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domingo, 17 de abril de 2005

Quero dançar!

Dançar muito hoje.

Não estranhes quando danças comigo..
Aperto-te bem, enquanto danças..
Porque quero sentir o bater do teu coração.

(.. 16Abr'05)

Tempo.

É algo que já ninguém dedica a si próprio.
Um amor verdadeiro tem que resistir ao tempo.
Tem força para esperar, porque não teme o tempo.
Sabe apenas que ama e que continuará a amar para sempre.

(.. 16Abr'05)

LIÇÃO DE PAPAGAIO.

O Papagaio de Papel

Ao simples observador parece que é o cordel que segura o papagaio. Sem o cordel, o papagaio fugiria.
A realidade... é que o cordel é a ancora.
É a estrutura que faz o papagaio voar. Sem ela... é o caos absoluto.

(A estrutura é a pessoa onde o cordel está ancorado. Se a pessoa deixar o cordel, é o caos total, tudo cai... e tudo deixa de ter sentido.)


É no que não se vê que está a nossa vida (o nosso amor). Aprender a decifrar o alvo que nunca vimos, é parte do humano humilde. Muitas mulheres pensam que os homens (a maioria) ainda olham para determinados artefactos e aí se perdem em sonhos vãos. De facto ao crescermos, também modificamos os nossos gostos, as nossas seguranças, e o olhar torna-se mais íntegro, acaso menos directo.
Dizia-me um dia destes alguém, numa das conversas sobre amor, que a paixão, dura no máximo três anos! Grrrrrrr
Fiquei pensativo! No dia seguinte pensei no assunto. Ocorreu-me que de facto, nos relacionamentos existem várias crises temporais! A maior é exactamente no terceiro e no quinto ano.
Olhei o céu e pensei em dias passados…
Agora, depois de passar o tempo, sinto que nada perdi, mas tudo aprendi e tudo vivi com grande intensidade.
Vi o mar… vi os montes… e olhei para o céu. Senti a brisa como querendo partilhar o que me fascina numa relação ainda não conseguida em estrutura e em família.
O fascínio de uma relação sólida está necessariamente no que se quer da vida e não no tipo de parceiro que se quer.
Se escolher um parceiro, sujeito-me a ter uma paixão intensa mas breve, mais ou menos duradoira consoante faça mais ou menos erros e tolere o mesmo no outro. Sempre achei e contínuo a pensar que, é aqui onde se encontra o maior número de erros ao nível dos relacionamentos. É nesta condição (paixão) que nós “todos” colocamos as nossas expectativas altas e distorcidas, adicionando, valores das emoções e não exactamente os nossos reais valores. Paixão é, sem dúvida, sinónimo de cegueira.

Se sentir que a minha vida inicia o processo de construção adulta para o futuro, e que a minha necessidade mais básica é a partilha e a oferta incondicional com alguém, então, se os valores estão no lugar anterior ao do corpo estamos conversados. Juntemos os trapos e avancemos, a vida está aí.

Todos nós somos estranhos no início. É preciso uma vida, para conhecermos o outro. É o encanto do casamento. Todos os dias descobrimos mais uma razão que nos levou a escolher aquela que amamos, e esta última é o fascínio da relação a dois.


Não deve haver nada melhor do que envelhecer ao lado de quem se ama. É cada vez mais um previlégio, é certo, mas não creio que dependa da sorte. Quem escolhe os nossos companheiros de viagem somos nós...
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Não tenho idade, tenho vida.
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(.. 17Abr'05)