Talvez pudesse fazer mais. Por mim. Por alguém. Por todos. Pelos pobres. Os doentes. Pelas crianças. Até aos que vejo ultimamente.
Credo! Nem quero olhar para trás, essa minha vida.. Ai!.. Muito menos, perguntar: Que parte da minha vida me pertenceu?
Não brigo com as pessoas. Com as paredes pode parecer. Pode ser lido. Interpretarem. Arrumarem hoje as palavras num qualquer caixote de lixo de uma qualquer cor. Não é importante. Nem sequer muito importante.
Esquece. Esqueçam. Às vezes sou só um pouco tolo. Penso muitas vezes, demasiadas, podia fazer alguma coisa simpática por alguém, mas tenho dias assim – tipo o “chico-das-mulheres”, chamem-lhe o que quiserem, não aguento as pessoas contra mim.
Desculpa se pareço distraído ultimamente. Sou um tolo que, aprendeu cedo e por obrigação, a dizer com convicção, SIM ou NÃO, sempre que o coração me recomenda e.. o silencio sempre foi muito meu.
Tenho medo. Sim. Às vezes tenho medo. Quase sempre também. Não neste momento. Por agora, sinto-me bastante resistente.
Não entendo porque não grito. Cada vez que me olho no espelho. Especialmente agora que não me vêem. Coragem! Grito!..
Controla as emoções.
És um bom homem.
Não és fraco.
Não és patético.
Resolve isso e recomeça a vida.
Eu conheço-te.
Nem quero olhar para trás e perguntar; afinal que parte da minha vida me pertenceu?
(.. 27Nov'07)
