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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Cartas no tempo devido: (xx 5)

.. ando muito esquecido.. “É bom também”!

Às vezes gosto de esquecer-me ao que vim! “É bom também”! É que nunca sei se o que gosto muito, existe. Certo certo é que no país onde nasci, os obstáculos a vencer provêem da pequenez, das gentes. Às vezes, confundo tudo. Mas em mim tudo é (a)normal, porque nem sei qual é o país que me perfilhou. Continuo a esquecer-me das coisas difíceis. Continuo a fazer todos os dias o que costumo fazer. Falar com as mesmas pessoas. Encadeá-las da mesma maneira e com o mesmo proveito. Mas cada dia que passa sinto mais o cansaço de ser aquele que eles insistem que eu sou. Ninguém é eu! Eu sou o (a)normal. Por ser isto tudo, ninguém quer ser eu, mas pensam que se fossem eu, conseguiam forças para aguentar melhor as coisas que eu não aguento. Já te tinha dito que me esqueço das coisas difíceis?
Já nem sei o que aceitar, se os silêncios se, a gratidão de ter a tua resposta como eu sempre me propus a conceder-te.
Ainda me lembro da primeira vez que me olhaste (sonho tanto). Parecia-te, não estar tudo no lugar. Voltaste a olhar. Não devias. Agora vais cegar. Não tens força. E não é exausta que estás, é vencida. Só me espanta é que continues a olhar. Se olhares muito dentro da minha cabeça, verás que não encontras nada. Mas podes usá-la. Mas cuidado. Podes tocar em algo que me desperte só para ti. Tenho a cabeça cheia de nadas, quiçá, sonhos de nada, por isso, não me olhes assim porque eu sou o que veio só para ti. Continuo a esquecer-me das coisas difíceis. E neste intervalo, podes sempre usar-me. Não um dia, mas toda a minha vida. A que me resta. Seja a que for, é tua. Aproveita-a.
Estou ansioso por me ver neste estado.
Partimos amanhã! Vou contigo. Tu que guardas a minha alma, desde o dia em que me fizeste crescer para o amor.. Minha mulher. Mulher minha amada.
Quero eu que o primeiro café da manhã seja sempre teu. Na minha companhia o sabor transbordará sempre num novo dia. Estou muito apaixonado por ti. A minha cabeça está uma desgraça. Vazia. Mas nunca te esqueças. O que sonha, não existe aqui.
Continuo a esquecer-me das coisas difíceis.. ainda sinto que estou muito apaixonado por ti Mulher.

.. de mim, beijo



Nota: Quando é que te olho? Olhar "é bom também"!

(.. 30/Mai/2008 18:37)

sábado, 24 de maio de 2008

Cartas no tempo devido: (xx 4)

(carta nº .. quas’inho no fim.)

Resposta sem ausência, no tempo devido.

1
A minha magreza é devido ao facto de, andar há muito tempo nos treinos (só treinos). Mesmo sozinho, faço sexo, por ti, por mim também, todos os dias. Às vezes gosto de fazer de manhã. Quer dizer, quando tenho aquelas vontades que só eu tenho quando ao acordar, amo muito e os aromas entram em mim. Depois do almoço também tenho muitas vontades (é só treinos). Nos fins, as mãos calejam. Os braços caiem-me sempre. Não fosses tu uma merecedora, descansaria, para continuar o meu caminho.

2
Isso, isso!.. Sou homem, ôdase! Até porque tenho um artefacto que não descuro e me apraz um dia mostrar-te, dar-te. Que fique só para ti, para sempre. Sonho muito com isso. Às vezes só sonho com o casamento, é certo!

3
A tua ausência magoa-me. Não posso ter outro sentimento. Até porque já não sei como gritar mais. Os sonhos, esses, são ténues. Tenho medo de deixar de sonhar, porque os sonhos mentem muito. Gosto mais de viver. Viver faz sonhar com realidades. O contrário é faccioso.

