, já que amar alguém me parece trazer sempre como consequência o abandono. Na verdade não quero ser abandonado, ou sentir que sempre foi essa a melhor coisa que conseguiram oferecer-me. Também o amor. Isso, o amor. Já que tudo me parece ser o mesmo do mesmo. Quer dizer, uma coisa profundamente dolorosa. Confesso que sinto algum prazer em deixar-me considerar culpado. O prazer, os outros prazeres (há tantos), reside na satisfação de uma qualquer falta. De ti e por ti, ofereço-te incondicionalmente, o meu melhor olhar sentido. .. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 13/Fev/2008 17:46)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (15)

(carta nº 0000)

Não tenho outra maneira de falar claro, aqui. Abro a boca toda porque a causa é tua. Tu fazes-me essa coisa. Abro-a por ti, gosto. Por isso mesmo e não por outras, abro; contigo por perto, os dias melhoram. Melhor! Muito perto de ti. Amar-te é pecado. Amar-te muito é, ser feliz. Gosto-te. Também te gosto muito. .. o resto não interessa para nada. .. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 12/Fev/2008 21:09)

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Às vezes perco-me.

Ultimamente, tem sido um trabalhão encontrar os meus pés.

Não nos perdemos só por amor. Às vezes até ajudam, quando essa coisa vai bem, a mostrar que noutros tempos, nem sempre tudo andou bem. E eu que sou muito calado. Andei tanto tempo calado. As coisas são só minhas, pensava. Hoje, posso perder-me que não vou, sei, encontrar um qualquer lado, para descansar.

Ontem foi um dia muito difícil. Sei lá porque!
Junto do meu melhor, não consegui ser melhor.
Resolvi, bem, deixar fluir. Gostei, mas tinha sempre aqui dentro uma dor que não me largava. Pelo andar dos dias, já deu para reparar que vou ter mais dias assim.
Tentei sair da toca, mas porra! Dói que se farta e, não é dor de amor que me rói, mas as palavras que queria dizer melhor. Fazer melhor, para não sentir tanto, aqui.

Não estou a conseguir equilibrar as coisas profissionais com as coisas do coração.
É só isso que eu queria hoje e agora dizer, sobre as coisas que de momento rolam na minha vida.

O meu filho veio da Dinamarca para me abraçar. É bom. Fica uma semana. Aproveita e faz outras. Às vezes até nem sinto que está tudo perdido, mas eu sinto-me perdido de momento.

(.. 10Fev’08)


Nota: Sábado, dia 9, cortei entre 8 a 10 cm de cabelo. Vesti um dos meus alguns fatos e senti-me bem. Escolhi para os “pézes”, umas peúgas de cor preto, mas ninguém reparou que devia ter escolhido uns de cor cinzento. Afinal os pés não interessam para nada. Que dia bom, apesar dos pensamentos ruins. :)

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (14)

(carta nº 2074)

Dói-me aqui.

Quando fazemos algumas opções, perdemos sempre alguma coisa. Sei que sabes. Não é difícil. Mas será que sabes as coisas com a boca mais aberta?
(Abrindo a boca toda)
- Fazes-me muito bem. Sinto uma paz enorme.
(Esta não sabias.)
E esta? A que de momento mais me interessa (umbigo, o meu)
- Será que consigo fazer desejar-te os mesmos tremores, paz etc e tal?
- Hum!..
(Não é o treme treme da terra!)
- Como?!
(Isso! Pensas bem, o coração.)
- Dasssss
(Sim esse também pode ser. Acordo-te o corpo?)
- Aiiiii Mãeeeeeeeeee

Enfim. Desculpa o desabafo, era uma dor que me ia na alma. Agora que desabafei já me sinto mais aliviado. Falta passar a dor, aquela que te escrevo tantas vezes. Mas como sou um crente da minha fé, com mais um pouco de boca aberta, isto vai melhorar.
Quando as pessoas sentem dores por tudo e por nada, e aliviam as dores por tudo e por nada, ficam cegas para uma evidência elementar: poucas dores doem mesmo de verdade.
Dói-me aqui. Sim. Só neste lugar.

