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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Boas Festas.

Daqui deste lugar, mesmo do interior do meu e só meu ainda mar… Envio a todos os que ainda perdem tempo a ler o meu dia-a-dia - coisas que nunca penso, objectos de sonhos, amores recusados, amores não entendidos, amores segmentados, amores que nunca podem ser um amor e outras coisas que ainda não entendo o porquê - ainda tenho um milhão de coisas que não sei e não entendo - um abraço em singelo, de Boas Festas, com a vontade de ainda antes, bebermos um cafezinho, num lugar e num tempo qualquer.

Antes do ano findar uma nota, já que muitas gentes, “sabem” mais de mim do que eu e, também pensam que eu sei tudo, eu posso tudo, eu tenho tudo e que eu sou alguém! Nada mais errado! De momento só posso dizer que não sendo vegetal, levito!
Questiono as que um dia morriam por mim, sonharam tudo por mim, não dando nada, se deram, foi escondidas nos cantos da vida, são essas, as que hoje pior pensam de mim… Sou realmente uma espécie gente que não mereço olhar!… Ou será que não mereço melhores caminhos?
Ouvir um não é ruim? Sei que sim. E eu onde fico? Aceitar o quê?...
A única coisa que sei é que o meu mar é meu também, e esse único mar, estou lá bem no interior a ouvir o silêncio, sozinho, quiçá, até um dia sentir alguém pegar-me na mão... Com um coração quanto baste, igual ao meu
certamente!

Um Fantástico, Ano Novo 2007 correspondendo o mesmo afecto e desejo às famílias. Nos encontraremos por aqui ou mesmo que seja, num outro lugar qualquer. Até lá.

(.. 20Dez’06)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

O amor não desaparece.

"O amor não desaparece no acaso, só fica ali guardado naquele lugar onde dói muito." (jl'06)

Basta!
Não sou vítima do amor, decididamente. Outros assim pensam que sou. E até que sou um sofredor de amores. Pensam também que dia, semana após ano, todos os amores me abandonam. Decididamente é um engano mordaz e de muito mau gosto. Pior, só de gente que um dia gostou e no mesmo dia ouviu-me dizer com sinceridade, NÃO!
Gosto que assim pensem, faz-lhes bem, muito bem. Sentem-se melhores. Superiores. Até conseguem coragens para dizer palavras sem sentido, mesmo até mal-educadas e sem fundo de verdade.
Só quem amei - hoje do meu jeito, sabe e sente que nada é como escrevo. As palavras, essas que ofereço aqui. Assim quero, assim escrevo.

Afinal o que é viver a vida ao máximo?

Eu vivo mesmo nos limites. É por isso sinto que erro mais do que os outros mais normais que não eu. Pergunto-me tantas vezes…
Funciona?!
Mulheres estranhas sem amarras?!
Sem compromissos, sem casualidades?!
Porra!... Mas viver assim é viver? Cabeça pelo sexo?... Digo eu, penso eu.
O sexo em mim e para mim é, um “bico-de-obra”! Só funciona bem, se gostar. Não consigo pela casualidade apesar de quando era moço acreditar nisso. Ao crescer, senti que a solução da "vida boa" ou viver a vida ao máximo, não se encontra por esse caminho. Digo eu, penso eu.
O sexo é amor, não uma masturbação num lugar qualquer junto a uma praia, com um cenário fantástico, sonhando com uma mulher qualquer que, um dia passou por mim e mordazmente se atreveu a olhar-me e pensar: Sou linda, eu sei, mas nunca me vais ter.

Perdi.

Quando escrevo que perdi, quero dizer isso mesmo. Perdi porque não sou capaz de continuar uma relação que não esteja tudo presente - principalmente eu.
Perco na maioria das vezes. Sou assim, sei, mas é Deus que quer que assim seja! Ele é fantástico nos meus caminhos, apresenta-me mulheres extraordinárias mas, onde fico eu?
Quando o amor não está presente, não sou capaz de continuar, mesmo que os livros e as gentes cultas me digam que o amor "aprende-se", cimenta-se com o tempo.
O amor está ou não está presente. Não engano. Não brinco com os meus nem com os sentimentos de ninguém.

