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domingo, 20 de novembro de 2005

Escrevo nomes de A a Z.

Como números reais, dos meus sonhos.

Uns gostam, outros não gostam. Lembro-me do tempo que também não se gostava do que eu publicava e soluções foram encontradas.
Este espaço é meu, como tal e por direito do que me oferecem, escrevo o que sinto e penso, sem omitir as minhas contradições, realidades, sonhos, desilusões, caprichos, destino, expectativas, sentimentos, frustrações, desabafos, etc etc e blá blá bla.
O meu e-mail é registado, não sou um indivíduo anónimo. As opiniões, todos temos mas, neste espaço a minha prevalece.
É o meu diário, quer gostem, ou não. Eu leio-o sempre que quero recordar algo, não o leio para ficar zangado.
Desde que iniciei este espaço já tive de tudo. Como agora tive mais uma chamada de atenção por determinado texto não ter sido bem interpretado ou percebido. Advogo-me (o meu mau feitio...) a escrever mais e mais, sobre o que sinto (qd me fazem mal sem razão aparente, diria no silêncio), o que vejo e o penso.
Os assuntos aqui tratados são todos da minha responsabilidade e escritos para mim, menos, raras excepções que faço sempre referência a quem os escreveu.
Desde o início que chamo os bois pelos seus nomes, porque o que escrevo é verdade (é o meu grito de glória, como de revolta com as minhas emoções) e quando escrevo penso nas pessoas que me abraçam e nas que por qualquer motivo não me abraçam ou deixaram de olhar-me.

Não posso evitar em consciência de escrever do modo que sei. Não tenho outro jeito.

No tempo (qd releio), nunca saberia se pensava no Armando, no Jorge, no Fernando, etc etc etc… Outras vezes, encontro códigos para os meus textos, esses são meus. Ninguém tem o direito, de dizer que é o seu nome.
A Cristina, a Manuela, a Élia etc etc etc teriam razões de sobra para me trucidarem, mas nunca o fizeram. Nunca maltratei ninguém e sempre fui e sou FIEL, a todos os meus amigos, logo, às suas vidas privadas.
Não escreverei notas, dizendo que os nomes são fictícios porque eles são o que são e valem o que valem. São meus, e quando necessitar de criar algum nome, criarei dificilmente e como pedreiro de profissão que sou, nem muito jeito tenho, mas continuo a tentar.

A única coisa que prometo e porque sou assim mesmo, é que neste meu espaço, não contarei as histórias da vida de ninguém, simplesmente simples... Só as minhas, e porque não os meus sentimentos de momento por mais profundos que sejam? E são tantos como o apetite de viver.

Quem não quiser não lê. Quem não quiser, que não compreenda. Escrevo para mim.
O virtual é mesmo uma partilha com o mundo desconhecido. Continuo a partilhar com esse virtual as minhas ideias do meu mau génio, e da criança que se quer encontrar.

Estou a ficar melhor.

(.. 20Nov'05)

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

O último dia do início da minha vida.

“Lembraduras” arrumadas da minha vida.

Lembrei-me do dia em que resolvi sair da “boa vida” e da “boa companhia” que vivia bons tempos atrás.Já passaram mais que suficientes tempos, que ainda há pouco pensava que era menos do que me atrevi a pensar. O tempo passa e quando a sorte nos vêem nem damos conta, se algo corre mal então esse mesmo tempo atreve-se a mostrar a sua lentidão. Como eu digo e hoje mais do que nunca: o tempo não passa, tropeça.

