| Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas |

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Cartas no tempo devido: (04)

u para: Z

Não faço favores a ninguém.
A brutalidade de falar com a boca toda aberta, tem destas merdas! Sou bruto. Gosto de o ser.
É assim!
Estou tentado em me apaixonar por ti.
Não quero saber para nada se, consentes, queres ou não queres!
Quero eu!..(a)
Nos meus sonhos sonhados e nos lugares secretos onde tantas vezes os uso, mais os membros que Deus me deu, só eu comando.
O rei! Esse! Continuo a ser eu.

(..de mim, para Z.. 30/Jan/2008 18:38)


(a) Ainda estou em reflexão.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ser inseguro é normal, poizé.

.. Eu sou! Finjo menos, poizé.

Não tenho bases científicas para vos dizer a razão de escrever “bué” de vezes a palavra, poizé. Gosto desta palavra como gosto de outras que, aqui e ali, aprendi com seres tolos como eu. Poizé. Aprendo ainda muitas coisas. Também aprendo só o que quero. Também gosto muito de aprender outras coisas.
Poizé é, um calão como outro qualquer que ultimamente todos queremos com mais ou menos coragem criar. Estamos na era da criação. Quiçá, deve parecer mal conhecermos alguns novos irmãos e não escrevermos como eles. Penso nos brasileiros. Brasileiras também. Angolanos não! Esses são compatriotas, dizem. Esta palavra é toda ela bem “portuga”, nada de misturas.
Antes de continuar, deixo uma recomendação! Poizé, escreve-se com um “z” e não com um “s” como vejo vezes demais por ai.

Poizé, falar de medos é coisa que sou capaz. Sou também um falador destas merdas. Digo eu.
Sou inseguro, não mais do que qualquer outro. Só sou mais livre. Mostro-me aos outros. Toda a minha maneira de ser.
Como uma nova amiga (SN) diz para mim; és um medricas! Eu aceito. Vindo da voz dela. Belíssima rapariga-mulher. Quando a olho, só me aparecem ilusões nos olhos e também nos sonhos. Qualquer coisa que me queira dizer e de mim, aceito. Gosto dela assim. Nua também iria gostar muito. Gosto muito dela. Por isso, deixo-a dizer-lhe tudo. Fica-lhe tão bem. Eu gosto de lhe sorrir.
Gosto de ser inseguro quando estou com uma mulher. Acho mesmo que o sou. Principalmente com as mais bonitas. Quase sempre sinto que sou só eu. Mesmo que veja homens por perto.
Gosto de ver o mundo dos medos. Temores, gente insegura sempre a pensar que os outros é que são seguros. Infelizmente, ou melhor, felizmente, somos todos inseguros. Tímidos, comidos por dúvidas e hesitações.
O modo como lidamos com isso é que varia e dá a ilusão de sermos diferentes. Cada um adopta os seus alarmes à sua maneira. Eu já escrevi que utilizo novos alarmes em desfavor das mulheres que acham que são mais bonitas do que a beleza que lhes vejo dentro.
Quando era novo, pensava que percebia de mulheres. Adivinhava-as melhor quanto mais afastado estava. Pensava que de longe as saberia ler melhor os lábios. O interior. Os nervos. As almas. As faltas de coragem. Olhos e isso tudo. Coisas que eu pensava em vez de ir jogar à bola.
Posso dizer com alguma certeza que os homens ficam amuados, de trombas quando se embaraçam. As mulheres riem-se muito.
A pergunta é atirada para a minha inteligência tacanha. Afinal qual das duas atitudes é a melhor?
Estamos num mundo que constantemente nos embaraça. Ultrapassa. Amassa. Trapaça. As gentes dos “média” estão sempre a dizer-nos como devemos viver. Fazer. Adoptar; atitude precisa-se, mas em termos humanos, cada um sabe de si. Quero ser humano! Apesar de alguns grupos, sociedades quererem que sejamos feitos à medida deles.
A pergunta, posso colocar de modo mais acessível. Qual o atitude que melhor garante, mais hipóteses nos dá, de nos irmos safando?
O siso ou o riso?
Ou será tão falsa como a história do capuchinho - vermelho e o lobo?
Quando o capuchinho atravessa a floresta, não é só ela que pergunta: encontrarei o lobo? Serei capaz de chegar a casa da avó?
Acontece que o lobo também tem as suas dúvidas! Temores! Pensa as mesmas questões; encontrarei a capuchinho? Terei forças para a apanhar?

