| Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas |

sábado, 29 de abril de 2006

Revelação.

As mulheres depois de chorarem, ficam com vontade de fazer amor. Ficam todas molhadas, por dentro e por fora. Nós homens, somos a toalha que está mais à mão. É assim mesmo, só um homem anormal não aproveita esse momento para dar uma foda.

As mulheres são todas diferentes. Quando se perde um homem, há outro igual ao virar da esquina. Quando se perde uma mulher, é uma vida. Os amigos arranjam-se e as mulheres também, mas as mulheres ninguém sabe como é. As mulheres sabem. Os homens pensam. As mulheres pensam que sabem. Os homens sabem que não sabem. Mas são as mulheres que acabam por ter razão.
Gosto da sensação de não chegar a parte alguma. Cada mulher é um “uno” à parte. Se calhar, é só porque as mulheres não pensam nos homens como os homens pensam nas mulheres.

“Abraçamo-nos, arfando, exaustos, suados, apertamo-nos, aconchegamo-nos e sentimo-nos fantásticamente muito bem.
Já vais em três vezes! Dizes tu.
E tu, mais de cinco… Digo.”

Lembras-te? E das quatro?
Prometemos cinco.
Sempre sete horas, no nosso tudo.

Hoje, as lágrimas caiem.
É o mal de escrever.
A dor de não te segurar.
A angustia de já não nos lembrar-mos.
Depois de tempos de lembrança e saudade.

Como dizer-te Joana? Onde encontrar as palavras que só tu mais do que qualquer outra, mereces? A Joana é o meu amor. Eu sou o amor dela.
De tudo falamos e de tudo fazemos. Morremos no nosso abraço. Um abraço uno. Falamos de fazer amor. Inventamos as nossas vidas anteriores. Esquecemo-nos de tudo. Damos as mãos. Não fazemos nada. Mas não reparamos. Estamos a esquecer-nos frequentemente. Não vamos a lado nenhum. Não podemos. Mas mesmo que pudéssemos, não iríamos. Não fazemos planos. Nem juras de amor. Não temos nada. Estamos juntos de vez em quando. É a única coisa com que nos importamos: estarmos juntos de vez enquanto, como agora estamos.
É noite. Cada um está no seu quarto. Ela não me ama como eu a amo. Mas eu também já não a amo como já a amei. Falamos como se nos amássemos mais que nunca. Nada é mais importante. Só o momento. Tudo fazemos para perpetuar um fantástico futuro. Mas porque é que o nosso amor, me foge pelas mãos?
Morre coração, sozinho, como quiseres.

O mal de fingir é que nos esquecemos da verdade.

minha joana
(.. 29Abr'06)

sábado, 22 de abril de 2006

Cinco tropeções.

Lembrei-me do primeiro amor, do amor, de quando era novo e de como amava antes de tu existires. Há anos que não me lembrava assim dela. Pensava que a tinha perdido. E perdi. Era tipo batata: Era boa mas fazia-me mal, muito mal. Hoje nem batatas como, será? Se calhar foi por causa dela que fiquei tão carente quando nasci.
Nada tínhamos a dizer um ao outro ou, muito pouco falávamos. Fodíamos muito e dormíamos bem, muito bem. Ela gostava de ler as coisas que eu não gostava de ler. Eu queria ler, onde o mundo me deixou. Contávamos os sonhos no dia seguinte um ao outro, era o pouco que falávamos e eu, que gosto tanto de falar quando não fodo (é uma maneira de estar sempre quente, encostado). Sei, que os pesadelos são insónias de quem consegue dormir. Mas o que custa mais é o tanto lembrar – é não esquecer. O que é que se faz com o que nos fica na cabeça, quando já não há nada para fazer?

2
Porque é que as mulheres não resistem a um homem que quer estar sozinho, que nem sequer quer estar com os amigos, ou ter raparigas só para ir para a cama com elas, sobretudo quando tem uma casa pequena tipo barraca e meia cara com corpo de coragem?
Não se pode ficar sozinho e bem disposto neste mundo. Para garantir uma solidão minimamente desacompanhada é preciso estar-se triste. Eu não estou. É difícil fazer entender às mulheres que, estamos sozinhos porque estamos à espera da princesa, a tal, e de mais ninguém. Acham sempre que somos como os outros. O sexo rouba-nos os nossos silêncios, os nossos lugares. Eu nunca vou. Oiço o silêncio a chegar junto com ela.