Quero lembrar-me: Ano 1999

“Cheguei a casa, naquele dia como tantos outros dias que podia ser um qualquer.Dificilmente chegava tarde a casa mas nos últimos tempos o meu regresso era um tremendo suplício.Cheguei. Arrumei a casa, como sempre o fiz. Limpei a casa, como sempre o fiz. Arrumei as duas casas de banho, como sempre o fiz. Arrumei os quartos, como sempre o fiz. Preparei os preparados para o jantar, como sempre o fiz. Tomei banho, como sempre o fiz. Vesti o pijama, como sempre o fiz. Sentei-me na sala a olhar a televisão, como sempre o fiz. E esperei que as mulheres chegassem, como sempre o fizeram. E o tempo passou depressa e elas chegaram, a mãe e a sua filha.A porta fecha-se e os comprimentos naquele dia adivinhavam coisas diferentes. Não ouvi nem os senti nesse dia e nesse momento qualquer comprimento.Lembro-me de ouvir de um lugar longínquo uma voz: Mas eu não te tinha dito que hoje o jantar, era… blá blá blá…Não respondi. Tinha feito melhor porque tivera tempo.Ainda ouvi: Que “chatice” o que eu digo nunca se faz. Mas eu não mando nada? Blá blá bláEu nada respondi.O silêncio passou na hora do jantar e eu jantei. Desta vez foi bom, jantei acompanhado. Pouco se disse. A filhota disse que o comer estava bom, eu agradeci. Sorrimos um sorriso que só eu e ela conhecíamos, fomos de uma certa forma cúmplices quase uma vida. Um sorriso de satisfação dela para comigo mas, irreconhecível para a mãe. Jogos de pais e filhos que não são filhos e não são pais, simplesmente simples, o tempo nos fez amigos para sempre.Depois do repasto não fui ao café como noutro dia qualquer. Elas saíram, a mãe apetecia-lhe café, mesmo como outros dias antes de se deitar queria falar com as suas amigas do café, diria arejar. A filha mesmo não querendo, foi.

Ouvi o fechar da porta quando olhava a televisão onde não via nenhuma imagem mas ouvi o silêncio, esse estava comigo.Lembro-me de olhar o relógio do vídeo, vi os números, vinte e uma horas e quinze minutos. Continuei a olhar o que nada me lembro de ter visto, também nada me lembro do que senti.

Despertei de pensar, sei lá se pensava, não me lembro e vi os números que leio, vinte e três horas e cinco minutos. Levanto-me para ir para a cama, senti-me cansado, queria dormir. Fui para o quarto. Abro o guarda-fato onde tinha arrumado a roupa que vestira nesse dia, e olhei-a. E vesti-me, e calcei-me, e peguei em algumas coisas que coloco num saco e outras embrulho numa manta. Às 23 e 20 saí de casa. Elas normalmente chegam pelas vinte e três e sempre muito pouco.

Entro no carro, arrumo as coisas e medito…Hoje, fui para casa e fiz tudo o que normalmente faço. Chego sempre muito cedo. Tenho tempo para fazer sempre o que faço, a diferença é que hoje saí de casa às 23:20 horas, coisa que nunca faço e dou por fim a uma relação de doze anos.

De repente tudo é muito claro… dou conta que aquele espaço, aquele mundo, aquela família não me pertencia e eu estava fora do lugar certo.É uma história muito comprida cheia de pormenores pessoais, que tanto evito falar, mesmo para mim mesmo. Eu erro, nós erramos e eu errei tantas vezes.Digamos, penso assim desse dia. Alguém estava comigo em casa. Senti que sabia exactamente o que queria de mim. O silêncio daquele dia era diferente naquela casa, mas eu ouvi-o. Falou-me e dei por mim a desejar ter a sorte dele. Achei que sabia fazer tudo certo. Nunca feriria, quem gostássemos muito.

As pessoas estão sempre a dizer-nos que é bom mudarmos mas, na realidade querem-nos dizer é que aconteceu uma coisa que não queríamos que tivesse acontecido. Tinha uma boa vida. Era muito bom a companhia delas, principalmente a mais adulta. Gostava, por isso sempre fiquei, e os anos passaram.

Acabei. Levei com os pés! Já vos tinha dito?