“L’amour rend aveugle”

Não sou assim, lamento. Não vivo de paixões. Assim parece-me a mim que sei quem sou.
A paixão cega-nos. Engana-nos. E eu evito-a o quanto me é possível. Acho que consigo, estou a conseguir, mesmo que depois fiquem zangadas comigo. Quem acaba, acaba!
Fica o quê?
Deve ficar alguma coisa?
Amizade?
Quanto tempo se faz uma amizade?
Sei, quando parto, perco sempre alguma coisa. É verdade. Rejeito o “amandar” palavras más seja a quem for, como gentes o fazem, só porque queriam algo que eu nunca senti e quando me dão, cobram!
É obvio! É só mais um motivo para eu ter dificuldades em aceitar seja o que for. Por isso, sei que perco, por vezes é muito mesmo. Por isso, gosto de dizer; ela mais uma vez me deu com os pés.
Sinto-me muito bem.

Não procuro qualquer conforto nas estranhas.

Não, por favor! Não!
Provavelmente o que sou como homem, só servirei mesmo para estar (viver) com UMA mulher, e essa provavelmente anda por aí.
Provavelmente não sou bom para ninguém - maioria.

Se alguém me jurar amor eterno, de repente, sinto um sufoco mordaz. Vivo o dia a dia sem juras. Vida simples. Sem qualquer compromisso, porque o medo de não amar alguém que estimo é muito mau e ninguém merece ouvir o que muitas vezes tenho dentro de mim no nascer de uma relação.
O medo de não conseguir amar, faz com que nunca me empenhe na sua totalidade, e isso me faz sentir falso. Mas são os meus medos. Sei que existem, sou assim. Milhões de coisas ainda não sei, mas sei não gosto de fazer mal a ninguém.
O significado de amor não é um remendo em mim, tem muito significado, porque eu não quero passar o resto da minha vida a pensar que o amor dói. Só dói quando se ama, mas quero eu acreditar que, muitas dores que vejo por aí, são dores de amores impossíveis e pior mal é, a maioria, pensar; se não és meu, não serás de mais ninguém, ou ainda, vou fazer-te a vida negra.

O amor não desaparece no acaso, só fica ali guardado, naquele lugar onde dói muito.


(.. 14Dez’06) (2)

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Álbum de imagens felizes.

Um dia amamo-vos, outros mais, temos que trabalhar para que isso seja possível. Nunca se vêem os dias difíceis num álbum de fotográficas mas, foram esses que levaram de uma fotografia feliz até outra, e todas, são quase sempre de felicidade. Num álbum, não se guarda os choros.
Os dias maus devem ser compensados com o dobro dos dias em trabalho, é isso que a maturidade faz dum homem. Existem muitas mulheres que necessitam de um homem de carteira recheada para serem felizes, mas eu acredito que é na força dos dois que a felicidade existe, na maioria das vezes, isso não se vê.
Uma mulher não necessitava de mais segurança do que sentir-se amada. Às vezes, quase sempre, sinto que o mundo é adverso a sentires marginais. Outrora eu pensava assim, pensava muito, continuo hoje a absorver cada sonho, cada pensar do tempo em que crescia.
Agora adulto, penso e só eu sei o que dói a educação que me impuseram. Dói e não posso fazer mais nada. Não mudei mas quero sentir-me bem, por isso, profano e estou bem.

Sonho:

Quisera eu um dia poder dizer, e digo, agora, quero.
O mundo não quer que eu esteja com ela e não posso mudar isso. Não sei onde vou estar daqui a uma semana, dez, vintes anos… Não sei, não sei mesmo, nem sei o que vou ser. Não sei se algum dia, vou poder dar-lhe o que ela merece. Há um milhão de coisas que eu ainda hoje não sei mas, há uma coisa que eu sei… Amo muito o sonho que tenho. Vou amar dia após dia, para o resto da minha vida.
Agora por favor.. Por favor.. Deixem-me continuar a sonhar.. Quero dizer isto a ela e não me apetece escrever mais nada.

(.. 12Dez'06)

sábado, 9 de dezembro de 2006

Sonho número não sei quantos.

Dia marcado! Nos veremos quando as nuvens formarem o seu ninho. Ai sim! Viveremos a nossa vida, a que sonhámos, a que merecemos.