3
A solidão dá tesão. Quando se está sozinho só se pensa em foder, da mesma forma que, quando se pára de foder, só se pensa em estar sozinho. Pergunto tantas fezes, porque é que as gentes conseguem foder com quem não ama? Não existirá nada de errado?
Devem pensar que o amor fica resguardado mas a verdade é que vai-se fodendo todo à medida que se fode, tornando-se pior do que um farrapo, um nada. Não consigo. Também não me interessa nada saber a razão dos outros.
Foder uma amiga duma amiga é chato. Então quando elas se fartam de nos imaginar com outras mulheres, como é do seu feitio, é sempre de temer que nos estejam a imaginar na cama com as amigas. Tira um bocado o tesão, esta familiaridade. Mas também quase tudo com a minha experiência, é susceptível de tirar o tesão. Fazer amor é pior. Odeio as mulheres que insistem em fazê-lo, quando não há ali amor nenhum para fazer. A mim, o amor dá-me um tesão maior que o mundo, infelizmente. Feliz aqueles que amam as esposas e podem comer em casa e foder fora. Esses, sim, são uns desgraçados.

4
Amo-te tanto. Sempre essa palavra – tanto. A mim apetece-me logo responder em palavras grandes que se percebam: Mas QUANTO?
O tanto absorvo como uma palavra já tão vulgarizada que dá dó em ouvi-la.
Amo-te que até fico com o peito parado. Quando digo isto, digo quando estou sem ar das coisas que sinto, por essa mulher que me pára a vida. Eu sei e ela sabe, o que sinto e o que lhe digo.
Culpo sempre a mulher quando me dá com os pés, de me deixar com o peito parado. É assim que fico, em estado de pré-morte sem coragem de dar qualquer passo, para fazer seja o que for. Elas gostam tanto de nos deixar apaixonar até deixarmos de respirar, depois sem uma palavra, simplesmente dizem, acabou.
A culpa nunca pega. A paz não vem. O coração não sossega. Lembro-me de tudo e amo cada vez mais. Diz-se que quando morremos, no minuto anterior, revisitamos toda a nossa vida em luz… Eu com o peito parado, sinto o mesmo, só não quero admitir que a morte é feita de culpas e de palavras perdidas.

5
Hoje estou sem qualidade de palavras e de pensamentos. O dia foi fantástico anteriormente. Sem substrato ou qualquer substância, apetece-me sentir o que senti e deleitar-me com o que vi no dia anterior ao meu presente. Sempre sonhei, sempre achei que numa cama, podiam estar um homem e uma mulher, sem que tivessem que fazer sexo necessariamente. Mais difícil de entender e eu adivinhava desde jovem era, se um dia isso acontecesse o amor estava aí em qualquer cama e com qualquer gente que fosse um homem e uma mulher. Pior para esse exercício, é essa mulher ser a mais bonita do mundo e fazer-nos parar o peito.

(.. 22Abr'06)

sábado, 15 de abril de 2006

O abraço.

A multidão passava junto de nós. Não nos separámos. Chovia infernalmente as águas que faltaram noutros lugares, nesse dia. Não queríamos saber das gentes, que nem nos sabiam ler. Naquele momento o mundo estava parado. O stop do relógio insistia no seu passo que não era o nosso. Abraçávamo-nos, um longo abraço, parecendo que era o último dia e não o primeiro que nos tocávamos. As bocas, colaram-se. Impossível não me lembrar desse momento.
Mais de uma hora colei-me, não largando, senti que era um início de qualquer coisa. Sim, eu nunca tinha estado assim, naquele jeito tão diferente (se alguma vez estive, não me lembro neste tempo) a outros olhares que ali passavam, por nós.
O espaço era e é público. O pilar do passeio segurava-nos. Tremia, como se fosse uma primeira vez. Lembro-me do meu primeiro beijo, ainda hoje. Rápido, fugaz, roubado, atrevido e doce.
Este, além disso, um beijo que sempre sonhara e que encontrava.
Uma hora. Lembro-me que depois desse momento, na real, foram mais de duas horas seguidas sem folgo e um arfar constante, que me permite ainda hoje, depreender com dignidade, um futuro fantástico que um dia terei.
Misturei os meus lábios com a saliva que me tomava. Deixei-a entrar. Gostei e abracei com o meu, o nosso melhor abraço. O nosso tudo estreava-se. Sei, ela desde esse dia, aprendeu o significado do meu nosso tudo… O abraço.


Outras gentes acham que o beijo é o melhor, que seja. Eu continuo a dizer que o abraço mata-me, acrescenta-me sempre vida (não fosse eu um homem, nascido e educado em conforto de abraços).

