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terça-feira, 28 de março de 2006

Abraçou-me, aceitei.

Não tenho novas nem velhas amigas. Nem no tempo, nem neste tempo. Como já aqui escrevi à pouco tempo num outro post.
Tenho simplesmente uma amiga (confirmação real) que, abraçou-me, quando PRECISEI E PEDI AJUDA.
Uma. Apenas uma em tantas que eu pensei.

Algumas, até parecem imaculadas, cheias de graça, dão risos, abusam da minha irreverência, pensam que sou, mas não sou. São as sonsas (hipócritas). Tenho conhecido algumas ultimamente, em cores alegres, sorrisos nervosos e de caras lavadas. Parecem ébrias escondidas, que enganam os mais crédulos, os mais sensíveis, os merdas como eu. As piores.
Outras, as “quaisquer outras” que me viram, ainda não entenderam que não me conhecem, pensam que me conhecem. Ainda existem as que me viram num dia qualquer, e acham que tem o direito de me julgar.
É irritante saber que não posso voltar atrás. Mas também não interessa nada.

Sou um menino calmo. Algumas, quiçá a maioria, confundem com um menino normal. Não sou normal, se sou também não sei o que faço aqui.
Fujo de uma gritaria, fujo das confusões, fujo daquelas cenas de pancadaria, fujo de todas as coisas que mostrem a coragem. Não tenho coragem, fujo dela a oito pés. Não quero a coragem para nad
a.

Percebo essas que conheço, a maioria não dá nada de graça.

Esta amiga, merece que eu diga AMIGA, sem receios. Merece que, eu repita vezes sem conta a sua amizade. Merece o que eu não consigo. Merece, que me lembre dela todos os dias. Merece toda a minha força em sua defesa, se um dia ela necessitar e tiver a coragem de me pedir.
Nunca receei nada na vida, menos os meus medos de amores, confirmados.
Receio, não saber, se a mereço.
Merece o meu melhor abraço.

As outras, essas, não interessam para nada.

(Joana.. 27Mar'06)

sábado, 25 de março de 2006

Cismo o que invento.

Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Não o uso. Tenho também a minha história, mas não a contei. Não contei. Não inventei. Não quero contar. Fugi.
Quero mostrar que pertenço ao mundo onde o amor, como as histórias, existem só por si. Como se me dirigisse a alguém. Outra vez.
Escrevo, as palavras que vivi, sonhei, senti e fugi. Escrevo as minhas maneiras à minha maneira, para ser só eu a entender o que eu sinto, e nunca à tua maneira, que não sentes o que eu vivi.

Falta-lhe o instinto do partilhar. Não se pode ter tudo quando se é tão bonita. Sempre me causou dor este facto.
Mentias-me sempre.
Mentiste quando disseste que nem rebentos tinhas.
Mentistes quando disseste que a tua cor preferida era o azul.
As estrelas são vermelhas, e tu sabias muito bem.
Omites o que gostava de sentir.
Gostam de ser o que eu nunca quero ser.

A - Não te bastava estragares-me a vida pelas vias normais, separando-me de tudo o que eu gostava – filhos, amigos de infância, das minhas coisas, do meu amor-próprio, das corridas que corria – aliciando-me a fazer todas as coisas que não me atraíam nada – fumar mais do que fumava, viciar-me em televisão, comprar mobília de seis em seis meses, comer muito. Tinhas que me dar cabo da cabeça, trocando-lhe as poucas voltas que lhe restavam, nesse dia distante em que te conheci.
Tinhas de me mentir, para eu nunca saber nada, julgando que sabia, fazendo de mim um parvo para além de toda a estupidez possível, como o mundo gosta de ser.
Desde que foste e comecei a saber coisas a cerca de ti que nunca me tinha passado pela cabeça, o meu medo de ti, aumentou substancialmente, como podes imaginar – não me admirava nada que não queiras voltar para me acabares de vez.


Por que é que “asneiramos” o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja parcialmente estragado. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para o pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita do mundo. No amor tem que haver luta.

B - Apaixonei-me num momento desprevenido. Estava a tomar o meu café com ela depois de um longo almoço que me pareceu curto. Ela sentou-se na minha frente. Fiquei ali especado a olhar para ela. Mesmo que tentasse e sei que tentei, desviar a direcção dos meus olhos para um outro lado qualquer eu olhava-a sempre e todas as vezes que olhava não respirava. Um minuto de exposição, foi quando bastou. Não se pode olhar muito tempo para raparigas bonitas sem este género de merdas acontecerem.

Sou um homem muito calmo, sobretudo diante da histeria. As raparigas não gostam nada desta minha faceta. Confundem-na com frieza e insensibilidade. Não gosto de nada que me doa.
Às vezes apetecia-me gritar, foda-se!... basta! De baixo da língua.

A B - No início estávamos sempre a foder ou a recuperar-nos para foder. Em nada afectava o que sentíamos um pelo outro. Tanto suspirávamos como arfávamos, tanto dizíamos carinhos como palavrões, era-nos igual. A coisa funcionava sozinha. Sentia se exigisse algum maior esforço da nossa parte, teríamos fracassado.

Eu era feliz antes, mas estava sempre deprimido. Para passar o tempo leio o que escrevi, senti, tudo.

Bem sei que eu era mais o teu menino do que outra coisa qualquer, como ter um irmão que se pode fazer tudo (urso), mas isso nunca é muito bom. Não gosto nada que me dêem ordens, nem ralhem comigo. Mas é isso o que se faz aos meninos das mulheres.

A B - Por estas e por outras estarás sempre eu contigo e tigo com eu.

“Sobre uma estrela caída no chão, uma estrela que nunca se viu, deitei o meu coração doente e desprevenido e por causa de ti, nunca ardeu.”