4
O certo é que te odeio. Sim, detesto a tua total superioridade. A tua ilimitada inteligência. A tua vontade, que é como uma criança que nunca pode ser contrariada. Tu não me admites. Vou lá saber as coisas que te dão razão! Sonho contigo, em ténues caprichos de um dia viver contigo. Não é a primeira vez que sonho contigo. Começo sempre por abraçar e ficamos em paz. Nunca sei onde estou, estamos. Só me lembro disto, porque é disto que me lembro quando acordo. Sinto. Sou eu que abraço e sou eu que vejo o abraço. Mas isto não tem qualquer importância. É só uma maneira de continuar a pensar em ti. Acontece sempre que acordo a meio da noite e estico os braços à procura e não sei que estou só.

5
Ocupas alguma parte de mim. Mas o que queria mesmo é aquela parte da vida mais real. Não te faças caprichosa, só porque sabes que gosto de ti do jeito que te olhei, mesmo quando gritavas os meus defeitos. Até das coisas que te descreveram sobre mim. Só tu podes tirar-me do caminho que eu não quero respirar. Admite! Não gostas de mim como eu gosto tanto de ti. É uma constatação. Minha.

6
Ai!.. Mau, Mau!.. Qual é "mazé" a parte que nunca percebes?

7
Podes é dizer SIM! Porque eu sei que fomos destinados a ser a relação mais fantástica que um e o outro alguma vez desejou. Porque como te disse, os sonhos são uma mentira muito desumana. E eu, tu, precisamos é de respirar para vivermos.
Admito, não estou eternamente à espera dos teus propósitos. Sou demasiado impaciente. E ansioso também. Até selectivo, sei. Mas voltemos à parte do meu melhor vício.. Na minha cama, só o meu lado está desfeito. Abro os olhos à procura do corpo que faz falta, só tenho o meu que está a mais.. Dentro de mim é tudo uma ânsia..

.. porque; no fundo do meu coração, sei que és o amor da minha vida.

.. de mim, beijo



Nota: Padeço qd o feedback não semeia.

(.. 24/Mai/2008 10:53)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Cegueira dos sonhos.

(dos meus "yap?")