Foi uma vida com uma mulher fantástica e uma boa filha. A filha fazia-me umas boas patifarias. Tentou sempre, verificar até onde poderia ir. Sempre tentou criar guerras, conflitos entre mim e o verdadeiro pai. Aqui as nossas cumplicidades nunca existiam. Chantagens emocionais eram constantes, entre mim a mãe e a outra verdadeira família. Fazia-me tantas, todos os anos, todos os meses, todos os dias. Mas eu gostava, aprendi a viver assim, gostava dela e da outra.Ainda me lembro: Se não me comprares eu peço ao meu pai. Se não me comprares, peço há minha avó… Era engraçado, mas eu dei-lhe sempre, quero dizer, demos-lhe sempre.Sei que daqui a mais uns tempos vai ser deprimente, os dias nunca mais vão ser iguais e também sempre soube que nunca voltaria atrás. Não tarda, não passará de uma recordação.

Haverá gentes por certo que dirão que sou tolo, mas que pelo meu temperamento adivinhavam o que eu à muito deveria ter executado. Acho que é mais um tributo à decência de um qualquer homem.Tudo se vive, o mal é acharmos que só a natureza muda e não nós, pior é no dia a dia que nos habituamos a sentir que tudo o que temos ou vivemos é um dado adquirido.Na verdade lembro-me… Hoje de manhã ao sair, estava tristíssimo, senti.É como se tivesse morrido mais um pedaço de mim e ninguém pode mudar isso.

A partir desse momento que saí de casa e só faltava uma coisa… Onde ir dormir nessa noite? E a seguinte? E onde iria viver a próxima vida? Nada tinha planeado, nada tinha sido premeditado.
Procurei um amigo que hoje está lá em cima onde um dia vou encontrá-lo.Os dias nunca foram melhores e ainda não o são.

Dito este pensamento, sei e sinto que está arrumado. Gostei de pensar neste dia que já faz muitos anos.

(.. 16Nov'05)

domingo, 13 de novembro de 2005

Carta de alguém.

Amiga, publico pq nada dizes do que me dizias nos nossos curtos encontros. Se as palavras fossem brutais, logo não as publicaria. ehehehehe

Amigo, pequeno grande homem.

Ofereceste-me o teu diário faz um ano este mês de Novembro. Acho que neste tempo, só nos vimos meia dúzia de vezes. Contínuo a ler-te, claro, com a mesma mágoa com que te conheci. Continuas à espera que o amor te encontre ou que tu o encontres. Depois do meu assédio a ti e que tu fugiste, conseguiste conquistar de uma certa maneira o meu amor de amiga por ti. O tempo mostra que és um homem diferente daqueles que gosto e conheço. Sou obrigada neste momento a dizer-te que és diferente mas podias ser mais feliz. Gostava que publicasses no teu diário esta, acho que tens coragem.

Lembrando o teu tempo, que um dia sonhei que era meu.

Estive a conversar com um novo amigo, hoje digo, um pequeno grande homem, bom amigo, vou chamá-lo “Jorge”. Jorge é divorciado há muitos anos (tantos que não consigo imaginá-lo casado, para mim será sempre o eterno solteirão), além de não conseguir acertar a sua vida e não se encontrar, namorava uma rapariga por quem estava perdidamente apaixonado, mas ela resolveu continuar a viver longe e longe ficou, deixando-o "na fossa". Na fossa até ele perceber que longe é longe e o silêncio e a distância, não são compatíveis.

De momento J está a “namorar” outra mulher, completamente diferente da anterior. O nome dela é “Manuela”. M não é tão nova e jovem como a anterior. Num dia de má imagem dele (coisa banal, só ele mesmo para andar como anda), perguntei-lhe: J, como vai o teu namoro com a M? Humm... vai indo... ela é uma óptima pessoa, responsável, atenciosa, afável, caprichosa, carinhosa, meiga, afectuosa e que se entrega de alma. Sinto-me bem com ela. Temos os mesmos gostos, divertimo-nos muito... mas falta alguma coisa... Então, estou a dar um tempo... até encontrar essa “outra coisa” nessa mulher.

