E agora?
O que sentir...
O que pensar...
O que falar...
Como agir?
Palavras tão frias,
que cortam o meu coração.
Palavras ditas sem pensar.
Que machucam,
e como machucaram!
profundamente.
E agora o que farei?
chorar?
esconder-me?
fugir?
Não é a solucão.
Seguir em frente sim.
Sem olhar o que passou...
Nem quero pensar.
Não interessa o ontem.
Quero o hoje.
Espero nunca encontrar
alguém como tu...
Que não pensa no que faz
e no que se pode sentir...
mesmo construindo
tudo com o tempo
e no seu tempo...
todos temos um tempo
o, milagre
acontece
quando o tempo
nos dá tempo
tudo, se faz.
Adeus!
(.. 28Nov'04)
domingo, 28 de novembro de 2004
... palavras frias,
Escrevinhada por:
SepolOm
às
02:30
(3) for a butterfly heart
Morri pela Beleza – mas mal eu
na tumba me acomodara,
um que pela Verdade então morrera
a meu lado se deitava.
De manso perguntou
por quem tombara...
Pela Beleza - disse eu,
a mim foi a Verdade.
É a mesma coisa.
Somos irmãos.
(.. 28Nov'04)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
02:27
(2) for a butterfly heart
Um dia estava eu no alpendre de minha mãe...
Queria ver o jardim
Sentir o vento, o tempo.
Talvez eu visse que o tempo, não era tempo.
A temporização do tempo não dava mostras de ser quem era.
Não importa, se o tempo quer ser tempo de algo que não seja.
Um dia estava no alpendre de minha mãe
e vi o tempo sorrir.
Sorria e era feliz.
Já eu não sentia isso do tempo... quando o tempo se indispôs.
Senti arrepios na epiderme. A pele se enrugou,
senti a fúria do vento.
O sangue se inquietou...
quem sabe, e se não era o tempo?
Que queria ele de mim?
Um dia minha mãe me colocou no alpendre.
Mas eu não senti o frio amigo.
Claro que o tempo não era assim
rejeitei o frio, porque sei que ele não é assim.
Minha mãe me colocou novamente no alpendre,
eu senti o frio fugir de mim.
Mas quem sou eu para sentir o tempo
que nada quer de mim?
Ele veio, ele foi e eu nada queria dele
nada me obrigava a ser assim.
Minha mãe me chamou, disse eu:
Não quero mais o alpendre,
porque o tempo não chega perto de mim.
Minha mãe gritou e eu nada falei.
Senti... fugi... corri... desesperei
e vi o tempo a fugir de mim.
Mesmo correndo, minha mãe elevou sua voz,
não queria ir novamente para o alpendre.
Nunca tinha sentido nada assim.
Morreu, fugiu, e eu não tive tempo para ver o tempo,
correr a traz de mim.
Minha mãe então me beijou.
Acordou
Meu pijama, estava quente, molhado,
sonhava com o tempo que perdi
sonhava abraçado ao nada
que achava que se encontrava no jardim
cresci, aprendi, entendi e morri,
sem saber o que perdi.
Minha mãe me chamou, mas eu já não estava.
Fugi, gritei
Ele me abraçou
Então descansei e chorei.
Em outra vez eu tentarei entender o chamamento de minha mãe.
Minha mãe então me beijou
acordei
Vem, vem para o alpendre, o tempo chegou.
E eu assim fui, assim sonhei.
(.. 28Nov'04)
For a butterfly heart.
Deus dá os maiores desafios a quem tem maior firmeza de caracter.
continuarei a cantar,
sei k ela me vai encontrar.
(.. 28Nov'04)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
02:17
sexta-feira, 26 de novembro de 2004
.. sem possibilidade de resposta.
Estou identificado. Continuarei a aceitar os comentários no meu e-mail pessoal e e-mail do Blog.
Se me for pedido para publicar, farei a melhor justiça possível do meu espírito inicial.
As minhas desculpas a todas as mulheres e amigos que sempre com coragem deram a sua identificação, mesmo não concordando com as minhas ideias.
Obrigado
(.. 25Nov'04)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
01:33
Para ti amiga Élia.
A tua mensagem foi lida publicamente, acho que tenho o mesmo direito e depois da última linha, morre este assunto.
Para ti Élia.
Uns sabem interpretar os sinais que em todos os momentos eles nos chegam. Outros, simplesmente, ou não os vêem como sinais ou os interpretam de forma diferente, talvez estes as expectativas sejam cheias de carência que os atraiçoam, pior é fazer parecer ser o que não é ou nunca foi.
Os primeiros conseguem coisas positivas em suas vidas. Os segundos... Bem, estes talvez sejam a maioria, quiçá, EU.
Continuo a encontrar razões de sobra para pensar que: A carência é inimiga do amor.