O modo como lidamos com estas merdas é que varia. Alguns conseguem iludir-nos melhor. A ilusão é sermos diferentes.

Poizé! Só não vê quem não quer viver.

(.. 29jan’08)

domingo, 27 de janeiro de 2008

Cartas no tempo devido: (03)

u para: Z

Um sapo será sempre um sapo. Não têm maneira de se transformar em sonhos que lhe vão na alma se, passar a vida em charcos pestilentos, a esconder das mulheres bonitas.
Faz tempo que aqui estou, catano! Estou aninhado neste charco, neste belíssimo jardim, sempre o mesmo. Não há maneira.. Eu bem estendo os lábios. Eu bem assobio ao Sol sempre que uma mulher muito bonita se, abeira do lugar onde normalmente me estiro em descanso.
Mas nada! Nada! Têm-me nojo, asco.
Algumas assustam-se e saltam, outras, chegam a rir-se de mim.
Caneco! Que sapo serei eu?
Pois! Sapo é sapo, por mais enfeites e manhas que utilize, elas vêem tudo.. até as entranhas.

Beijo

(..de mim, para Z.. 27/Jan/2008 15:54)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Cartas no tempo devido: (02)

u para: Z

P: Tens medo que sejam obscenas?... lol... :-))

R: Não! P: Tão?
R: São porcas e nojentas. :)
P: E?..
R: Não gosto de carne de porca.
P: E?..
R: Também não gosto da comida nojenta.

Beijo

(..de mim, para Z.. 26/Jan/2008 23:00

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Cartas no tempo devido: (01)

u para: Z

Não tivessem nascido na terra que caminho mulheres como tu, não a habitava. Gosto muito de mulheres bonitas. Beijo.

(..de mim, para Z.. 24/Jan/2008 17:27)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

De olhos fechados.

“È um destino árduo para um homem morrer tão conhecido por todos e, ainda desconhecido por si próprio”
Francis Bacon


É difícil entender a soma da vida de uma pessoa. Algumas pessoas medem pelo passado. Outras medem pela fé. Há ainda as que medem pelo amor. Penso que, as que dizem que a vida não tem sentido algum, não estão a ser justas no momento em que balbuciam.
O que acho?
Acredito piamente que a medida é exequível por aqueles que a medem, a partir de cada um a mim.
Pensam depois da perda! Afinal o que me deu? O que deixou? O que me ensinou?
É também minha a convicção que, qualquer medida tem sempre os que vão por terem vivido felizes e, os que viveram a sua felicidade comedidamente.
É bom dizermos ainda vivos como gostaríamos de ir. Sim, é minha convicção ir; de olhos fechados e de coração aberto.
Estarei feliz no meu novo e último lugar, onde as nuvens não existem em cima, e o azul é visto com o coração em toda a sua plenitude.
Depois.. os olhos, esses, repousarão e se fecharão.
É muito positivo falar na morte quando, ainda estamos vivos e felizes.

Estava a explicar a uma criança o porque; de um homem crescido se esconder num canto
escuro..

.. ”Nem quero olhar para trás, essa minha vida.. Ai!.. Muito menos perguntar: Que parte da minha vida me pertenceu?” ..