Lembras-te? Princípio do ano de 2005.

O que será essa “outra coisa” que J refere? O que será que faz com que ele procure em "outra coisa", que supostamente não encontra na M, apesar desta para ele ser a pessoa perfeita? J, está a tentar encontrar alguém por quem como ele mesmo diz, se apaixone completamente, principalmente como o conheço, sinta que ela se apaixone verdadeiramente por ele. Que a distância não seja mais um empecilho e outras coisas difíceis de ele entender, que passe a entender como natural. Sei que ele nunca conseguirá namorar uma mulher casada, reforçando o que conheço dele, é-lhe impossível ter qualquer relação amorosa ou sexual com alguém, sabendo que mantém outro relacionamento. Olhando-o no primeiro dia, ninguém o observa assim.

Outrora quando iniciei olhá-lo, nunca supôs que num homem de carácter tão forte e pragmático, fosse tão meigo, romântico e amigo. Outrora tentei possui-lo, mas levei o “nega” que nunca planei. Outros homens me levaram mas, tu nunca me aceitas-te e hoje, só hoje te entendo. Obrigado.

A paixão é definida, segundo os entendidos, como "sentimento, gosto ou amor intenso a ponto de ofuscar a razão. Inclinação emocional violenta, capaz de dominar completamente a conduta humana e afastá-la da desejável capacidade de autonomia e escolha racional".

Que tal é “estar apaixonado”, segundo a definição acima?

A paixão é tão intensa quanto passageira. A paixão, quando surge, derruba muitas árvores do "bem", que foram plantadas ao longo das nossas vidas, por isso ela é devastadora. Quando estamos apaixonados, na maioria das vezes, perdemos o bom senso, pois "tudo" é absolutamente lindo, permitido e maravilhoso, diria mesmo fantástico como ele sempre diz. A paixão não vem acompanhada de contra-indicações. Ela só mostra os efeitos colaterais que são todos anestesiantes. Há um ditado popular que diz: "a paixão é cega". A paixão realmente cega o indivíduo por um determinado período, mas também passa, ou seja, quando voltamos a "enxergar", tudo está desordenado, sendo que às vezes o estrago foi tão grande, que não tem mais por onde começar. Ninguém vive apaixonado eternamente pelo outro. Quando a paixão passa, leva com ela tudo o que era agradável e perfeito, transformando-os no contrário. Tudo fica tão real, e tudo o que é real não pode ser perfeito, por isso o pano cai e de repente, acorda-se do sonho para se viver o pesadelo.