Um abraço é um sinal de amor, segurança e união. É sincero e revela intensidade entre dois amantes e companheiros. Num casal, revela profunda intimidade. Um abraço ao final do dia, quando chegamos do trabalho, revela saudade e alegria, um abraço ao deitar significa serenidade e segurança. Um abraço após o sexo é reconfortante, prolonga as coisas que se amam. É um sinal de que os corpos estão saciados e podem agora prolongar esse prazer na companhia do outro. Reconhecendo também, aqueles momentos de invulgar proximidade, confortando significativamente a nossa parceira.
O abraço e o sexo posicionam-se com certeza, em níveis diferentes. Não os comparo, não os diferenço. O abraço implica sempre um envolvimento afectivo e um reconhecimento da importância da pessoa que está ao nosso lado, enquanto o sexo, pode ser pulsante, como estar envolto no romantismo e/ou no amor. Gosto mais de dizer que um abraço é; uma partilha de prazeres muito gratificante.
Outros textos que por aqui já escrevi, mostram, como um abraço é fantástico e a importância do que sinto. O abraço é vida.

Lembro-me, que estava no paraíso que sempre sonhava, naquelas noites que só eu ouvia os silêncios que me pertenciam.
As gentes, multidões, continuavam a passar e nunca os olhámos. Sei que eles também não.
Nenhum jardim é melhor do que uma cama. Deve ser por isso que existem tão poucos.
Transbordei de sentires fantásticos, abracei como nunca abracei, amei ela e o momento e… vim-me. Gostei e continuamos. Segredei-lhe palavras sentidas no ouvido. Mostrei-lhe naquele momento que eu só a ela pertencia e sei, ela gostou do que sentiu. É gratificante, sentirmo-nos correspondidos.
Abracei-a e ela abraçou-me, mostrando-me que nos pertencia-mos.
A chuva não parava, era intolerável. O vento vociferava. Não lhe ligamos pevide nenhuma. E ali de pé com as multidões a caminharem, nós nos amámos. O pilar, testemonhou, e sem juras, sem pressas, de novo liquidifiquei o que sentia dentro de mim. Duas vezes ejaculei, sem tempos de correr, morria… Juro! Ali mesmo, não fosse ela ficar sem mim.
Foi fantástico o que ofereci mas, mais gratificante o que lhe senti. Olhei-a e vi aqueles olhos abertos com aquela linda cor de mar sujo… O dia estava sujo mas, nós estávamos abraçados sem fim. Quero-te adormecer em mim, Joana.


Pergunto-me, se um dia os meus filhos, serão assim? Se alguma vez sentirão, que o sexo, nada tem a ver com amor, e o amor é sexo.
Não lhes ensino. Não tenho essas vontades de lhes dizer que é necessário chorar muito e que aquele hoje lugar deles, não é ainda o último. Que seja, melhores caminhos tomaram.
A vida é estranha. Na vida profissional tudo é acertado, tudo é certo pelos anos que faço no mesmo lugar. No caminho que é mais cobiçado por mim, deveria ser melhor mas, levo com os pés vezes demais.
Em quase todas por querer um abraço mais. Se não é pelo abraço é porque nunca chego tarde a casa, ou porque não bebo, ou porque não sou um homem normal, com erros normais. O meu pior defeito, lembro-me da última que me dizia que amava, acusava-me que só queria abraços, abraços demais. Quando não era abraços, era porque gostava de lhe acompanhar nas compras, na lida doméstica, ou porque ficava triste se ela não me deixava ir buscar a nossa filha há escola. Eu sempre gostei de estar em casa, e se não, que fossemos todos ver o Sol, abraçados.
O sexo era bom para ela, menos para mim. Depois, uma vez por dia dasss, sentia a morte avançar. Foi assim que aprendi, só podia ejacular-me depois da hora dela, e o cansaço morrer em mim.
Porra, eu gostava dela, mas deu-me com os pés. Hoje sei, quer-me mas, eu nunca voltei atrás, mesmo que seja o caminho certo.

Os meus filhos vivem, uns assim assim, outros, bem melhores do que gentes grandes, e todos sabem que bom pai eu sempre fui, e estou. Fui sempre um presente. Melhor, abracei-os continuadamente, até que foram no horizonte procurar os seus caminhos.