Foi-me proposto depois de alguns anos, um encontro. Não necessitei de pensar, nem tive qualquer hesitação de aceitar devido à pessoa.
No primeiro minuto, olhos nos olhos não hesitei de sentir um sentimento enorme de saudade, carinho e com certeza outros sentimentos foram reactivados.
A proposta era simples para este nobre encontro. Voltar-mos a olhar-nos e descobrir se sentíamos as coisas que outrora só EU sentia. Talvez também os teus sentimentos fossem redescobertos.
EU tinha prometido que, depois de me olhares de novo, MORRERIAS. Termo que empreguei contigo directamente, dizendo-te que irias apaixonar-te.
Se foi o que aconteceu, mais uma vez acertei.
A mim cabia-me um papel de rejeitado há mais de dois anos - LEVEI COM OS PÉS - e que segui em frente com dias difíceis, mas cada vez mais certos do que queria para a minha vida dali para a frente. Mais uma vez meu coração tropeçou pela milionésima vez.
EU sei, TU sabes o que se passou e porque o tempo nos fez seguir caminhos opostos. Só a nós nos diz respeito e mesmo não o fazendo publicamente sabes, que ainda hoje dificilmente o aceitaria, nunca fui nem sou assim. Lamento, mas sabes que não sou esse que alguém quer passar a ideia que sou.
A mim coube-me o papel de te mostrar que, não mudei e que sempre falei verdade. Não tínhamos rancores nem ódios. Somos civilizados e adultos. Queria voltar a ser teu amigo.
Encontramo-nos. Gostei. Gostamos. Passamos o tempo a relembrar os outros tempos. Roubamos beijos, roubamos abraços, roubamos carinho e saudades.
Foi bom para os dois. O tempo passou de fugida. O tempo não deu tempo de falarmos das mágoas (melhor assim). Não ouve tempo para sentir o que SENTI no outro tempo.
Dei a cara, dei os olhos, dei o meu tempo. Tudo com o coração aberto. Ganharia DE NOVO UMA AMIGA QUE ESTAVA PERDIDA NO TEMPO. Mostrei que era capaz de, caminhar de novo, um caminho que PODE ser comum.
Podíamos começar do início. Começar do início, é tudo de novo. Passamos uns momentos bons onde TU me fizeste esquecer outros tempos… logo, me perdi na retractação da verdade (melhor assim).
A verdade é que sou outro homem. Distante, magoado, receoso, indiferente, inseguro, mais e mais, tudo da pior espécie, melhor… um vulgaríssimo homem que sei que me vou tornando.
Em menos de 240 minutos todos eles bons, tentei mostrar-te que podia ter sido no outro tempo, mas também que todos nós um dia temos de parar e enfrentar o que queremos e dizer BASTA, seja ela qual for.
Ofereci-te o livro “11 Minutos” como já ofereci a muitas amigas. A questão é saber o porquê (mas não quero) de, umas interpretam de uma forma outras de forma desigual. Acho este livro, um bom livro para o “STOP” das pessoas, como achei que resolveu o meu “STOP”. Se gostas-te do livro MELHOR. Ainda bem. Fiz questão nisso. Só amigas que respeito e gosto, merecem essa prenda.
Antes do mais quero, aqui testemunhar que foi UMA MULHER QUE ME É MUITO QUERIDA, que me ofereceu este livro para o ler, sabendo ela que, eu sugava os livros de Paulo Coelho. EU, nem conhecia esse tipo de livro e desde essa leitura, recomendo a todos os amigos.
Finalizando, pois não vou pensar mais nos erros cometidos por mim. EU sei e TU sabes que o futuro está ali.
O que acontecer, acontecerá, se nada acontecer, também NUNCA aconteceu.
Continuarei a pensar em ti, continuarei a ser o que quiseres que EU seja. No tempo fui, no meio continuei a ser, e neste tempo sou um FIEL amigo de ti.
O tempo dirá e assim será.
As desculpas foram aceites. Não voltarei ao assunto.
Nota de Help há minha consciência: Continuo a não entender, porque não posso ficar um amigo, pelo facto de não sentir igual?
(.. 25Nov'04)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
01:13
terça-feira, 23 de novembro de 2004
Simplesmente.. saudades.
Qual fazer "amor"? Mas o que é isso de fazer "amor".
Parece a paixão dos meus tempos de criança. Não quero paixão. Quero sexo com a intensidade do coração.
No sexo o tempo corre num tempo que já poucos lhe ligam. Logo, acham que ao dizerem que vão "fazer amor" o tempo é mais tempo.
Eu faço sexo e quero que o tempo pare, mesmo que saiba que ele corre sem parar. Mas sei.. que no sexo o tempo pára. Não espero é que ele passe.
Quero sexo sem pensar no tempo. No momento sei que ele não existe. Se existir não existirá sexo.