Para onde vai a minha vida não quero saber. Ainda tenho o cheiro de algumas melhores refeições, do tempo em que Portugal não era o que é, e eu era um petiz feliz. Os amigos só esses, pelas mesmas razões, nos abraçávam sem nos lembrarmo-nos que não éramos gente. Também não sabíamos que havia mais gentes. É esse o curso que quero seguir, se for obrigado a escolher um. Ser como um cheiro que permanece, ligado a um momento que se esqueceu. Gosto de lembrar-me do cheiro dos meus tempos.

Sofrer é uma merda mas, não o é o amor? Como lixar o sofrimento? Fazendo sofrer os outros? Sei que já o fiz, mas não resulta.

B - Eu bem digo para não me amarem “Não me ames! Deixa-me ser eu a amar-te!”, mas as mulheres do que gostam é de amar. Sobretudo quando não há mais ninguém que se preste a isso.

Um dia terei na minha vida um atalho à minha beira, um caminho por onde possa seguir – duvido. Caminho.

B - Sou um eremita. Fiquei profissional entre outras coisas, da saudade. Não posso estar contigo. Não consigo viver sem ti. Sou impróprio para consumo, porque me tornei um lembrador profissional também. Também sou um recordador de omissões, que me fazem doer.
Serei o teu lembrador, quem te lembra, quem te aproxima de quem eras. Não falarei com ninguém, mas ai de quem vier falar comigo. É bem feito, para não se meterem com quem não foi feito para viver.
Se alguém me mostrar algum sentimento, como-o.
Um dia quis ser caseiro do teu coração, no sótão do meu. Deixei-te perder no tempo e desisti, por mim.

A - Não sei discutir. Não acreditava em conversar. A tua única queixa era doentia, dizias que eu nunca lá estava quando tu querias. Eu dizia: Faz tudo o que queiras menos fugires. Espera! Emendo! Faz tudo menos dares-me com os pés!
Eu nunca podia ir ter contigo enquanto tu não te/me encontrasses.
Pouca coisa me encontras-te para descobrires-me, à parte a minha queda para a cobardia e nunca te gritar.
Morres no tempo por mim, sei que será sempre assim. É difícil de distinguir a sacanice da ingenuidade. Eu nunca voltei para trás.

B - O máximo que consigo, em momentos de crise, é menosprezar-te - tenho uma nova amiga mais ao menos, mas tu és mais minha, do que ela.
Mas é no meu amor, nos teus olhos de água suja da vida, dum mar que não tem fim, que eu caio cada vez que te ofereço o meu olhar.
Deve ser esta a minha timidez e esta minha cobardia, que só quando estou longe me vem o coração às mãos e tenho vontades de to oferecer, sem medo que o possas aceitar, tal era o mal que te fazia, se te amasse mais.

Já não sei o que dizer. A amargura apanhou-me as mãos em água e em vida. As mãos vão contra os olhos. Mentem sempre. Omitem mais.

B -
Nunca vi um céu tão bonito nem tanto sossego, enquanto acabo o meu café no meio da cidade quase vazia, a não correr para apanhar os autocarros, sem saber que mais dizer-te, porque a minha alma está sempre a interromper-me, a chamar por ti.
Quanto mais longe, mais perto me sinto de ti, como se os teus passos estivessem aqui ao pé de mim e eu pudesse seguir-te e falar-te e dizer-te quanto te amo e como te procuro, no meio de uma destas ruas que vejo, zangado de saudade, no céu claro, num dia qualquer e com frio.
Diz qualquer coisa a este palerma que julga que andas por aqui perto e chama sem parar por ti.


Seria inadmissível pôr-me a cismar se consegui ou não fazer o que eu queria. Como seria dizer que não sei. Sei. Sei que não consegui nada. Só espero não tê-lo conseguido bem.

“Se tocastes o horizonte, provavelmente chegas-te ao fim, encontrando-o.”

(.. 25Mar'06)

sexta-feira, 17 de março de 2006

Sou um homem complicado?