Já tinha escrevinhado uns rabiscos, umas dores, uns gritos aguçados, alguns sinais de mudança mesmo que, a obrigação nos chegue. Outros aqui:
25 de Outubro de 2007 - No meu tempo, não era..
27 de Novembro de 2007 - .. olhar para trás.

(.. 23Jan'08)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Paciência..

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo o mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta para perceber
Será que temos esse tempo para perder
E quem quer saber
A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára, a vida não pára não

Será que é tempo que me falta para perceber
Será que temos esse tempo para perder
E quem quer saber
A vida é tão rara, tão rara
A vida é tão rara, tão rara

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, eu sei
A vida não pára
A vida não pára

A vida não pára

(João Pedro Pais e Mafalda Veiga)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Reposta a direcção.

Calar é chorar com coragem.

Nunca foi o meu jeito não escrever o nome dos bois. No texto anterior “Se calares como eu, deixas de mentir!”, subtraí o nome porque, é neste meu recanto que escrevo palavras vãs e ou desabafos, tolices etc, não mais do que isso.
A pessoa em questão a que me fez escrever o “desabafo”, merece-me créditos legítimos, apesar de ultimamente ofender, denegrir e arremessar-me outros ultrajes menos próprios e menos sentidos.
A dor da perda é frustrante. E eu não sei? Amar na mentira, dói mais.
Vale a pena pensarmos porque perdemos? Se pensasse e por vezes penso, não acho justo, os sinais e as palavras que me são arremessadas. Nunca volto a trás.
Mas a vida é assim. Cada um faz o que o seu carácter predispõe. Cada um segue a sua defesa como foi educado ou, como amadureceu a sua postura na vida.

Não dou qualquer veleidade a trocas de palavras. ACABOU. E já faz tanto tempo que me despedi. Sou de tudo ou nada. Sou honesto. Serei sempre assim.

Não tenho jeito nenhum para chafurdar na mentira e ou no engano. Muito menos; no diz que diz; no diz que faz; no diz que não fez, etc..

Vive-se de aparências saudáveis enquanto a mentira está coberta. Perde-se tudo num segundo, quando os pés aparecem.

Calar é: chorar com coragem.
Calar é: não injuriar a quem se entregou um dia a alma.
Calar é: ser amigo continuado, mesmo que no silêncio.


Ponto final.

(JorgeL.. 14 Janeiro’08)


Nota 1
Principalmente à amiga muito querida TS, peço publicamente as minhas desculpas. Não merecias ter passado o tempo a pensar neste assunto. Mas se me conhecesses melhor entenderias. Não sai de mim o menos próprio a alguém que sempre estimei muito ou a que mais estimei.

Nota 2
“J” tu conheces a história! Conheces-me! Não devias ter dúvidas.

Nota 3
Para ti Manuela, na qual te remeti o texto em causa, desejo-te e à tua família, toda a felicidade possível. Quem adicionares à tua vida que tenhas melhor sorte, desejo. Serei o amigo possível que no entanto sabes que será difícil. Esquecer não é o meu melhor hábito nem a minha melhor virtude.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Ainda existem..

.. mentiras.