N
ão me apetece escrever nada. Sei a razão. Antigamente escrevia os sonhos que muitas vezes tinha e hoje já não os tenho. Agora sei que sonhar sempre com os mesmos desejos e felicidades, não é assim tão bom como outrora pensava. É que sonhar muito, cega-nos. Quer dizer, sonhar as coisas nos sonhos é o mesmo que as viver. Se vivemos os sonhos porque viveríamos a realidade? Duas vidas? Que confusão! É bem melhor viver a realidade sem vivermos o que víamos nos sonhos. Bom! Deve ser qualquer coisa deste género. Eu sei é que, de momento o que vivo, é bem melhor do que as coisas que sonhava.
Certo que fiz por merecer as coisas que vivo. Quando sonhava, acomodava-me. Era mais fácil. Às vezes até fechava muito os olhos para sonhar as coisas. Não me apetecia deixar os sonhos. Nem fazer nada que fosse contra os meus sonhos. Por vezes adormecia.
Sonhar é mentir a nós próprios. É como se tivéssemos muito medo de fazer as coisas serem reais.
Sonho em ter uma casa enorme, bem confortável, com as coisas da terra que eu mais gosto. Na realidade - e essa é que é essa, não me apetece fazer nada para a ter ou melhor, não me apetece trabalhar tanto para a ter. Isto supõe que a casa que sonhava ter, custa uma pipa de massa. Para ter essa "tanta massa", teria de trabalhar a vida toda. Logo, trabalhar a vida toda por uma casa que sonho, talvez não mereça tanto da minha vida. Tenho outras coisas que gosto menos nos sonhos, mas que a realidade mostra que são mais importantes para a minha vida. Isto se calhar é mesmo assim. Os sonhos servem para idealizarmos o que nunca vamos ter ou, de outra forma, não sou assim tão trabalhador - pelo menos o suficiente, para ter essas coisas que sonho de mão beijada. Talvez nem as mereça.
Como homem que sou, sonhava com muitas mulheres "muito bonitas". Nunca soube se alguma vez as vi na realidade. A verdade é que me alimenta o ego sonhar com muitas, mesmo não sabendo quem eram! Quando alguma vez sonhei com uma mulher real, o caso mudava de figura e de sentido. Ao acordar, perguntava-me! Qual a razão! Ou, onde andará esta querida mulher "muito bonita"?
Equacionava as premissas da perda. Geralmente eu que perco sempre para elas, procurava sonhar mais vezes com a real. Tantas vezes, até achar que, beliscar a epiderme até doer, já era real.
Lado a lado, só assim, sonhar com a mulher "muito bonita" é viver a realidade.Hoje vivo a realidade com a mulher "muito bonita", onde andei perdido a sonhar sem saber que ela é tão real que um dia iria aceitar-me com todos os meus defeitos. Diga-se! Ainda hoje os tenho, muito menos, sei! Com ela aprendo a ter menos e, a esquecer o que não interessa para nada. Com ela, aprendo muitas coisas.
Hoje não sonho tanto. Vivo com ela. E os sonhos deixaram de ser tão áticos. Prefiro, não tenho dúvidas, viver o que vivo com ela, do que morrer a sonhar muito.Os sonhos são em parte como o amor. A maior parte deles, não sabemos o que nos move. Apesar disso, muitos entendidos, tentam justificar a razão dos sonhos. Os sonhos não têm razões. São medos! Medos de fazer acontecer!
Tenho cá para mim que não deviam ser os sonhos a mover-nos a vida, mas sim a vida a mover os sonhos.Assim, diz o poeta – os sonhos comandam a vida, mas eu quero comandar o sonho com a minha própria vida. Sou do contra. Devo ser.
Podia ter pensado noutra coisa para escrever. O que pensei não o disse como devia ter dito. Mas isso é meu costume, divago, deixo fluir as palavras, mesmo que não tenha razão. Não sou escritor. Por isso não tenho que acertar as palavras. Nem responsabilidades. Acerto as minhas reflexões. As palavras, essas, que conheço poucas, escrevo-as aos molhos e fé em Deus. Os sentires, sou um apaixonado! Por isso escorreito as frases, adicionando-lhes aqui e ali as letras que de ímpares, tem tudo para serem lidas, pelo menos por mim.
Na vida real, quando ela adormece ao meu lado, não me deixo dormir até que a morte me leve ao dia seguinte.
Só eu sei o que gosto dela. Ainda bem que ela veio. Aceitou-me! E eu mostrei-lhe todos os meus defeitos.
É que a minha força agora com ela é incomum.

.. E eu gosto tanto dela!
.. Já não sonho!
.. Agora os sonhos são tão reais..
.. E eu gosto muito mais do agora!

(.. 23Mai’08) (2)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Emprego (4)

Olhos que me tiraram a vida.

"Aquilo a que assisto é real e não é possível."(PortoKioto)