Hoje, amo o que sinto. Gosto do que vejo. Gosto do que toco. Sinto todos os dias como se fosse o primeiro dia. Aquele dia em que chovia montões de água que nunca nos molharam e que as gentes não nos olhavam, nós ganhávamos, os nossos tudo. Foi um grande e bom início. O segundo aniversário raia e é fantástico sentir que outro advém.


(.. 15Abr'06)

sexta-feira, 14 de abril de 2006

Olhai sempre o outro.

Muitas vezes encontramo-nos com uma dificuldade inerente há condição humana; Amor e Razão.
Sentimos amor.
Alguns preferem ouvir o coração. Outros, preferem não o ouvir.

Já aqui em outras circunstâncias, escrevi o que penso sobre este assunto. Estamos sempre em constantes mutações e por mais que não queiramos, elas por vezes são de diferenças abismais. Sou pelo amor do, tudo ou nada.
Aceitamos a diferença ou não!
Aceitamos os acontecimentos ou não!
É como numa qualquer relação quando alguém se esquece que em qualquer idade, estamos sempre em mutação, crescemos, transformamo-nos, amadurecemos os nossos sentires e temos uma enorme vontade de sermos amados em todos os instantes. Quando deixamos de olhar o outro como as gentes normais ou achamos que somos "dado adquirido", os acidentes são inevitáveis.


O amor não acontece todos os dias e quando acontece, há que agarra-lo! Pode acontecer, pode, que essas escolhas com o coração, sejam felizes para sempre.
Sei que isso é uma fantasia lamechas de também humanos mas, e se a fantasia se tornar verdade?
- E se houver afinal uma princesa encantada?
E se concluirmos que estamos apaixonados?
Tudo o que achámos importante, deixa de ser, porque o importante é estarmos com esse amor.
Então, não é uma fantasia tola, é a realidade.
Não acham que essas duas pessoas devem estar juntas?
Sim! Eu acho que sim.
Ninguém tem o direito de nos dizer, como devemos levar qualquer vida. Ninguém nos pode dizer, quem devemos amar, ou como viver a vida.

É no fim da vida que um homem percebe o quão importante foram as suas decisões no início, ou em qualquer altura da sua vida.

Também, pode ser no fim de qualquer sonho.

(.. 14Abr'06)

Lembrei-me de outro passado.

"Um dia num bar qualquer, alguém aproxima-se de mim e pergunta-me:
- Olá.
- Olá!
Nunca te sentas noutro sítio?
Gosto deste. Se algo acontecer-me, alguém há-de reparar. Além do mais, acho que este é o pior lugar, ninguém o quer e eu faço-lhe companhia.
Eheheh Estás a divertir-te?
Posso contar-te um segredo? Estou a tentar organizar uma fuga e procuro um cúmplice. Teríamos primeiro de sair deste bar, depois de casa, depois da cidade e depois do país. Alinhas ou não?
- Alinho. Vou buscar as minhas coisas.
- (Pensei... Espero que tenhas bebido o suficiente. É sempre preciso alguma coragem para se procurar a nossa vida, sem olhar para qualquer outro lado.)

Ainda aqui estou. Nunca mais a vi, mas fez-me sentir bem, muito bem.
Naquele momento vivi mais um bom momento, e foi fantástico.
Ainda a vi. Sorriu-me. Um grande e bom sorriso. Olhei aquele corpo a beijar apaixonadamente o seu amor, ainda que eu a visse com aquele ar nostálgico que a sua vida não era ali.
Mas... Quem sou eu para tentar perceber o que alguém pensa ou parece mostrar?

As minhas dúvidas desvanecem no tempo, enxergando melhores outros pensares.
Penso, que só ela sentiu o meu chorar interior, naquele dia.
Quanto melhor soubermos quem somos e o que queremos, menos deixa-mos que as coisas nos perturbem.

Gosto do meu dom. Todos têm. Só é necessário alimentá-lo, mesmo doendo.

(.. 14Abr'06)

sábado, 8 de abril de 2006

Para a Joana.

.. minha filha.

"Um dia serei de alguém a tempo inteiro.."