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 09/Fev/2008 21:34)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (12)

(carta nº 2069) Ao vento..

Eu é que sei do que gosto! Quero lá saber dos outros. Das outras gentes que gostam, mas dizem que não!. Eu gosto! Gosto muito. Sei do que gosto. E tudo o que eu ponho dentro da minha boca, mesmo que seja no fundo, gosto.
Digo-te! Digo só a ti, para que mais ninguém oiça. Tens cara, espera. Vou tentar explicar. Vejo o mundo na tua cara, mas nunca estás lá. Estranho. Sei que não consigo dizer. Experimento de novo? Às vezes, olhando para a tua cara mesmo que estejas em qualquer lado, desde que te veja, não consigo imaginar, supor ou mesmo inventar, qualquer pedaço de mundo para a tua cara. Tu não estás. Mas sei que tu também não estás.
Queria saber onde estás, mas se não estás, como te dizer, se não te vejo, no espaço que estás? Aqui não estás. E isso é o que importa. Que estranho esta coisa de inventar a cara dos outros! Parece mal, mas eu sinto-me bem em descobrir qualquer que seja, fragmento, da tua cara. Por vezes consigo ver uma cara de rir. Uma cara de mundo. Às vezes parece-me que estás de costas. Cara ausente. És bonita quando te chegas, às vezes, poucas, para trás.
O que eu quero dizer é que, eu quero ver-te de frente. E hoje, sexta-feira, nem desfaço a barba, nem tomo o banho prometido, a mim, eu sei, mas a roupa no chão, não me apetece apanhar. Vou mais a preceito, de mim. Vou no vento das minhas palavras.
Consome-me! Não aguento o desejo de te ter muito.

.. de mim, beijo

(..de mim, para Z.. 08/Fev/2008 18:06)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (11)

(carta nº 2067)

Babel

Hoje rolei pior. Não me perguntes os porquês! Também não sei! Talvez deva saber. Sinto. Mas por ora é como a anterior. Se calhar, não interessa para nada.
Hoje não me apeteceu tomar banho. Vesti roupas que encontrei no chão. Pensei em molhar os dentes em ti, não te vi. Queria muito beijar-te. Precisava. Não estavas.
Não arrumei o cabelo. Não quis procurar as escovas.
Não sei a figura que fiz, hoje. Não me preocupei. Vi que todos me olhavam.
As mulheres mais bonitas, essas, senti-lhes o desejo. Se viste o vento, o meu cabelo sentirias. O aroma que brotava era teu e esse, não quis molha-lo de manhã.
Hoje o tempo, nem eu, não estivemos melhor. Fiz pouco por isso. Muito pouco. Não me apeteceu fazer mais nada. Respirei muito. Exausto.
Pensar em ti por mim é, tarefa humilde que, vou talhando sei, ao meu jeito.
Lentamente deixo apaixonar-me por ti. Trabalho difícil que preciso de continuar.
Eu sei que os pequenos príncipes devem trabalhar, só não sabia o quanto.
Vou cuidando dos meus sentires que, lentamente crescem dentro de mim sem querer acabar. É bom que as coisas rolem assim, enquanto posso aguentar. Ser adulto é uma carga de trabalhos, ôdase..

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 07/Fev/2008 18:23)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (10)

(carta nº etc e tal..)

Falar de boca aberta até que se veja o coração é assim!
Faz-me bem pensar em ti. Gosto-te tanto.

Beijo de mim

(..de mim, para Z.. 06/Fev/2008 21:49)

Quando o amor é verdadeiro,

.. não acaba.
Guarda-se. A razão sobrevive melhor ao amor.