Serei?
As gentes que conheço, a maioria dizem que sim.
Falar de mim para mim é mais complicado. Olho-me no espelho e não vejo os meus defeitos. Os bons amigos também não, apesar de muitas gentes não concordarem comigo, nesta última. Devia aceitar o que a maioria pensa de mim? Penso que não, mas devo reflectir, e reflicto.
Nunca fui de maiorias, sempre lutei desde menino nas minorias e pelas minorias, sei lá porquê mas, também não interessa nada.
Sigo as coisas com o rigor das coisas que sinto. Choro quando me perco em caminhos que penso conhecer mas, afinal não conheço nada e tantos dias me perco que num dia qualquer morrerei sem saber se perdi mais amor ou se consegui dar mais a alguém.
Querendo ser um qualquer homem, mas que num qualquer lugar não sente o caminho, padeço de inseguranças ricas de risos de outrora da maioria das gentes. Vivi a minha infância de pequenos nadas, coisas poucas, sorrisos e abraços ganhos nos amigos que menos tinham e eu e eles nada tínhamos a não ser os sorrisos e os abraços. Gritávamos uns com os outros, chorávamos, zangávamo-nos, até nos batíamo-nos mas, no final, conseguíamos aquele abraço que durava a eternidade rejuvenescida de coisas boas, e assim crescemos, unidos, sem nada nas mãos, sem nada, e muito felizes fomos até virmos para junto do mundo.
Os meus silêncios, são sempre os únicos caminhos onde me seguro, agora que sou grande e os amigos que me abraçavam se perdem num qualquer lugar como eu. Atrevo-me a chorar para não morrer nos sentimentos que me vão tropeçando no coração.
Cobardia? Não conheço essa sentença. Concedo que gentes tenham vontade de me incitar, até com mais outros impropérios. Aceito esses dissabores, não aceito muito bem, duas coisas: A mentira, e pior, a omissão.
Estranho, que para sofrer menos, tenha que omitir coisas que sinto. Para que seja "mais" feliz um amor meu e mais segura do que se sente por mim, as minhas omissões sentidas, tem que ser constantes.
Quanto mais falo dos meus sentimentos, mais complicada é a minha e a vida nesse amor. Sinto que, quanto mais os meus sentimentos me assomam, mais difícil e sofredora é a minha vida.
As amizades que me tocam, é mais ou menos assim... Tenho que me calar para, ser um amigo qualquer. Hoje os amigos não querem ouvir-nos dizer nada...
A vida não contempla os amores verdadeiros em coisas fáceis. Não se ama em plenitude. Mentir ou silenciar é um dom de muitos mas, ainda não consegui essa meta. Noto, sinto, olho para a vida e a maioria vive bem das omissões mas, ainda não consegui ser assim, também não sei se conseguirei algum dia.
Dizem que o amor real e de cedências, já falei aqui sobre isso, mas eu ainda não sou capaz de negociar essas palavras.
Um defeito que me apontam é, o de viver ao longo das minhas muitas primaveras, um amor sempre com grandes intensidades, ao ponto, de por vezes sufocar quem amo de muitos abraços, dizeres de tantas coisas que sinto, e de tantas vontades de as partilhar, de minuto em minuto.
Não sei ser de outro jeito, amo, dando tudo e ao dar tudo perco-me em choros porque não existem minutos para falares, mas sim, dias para dizer num dia qualquer, que amo e que quero.
O mundo que vejo, vive de: olhar, falar, abraçar… de semana a semana. Eu não amarei se esta for a realidade e tantos me falam...
Enquanto para as gentes, amar assim sufoca com os meus abraços minuto em minuto, eu morro com os abraços de semana a semana. Sou assim e não sei ser ainda de outro jeito.
Não mudo, este é outro defeito que me apontam. "Entra na real", dizem, mas sei que num dia qualquer, alguém me dará a mão com um bom abraço e diz, “Não mudes, porque é esse teu jeito que me faz estar aqui junto de ti e quando não me deres esse teu todo amor, eu sei que partiste de mim.”
Se houvesse um amor abandonado à sorte dele, só Deus sabe a companhia que me faria, se eu deixasse. Quantas vezes ao certo, cheguei eu a perder-te, para as mesmas vezes, enlouquecer de tanto te chamar? Tu, só tu o dirás.
Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes acontece. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos sempre à procura do ego que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos ou como achamos que merecemos. Quando somos honestos, é apenas um que pretendemos.
Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos, porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
São 10:55 horas do dia 16 de Março, estou a chegar, fim da minha boa viagem e mais um dia bom, espero.
Gosto de dizer porque sinto, “nem Deus sabe como eu amo” mas sei que Ele sabe, que o meu amor é honesto e simplesmente simples, é todo! Tudo ou nada.
Tudo corre mal, menos o amor. A vida é simples e fácil de perder, mas o amor é fodido. Gostei e muito gosto, de te ter comigo no nosso amar, "mm"!
Sou assim, como dizer sem me lesar… Sou único (*), e não mudarei.

Quem tiver vontade de me arremessar uma pedra, só uma que seja, é bem-vindo a este mundo mas, abandone o meu, porque o meu é fantástico apesar de chorar.

‘Penso e pensarei…’ (..16Mar'06)
(*): Os meus amigos de infância, melhores são.

quarta-feira, 15 de março de 2006

Ela deu-me “cum us pézes”.

E agora?

Ninguém gosta de ser abandonado mas, o trauma da ruptura tem cura. Dizem! Eu choro sempre e choro proporcionalmente ao que senti.
Li algumas páginas do livro best-seller “He’s Just Not That Into You” que aponta algumas dicas para ultrapassarmos (!?$#) esses momentos difíceis. Eu já fazia algumas naturalmente, apesar das mulheres me dizerem depois nas suas ressacas que, talvez eu nunca gostasse tanto assim.

Este livro está a remodelar a cabeça de muitas mulheres que, dizem elas, ter encontrado no livro, a força que necessitavam para se separarem dos homens que atormentam as suas vidas. A esta situação, muitos homens dizem-se ameaçados e injustiçados, já que o livro aconselha as mulheres a “os largarem”.

Penso que este livro não se fica só pelas mulheres. Numa qualquer ruptura, tanto os homens como mulheres, sentem-se perdidos e magoados. Como ainda não se inventou nada, o “bem-dito comprimido milagroso” de fazer esquecer tristezas no dia seguinte, há técnicas que os autores afirmam, serem eficazes para acalmar um coração despedaçado.

Bem… Algumas mais fáceis e importantes (para mim, claro)… Para, se alguma vez o abandono bater-te à porta, ficares preparado (eu ainda não me habituei pela 1001 vez). Não te esqueças! Conselhos todos dão e pensam que sabem. Nunca um conselho dado serve, para quem o ofereceu.

1. Inicia uma semana de “limpeza de influências”
Nada de contactos, seja que de espécie for, a começar hoje mesmo! Em primeiro lugar, desfaz-te do número dela. Estou a falar a sério. Apaga-o do telemóvel, do telefone de casa e da tua cabeça. Depois adiciona o e-mail dela à lista de endereços a filtrar (bloqueado). Se não o vires, não sentirás tentado em a contactar.
É claro que em determinada altura, quando fores ao bar, café onde ias etc. vais sentir-te tentado a ligar-lhe. Mas antes que essa tentação seja uma loucura, recorda três coisas más sobre ela. Parece-te estranho? Talvez, mas resulta e poupas uns euros para telefonares a outra.
“Por todas as coisas boas que te venham à cabeça, pensa numa muito má. Verás que sem notares percebes que as negativas são em maior número do que as positivas, e a tua aversão a ela consegue superar a nostalgia provocada pela separação. As coisas negativas tendem a ficar mais frescas porque em geral elas aconteceram já perto do fim”.
Próximo passo: declarar “zona interdita” a qualquer sítio que costumavam frequentar juntos. Descobre um novo café, bar… tudo deve ser novo. É uma decisão difícil, mas lembra-te que novos lugares, vêm equipados com mulheres para as conhecer-mos.