No emprego as coisas correm muito mal. Não sei o que sinto. Não sei o que dizer. Também não sei o que devia ou deva fazer.
É uma coisa muito minha. É mesmo no meu interior que sinto as coisas, as minhas. E eu sinto as coisas muito más. É um caminho de dor e é muito ténue os dias seguintes.
Temo a loucura de outros para mim. Temo que um dia as coisas já não sejam para eu decidir. E quando deixar de decidir as minhas coisas o abismo chegou. É o que sinto com as coisas do meu emprego que, um dia foi meu, mas agora, já não me pertence.
Tudo o que sentia deixou de fazer sentido. Isso foi há muito tempo e foi há bocadinho e voltou a ser agora e pode ser outra vez, todas as vezes. O mundo quebra-se. O que sinto é mesmo de uma pessoa que era o melhor profissional e agora deixou de ser. Mais vale pensar noutras coisas. Digo isto a sério, muito a sério, se bem que sinta como há muito tempo não sentia, uma estranha vontade de rir dos que ficaram, sem mim. Tenho muito medo que eles venham para junto de mim. Como já tive de outros que vieram primeiro. Mas reconheço, a maioria não irá aguentar o que eu aguento. Juro. Tenho medo por eles. Eu não sou eles e eles julgam que são como eu.
Podia ter pensado noutra coisa. Todos os dias penso nestas coisas. Não tenho como fugir! Penso nos amigos que ficaram e penso só agora em mim. Penso nos que dia-a-dia se mostram mais amigos do que alguma vez supus. Nem a sonhar. Nem no passado. Mudaram e eu também mudei. Tem gente que nos trama para melhor, nas suas acções presentes. Temo não saber reconhecer todos que num passado me eram fiéis e hoje foram-se embora, por razões que, só cada um deles sabe. Outros, reconheço, são tão positivos que, cada vez mais tenho vontade de dizer que pequei tantas vezes, num passado longínquo.
Agora já sei porque não consigo pensar noutras coisas. Agora tenho a certeza. Não me serve de nada, mas tenho a certeza, até voltar ao princípio. Volta-se sempre ao princípio. Só que não é o mesmo.
Tento todos os dias fazer algumas coisas. Também penso muito. Isso! Mas depois desisto. Abandono-me vezes sem conta. Às vezes sem remorsos. Tudo o que fazia parte da minha ambição profissional, foi-me cortado. ROUBADO - digo. Outras, faziam parte da distracção. Uma maneira de passar o tempo. Continuo a resistir. A ansiedade toma-me. Doi-me o estomago. E últimamente são tantas dores, que se embrulham em mim. Mas eu não grito. Não mostro o que me dói. Isto desde sempre.
A minha única ambição era o meu trabalho. E não consigo mais pensar numa outra coisa qualquer.. Por isso tenho medo de mim.
Eu sei. Tudo valeria a pena. Tudo. Até tudo o que não valeu a pena. Que foi só um longo e inútil desperdício. Foi sempre assim desde o princípio, como já disse mas repito, qualquer que tenha sido o princípio. E ouve muitos. Se bem que já há muito tempo que não haja nenhum. Não deve haver mais princípios. É o que sinto. Vamos ver.

Por ora, lembro-me dos olhos que me tiraram a vida. A minha vida profissional que tanto dei. Tanto estudei. Da voz também. Por vezes é disto que me lembro no dia-a-dia. Mas nunca tudo por completo. As frases, nem essas me lembro por completo. As frases da pessoa que me roubou a vida. Dos olhos sim! Dos olhos da pessoa que me olhou de lado, com medo dos meus olhos e me disse que eu tinha acabado. Teve medo - senti, que eu falasse. Mas eu não disse nada. Ainda ouvia - nesse tempo, mas já não falava. Fazia quase dois anos que nada dizia. Trabalhava quase sempre em silêncio. Num silencio que nem eu me ouvia, quando todos os dias desembaraçava as coisas urgêntes. Não esqueço. Não posso esquecer os olhos que tiveram medo de me olhar naquele dia. Eram olhos de cobardia. Não esquecerei.

Dos amigos, ficarei com eles. Nunca vagamente.

Não sei o que sinto.
Não sei o que dizer.
Também não sei o que deva fazer.

.. No emprego as coisas correm muito mal.



(.. 21Mai’08) (2)

sábado, 17 de maio de 2008

Cartas no tempo devido: (xx)

.. penúltima.

Convidar? Mas!.. Ai!.. Mau!..
Nã!.. na na!.. Quero é casar contigo!
Qual foi a parte que não percebeste?

Não sei quem és, mas..

