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domingo, 30 de julho de 2006

A dança que todos dançam.

Para todas as mulheres antes de dizerem basta!...

Relembro a voz de uma mulher fantástica, que num dia qualquer me disse (quando vivi outra vida, no tempo em que tudo estava em gritos e os corações se distanciavam do essencial), algumas destas coisas que eu nunca quis viver e na altura não as aceitei. Jamais esqueci, jamais esquecerei. Partilho a voz do seu sentir, apesar de não ter tido qualquer efeito em mim, espero de coração, fazer com que qualquer decisão seja com um pensar genuíno e forte em qualquer mulher, porque, ainda acredito, na força da mulher.


A dança que todos dançam
e deixam de querer dançar num dia qualquer.

… “Estou a dizer-te porque somos um "nós". Temos uma história juntos e as histórias não se escrevem de um dia para o outro.
Na mesopotâmia ou na antiga Tróia, existem cidades em cima de cidades. Mas eu não quero construir outra cidade. Gosto desta cidade. Sei onde guardar os medicamentos e qual a tua disposição quando acordas ao ver o teu primeiro sorriso com esses teus dentes brancos únicos. E tu sabes que sou mais calada de manhã, e ages de acordo com isso. Essa é uma dança que é aperfeiçoada com o passar do tempo. E é difícil. É muito mais difícil do que pensava, mas existem mais coisas boas que más e não podemos nem devemos desistir. Não o digo pela nossa filha Joana. Mas é bonita, não achas? Fomos nós que a fizemos. Pensa nisso. Antes não existia aquela pessoa e, de repente, ela já existe. Cresce e vai crescendo todos os dias.
Nunca vou poder dizer a um estranho: "A Joana tem as tuas mãos" ou "Lembras-te como a Joana vomitou na escola por ter comido aqueles chocolates todos?" ou ainda “Lembras-te quando pela primeira vez ela quis aquela saia curta” ou!!
Vou tentar ter mais calma. Para falar verdade, qualquer mulher terá características que te vão irritar. Então, porque não podem ser os teus erros para eu os aturar e tu aturares os meus?
Também não sou pêra doce, mas tenho um bom faro, por isso, ao menos, consigo encontrar as peras (sorri). Não te quero criticar, é apenas uma qualidade minha. És um bom amigo e os bons amigos são difíceis de encontrar.
Adoro a forma como brincas com as pessoas. Como sorris por igual a todos. Como brincas com a nossa Joana. Como todas as noites que lias para ela e até a maneira como imitas as vozes dos personagens, com tanto empenho, mesmo que estejas esgotado... Era tão pequenina! Isso revela muito sobre o teu carácter. E não é isso que é importante? Aquilo que compõe uma pessoa?
A rapariga bonita e que um dia te despertou sonhos, ainda existe, olha-me. Não sabia sequer que ela ainda existia até te ter encontrado. Tenho medo de nunca mais a sentir se te fores embora, apesar de te ter dito que, a tinhas expulsado de mim!
Não achas um paradoxo? Chegamos ao paradoxo máximo.
Dar e tirar, puxar e empurrar, bons tempos, maus tempos. Um dia li num livro qualquer: "Ele não comia gordura e a mulher não podia comer comida magra". Mas isso não se aplica a nós. O que estou a tentar dizer-te é: AMO-TE."

Eu já não pertencia ali. Estava fisicamente, mas à muito que me tinha deixado ir. Estava de saída pela última vez, com as lágrimas caídas no céu… Nunca voltei. Ela foi sempre fantástica! Sei! Ainda o é certamente.

(.. 30Julh’06)

domingo, 23 de julho de 2006

TuaMinhaBoca.

Tua Minha Boca
Estraga-me de palavras vãs e más como só tu mulher as sabes dizer, para que eu me sinta incapaz de produzir os meus venceres. Conseguirás? Coragem mulher! Chegou a tua vez.

Ninguém mais do que tu, para me tropeçares, fazendo-me cantar mais e outra vez num dia fantástico.
O meu poço é, de todas as gentes.

http://www.tuaboca.blogspot.com/

(.. 23Jul'06)

sábado, 15 de julho de 2006

De regresso ainda não a mim.