Enrosco-me cada vez mais na vida que não pinto em qualquer sonho que não nasceu no meu coração.
O horizonte perde-se, esfuma-se a cor, vai o sentir, atiça-me o pouco despertar que molda o sentido da vida que quis um dia sonhar. A vida trabalha-se, quem quer, eu não nasci para a trabalhar, sim para a sentir, se acontece e quero, abraço-a, deixando-a, se me é estranha, sem mar.
Perdi-me outra vez, porque os encontros não são exequíveis de equilíbrios, tão pouco de quereres, nem as convergências são obrigatórias assim, distorcidas de vontades de um, eu, que insisto em divergir porque não é o sonho, o meu sentir, que me chega na mão para me alimentar a boca da alma que me satisfaz.
Deixo de ser razão, não sou o que outros querem que eu seja. Não sou. Sou um estranho que habita em solidão plena de defeitos mas de um só sentir.
Olho o horizonte e não vejo o que queria ver.
Esfuma-se piamente o que outrora via com paixão. Perdi o tempo. Sinto a falta de tantas coisas, como do meu tempo de ontem.
Não me encontro em lugar nenhum, ainda não sei o que perdi para encontrar.
Vai acontecer, tudo acontece.
Todos para o diabo, quem não aceita as ironias do destino?
Tentei voltar, desci, tive medo, tenho medos, não aconteceu, e eu não quis, perdi-me.
Sonho. Consigo reter as particularidades do melhor sonho, mesmo a cor mais ténue, deixei de a ver, porque não é aqui mas sim ali que eu devia estar, pertencer.

Sonho:
“Cruzou-me e eu voltei-me para a ver. Lentamente a rua descia e subia ao mesmo tempo. E então ela virou-se para trás e via a sorrir com um sorriso que dizia: Sou linda e tu nunca me vais ter.”

As promessas do amor cumprem-se tão dificilmente. Passados dias o desejo sufoca tudo em volta por inteiro, ouve-se a custo uma só respirar.
Revejo vezes sem conta os dias, e o que devia ser agradável é um tormento. Durante o dia tudo pode ser atrevido de doçura, promete-me a vida, mas eu desejo o silêncio, o prazer, não me satisfaz porque não consigo estar ali. Porto-me como um homem, mas doía-me no coração e no estômago.
Ponderei tantas vezes se a culpa era minha – queria tudo mas nada faz sem também o ter, e apertava o estômago para deixar de sonhar. De algum modo sempre que tentava insinuar “amor”, eu desfazia com um gesto, uma pequena arrelia. Entretinha-me, durante o passar dos minutos, a fazer coisas que nunca quis fazer, para deixar de sonhar as coisas que sempre quis fazer.
Por vezes dou-me noutros lugares para acreditar que sou capaz de mudar os sonhos que se vão apagando da memória, com a idade ou porque quero acreditar que assim é.
Procuro cada vez mais outros lugares para acreditar que minto cada vez mais a mim e ao meu corpo interior. O sexo, o meu, minto-lhe todos os dias. Digo-lhe que já foi tempo, agora deixei de sonhar.
Não quero pensar em mais nada, não preciso de mais nada, não quero saber de mais ninguém. Foi num lugar lá em cima quase tão perto de Deus, que deram cabo de mim.
A beleza é um sopro de luz, com cheiro a mar, e o suor mesmo em tempos de frio, corre sem secar, de lá para cá e no lado de cá deixa o cheiro que queremos que fique dentro de nós.
Por isso tenho medo. Por isso não quero ficar aqui. Amou-me muito, diz ela e eu amei-a muito, muito, digo eu que sinto que ainda a sinto, ameia à minha maneira. Cada pessoa tem a sua maneira. É um direito. Foi amor à primeira vista. Há quem não acredite, coitados. Não me arrependo. Dou-me logo todo. Não jogo e não negoceio. Digo tudo o que me vem ao coração. Não minto, tanto quanto me é possível dominar as palavras. Não vale a pena mentir porque o mundo é, de igual modo, inclemente.
Não quero encontrar-me. Gosto de sentir que estou perdido, pensando que vai acontecer de novo e mais uma vez que seja, o meu, o nosso, o sonho que sonho tantas vezes.
Agora que desisti de me encontrar, dou-me melhor comigo. Não espero que gostem de mim. Quando gostavam de mim era de outra coisa da qual gostavam. Isso é o que acontece, tenho a certeza. É isso que me fere. Ainda custa às vezes, porque sei que estou a fugir e que isso é sempre vão.
Não preciso de ter pena de ninguém, nem de mim, não serve de nada, Já houve tempo que julguei salvar um pouco do mundo. Era outro eu, sem dúvida. Não vale de nada lembrar-me. Gosto muito de esquecer de mim.

(.. 09Dez'06)