Vejo-te consistentemente em sonhos que perco no tempo. E sempre com uma enorme vontade de te conhecer. No entanto.. talvez por respeito ou timidez, não consigo aproximar-me de ti como é o meu desejo interior. Quero dizer! Tu também podias fazer um esforçozinho.. Mas enfim (Homem sofre memo).
Não nasci para sofrer! Atenta no que te grito. Só quero dizer-te isto.
A tua beleza fascina-me. O teu sorriso toma-me.. Fico assim como um perdido.. Impermeável aos meus melhores sonhos.
Deixa-me que te diga... e aceita o que me vai na alma, aqui e agora:

- Garanto-te que teremos os nossos momentos difíceis.
- Garanto-te que a certa altura um de nós ou ambos, irá querer acabar.
- Mas também te garanto, que se não te pedir para seres minha.. irei arrepender-me, para o resto da minha vida.

No fundo do coração, sei que és o amor da minha vida.

ACEITAS CASAR COMIGO?

.. de mim, beijo.

(.. 17/Mai/2008 10:41)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Cartas no tempo devido: (9x)

ÔDASE.. Mulher muito bonita.

Deixa-te de coisas. Já estamos no século XXI! Sabias? Então que estás à espera para seres a minha esposa eterna?
Ôdase.. Não disse namorada ó! Isso é do século passado. Daqui, sabes, estou mesmo mal. Quer dizer, PRECISO muito de ti.
De novo e em jeito de menino, repito-me! Qual foi a parte que não percebeste quando te escrevi mais de 1001 vezes que, “gosto-te tanto que até dói aqui!” Deve ser a palavra “aqui”! Mas é assim! “AQUI” é o lugar dentro do meu coração. Achas que agora vais perceber o quanto gosto de ti?
Acordo alagado em suor. Tento voltar a adormecer. Sinto só o suor correr pela minha epiderme. Às vezes até nas entranhas. As minhas, sinto. É estranho! Sou um homem que necessita de um corpo de mulher bonito. E única coisa que se pode fazer com um “amigo” como eu é, mostrar novas maneiras de viver! É que eu aprendo depressa. Tenta! Faz um esforço canininho - desejo eu. Estou sempre à espera que me ensines tudo. Até a escrever-te mais sentido. As minhas maneiras de viver não são normais e pode ser tarde o que já é tarde. Quer dizer. Um dia tenho de ir. É que eu bem tento, mas percebo dia-a-dia que até a minha pobre maneira de escrevinhar é claramente triste, pela razão de não saber ler o que quer que seja de ti. Não minto. Os dedos só falam verdade. Redescubro-me em ti, não pintando mais letras com medo que não me percebas nem a dor que tenho aqui dentro, por ti.
De repente não sabemos nada. Não sabemos por onde ir. Nem de onde viemos. E propomo-nos encontrar novo rumo.
Um dia não estarei e reconheço, o tempo leva sempre a melhor.

.. de mim, beijo.

(..14/Mai/2008 18:20)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Aos meus filhos.

Apetecidos, pequenos, e ainda exíguos em sentires.

Quando acordei, faz muitos anos, fui incumbido de concretizar algumas coisas boas que faltavam na terra. Realizei-as. Fiz sempre o meu melhor, apesar das dificuldades no tempo. Depois, mandaram-me embora. E eu fui. Nunca atrapalho ninguém.
Adormeci no início com dificuldades próprias de quem tem muitas dores. Depois o tempo, fez com que dormisse bem todas as noites. Vivi com o amor de longe - aquele lá mesmo no cimo de um país muito pequeno. E o tempo cresceu. Eles também.
Perguntam por mim! Lembram-se dos abraços. Dos beijos. Dos carinhos. Das dores de bebé.
Querem-me muito - dizem. Dói-lhes. É a dor. Doeu-me - já não dói! Esqueci a dor! Não sei do que falam. Não sei quem procuram! Tão pouco porque gritam muito!
A vida tem coisas onde não vale a pena perguntar as razões.
Agora estou em paz! Comigo. Com os outros também.

Melhor hoje do que ontem.
Prefiro ser feliz a ter qualquer razão.

Voltarei?..

(.. 13Mai’08)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Cartas no tempo devido: (8x)

Gostar é bom.