Se calares como eu, deixas de mentir
!
Existem pessoas que tudo fazem para se safarem às suas ardilosas mentiras. Mentem com todos os dentes. A maioria desses, mente de boca aberta. Gostam de ter a boca aberta. Às vezes abrem demais que, até lhes vemos a cor da mentira. E continuam. Não percebem que as pessoas que vivem na boa fé, tem na distância um digno companheiro. É fácil. Dá-se um passo atrás e vemos-lhes as cuecas. Não sabem parar. Acham sempre que a razão lhes é dona.
Identifico-os com muita dificuldade, mas reconheço-lhes virtudes carnavalescas. São anjos.
São os que nunca fazem mal a ninguém. São os que levam uma vida cheia de coisas desumanas, pensando que fazem o que querem com os outros. Nada sentem, a não ser, quando estão olhos nos olhos. Frente a frente, são iluminados, conseguem transformar-se em pessoas de bem, com enormes e eloquentes palavras de coisas boas.
Aquando das despedidas lançadas, o minuto não passou e, já abriram as pernas, prontas para mais outro engano, quiçá outro palhaço. São anjos.
São espertas. Donas da manigância. Liberdade tacanha que, essa também um dia desaparece - é a genialidade que pensam ter. Ninguém sabe mais do que os anjos. Tão pouco pode referir que a mentira foi proferida. Ai se o fizermos!
Nunca mentem. Enganam. Eu e os como eu; palhaços, parvos, etc e tal somos muitas vezes vítimas desses ignóbeis anjos que projectam belezas exteriores, mesmo que envelhecidas interiormente. Tratam-nos de um modo como se, não percebêssemos nada do que queremos cegar. Calo-me qb.
Ter muitos amantes, um para cada dia da semana e um para os fds, é só obra de pessoas desconexas. Dizer que todos são amigos é testar a nossa paciência. Proferir que tudo é brincadeira é matar a verdade. Não prestam!
Só era mais um, num mundo que nunca quis acreditar. Acreditei. Por tempo que quis, um dia o mundo muda.
Quando quero fugir do mal, das coisas que me enganam e, do muito mau, afasto-me, mesmo que fique no silêncio dos meus escombros.
Sei partir e não regressar. Às vezes também sei calar-me. Não sei lidar com pessoas que mentem com vulgaridade. Acredito no amor para sempre. Na fidelidade soberana. Nos comportamentos verdadeiros. Sou do tudo ou nada. Acredito que estes defeitos em mim, fragilizam-me.
Existe muita gente que precisa de amor, mas não é vendível por abraços com cheiro.
Não sei lidar com a mentira, mas reconheço que me escuso vezes demais quando gosto. A última nem foi a pior.. já esqueci. Doeu muito aqui dentro.
Chorava sim, quando pensava que era verdade. Também pensei que podia ser minha. Afinal era um sonho irreal. Pequeno. Às vezes sonhava que o meu sonho podia ser muito desmedido. Em mim era verdadeiro. É verdadeiro. Sadio, incapaz de enganar quem eu estimava tanto.
Declinei o mundo tantas vezes. Recordei. Um dia as coisas mudam. Chega-nos tudo invertido. O que nos toca, é o equívoco. Pensava bem. Inocente. Penso diferente. Estou melhor. Assim, chorar porquê.. se nunca tive?
Não se adoece porque se quer. Mas podemos acautelar. Não quero ser um mórbido. Levanto a cabeça e adiro aos meus passos. Vivo bem no meu silêncio e no tempo.
Como já o escrevi, não acredito que se ame seja quem for e no dia seguinte, se baldeie as copiosas palavras a outro alguém que, outrora dedicámos ao nosso tudo. Os corações despegam-se, o rancor toma-o de assalto. As palavras triviais e os desejos funestos nascem.
O amor não falece, arruma-se. Arruma-se naquele lugarzinho onde dói muito. Ninguém que foi amado merece ser desacreditado. Pior, ofendido.
Não me revejo no vitupério, quando antes tive o desejo perfeito de uma vida a dois fantástica. Tão pouco obtenho amizades para dar lugar a mostragens de mediocridade.
É no tempo de mágoa que demonstramos a nossa robustez. A justeza fica desabrigada.
Quando algo de muito bom, como o amor, termina,
calar é uma boa solução.

(.. 07Jan’08)

sábado, 5 de janeiro de 2008

Danmark - Copenhagen - Strøby

Perdia-se no tempo..

.. o último Natal e Fim de Ano.