Chega um dia que olhamos para trás. Ai deparamos com uma série de esforços que, fomos conseguindo ao longo do tempo para, estarmos bem ou pelo menos melhor, com a pessoa que sentimos que é o nosso amor. Somos cegos às razões do mundo que nos rodeia. E o tempo passa. O meu tropeça.

23 de Janeiro de 2008
.. De olhos fechados.

Parei. Senti. Os sentimentos, esses, eram bons. Parei. Olhei. Era só isso que existia.
Parei uma vez mais e verifiquei que, para se estar bem com a vida e junto dos outros, existe uma condição, desigual, que nobremente nos vamos afastando e poucas vezes queremos saber. Razão. Afinal a razão é também, se não a mais importante, a melhor condição para se respirar melhor e por mais tempo. A razão é sinónimo de qualidade de vida. Qualidade de vida, não é ser-se feliz num determinado período da nossa vida. É o contrário. É ser-se feliz por mais tempo. O maior possível. Toda a vida seria muito justa. O mais justo.
Tive um grande, bom amor. O tempo passou. Um ano, posso afirmar. Passou o tempo, mas esse sentimento que sempre foi bom, não passou. Não deixo de o sentir. Não!
Foi bom. Muito bom. Acabou. Só que o intruso apareceu. Simplesmente simples.. A razão.
Como já escrevi tantas vezes. O melhor amor quando acaba, guarda-se. Deve-se guardar. Naquele lugar, onde todos já sabem.
Apesar deste espaço ser meu, só para encher de lamechices, as minhas, é público. É mais público para as pessoas que conheço. Se as conheço é, por variadíssimas razões. Umas gosto. Gosto mais. Porque quero. Para outras é aqui que vão sabendo de mim. È assim que quero.Perdi-me no tempo por uma mulher fantástica! Acabou e depois?
Estou calado. Gosto mais assim. Sinto-me melhor assim. Se abrisse a boca, sei, iria ser como outros humanos! Não! Não sou assim.
Quando os corações se afastam é fácil dizer alarvices.
Difícil é calar. Respeitar. Assumir, cada um sabe de si. É assim que penso. Assim serei.

.. ”Nem quero olhar para trás, essa minha vida.. Afinal que parte da minha vida me pertenceu?”..

(.. 06Jan’08)


Nota: Hoje 4ª Feira, foi um dia muito mau.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (09)

(carta nº 2050)

Fui almoçar. Chocos sem tinta. Queria tanto sentir a língua molhada. Não me atrevi a pedir que viessem pintados. Já tinha acordado no outro dia com água na boca. Faz anos.
Hoje acontece de novo o encanto do querer tudo na boca, no corpo, dentro de mim. Que mania estes meus vícios. Molhar-me. Abrir a boca. Dar o corpo de boca aberta para que ele se molhe no abraço que se sonha cada vez mais consciente.
Que vício, este sonhar! Também se gasta o gostar. A sonhar livremente, tive a coragem de te dizer que gostaria de te ver. Foste tu que aceitaste. Eu nunca o faria! Tal a minha falta de capacidade para essas coisas. Coragem não é para mim. Dou-me muito mal com as coisas bonitas do amor.
Normalmente quero tudo para mim. Ainda não consegui aprender a dividir o corpo feminino que mais gosto. Sei, são merdas que estão dentro de mim. Mas não sou capaz e por ora, sinto-me bem em ser assim.
Quando ouvi a tua aceitação, por alguns momentos, uma alegria de que me julgava, uma vez mais, incapaz, atolou-se na minha tolice. Neste meu corpo de menino. Na fragilidade imensa de te querer muito. Merda! Não, não me piquei, isso diria ôdase! Para se merecer alguém é preciso merecermo-nos primeiro a nós próprios, penso assim, porque sou tolo.
Merecemos prezar o amadurecer do que já hoje temos. Não quero perder a mão no que vivi. Isso é que sim. É o que interessa mais.

.. de mim, beijo.