Tenho saudades. Do aroma. Do toque. Do abraço. Da boca. O corpo, esse vem naturalmente na sequência do sexo que o tempo nos escraviza. É mesmo o somenos, o corpo. Isto é sexo.
Simplesmente... simples.
(.. 23Nov'04)
segunda-feira, 8 de novembro de 2004
.. não tenho mais medo.
Dois rabinos tentam, de todas as maneiras, levar o conforto espiritual aos judeus na Alemanha nazi.
Durante dois anos, embora mortos de medo, enganam a Gestapo - a temível policia de Adolf Hitler - e realizam ofícios religiosos em várias comunidades.
Finalmente são descobertos e presos.
Um dos rabinos, apavorado com o que pode acontecer dali em diante, não pára de rezar. O outro, pelo contrário, passa o dia inteiro a dormir.
- Porque é que você está a agir assim? - Pergunta o assustado.
- Para salvar as minhas forças. Sei que vou precisar delas daqui por diante.
- Mas você não está com medo? Não sabe o que nos pode acontecer?
Eu estava em pânico, até ao momento da prisão.
Agora que estou nesta cela, de que adianta temer o que já aconteceu?
O tempo do medo acabou; agora começa o tempo da esperança.
(Paulo Coelho)
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Histórias velhas do meu baú: 2003
A razão move, os meus novos passos…
Quando não gosto de algo, não aborreço. Quando alguém não aceita a minha amizade querendo algo mais do que eu quero dar, olho para o céu e peço ao meu amigo que me protege, para desculpar esse “alguém”. Acho que me satisfez sempre.
Juro que tento ser melhor todos os dias mas, tem gente que não entende que, ninguém é obrigado a aceitar alguém para relações de “amor”, “sexo” ou seja a relação que for se, apenas um, só um, não aceitar. Se não me aceitam que, posso eu fazer?
Uma coisa faço determinantemente. Se nem a minha amizade querem… Fui.
Não se “azeda” alguém se, na nossa consciência nos pesar algo. Eu sinto-me levitado todos os dias. Eu sinto-me bem.
...vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar o meu corpo, e aqueles que tocaram no meu corpo não conseguiram atingir a minha alma...
(Paulo Coelho)
No início de Novembro de 2004, dei mais um passo na minha vida. Não tem nada a ver comigo mas, resolvi dar prioridade à razão. Sempre tive um entendimento dos passos da vida: Se deres um passo em frente e te sentires bem, estás no caminho certo.
Eu penso que nem sempre é assim. É o caso.
Aceito percorrer um novo caminho que de momento não me interessa se é bom, se é mau, nem tão pouco o seu percurso ou onde irá findar. Sei que estou bem e isso basta-me.
De momento deixei os objectivos na prateleira ou quiçá no lixo. Quanto tempo será não me interessa, sei, isso sim, é que quero seguir este novo caminho porque sinto-me bem.
È tão difícil de descrever este novo tempo como eu entender porque gosto tanto dele. Sei e repito, melhor, vou gritar dentro de mim que não quero perder este novo estado de alma. QUERO-O, sem pestanejar, sem respirar, sem arrependimento, tendo a consciência que as lágrimas virão um dia, porque eu sou feito de coração e não de razão.
Quero este caminho sabendo que não vou a lado nenhum. Apenas busco algum prazer da leviandade da minha carne que, de sobremaneira à muito necessitava de sentir que isto era possível, melhor, que existia este estado.
Logo eu não existo em lugar nenhum. Ninguém me vê, ninguém me sente e ninguém me pode tocar. Não quero nem que o cheiro ande por ai, a vaguear, não vá alguém ser incomodado, melhor, sentir-se enciumado.
Mulheres, prometeram-me este e outros caminhos, fortunas, sonhos, momentos… mas nunca os senti meus ou realizáveis por qualquer motivo. Outras sabem a dificuldade que tenho de entregar a carne ou a alma. Não por não querer, mas porque, os objectivos não se encontram.
Acredito que, nenhuma relação tem futuro se, o passado não estiver livre e resolvido.
Reconheço que existem momentos. Hoje estamos receptivos, amanhã já não estamos e vice-versa. Mas cada um sabe de si e ninguém dos outros. Mas…
A minha liberdade conquistada a suor e lágrimas, fez crescer a frieza que necessito para aceitar caminhos que sempre neguei e julgava que nunca iria percorre-los.
Aceito a liberdade, o distanciamento necessário, propósitos maduros autênticos entre, dois adultos. Sendo assim e porque quero, vou caminhar o caminho que muitos (mesmo negando-o) percorrem. Não me interessa ajuizar valores nem consciências mais cultas mas, isso sim, interessa-me o que quero neste momento…
… Continuar livre, sentir quem sou, porque sei exactamente o que sou.
Sinto-me bem pensando no meu novo caminho.
