Todos sabemos que viver é difícil. Sabemos também que, viver a dois é, ainda mais difícil. É uma luta constante, vivermos na honestidade. A maioria quer viver dos prazeres do dia a dia. Sei. Reconheço que é mais fácil, mais prazeiroso. Se o prazer é imediato porque não aceita-lo?
Na verdade todos têm razão. Na frase “Um dia de cada vez”, que engana os menos atentos, devia ser acrescentado, “com honestidade”.
Esquecemos o final, a parte mais amarga. A parte que nos recusam a companhia. A recusa do toque na face. Um beijo. Um simples abraço. Velho, são os trapos! A mentira tem perna curta, ninguém quer velhos, por perto!
Seria bom reconhecer quem fez o quê para, chegar ao final, sem os sentires que viveu tão intensamente durante a frescura da carne.
Não estamos sozinhos porque queremos. Estamos sozinhos para mais uma prova de vida que, Alguém nos dá. Para darmos mais valor às coisas boas que ainda nos advirão.
Um dia perdemos alguém. Perdemos mais outro num outro dia, noutro tempo, e depois? Não era o nosso momento porque, não estávamos preparados ou, julgo gostar mais desta, a outra pessoa, não estava ainda preparada para nos aceitar.
Somos levados a pecar, errar, enganar etc.. porque o prazer do momento é menos doloroso e mais cómodo.
Se quisermos ser honestos, no futuro dos nossos filhos, família, vamos a um banco, fazer um plano de vida ou de reforma, para acautelar a nossa velhice e de certa forma, não dependermos das mudanças dos nossos filhos ou da supremacia da sociedade. Nesse dia, seguramos o futuro porque é incerto, mesmo que ainda faltem muitos e muitos anos.
Não fazemos isso com a nossa vida. Não descobrimos que a vida no dia seguinte também é para ser vivida e de certa forma, melhor do que o dia anterior. Como faze-lo?
Acautelando-nos com quem conhecemos, ou com quem queremos nesse momento, que faça parte da nossa vida para sempre. Equilíbrio é sensato e razoável, mas por certo, ninguém quer esperar para saber se amanha ainda somos felizes.
Algumas pessoas, hoje, dizem com grande vigor, “chega de regras”, “vamos quebra-las”, que na quebra das regras, encontra-se o melhor viver, esperançados numa vida melhor, pelo menos diferente. Julgo eu de momento, que as regras não devem ser quebradas mas sim valorizadas pelos dois. As regras estão no casal e não na sociedade. Na vida como no namoro são as regras que crescem a dois, os maus sinais só não são reparados, porque o prazer cega-nos.
(.. 25Jun’07)
