Às vezes não queremos voltar atrás. É o meu renitente caso. Nunca olho o que fica para trás. Hoje tenho exemplos que devia viver na retaguarda.
Tenho tido muito pouco apetite para escrever seja o que for. Dito isto, espero que, os leitores virtuais deste espaço, não aguardem por palavras que, de vez em vez escrevo, parecendo que quero espantar espíritos. Não quero espantar nada. Queria era melhor Paz. Paz que acho por justo, merecida.
De momento, não me recomendo. Não sou boa companhia. Não consigo animar ninguém. Não estou bem. Não consigo animar-me apesar de em alguns momentos, sentir que pareço estar bem. Queria sorrir. Queria abrir mais os braços. Oferecer abraços enormes e muito sorridentes. Não consigo e tento muito. Tenho tido uma grande ajuda que quero aceitar por tempo indefinido. Quero. Quero-a.
Estes últimos dias, senti o que li num livro faz algum tempo, não sei bem qual nem quem escreveu. Amanha lembrarei. Cito o pensamento.
“Descobri uma coisa recentemente: os verdadeiros amigos são aqueles que estão ao nosso lado quando as coisas boas acontecem. Eles torcem por nós. Alegram-se com as nossas vitórias. Os falsos amigos são os que só aparecem nos momentos difíceis, com aquela cara triste, de “solidariedade”, quando na verdade o nosso sofrimento está a servir para os consolar nas suas vidas miseráveis.”
Ca’coisa! A minha educação é contrária. Acontece com todos. Comigo também acontece. Hoje consigo perceber o escritor. Hoje senti isso mesmo. Não me perguntem porquê. Mas nestes últimos dias consegui ver o que nunca tinha visto. Assisti à realização de novas coisas. Senti-as. Até tive muitos momentos que pensei que era o contrário que devia fazer e sentir. Mas não foi assim. Não era isso que sentia no meu coração. Fui um homem presente por coração. Por tanto querer, desejei coisas boas a alguém.
Perguntei-me! Que amigo sou se estava presente.. Angustiei.
Assim, lembrei-me do que o escritor escreveu. De mim. Dos meus últimos actos. De quem gosto muito também. Do meu desassossego. Melhor, foi muito bom ter sentido a minha nova aprendizagem, este fim-de-semana.
(.. 31Mar’08)
Nota: Paulo Coelho, Zahír (O nosso tudo. Quando não o temos ou sentimos, é o nosso invisível).