O teu rosto ocupa-me inteiramente.
Quantas vezes escrevi que, queria fugir para dentro de ti? Invadir-te com fúria de te ver ininterruptamente, de não conseguir impedir-me de ficar especado a olhar-te?
Tu fazes pior. Ficas calada e deixas-te invadir. É bom.
Merda! Nunca sei se estamos a dar ou a receber.
As tuas pouquíssimas letras eram ricas, as que conseguem chegar-me. Eram. Estou sempre com a mesma conversa. Sou assim mesmo, menino maricas com aquela necessidade de amor dado com troca de salivas dentro de mim, por ti. Apetece-me gritar debaixo da língua - Cala-me, com a tua boca!
Não tenho mão na minha memória. De ti e sobre ti, só me lembro do bem. O mal, que faz falta – que me fizeste – escapa-me, esqueço, sei, não interessa.
Esses teus olhos de água suja – quem pode cansar-se de cair neles?
De ti e porque a vida assim nos obriga, e tantas vezes, vezes demais, a recolher-nos dos nossos olhos, e outros resultados não sufragam em tempos próximos, quero lembrar-me só de sexo.
Durante aqueles tempos que, por razões adversas estivemos separados, devo ter batido uma média de 8/9 punhetas por cada foda que demos. As que me dão mais tesão, são as que me olhas-te em cada acto, tocando-me.
Todas, lembro-me, deram-te muito tesão. Sabes bem que só no sexo sou moderno, por isso deixei de usar gravata para que o que parece, nunca pareça. Gostas. Não existe nada mais fodido do que andar sempre com tesão, sobre o qual não tenho mão.
Damo-nos bem. Sinto-me muito bem em qualquer lado junto de ti. Brincas com os teus sorrisos para os rapazes bonitos e com os teus olhos, para as raparigas que nos falam. Pelos sorrisos das gentes, sentimos que todos gostam de nós.
Damo-nos bem. Fodemos bem, não deixando fugir nenhum tempo, mesmo no esconde-esconde da vida, sabemos que outra vida merecíamos.
Que raiva! A contenção do respirar da vida, é consentida, pela adversidade das coisas naturais, normais. Por isso sabes, que não sou naturalmente um bom homem, de coisas naturais. Não sou normal. Nunca quis ser. Gosto de ser como nasci, irreverente até me cansar de viver.
Dói. Sempre me causou dor este facto. Natural... Dasss. Recto... Dasss. Não se pode ter tudo quando se ama com tanta intensidade e grau de satisfação tão sublime.
Nunca me arrependi em qualquer momento, de ter estado tão dentro de ti.
Ai! Um dia querias estar toda dentro de mim. Disse aí… Não para não entrares mas, para adoçares o caminho que a virgindade é coisa de gentes normais. Eu era antes de ti. Não entraste, também não sei quando entrarás. Nesse dia achei que me perdia, para morrer em ti.
Cinquenta mil vezes nos tocamos, e sabemos, que nunca repetimos coisas iguais. Inicio, o meio e o fim, foram sempre desiguais.
Quanto mais se ama, mais a vida nos é madrasta. Não chega que se goste dos cheiros ou que os espíritos estejam de feição. É necessário mais coisas boas, para que mereça a pena olhar para trás e dizer em todos os momentos, quaisquer que sejam, éramos felizes para sempre se não nos amassemos tanto.
Gosto de ser fodido por ti mas, gosto mais de sentir que só amei assim, uma vez.
Quero ser um segredo que só tu podes contar. Apareci por nada. Encontrámo-nos. Mas, nunca estás aqui. Aliás nunca estás. Nunca estamos quando queremos e, não podemos vermo-nos por aí. Estás sempre ali e nunca junto de mim.
Os segredos, esses nossos, são teus, guarda-os. Os meus, esses nossos, quero gritar ao mundo, o amor que nunca terei, mas amei. Gosto.
Lembro-me. Lembra-te. Nunca fizemos juras de amor. Talvez seja assim o “quase amor”. Estes corpos não são nossos, devem ser do “quase amor”.
Por amor, mais longe ainda. Porra, como fica longe o coração de quem procura o que sempre existiu! Dói-me, saber que estás aí e eu aqui, tão… Tão merdamente sozinho, porque sou assim assim.
Sou avassalado por ternuras, inveja, rancor, quase ódio. Se sei a quantas ando, francamente não sei porque ando assim. Num dia espero pela tarde. À tarde pelo dia seguinte. Será que, de manhã cedo, ainda haverá quem guarde, se não o meu lugar ao teu lado, ao menos uma lembrança de mim?
Infeliz de quem vive sem ti.
O mundo inteiro é muitas vezes muito pouco, para quem não está à procura de nada.
Um dia serei de alguém a tempo inteiro..

(.. 08Abr'06)

sábado, 1 de abril de 2006

Outro país.