2. Encurrala as coisas dela e queima.
Rasga todas as fotos e troca imediatamente o fundo do PC “wallpaper“ onde tens aquela foto dos dois de férias no Brasil. Há outras raparigas que ficam muito bem no teu PC.
Faz trabalho de casa. Leva a cabo uma verdadeira investigação (lembro-me de momento de uma amiga que investiga. rs) da cena do crime e apaga todas as evidências da presença dela. Deita fora (queimar, seria melhor) tudo o que já nada te interessa dela. Se houver alguma coisa para devolver, manda por correio para a mãe, nunca para a nova casa, nem para casa dela, mostra que não foi assim tão difícil (pior é que se não te desfazes, a próxima vai zangar-se contigo). Assume sem medo algum, o fim da relação.


3. Deixa de ser amigo ( A dica mais fora do comum, mas a melhor).
Por norma, a parte que abandona (as mulheres neste caso) pedem para continuarem a ser “bons amigos” após o fim da relação.
Cair nessa cilada, não! Uma mulher que de repente olha para ti e decide que vai tentar a sorte noutro lugar, não merece a tua amizade.
Esse sentimento já não faz parte do menu das virtudes a que ela um dia teve direito. Se ela insistir no assunto, dá-lhe a entender que, de momento, não estás a aceitar candidaturas ao lugar de amigo, mas que manterás o interesse dela em mente para futuras oportunidades. Podes reconsiderar a tua posição decorridos 60 dias ou mais alguns meses.

Nota: Ler, "As mulheres e o melhor amigo... O homem." (Agosto 2004)

4. Foge do fundo do copo (para quem bebe).
Nada parece melhor do que a bebida para fazer diminuir a dor de um coração magoado, mas na manhã seguinte, a dor da separação volta e traz-nos à realidade, chama-se “ressaca”.
Não te sintas tentado a fazer coisas ou a tomar atitudes que te tornem patético, melancólico ou que te levem a entrar numa luta de punhos com tudo o que te aparece na frente. A dor de cotovelo é dos que não a mereciam na verdade... continuas a ser um homem. Não te esqueças que o outro pode estar sempre melhor do que tu e provavelmente nem bebe!


5. Abraça novas outras.
Talvez comeces a achar que o destino quer fazer de ti um lobo solitário (eu sou), e isso é bom, mas uma companhia amiga num momento destes pode ajudar. Faz uma lista de três companhias femininas que gostavas de ver nos próximos dias.
“Logo após a minha ruptura, comecei a sair com amigas que já conhecia. Elas estavam mais interessadas em ouvir-me falar da separação do que os meus amigos homens, e davam-me muita atenção. A melhor parte, era ser visto por aí com qualquer delas ou todas, o que ajudou a valorizar a minha cotação.”
Cada um tem o seu jeito, mas existem coisas que temos que fazer para, seguirmos em frente mesmo que não sejam nós.

6. Mantém a energia.
Esta é uma altura fantástica para reavaliações e novos objectivos. Por isso, procura coisas novas para fazer – comer pizza não é uma actividade, nem o é chorar. Inscreve-te num ginásio, vai assistir a jogos de futebol (organiza torneios com os amigos) ou vê todos os filmes em cartaz num fds qualquer. Faz planos para saíres de casa.
“Após ter saído de casa empenhei-me em construir o meu site, para abstrair-me de algumas memórias. E resultou. Sempre que tinha pensamentos inoportunos, ia para o PC”

7. Não vivas o mesmo filme.
“A segunda rapariga com quem me envolvi após terminar o namoro, tinha o mesmo nome da minha ex.” Se já te aconteceu o mesmo, aqui fica um conselho.
“Memorizar o número dela como “nova Cristina” foi bastante sensato. Para não falar dos benefícios revigorantes de ter sexo com outra pessoa, que é bem melhor do que a variante de sexo “vamos lá salvar esta relação”. Não te atrevas a aceitar outra para tapares o vazio, ele será sempre o teu vazio e só tu o taparás.

8. Recurso definitivo, “ou tudo ou nada”.
Desaparece. Muda de telefone. Muda de casa. Muda de emprego. Muda de carro. Dissolve-te. Não lhe dês qualquer razão em resposta, porque desapareceste, consegues?
“Depois do adeus, da despedida (por vezes nem dá para despedidas), acabou, acabou!... Não existe mais qualquer razão para qualquer dialogo, só se vão magoar. Um de vós, vai tentar o tudo ou nada (geralmente o que fez e não sabe que fez ou não quer entender que fez) para o regresso da próxima edição, onde nunca mais se perdoa (fica só a aguardar a oportunidade) e só vai trazer pedras para arremesso.
Não te atormentes quando o outro lado te chamar cobarde, que não dás a cara ou outros nomes próprios do momento. Sabes que não o és, pois tiveste a coragem de fazer acontecer tudo de bom para o outro também. Não te lamentes de não quereres dar alguma justificação. As justificações não prestam para nada e só trazem mentiras e omissões cheias de dores.
Difícil mas a mais eficaz (para deixares de fumar, ou deixas ou não deixas, não existe meios termos).
Consegues?
Como eu sinto e gosto de dizer: Ou tudo ou nada.”

Não te esqueças que tu és e serás sempre tu. Não mudes. Tempera-te e amadurecerás. Nunca deixei de ser quem era, sei que um dia qualquer alguém me encontrará.

(Penso.. 15Mar'06)
Nota: Conselhos que não deves tolerar numa qualquer relação: Post "O que é que as mulheres querem de nós? Sábado, Fevereiro 25, 2006.

sábado, 11 de março de 2006

Hoje lembrei-me de ti, MLuz.