(..de mim, para Z.. 05/Fev/2008 20:45)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (08)

(carta que nunca escrevi)

Este dia foi tão cheio.. Gostei menos da refeição hoje, por tua causa. Antevi a minha morte prematura. O meu desassossego. Nunca fui mais do mesmo. Mas isso já eu sabia de cor. As mulheres muito bonitas têm essa facilidade, de me fazerem essas merdas. Provocações. Entrarem em mim sem ao menos, no mínimo, pedirem licença. E eu continuo a recolher essas merdas. Sei lá porquê! Sou assim. Muito acanhado. E tu sabes o que eu sinto. O que olho. És muito bonita. Catano!

No momento que te tinha junto de mim, perdi-me. Toquei no teu aroma! Ôdase! Olhei-me! Devia estar num retiro mais casto. Até senti vontade de te ter muito. Fazer amor ali. Queria-te tanto. Beijar-te também. Na boca. Tive medo. Aquele lugar era muito público e tu não irias aceitar. Antevi. Por isso nem me despi. Nem as mãos mexeram. Os olhos, esses, os meus, fizeram tudo. Queria-te. Fiz.

Às vezes qualquer distância é melhor do que qualquer proximidade. Estamos mais à “vontadex”. Ninguém tem um braço tão enorme, para nos dar uma dor. Uma bofetada.
Por isso aqui sou eu que dito, depois escrevo. Somos nós que fazemos os futuros crescer. E tantas vezes o fazemos sem qualquer responsabilidade que até parece que do outro lado não existe mais ninguém. Fabricamos tudo menos carências. Essas, não forjamos. Pertencem-nos. “Óspois” quem paga é como todos dizem, o mexilhão. Quer dizer! Eu não! Que não sou essa coisa mole (ainda), mas sei que sou um sapo carenciado de tantas outras coisas. Por isso, e só deve ser por isso, continuo a ir ao meu charco exercitar-me. Estico os lábios muitas vezes. Às vezes até abro muito a boca. As necessárias. Poizé.
Para que sim. Para as coisas acontecerem. Para sei lá eu, quiçá, continuar a ser o sapo que tenho de ser. Elas nem me olham. Outras nem me levam a sério. Brincam.

Apesar de tudo, das minhas muitas vontades, algumas não satisfeitas, tive um acabar de dia muito feliz.
Porque sonhei mais e melhor. Porque gosto muito de sonhar assim. Só nunca sei é se sou capaz de te fazer feliz. Mereces. Muito. Porque por ti, sabes, eu faço, até admito tudo, só não sei se consigo.
Apesar do momento ruim, muito ruim, tu és uma luz fantástica. Transmites-me tanta paz.
Ò se gostei!.. Gostei muito. Do dia e da noite. De ti gosto-te muito. Quase que nem te dizia isso. Obrigado.

Beijo

(..de mim, para Z.. 04/Fev/2008)

Cartas no tempo devido: (07)

(carta nº 2049)

Lucidez de lúcido.

Agora já não sou novo, sei mais “melhor bom” hoje, o que fazer com a minha vida. Ainda sei que, se desapareceres, vou sentir vergonha de não ter sabido roubar-te melhor, os teus meus momentos.
Ser adulto também é coisa para poucos. É uma merda! Às vezes queremos ser o que nem conseguimos ao nascer. Temos que fingir ser grandes e eu, sou tão criança, lembra-te.
É vicio este meu gostar da tua boca. Espanta-me a resistência com que inutilmente prossegues com uma heroicidade indistinguível, dos meus sorrisos. Devias beijar-me. Eu tinha deixado que entrasses toda dentro de mim. Não viste a minha boca tão aberta que até se via o sal por ti? És o meu vício de antes, igual ao tempo de hoje.
Os vícios têm-me ajudado muito a viver. A situação torna-se insuportável quando pensar não faz senão piorar as coisas. É portanto necessário que pense o menos possível. O vício de te ter nos meus sonhos, dói. Os vícios também ajudam porque, nos levam para lugares que julgamos só nossos. E eu quero tanto não o nosso, mas o todo teu.
Preciso de me safar! Ninguém se pode safar sem essa maravilhosa possibilidade de alterar a estúpida e brutal realidade de que mentir-te não é gostar-te. Isso era quando não sabia que a mentira podia matar.