Sei que para ti o amor é primordial, a razão não a aceitas naturalmente. Hoje sei, deixas-te o teu “amor”, falo da M e só eu sei o difícil de tomares a decisão, de novo, voltas-te a precisar de abandonar um barco que era teu e dela. Noto em ti meu amigo muitas dificuldades em amares. É raro encontrar um homem que desperdice tantas “boas” mulheres como tu. Se elas tiverem algo por resolver como sempre está a acontecer-te, vai ser difícil. Todos nós de uma certa maneira temos problemas que não os resolvemos de um dia para o outro, e tu também os tens, porque não aceitas no início a partilha desses problemas, como uma luta? Desperdiças porque, não encontras um amor livre e arrumado para TE AMAR.Como eu te entendo agora, agora que sou livre, mas se nunca me aceitas-te porque me aceitarias agora? Sei que lutas silenciosamente e raramente voltas atrás! Ainda és, assim? Hoje sinto que alguém gosta de ti, vi no teu sorriso, mas de novo existe o que sempre existiu em ti, o conflito do viver real (razão) e o teu forte carácter de sonhos (amor). Ainda vives de amor ou já viste que a razão é uma boa lógica?
A vida não te está a ser boa neste período e tudo está a ser difícil. És um homem que não diz nada a ninguém. Choras e ninguém te advinha na imagem que vendes. Eras um homem sempre disponível para ajudar em qualquer lugar alguém. Hoje necessitas de ajuda, mas ninguém existe. Sei o que é isso J, no meu tempo só tu existias sem ires para a cama comigo. Conheço-te há alguns anos e sempre te achei um daqueles homens fortes de trato difícil. Só quem não te conhece meu bom amigo. O que se vê em ti não é o que tu és, porque não mudas? Ultimamente, mascaraste-te para pior. A tua imagem não é a imagem que eu tinha de ti. Hoje usas uma imagem irreverente, choque? Despenteado. Vestido sem rigor e quase sempre de bom gosto. Barbudo. Ainda não fazes a barba nos dias de trabalho? Passas os teus dias no teu silêncio evitando o mundo? Ainda és assim? Acho que sim.
Também deu para saber que não aceitas um qualquer convite de amigos ou mulher alguma. Foges de quem gosta de ti. Foges de quem tenta olhar-te. Foges de quem te quer conhecer. Como podes? E se um dia ela quer e tu não a vês? Medos? Deixa-te disso pequena e boa criança. Sei que és um grande pequeno homem, hoje vejo isso. Reconheço que és o que já não existe muito nesta sociedade, mas deixa-te disso! Amas, sinto-o, mas nunca te dispões a dizeres que amas se não tens condições para viver esse amor por conta e risco.

Escrevo-te estas porque o tempo passa e tu que tanto ligas ao tempo, choro por ti, porque sabes que eu faria o meu melhor, certa de que tu serias o meu melhor na vida que sabes bem que vivo. Sei que nunca viverias uma vida como a que vivo por conveniência (razão), mas eu tenho que a viver e tu andas parado na vida e assim nada viverás. Tens mesmo de mudar de maneira de ser. Anda comigo passear e verás que as flores já cresceram.

Lamento por ti, mas cabe a ti um dia cresceres e deixares amarem-te como eu um dia te amei. Tu és daqueles amigos que fazem qualquer mulher sentir-se bem. Seja como for, escrevo-te estas porque sei o que se passa contigo e também sei que não és capaz de o dizer a ninguém.

Quero ser agora uma amiga para sempre. Confio em ti, agora entendo o que chamas, confiança e fidelidade mesmo nas amizades.
(13 de Novembro 2005, Helena)

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

A janela do passado.

Recordo os anos perdidos
como se olhasse através de uma janela empoeirada
o passado é algo que posso ver
mas não tocar.


E tudo o que vejo,
está turvo e indistinto.


(.. 11Nov'05)

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Porque é que os homens preferem a outra?

Uma pergunta que me apavora desde que despertei para as mulhers. Porquê?

Dizia eu: Comigo isso nunca poderá acontecer! Nunca aconteceu mas, agora mais do que nunca entendo, porque os homens procuram a outra.

Não vou entrar no mérito da beleza, não é a beleza, não é a juventude, não é a covinha, não é a anca mais assim mais assado. Não é a vontade de comer a filha do fulano ou sicrano, não é a vontade de tomar seja quem for... Nada disso!

O que mais atrai na "outra" é o seu jeito despojado de viver a vida, simples. Entendes?