Queria tantas coisas que nada consigo…

Lembrei-me de ti. A razão, não sei, mas também não interessa nada.
Gostei de me lembrar de ti.
Passou um mês, depois de um ano que te conheci.
Gostei de ti, não o nego. Gostei do que vi. Gostei do pouco que senti.
Atrevi-me um dia a procurar-te e tu deixaste-me entrar na tua vida no dia que nos vimos pela segunda vez, cinco meses depois do primeiro.
No primeiro dia eram tantas as que olhei, lembro-me. Umas, falo de carne, a minha carne comía-as. Mas sei que eram só sentimentos vulgares de homem. Sei, sabes que não sou assim, mas como homem, erro em todas as coisas por mais vulgares que sejam.
Quando aceitei o nosso segundo dia contigo, premeditei. Sonhei uma boa vida a dois contigo.
Outra coisa eu não aceitava, mentia a mim se ao estar contigo eu não quisesse que tudo fosse bom para os dois.
A verdade é que queria ser tudo e também queria ser um bom homem para ti, isso principalmente. Mentia, se não fosse verdade. Queria e só eu sei como queria naquele tempo estar sempre contigo.
Naqueles dias eu amava muito alguém.
Por essa verdade, eu queria-te desesperadamente.
Queria ser tudo. Queria ser fantástico, tu merecias.
Queria gostar tanto de ti. Sei que gostei o suficiente não o necessário e sei que gostavas muito de mim.
Chamavas-me tolo e sorrias.
Verdade, sei, tinha um pacto de coisas que só eu sei e mais alguém… Ela também sabia o que se passava todos os dias.
Ela. Falo da outra que me rouba a vida, desde que a olhei.
Sabias, falámos, e foi muito incomodo o que sentiste.
Quem me amava como eu amava, era alguém que não tem coragem de dar o passo (certo?) para sermos um só, numa vida qualquer que a vida nos oferecesse.
No terceiro dia no tempo, querias-me desesperadamente e eu queria provar dentro de ti, que tu eras uma mulher boa para mim, como eu, um homem bom para ti.
Aceitei entrar-te. Aceitei o teu toque e sabes que não te senti.
Não sabias tocar! Estranho… a tua idade era uma boa idade para me recolher na tua vida.
Nunca te senti.
Tu sentiste-me.
Que noite estranha dentro de ti e na tua pele adormeci.
Não te queria perder mesmo assim. Tu sabes, sou falador e tantas boas conversas tivemos. Atrevo-me sempre a dar tudo. Tudo te disse, até falei do meu pacto.
Apetece-me continuar neste momento a lembrar-me de ti.
Queria desesperadamente perder, isso sim, aquele amor que me ferrava dentro de mim. Queria perder o pacto que num dia qualquer eu, o fiz. Queria perder a outra que tudo fiz para te ter só a ti.
Noite estranha, ensinou-me que não se ama só com o olhar.
Olhei, gostei e sei lá, pensei que te sentia e ouve momentos que senti que só era teu. Pensei...
Naquela cama eu não te senti. Desculpa-me.
As coisas que comemos foram só coisas de sexo. As que te ensinei, foram coisas da vida.
Chamavas-me tolo e sorrias, dizias que a vida não era assim.
Lembro-me que fora da tua cama, tu eras feliz e eu fui feliz.
No dia seguinte, de novo entrei em ti. Toquei-te como só eu sei fazer. Descobri-te, entreguei-me e, foi fantástico o que sentiste quando te rasguei. Mas eu não fui feliz e tu nunca foste a mais culpada.
Choraste porque sentiste que eu não era feliz.
Em certa altura rasgaste-me tudo o que tinhas para entrares dentro de mim mas, eu nada sentia. Eras melhor do que eu. Como dizer-te que não vivia (não vivo) das minhas ejaculações mas, dos teus felizes orgasmos?
Sei que és uma mulher. Eras igual a tantas outras que não olham para mim. Eras! Ejaculo quando sou feliz, nunca impotente de vida e ou de sexo e isso não soubeste sentir-me. Foi bom assim, pensares que eu nada tinha para ti. És uma mulher.
Quero continuar a lembrar-me de ti neste momento e nesse teu jeito.
Queria-te! Juro que tudo fiz para que fosses feliz. Olhei-te e senti que não conseguias o fantástico para mim.
Lembro-me do fim. Saí de tua casa cedo, ainda outras gentes dormiam, outras, iam acordando, um novo dia começava. Bem cedo eu tomei o meu café.
Lembrei-me hoje de ti. Não me perguntes mas, também não interessa nada.
Sempre acreditei que nós os dois íamos ser felizes.
Um ano passou e mais um mês. Tanto tempo e ainda me encontro no mesmo silêncio que pactuou comigo.
Não fui talhado para os enganos e assim a minha vida é mais ruim. Sabes isso, eu mostrei-te, simplesmente como sou. Amo-a! Que fazer? Tu sabias e ela sabia de ti.
Não tenho que ser feliz. Muitos que habitam este mundo, não tendem a, famílias, filhos e são felizes. Não tenho que ser feliz se sei, que dou felicidade a muitas gentes que cruzam o mesmo meu caminho.
Se muitos vivem felizes sem filhos, porque não serei feliz sem uma mulher? Não devo estar destinado a ter uma que eu a olhe e a proteja na sua velhice.
Não me recordo desde o último dia que fui para outro lugar qualquer, de me lembrar de ti.
Hoje lembrei-me. A razão, também não interessa nada. Até ao dia de hoje, nunca mais te vi. Nunca mais te falei. Nunca mais morri. Nunca mais me lembrei do teu sexo. Mas hoje, lembrei-me de ti.
O teu corpo ensinou-me a perceber que, olhar, não chega para se amar e eu, ainda a sinto dentro de mim, quando ela não quer que eu seja assim.
Verdade. Outros tempos eu vivi e acordei como adormeci.
Eu quero acordar cheio de vontade de viver e não acordar com vontades de pensar.
Queria desesperadamente findar aquele pacto, que entra dentro de mim mas, todos os dias acordo ainda a almejar um final feliz.
Lembro-me de ti, serenamente a olhares para mim quando em três dias eu já passava-a-ferro as tuas, nossas futuras roupas. Fazias outras tarefas lentamente, e olhavas
para mim.
És um tolo! E eu via o teu sorriso.
E que coisas giras tu pensavas de mim. Lembro-me.
Eu sei, e tu sabes o quanto gostavas de mim.
Tentei, mas o teu bonito corpo não me tocou, não me rasgou como eu sempre quis.
Espero que sejas feliz.
Quero do coração, lembrar-me sempre de ti. Tu foste sempre melhor do que eu, já te tinha dito e eu, sempre fui assim.
Só queria dizer-te, tentei, mas não consegui ser todo teu, a não ser nos jardins, onde o Sol nos olhava e outras gentes ciumavam nossos risos.
Lembras-te da minha meninice quando fui às compras contigo?
Coisas ruins tu pensavas de mim, eu mostrei-me naquela forma de menino... como gostei de ser sempre assim!
Qual macho qual homem, eu sou assim e assim, sempre me lembrarei de ti.
Desejo que sejas feliz.