Não podia pedir mais. Sem pedir, aceitei o repto e fui. Lá longe, muito longe, gostei muito de estar. Também pensei que gostaria de ficar para sempre. Talvez um dia parta. Talvez, por opinião de quem sabe, partirei para um novo país que não este último. Quiçá?!.. Cada vez mais, acredito que tenho um filho maravilhoso. È homem. Sei. Mas estou no limiar de o ver ainda “sempre” menino irreverente que, também aprendeu em mim a sê-lo. Estou na fase de aprender a ser alguém com um novo estatuto. Aprende ele. Também aprendo eu a lidar com as coisas novas. Sim, estamos sempre a aprender, mas desta vez tenho de aprender como segurar os passos num novo caminho. Não posso desperdiçar outros passos.
Não foi fácil e não é fácil a minha nova condição. Não foi difícil. Foi a que tinha de ser. Sou consciente que daqui para a frente nada será como dantes.
Nesta breve e sentida estada; abracei, cheirei, toquei, sorri, tomei a semente nascida dele que, sinto, faz a justa geração ser de esperança. Duas semanas de muito frio. Um dia quase deixei de respirar, pufff.. Merecemos todos. Já merecia. Os minutos que por lá longe estive e em paz, foi gratificante. Um estatuto impar.
As experiências quase todas elas novas, foram positivas. Lembrei-me! Fazia muito anos que não tinha um Natal.
Eles mereceram. Mereci. Merecemos e foi muito bom.
Obrigado C, por teres sorrido tantas vezes comigo. Obrigado C, por teres deixado que eu passeasse tantas vezes contigo. Naquele frio tamanho; só nós os dois o: lemos, sentimos, embrulhámos, enganámos. Só nós os dois demos vida àquela rua vazia pelo frio.
C, tu e eu, conseguimos desviar os olhos normais das gentes a serem direccionados para nós, com estima e admiração.
Grrr.. “Córror” de frio.. Todos os dias a, minha menina mais linda e eu, lá íamos ao mesmo passeio, mesmos caminhos, sem nunca as pernas me tropearam na longa caminhada.. num silencio adormecido da menina, agora ela, “a menina dos meus olhos luzentes de felicidade.” Duas horas todos os dias pela manhã, enquanto a maioria dormia, descansava dos seus afazeres.
O frio e alguns olhos.. partilhavam alegrias, ao passarmos por eles.. Olhos amadurecidos, não estranhos.. simpáticos, sorridentes e muito admirados.. É assim o nascer do dia, começava outra vez a nascer para todos. Era estranho quando parava perto delas, não por elas, mas precisava de apalpar a vestimenta, para medir o tamanho da viagem do dia. As pessoas gostavam de ver. Senti que nos seus corações, diziam: E tudo se repete por uma bebe maravilhosa.
Acha família presente e tudo será de novo escrito por Deus.
Ao nos distanciar-mos do centro das pessoas, seguíamos rumos diferente do dia anterior. Hoje optei por segui a rua do stand de automóveis que, ficava na estrada à direita.. Quase que sentia um riso aqui ou ali pelas gentes.. Ninguém acertou, se apostas consumaram..
Enquanto estive, todos os dias de manha aparecia eu e a menina.. no cruzamento, com o meu fantástico vagar.. quantificando o frio e a roupa.. seguia estrada fora.. empurrando as quatro rodas do carro da agora “menina dos meus olhos luzentes de felicidade.”. Lá íamos, muito devagar. Queria contar os campos. Outros dias, contei amigas que deixei noutro país. Seguimos. Fomos e viemos e todos os dias. Repetiu-se a felicidade dela e a minha, todos aqueles dias.. e foi muito bom.

Pelos abraços.. Pela partilha.. Paciência.. Cumplicidade.. Sorrisos.. Risos..
Obrigado filho. Obrigado S minha querida nora.
Fantástico..

Nota: Não posso deixar de te agradecer comovido amiga S. Ofereceste-me uma msg/voz em época natalícia, singular. Não estava, mas podia estar. Só ali eu podia estar. Foi emocionante ouvir as tuas boas palavras, ao chegar. Obrigado. Para ti, sabes.. desejo-te o melhor.

(.. 05Jan'08)