Mentir, perdia o melhor da nossa vida.

Beijo

(..de mim, para Z.. 04/Fev/2008 18:36)

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (06)

u para: Z

Carta nº etc e tal.. (perdi a conta)

Os anos passaram. E vão passando.
Sonhei-te no tempo. Vi-te. Morri no teu aroma.
Adormeci tantas noites contigo.
E todas eu gostei.
Só eu:
- quis.
- te entrei.
- te senti..
.. neste tempo tamanho, esperei, por ti.
Queria voltar a trás!
Não é possível.
Resta-me desejar que hoje o meu presente seja, igual ao passado.
Dói-me o braço de tanto te ter dentro de mim..
.. faz anos que me dói tudo de ti, por ti.
Vem! Afunda-te em mim.
Toma-me..
Entrego-me.
Preciso de ti.

Beijo tamanho

(..de mim, para Z.. 02/Fev/2008 17:01)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Cartas no tempo devido: (05)

u para: Z

Para o meu melhor sonho.

Carta de amor nº 1001

Hoje nem o dia me mostrou o Sol, mas tu apareceste e eu sorri. Falar da minha paixão, do meu apaixonar por ti, enlouquece as minhas mentiras. Prefiro falar-te com a boca cheia de aromas, aqueles que também sonho, sobretudo os que amo quando eles me falam de ti.
É! Parece, mas não quero que seja a carta do meu amor, para o meu amor. As cartas de amores, são todas ridículas, mas mais ridículo ainda é, não escreve-las. Apetece-me lançar-te palavras.
Apetece-me lançar-te palavras embrulhadas do meu afecto, para a tua distância, a dos meus medos também.
Mas dor de mim!.. pior do que seguir à risca opiniões de outros, só não escutar as opiniões dos outros..
É que a coragem moral está sempre próxima do que toca fundo o coração, por isso – porque é íntima e nem sempre partilhável (não partilho com gentes) – pode muitas vezes parecer o contrário do que é..
Sentir o teu Sol, faz-me bem.
Hoje mereci gostar-te.
Beijo

(..de mim, para Z.. 01/Fev/2008 22:09)

Se desaparecer,

.. acha normal em mim.

Chegou a minha hora.

1
Em Setembro, espero fazer 33 anos de serviço na mesma empresa. Não vale rir. Sou do tempo dos nascidos em fidelidade. É certo! A vida prega-nos cada uma que, ninguém pode dizer em verdade; "desta água não beberei!".
Então é assim.
No dia 31 de Janeiro de 2008, pelas 10 horas e muito pouco, foi-me comunicado, com olhos desviados, a extinção do Departamento Artístico onde trabalhava. Extinto. Quer dizer, digo eu; extinto o meu lugar porque, o que fazia, digo eu; tirava o pão da boca às agências de publicidade que, ultimamente fazem parte do compadrio de alguém. Uma agência leva em orçamento, até 10 vezes mais, pior trabalho final, do que o que eu executava.

E agora que vou fazer?

Continuo na mesma empresa porque; quero, gosto muito do que faço (fazia) e por ora necessito. 33 anos é muito tempo. Até hoje, dei o melhor da minha carne à mesma. Na minha especialidade, sou considerado singular em; velocidade de execução e criatividade.

E agora que vou ser?

Não vou descrever o que vivi neste tantos anos. Dei tudo. Dei o meu melhor. Ajudei-a a crescer. A ser mais moderna. Mais séria. Mais humana.
Não quero descrever as muitas escusas de convites que me fizeram - empresas do exterior. De momento a revolta é enorme.
Não há palavras para confortar.