Nota: Tenho algures por aqui, outro momento contigo. As coisas que passo na vida ninguém as vê, mas a minha imagem é sempre a mesma, a de um qualquer homem. Diferente não nasci e morrerei de igual modo.

‘Penso.. 09Mar'06)

(Nota: Ler "Ela deixa-me, pior do que uma hora antes..."Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005)

terça-feira, 7 de março de 2006

Tentativa mórbida!

Um dia visitar-te-ei
já não, assim
de todo ou em jeito

Apetece-me falar-te!
Os meus apetites
não são para outros mais dias!
Ontem já tinha fome

Palavras ditas
por gentes que nunca me olharam!
Nem as vi!
Nunca as murmurei!
Nunca as fantasiei!
Nem um cinjo eu recebi!
E que dizer,
das que nunca adoptei?
Palavras que não sejam ditas por mim
são imperfeitas
e não podem ter qualquer jeito

Sonhei-te, só a ti.

Sonhei que abrísseis o coração.
Sonhei com isso, tanto quanto o receei.
Estaria eu vivo antes de os meus olhos vos verem?

Um dia, virei bater na tua porta
Serei dor
Serei paz
Mas serei eu
De um talhe qualquer
que te confiarei a noticia
Virei
Não como estou.
Só de mim e por mim, podes
Ler-me o corpo.
Olha a minha boca! Não mexe.
Ouve o meu coração! Não bate.
Meu corpo já não treme

Entre todas as gentes que vós olhais
Não me olhas
Como outrora nos, olhávamos.

Um dia vais saber que eu já não existo.
Serei eu.
Então recordar-te-ás
que a tua oportunidade se esfumou.

O meu, nosso, único abraço.

Penso.. 07Mar'06)

domingo, 5 de março de 2006

Exercício Existencial Quadrado.

Era um homem quadrado. Ao nascer tinha a forma que todos os homens têm ao nascer. Corpo de interrogação. Mãos de agarrar o mundo e olhos de aprender.
Crescera e brincara como crescem e brincam as crianças que nascem do lado claro do mundo. Corpo redondo de beijos. Olhos e mãos de brincadeiras e boca de guloseimas.
Já as pernas a andar demoravam menos tempo a fazer o mesmo caminho que quando o fazia a correr. Quando ao olhar-se ao espelho viu que estava a ficar liso do lado esquerdo do corpo quando disse à mãe. Mãe tenho o corpo liso deste lado. A mãe respondeu que era normal sinal que estava a crescer e a tornar-se um homem como todos os outros homens.
Na escola reparou que quase todos os rapazes estavam a ficar com aquela mesma forma lisa de quem não se interroga. De quem aceita sem questionar. E achou natural a forma e a ausência de perguntas e não se importou.
E o tempo foi passando e ele foi crescendo e ficando liso de perguntar. Liso de querer diferente. Liso de aceitação. Conformismo e conforto.
Vivia entre homens quadrados e achava-se bem e achava-se igual e nada o distinguia dos outros e os outros a ele eram iguais. A mesma vida conforme e igual sem diferenças que os homens quadrados acham imperfeição.
Viveu muitos anos uma vida lisa que julgava perfeita. Fechado num corpo e mundo quadrados que julgava perfeitos porque a todos igual.
Mas um dia o tempo chegando ao fim tornou-se tempo de morrer e o fim ao aproximar-se dobrou-lhe o corpo mais quadrado e o corpo tornou-se a forma primeira a forma espanto e interrogação e olhou com olhos de medo as mãos cheias de nada e só então se perguntou da vida o porquê..