Faz bom tempo que conheço uma mulher fantástica.
Gosto muito dela, como se hoje fosse a primeira vez que a olhasse de novo e para sempre, tal foi a empatia que sofri no primeiro olhar, faz alguns tempos, algum.
Gosto muito dela, muito. Não sou tudo para ela, sei. Mas também não sei o que ela quer de mim.
Não conheço outras. Quero dizer, nunca desde esse olhar, fiz sexo com alguma mulher. É dificil sabermos, pior sentirmos, que não somos o que parecemos!
Só a quero a ela, o resto e os porquês, à muito que deixei de fazer qualquer interrogação, mas também não interessa nada.
Um dia, faz tempo, ela sabe, tive uma recaída. Doía-me a alma e quase todos os dias, o corpo.
Senti como se fugisse de algo perverso, que outros caminhos me preencheriam a alma e o corpo, ávido de estabilidade emocional e corpóreo.
Aprendi à muito que quando se gosta de alguém, nada se perdoa e tudo se pergunta. Aprendi também com dor, frustrações e muitas angustias que, quando o amor nos toca, o perdão sobressai não esgotando a positividade de qualquer relação. Por essa razão entendo os poetas que dizem - o amor dói. Gosto mais de dizer - o amor é foda.
Queria eu outro caminho, para me equilibrar a vida. Assim fiz, assim pensei, era uma boa razão, para mim.
Nesse tempo, desnudei-me na presença de outra que me deu também ela, a sua nudez ávida de mim. Assim vi, assim senti e senti-me muito bem.
No acto da entrega… Juro! Tentei ser eu próprio. Entregar-me, como ela se entregava a mim, com todos os braços abertos e as forças do gostar interior.
Não interessa para nada recordar os substantivos do momento. Quero recordar, o acto em si. Revejo-me hoje, recordo-me, esforcei-me para fazer o fácil ser fácil, mas não consegui.
Nunca essa boa mulher me deu com os pés, mas eu saí. Simplesmente saí, e fui chorar num lado qualquer, pelas estradas que escolhi, cruzando-me com outras mais estradas que, nem eram já escolhas em mim, sentindo-me perdido, parecendo-me culpado - que merda!
Outro tempo veio, e eu falei olhos nos olhos, todas aquelas palavras que me feriam o chão da boca, há mulher que amo. Em nada menti, nem a virgula omiti.
Questionei-me bastas vezes, porque sou assim?
Interrogo a minha alma, porque me fizeram assim?
Será que utilizei a outra como um teste para mim?
Será que não sou tanto assim? Senti nessa altura que me tornava gente normal – merda! Tive medo, não gosto, não sou assim.
Aqui estou eu, noutro tempo, a olhar esse tempo, recordador que sou. É nestes dias que me sinto uma lástima. Estou a aprender a não olhar o que gosto, sei, que serei melhor um dia quando já for assim assim.
Não sei se conseguirei que o pacto sobreviva. O segundo, sei, esse é o melhor para ela, mas porque eu assim quis.
Não tenho outro jeito - merda, só assim sei que conseguirei que o tempo passe por nós, e tudo seja fantástico, sem perguntas e com bastos sentimentos sentidos.
Que mulher (castigo) Deus fez caminhar para mim? Que amor existe assim para a qual eu nunca quis que assim fosse? Porque gosto quando estou, e dói tanto quando fui? Quando estou o tempo foge, e tu, sei, ajudas a que isso aconteça.

Tantas coisas eu tenho falta que medito em tantas aflições. Sei que me queres mesmo eu sendo assim, mas tenho que ser à tua maneira. Até quando nunca saberei, quiçá, quando um dia outro te levar, e tu quiseres ir!
Outras recordações tenho… Quantas mulheres me escolhem e eu com esta merda de jeito, não vou ao encontro de um melhor (melhor?) abrigo? Porque não aceitar habitar com quem me chama, sofrida? Sinto o choro de menino, voltar a recordar coisas simples que não tenho, nem nunca tive. Pois... Porquê?
Outras... Em países longínquos, atrevem-se com outras coragens a gritar por mim, e eu não sei ouvir, porque o meu amor é firme, é fiel, de outro jeito, não consigo
.

Sou um menino de medos. Porraaa! Tenho medos de saber as razões.
É sempre arrogante e pretensioso escrever sobre uma qualquer coisa que se viveu, sem a palavra das que olhei, ou das que me sentiram. Apenas escrevo o que foram e o que são as minhas vontades. Escrever sobre os meus sentires, sem traí-los, defini-los ou magoar. Mereço. Merece ela que, repita – sei que não estou a conseguir à maneira dela, só espero estar a conseguir bem.

(.. 01Abr'06)