Faz quase "muitos" anos que não te sussurro o quanto gosto de ti. Por isso, e só por isso, é mazé melhor gritar daqui prá'i..

GOSTO-TE TANTO QUE ATÉ DÓI AQUI..

.. de mim, beijo.




Nota: A morada esquece! Mas.. Para quando a coragem de seres mulher só para mim?
O nosso amor tinha um prazo (qual foi o paragrafo e em que texto, não me percebeste?). Durante NOVE meses viveríamos na mesma casa. Comeríamos a mesma comida. Dormiríamos lado a lado, por cima ou por baixo, na mesma cama. Faríamos muito amor. Depois.. tu partirias.. Eu ficava com o fruto do nosso MEU amor por ti.. Só te queria dizer isso. O resto que tu ou outros pensam, não me interessa para nada.
Já tinha aceite que a vida não é senão uma coisa que se repete quando o meu amor cresce por gostar muito. Foi certamente a ternura que senti, por isso gosto tanto de ti. Logo, não tenho vazio. E a outra vida, deixou-me de interessar.
Preciso de ti.

.. de mim, beijo.

(.. 9/Mai/2008 18:00)

sábado, 3 de maio de 2008

Cartas no tempo devido: (7x)

Amarelo, amarelo, amarelo.

Hoje como é Sábado, vou de tarde prá'praia.
Procura-me.
Se estiver alguma Mulher bonita comigo, não acredites, não és tu, nem sou eu. Tu és muito bonita.
Por isso olha bem! Cuidado! Provavelmente sou o mais pequeno no horizonte (ser maior ca'eu qualquer merda é).
Quando me encontrares, deita-te ao meu lado se estiver com os olhos fechados. O teu aroma vai fazer-me muito bem. Acordarei feliz. Provavelmente nem estou a dormir, mas a fingir muito que sonho com a tua chegada. Limita-te a deixar cair a mão num qualquer lugar da minha epiderme e deixa que o destino escolha por ti.
Estou a simplificar. Porque não estarei sempre por aqui para te multiplicar os sorrisos.
A palavra do dia é; estabilidade. Porque nada é tão perfeito como tu consegues imaginar.
Existe sempre uma linha imaginária, mesmo que ténue e às vezes, entre as gentes que ainda sorriem e as que já não o fazem.
Às 15 horas de hoje. Levo o chapéu grande amarelo. Toalha grande amarela. E calção amarelo.

.. de mim, beijo.

(..3/Mai/2008 12:16)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Cartas no tempo devido: (6x)

Citar-me é querer a perfeição sem lógica.

".. Não precisas das minhas recordações. E eu aqui a falar das tuas coisas. Mas preciso de te dizer que a tua presença é a minha paz."
".. O que mais me irrita é o teu ar sempre com um enorme sorriso. Sabes que me drogas. E eu nunca sei o que fazer com o teu sorriso enorme. Às vezes tenho medo de te escangalhar. E começo a ficar um verdadeiro dependente do teu sorriso e isso eu não quero."
".. Quando fiz a descoberta resolvi primeiro deixar de tomar os sonhos como verdadeiros, segundo deixar-te. A primeira coisa sei, foi muito mais difícil e demorada do que a segunda."
".. agora, às vezes sinto, sou um abjecto feito de forma tão oscilante. E assim ninguém sobrevive ao caos onde me encontro. E pensar em ti não me leva a lado algum."
".. És o pensamento. Hoje. Durante. E amanhã. És extremamente delicada e subtil nas tuas argumentações. Vences-me sempre, quando não sou eu a deixar-me vencer por seres muito bonita."
".. prefiro ser feliz a ter qualquer razão. Sorris. E eu gosto muito.”
".. Não há noite que eu não pense nestas coisas ultimamente."
""Poizé".. O resto não interessa para nada.
Andava tão distraído.”


Tu achas que vou desistir só porque não gostas de mim? Quero lá saber! Como já referi; “nos meus melhores sonhos, sou eu o rei”.

.. de mim, beijo.

(.. 2/Mai/2008 16:39)