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Era um homem quadrado. Ao nascer, tinha a forma que todos os homens têm ao nascer. Corpo de interrogação. Mãos de agarrar o mundo e olhos de aprender.
Crescera e brincara como crescem e brincam as crianças que nascem do lado claro do mundo. Corpo redondo de beijos. Olhos e mãos de brincadeiras e boca de guloseimas.
Já as pernas, a andar, demoravam menos tempo a fazer o mesmo caminho que quando o fazia a correr. Quando ao olhar-se ao espelho, viu que estava a ficar liso do lado esquerdo do corpo, quando disse à mãe: - Mãe! Tenho o corpo liso deste lado. A mãe respondeu que era normal, sinal que estava a crescer e a tornar-se um homem como todos os outros homens.
Na escola reparou que, quase todos os rapazes estavam a ficar com aquela mesma forma lisa de quem não se interroga. De quem aceita sem questionar. E, achou natural a forma e a ausência de perguntas e não se importou.
E o tempo foi passando e ele foi crescendo e ficando liso de perguntar. Liso de querer diferente. Liso de aceitação. Conformismo e conforto.
Vivia entre homens quadrados e achava-se bem e achava-se igual e nada o distinguia dos outros e os outros a ele eram iguais. A mesma vida conforme e igual sem diferenças que os homens quadrados acham imperfeição.
Viveu muitos anos uma vida lisa que julgava perfeita. Fechado num corpo e mundo quadrados que julgava perfeitos porque a todos igual.
Mas um dia o tempo chegando ao fim tornou-se tempo de morrer e o fim ao aproximar-se, dobrou-lhe o corpo mais quadrado, e o corpo tornou-se a forma primeira, a forma espanto e interrogação e olhou com olhos de medo as mãos cheias de nada e só então se perguntou da vida o porquê..

“Dá valor ao que tens, esquece o que não tens.”

(.. 06 Mar’06)

sábado, 4 de março de 2006

Revisitando as minhas memórias.

Um dia, a maioria, acorda anos mais tarde, e enfrentar-se-á com a realidade... sem amor.
Imaginem hoje (tentem), como nos sentiríamos se isto que eu à muito sinto em mim (faz parte dos meus medos), vamos sentir?!
Continuo a fazer parte de alguns que acham, que nesse nível, não se fazem cedências.
Podemos optar por um televisor mais barato, um hotel mais em conta... mas no que toca ao amor, é tudo ou nada. Não se fazem cedências.

Amor não é sexo. Sexo não é amor. Amor é amor. Sexo é sexo.
Direi com a certeza do que sinto, amor é: “sexo num abraço”. Também acredito, que o amor não se procura, ele acontece.

Um dia envelhecerei... adoecerei e morrerei. Sei, e serei sepultado.
A minha carne soltar-se-á dos ossos... e sei, voltarei a ser pó.
Digo isso com optimismo... pois sei que por todas as tristezas, perdas e despedidas da vida... existe uma luz que nunca se apaga. Essa luz é o amor e arde para sempre.
Quando conhecerem aquela que vos eleva, que vos transporta... além do que são e valem... agarrem-na bem... e digam-lhe que só a querem a ela.
Primeiro, porém, temos de a encontrar, sentindo-a. Eu gosto mais de dizer, ela vai encontrar-me.
Certifiquem-se de que acertam... pois, embora haja mais peixes no mar... só um nos conquista o coração... Só o beijo de uma… jamais esqueceremos.
Certifiquem-se de que acertam mesmo.


Lembrando-me de um dia qualquer, num outro tempo qualquer, que faz tudo agora ser muito mais concordante do que supunha que um dia iria entender. Aconteceu. Lembro-me. E parti.

Não posso casar contigo “X”.
Porquê?
Fiz sexo com outra mulher.
Com quem?
Não interessa.
Cruzaste-te com ela?
Não interessa.
Não sei se consigo desculpar-te “J”. Tu nunca fizeste isso. Foste sempre diferente.
Já... não interessa “X”.
... Se voltar a acontecer, acabou. Percebes “J”? Reza para que eu ultrapasse isto, ou nunca caso contigo.
Não te amo “X”.
O quê? Não me amas?
É verdade “X”.
- Não é nada. Amas sim “J”.
Por favor “X”.
Foi só sexo “J”.
Não te atrevas a dizer que não. Não te atrevas “J”.
Não foi só sexo, não como pensas. Não foi só desejo. Foi mais do que isso.
Fez-me perceber como devem ser as coisas. Puras, esmagadoras. Não foi sexo, claro que não foi “X”.
Estávamos vivos!
Não tem que ver com ela. Nem a conheço. Tem a ver connosco. Já não...
Já não há emoção entre nós... pois não? Sinceramente “X”.
Emoção! Emoção... “J”!
Muda sempre, para todos “J”.
Não tem de mudar, sabes que não muda o que penso de uma relação “X”.
Um dia, vais conhecer outro e sentir o que eu sinto. Tem de ser tudo ou nada. Então... vais agradecer a Deus por isso ter acontecido. Juro “X”.

Até começares a pensar como eu, a viver no mundo real, e a fazer algumas cedências, nunca serás feliz. Deixa esse teu lado romântico, pior sonhador... Acabarás por morrer, infeliz e sozinho... porque ficaste à margem, à espera da perfeição “J”... Em vez de continuares e desfrutares do que podias, como todos nós.
Juro que tenho medo que tenhas razão “X”! Sinto pena de mim neste momento, não sei se um dia me arrependerei mas, neste momento não sinto por ti o que sempre sonhei encontrar numa mulher. Gosto de ti, mas...

Até à vista “J”. Não me procures!


Hoje ainda quero que alguém sinta o que sinto. No amor não consigo ceder. Não quero ceder. É tudo ou nada. Ela encontrar-me-á.

(Penso.. 04Mar'06)

quarta-feira, 1 de março de 2006

Somos pela vida.

És ardente… Não se trata de egoísmo. És ardente, resplandecente. Isso é o que importa. Quero estar contigo... até ao dia da minha morte, porque tu és importante... a vida é importante.
Não quero mais ninguém. Tens razão. Nascemos e morremos. Para além disso, só existe o amor. E eu amo-te. Amei-te no primeiro dia que te olhei. Ainda amo os meus sonhos e os que sonhava contigo desde menino. Amar-te-ei, para todo o sempre.
Preciso que me ames... pois eu sem ti... não me imagino a envelhecer.

Um final feliz?
O final é a morte! Somos pela vida, e pela diferença que fazemos.

'Penso em ti, Joana' .. 28Fev'06)

Aceitar o amor.