2
A velhice não chegou! Estúpido (dizem)! O que chegou foi a politica dos números.Dizem-me! Olha com os olhos abertos a hora dos telejornais e, atenta nos números, nas bocas mal abertas dos jornalistas que dizem o que lhes obrigam (não é para isso que são principescamente pagos?). O Governo de agora que, não é diferente dos que já passaram e dos que vão voltar (é o mais certo), dizem todos o mesmo.
Ouve-se a voz que recebe: “O Governo diz que, conseguiu no trimestre “y” 100.000 novos empregos para jovens”!!..

Poizé!.. Nunca dizem à custa de?

Os profissionais, os que mais experiência e afoitos são.. toca a colocar de lado, de qualquer maneira para que, outros (jovens, 1º emprego) entrem (a maioria com ordenados superiores).Não fui despedido (mas cá para o meu coração é a mesma coisa, digam o que quiserem, para me confortar)! Também não foi extinto por falta de brio profissional. Nem tão pouco por idade.A minha empresa é do estado, quer dizer é, uma empresa SA, com administração do Governo.Está tudo dito. Politica é politica. Nunca é justa.
A minha profissão acabou nesta empresa. Não interessa para nada as razões deles. Para eles, não interessam as minhas.

3
Passaram TRÊS ANOS que outros amigos foram. Os últimos. Nessa altura quase morri por eles. Passei mal. Fui abaixo. Adivinhei que um dia também estaria no lugar deles. Brutalmente revoltado.
Só vão escolher-me quando, conseguirem alguém que faça o meu trabalho. Digo. Penso.O preço não interessa para nada. O dinheiro é dos contribuintes. Hábitos das empresas do estado.

4
Chegou o dia 31 de Janeiro 2008.
Ouvi: Está dispensado do seu serviço.
E no dia 1 de Fevereiro de 2008, foi o pior dia da minha vida, profissional.
Agora resta-me ir todos os dias ver as paredes com mais e melhor atenção, as da minha empresa, porque estas, parece, a eles também, não as conheço.

E agora o que vou fazer?

Chegou a hora de sentir no corpo, alma, que a vida é mais frágil do que na verdade pensamos. De um dia para o outro, não somos nada. Hoje foi o meu dia.

5
Sou mesmo brutalmente honesto! Esta foi uma boa razão para os super me afastarem, sei!
Não “papo grupos de lambidelas”. Não faço qualquer rodopio a ninguém. Não confio NADA, nos “meus” chefes. Não merecem a minha confiança profissional. A incompetência prolifera a olhos alarmantes na minha empresa. Quem pode, não quer saber disso para nada. E não faz nada.
Falar de politica é o mesmo que escrever sobre injustiças. Roubos. Ladrões de mãos cheias.
Não fui contratado para ser o maricas que está sempre pronto a mostrar os dentes todos, quando os chefes lhes acenam. Quem isso faz, é porque é incompetente e não sabe defender-se com o seu trabalho. Normalmente, são os que não sabem fazer nada. Nem bem nem mal, nunca soube fingir. Todos os meus colegas de trabalho ao longe dos anos, sempre souberam, de fingidor, nunca tive o privilégio de o ser. O meu coração sempre esteve junto da boca. Pecado singular dos brutalmente honestos, apesar de andarem silenciados os meus sons, faz ano e meio.

6
Estou cansado de ver todos os dias, roubarem a minha empresa.

7
Pela incompetência..
.. um novo ciclo vai iniciar-se, para mim.
Não sei se vou ser capaz.
Acredito muito em mim.
As "razões" vencem.
De momento..
.. o coração caiu
.. e este, dói que se farta.


E agora o que vou fazer?


Nota antiga num passado recente:

28 de Setembro de 2006
Parabéns! Faço 31 anos.


(.. 01Fev’08)