No início a mulher, vivia em dilemas pessoais que não tem nada a ver com o homem. Agora imagina, tu a chegares a casa, depois de um dia trabalho, e encontrares a tua mulher dizendo que esta infeliz, resolves perguntar-lhe: Porque estás assim querida?E ela responde: Por causa da tua indiferença?Alguma mulher pode me dizer o que isto significa?
Toda as vezes que as mulheres tem um princípio de depressão (tão comum no ser humano e em outros grandes primatas), vocês mulheres, culpam o homem e querem discutir a relação, nossa indiferença, nossa frieza. As vossas tristezas têm que ter um motivo, um culpado, e a culpa é de quem? Minha, dele, do homem deitado a teu lado que não te dá flores há séculos.Ele, que nesse mesmo dia, lembrou-se de ti, quando não pediu a sobremesa porque tu disseste que engorda; Ele, que lembrou-se de ti quando viu um pacote de viajem para Brasil, mas, porque ele não ter dinheiro para te dar esse passeio, ele se culpa e continua a trabalhar com a mesma dor.Depois, quando chega a casa, encontra-te feliz?Não, ele esqueceu-se de colocar a cueca no cesto de roupa suja, e tu pensas que ele te trata como empregada.É muito frustrante…Ele não quer discutir, ele quer evitar um desgaste numa discussão ridícula por causa de um motivo fútil, mas a fêmea não deixa uma pequena coisa passar, ela ataca o macho, até que ele, por instinto de sobrevivência reage, daí então o que ela faz?Ela chama-o de vulgar ou mal-educado.Quando os homens ficam depressivos, o que é comum a todos os seres humanos (faz parte de nossa psique), nós queremos ficar reclusos, quietos, reflectindo, e vocês mulheres acham que estamos distantes...Mas, basta uma cerveja ou seja o que for porque não um café com os amigos uma vez por semana, uma fuga das regras impostas pelo casamento, que pronto, já estamos revigorados sentindo-nos de novo bem connosco, e vocês mulheres nem ficam sabendo na maioria das vezes, como vamos sobrevivendo.Mas, vocês mulheres não conseguem passar por isso quinhentas vezes. Vocês querem dividir esse sentimento connosco, querem que nós resolvamos seja o que for para vocês como se isso fosse uma pia pingando ou um sofá fora do lugar.E, como nós não fabricamos anti depressivos, vocês nos culpam, já que deveríamos então, compor poemas todos os dias pela manha para vocês, apesar de nós não gostarmos de poemas.

Os homens não pensam em outras mulheres, quando as deles são as mais divertidas e engraçadas.

Problemas? Os homens gostam de resolvê-los e não de discuti-los.

A mulher do outro, não larga o seu homem. Simplesmente, porque ela não complica as coisas, ela quer uma coisa, ela vai e pega, ela quer sexo, ela vai e agarra, ela não fica a discutir a relação com ele, e ele pode então chegar em casa, escutar sua companheira e pronto… estão na cama.

Alguma coisa melhor?

Alguém acha que as crises da mulher são culpa do homem?Por quê? O que fez ele? O que nós fizemos?Por que as mulheres complicam a vida?Por que tem sempre uma explicação sem sentido para a tristeza delas?Por que nós estamos sempre distantes?Por que estamos sempre estranhos?Que MERDA isso quer dizer?Por que vocês não simplificam as coisas, e arrumam explicações mais simples para as suas angustias?A angústia sempre existiu e sempre existirá, e todos nós somos movidos por ela.

É o nosso medo da fome que nos faz trabalhar, poupar, e aceitar certas humilhações no trabalho.É nosso medo da morte que nos faz evitar o perigo.É a angústia pela realização profissional que nos faz trabalhar até 16 horas por dia.

A obstinação existe em nossas angústias, para o obstinado ele TEM QUE FAZER, senão morre, sofre, chora, se desmancha, se desfaz.

A angústia é um sentimento individual, próprio, e que só tem sentido para nós mesmos. Nossos medos e temores, as coisas que nos revoltam e irritam as coisas que não aceitamos etc., são coisas nossas unicamente de foro íntimo e pronto!Quem tem que lidar com isso? Nós mesmos, e prontos.Quem tem a resposta? Nós mesmos.
Por que culpamos os outros? Por que não aceitar que a culpa é nossa?Por que tem que haver um culpado?

Não tens nada que ele faça que te irrite, então, ele pode cometer pequenos erros, que uma boa mulher não vai ligar, ele pede desculpas, e pronto, acabou! Ninguém precisa ser perfeito, nem ter uma "bunda" perfeita, só precisa ser fácil de lidar.

(.. 10Nov'05)