É o mais correcto, não é?
Quando se trata da morte, cumprem-se as regras. O ritual é menos obscuro, mas igualmente previsivel. Somos positivos. Comportamo-nos assim. É o que esperam de mim, não é? Que suba ao púlpito diga algo com piada... algo irreverente, mas inspirador.
É assim que nos enganamos. Agimos como se fôssemos superiores à morte... mas não somos e deviamos admiti-lo.
Devíamos encará-la como é. Então talvez aprendamos a lidar com ela.
(Ele tinha muita vida, era alegre... mas já não está cá!)
Não vou ser engraçado, não vos quero fazer rir. Acabou-se. Quero fazer-vos pensar no que é importante. Pois embora isto seja inaceitável... e horrível, ainda há esperança.
Há esperança.
Ouvi uma música que foi composta... Foi composta no final de tudo. Nos últimos segundos de vida. Porem, existe algo para lá dessa tristeza... algo belo que nos toca... apesar deste horror.
(Não quero lembrar-me da última de Mozart, não quero, é vulgar, todos a ouvem sem nada sentirem. Premedito a escrita.)
O tipo que a compôs...engoliu os punhos e sentiu as entranhas contorcerem-se.
Porém, já no final... no meio de tanta dor, em que quase tudo parou... em que estamos prestes a desistir, ouvimos uma nota... que se impôe, e mais outra... um sussurro, um eco.
Irrompe de um grande silêncio... paira periclitante... e nós agarramo-nos a ela. Agarramo-nos a esse som...
Apesar de por um qualquer motivo, sentirmos que está no fim… Não queremos que aquele som acabe. Porquê?

É o seu amor.
Apesar de tudo, apesar do inevitável fim, da dor... o seu amor recusa-se, recusa-se a desaparecer.

Ele era boa pessoa (dizem, agora em qualquer igreja). Tinha uma vida, cheia (pensam, os mesmos). Viveu e agora está morto (que chatice, era muito simpático).

Mas... eu ouço-a. Ouçam. Conseguem ouvir?
Não morre. Isso não morre.
Enfrento qualquer filho da mãe que diga que morre!
Isso sobe aos céus, às estrelas...
Não procuro soluções fáceis. Não quero passar por cima de nada. Não berramos, não esperamos o suficiente. A questão é essa! Abdicamos do luto. Sentamo-nos impassíveis... controlados (na igreja, missa funebre), sem medo de nada. Devíamos temer, a morte!
Devíamos temer a morte!...

Não podemos limar as arestas da vida. Temos de a viver toda! Sorvê-la, como eles (os jovens que se vão) fazem!

Rodeiem-se de amor… verdadeiro, aquele único que faz sofrer... constrangedor e surpreendente. Quando chegar a nossa hora, a minha, a tua… tudo o que ouvirão... tudo o que ouvirão, será essa nota. Essa nota curta, tranquila... e provocadora, que se estende até ao nada.
Ouçam-na... Eu ouço.

(Penso.. 28Fev'06)

Só queria ouvir a última parte da 9ª sinfonia.

1
Segundo o livro, Gustav Mahler compôs a 9º. Sinfonia em agonia... fê-lo depois da morte súbita da sua jovem filha e de saber que tinha uma doença do coração incurável... e que iria morrer em breve.
A última nota é famosa. Prolonga-se por uma eternidade.
É a última pulsação de Mahler, da sua filha, da sua mulher... e de tudo o que adorava.
Prolonga-se,... acabando por... parar.

Sabem que mais?
Às vezes... às vezes, nada há a fazer.

2
Vou descansar. O sono é bom conselheiro.
- O tempo não recua, pois não? Por mais que faças... não podes fazer com que a vida ande para trás.

Hoje, ouvi a Nona Sifonia. Gostei, mais uma vez.
O que dariamos, para poder fazer o tempo andar para trás?
E o Mahler ficou-se pelo número oito? Não! Voltou a escrever uma única nota.
Valeu de alguma coisa?

3
Nunca sei o que terei feito de mau!
Uns acham que sabem.

... "Não pensas em mais ninguém a não ser em ti, pois não? Lá no fundo?
(A) - Estava a ajudar, alguém... Pensava...
Ajudaste-o porque era magnânimo. Foi por isso que a escolheste.
Um dia precisei de ti. Pedi-te que viesses... mas escolhes, sempre alguém para ajudar, não sei em quê?
Mas agora já percebo.
Compreendo que faça sentido, na tua cabeça. Consegues que qualquer causa se mostre nobre, não é?
Tu és assim. É importante que os amigos que te aparecem, sejam causas nobres das causas da tua vida. Vives para os outros, é assim que tu és... A tua segurança passa por essa atitude, deixando os que gostam de ti, ficarem um pouco mais ao lado. Nada tem valor, além daquilo que te interessa, é assim que te moves, foges dos outros, tentas encontrar-te no que os “teus” mais queridos desconhecem. Nada existe, para além dos teus ideais. Todos os outros sentimentos do mundo, os dos outros... são meros murmúrios, periclitantes. Passas por cima deles... como se não existissem... foges dos teus sentimentos... esqueces que um dia ninguém que hoje tu ajudas, te olhará, nem sequer quer saber de ti.
(A) - Mais alguma coisa?
(A) - - Não!
Só mais uma coisa.
Como nos tornamos um novo amigo e entramos para a lista das tuas causas meritórias, às quais te dedicas ardentemente?
(A) - Como?
(A) - …
(A) - Acho que tenho os meus medos, distancio-me qb para não ser de novo outra vitima do acaso!
Pára de te armares em vitima!...
(A) - Como?" …


(Penso.. 26Fev'06)

Um qualquer sonho, no fim do dia!

… “Ficas bem?
(A) - Sim.
Queres que fique contigo?
(A) - Quero.
(A) - Eu durmo na sala, podes ficar no quarto. Gostava que ficasses." …


Penso... Joana. (.. 25Fev'06)