Queria eu não saber, que
chegara a hora de chegares ao destino, que
não o meu, mas
o que reserva o cómodo da vida, de
gente séria e normal.
Nunca serei, sei. Nunca
serei normal, e menos, na
estirpe da espécie.
A irreverência não é uma boa virtude, mas
desafoga o pensar, e
atreve-se a devanear, com
coisas que, não devia.
Prefiro sonhar com a outra chegada, aquela
que me atrevo a fantasiar, em constante agitação
de que não devia conferir.
Chegaste? Aqui?
Não te vi passar. Quantos mais
tempos eu irei circular?
Utopiaaaa! Acomoda-te. Eu farei
por me encontrar no último lugar, aquele
que será eternamente, o lugar
de qualquer gente.
Aí verificaremos, se nos olhávamos
sentindo-nos, capazes, de outros caminhares.
Utopia é paz. Ofereço a quem for capaz, de
viver sem arrolar a irreverência, de
qualquer respirar que não o seu.

(.. 14Julh’06)

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Psicologia.

Psicologia dos "chateiros" ou "blogueiros".

Decidi criar um manual de bom comportamento para a caixinha dos comentários. A espécie comentadores de chats ou blogues é muito rica e diversificada do ponto de vista psicológico. Antes da publicação do guia propriamente dito, é importante entender primeiro o fenómeno e classificá-lo em várias raças (ou categorias, se preferirem uma versão politicamente correcta).

1
Amigalhaços

Comportamento - Os amigalhaços são os leitores (?) que regressam todos os dias para saber novidades do autor, não sendo para tanto necessário ler o que a pobre alma escreve. O importante para esta espécie é vasculhar a vida pessoal do dito, saber o que comeu, com quem e a que horas, se arrumou as cuecas ou se as deixou espalhadas pelo quarto, se toma banho nu e, em caso afirmativo, se algum dia pensou em fotografar o acto (é claro que este tema, no feminino, dava um blogue interessante) e, neste processo, sugerir uma série de alarvidades, sempre com uns trejeitos internéticos à mistura - caso dos “LOL’s” e afins – com o fim último e exclusivo de meter conversa. Os amigalhaços não sentem amizade pelo autor, querem apenas sair de uma qualquer forma de solidão e por isso são chatos e desinteressantes. Os amigalhaços, espécie sem género, transformam as caixas de comentários em bares de solteiros (ou casados, mas isso é segredo). Os amigalhaços, no fundo, não gostam do autor, é-lhes indiferente, gostam é da companhia de outros solitários com os quais podem, um dia, vir a acasalar. Não há blogue sem amigalhaços, mas a Blogotinha é uma referência para os amigalhaços se reunirem – muito por culpa própria, by the way.

Habitat - Os amigalhaços tendem a habitar, parasitariamente, nos blogues com motivação voyeurista (do tipo “Meu Querido Diário”) e em blogues generalistas-balelistas (aqueles que vasculham a Internet para descobrir como se pode escrever o nosso nome com carapaças virtuais de tartarugas virgens da Malásia).

Extermínio – São seres extremamente sensíveis e débeis. Para os afastar, basta ignorá-los durante uma semana seguida. Não devolvam desejos de bom fim-de-semana e eles desaparecem, como que por milagre.

2
Caga-Links

Comportamento – Os caga-links são, na sua maioria, inofensivos. Há três tipos de caga-links:- os que não lêem o artigo e deixam apenas o link;- os profissionais, que preparam um texto a enaltecer o blogue onde estão e que depois - não sem alguma modéstia, necessária nestes casos - deixam a cagadela sugerindo uma visita lá a casa;- os que aproveitam o artigo, fazem um comentário de conveniência e largam a bomba.Os dois primeiros tipos são uma praga mas não fazem mal a ninguém e têm por hábito fazer um ataque massivo, bombardeando o maior número possível de blogues durante um dia, desaparecendo de seguida das caixas de comentários durante um período longo, regressando passado esse tempo de acalmia. São como o Pé de Atleta: dão uma comichão súbita e chata, mas a maior parte do tempo estão latentes e nem se dá por eles. O terceiro tipo, aqueles que comentam por conveniência para borrarem o link, já são como o défice da balança comercial portuguesa: há tratamento mas não há cura. Um dos casos mais paradigmáticos de caga-link de terceiro nível, e o mais perigoso, é o gajo da Zona Franca. Deixa sempre um Abraço da Zona Franca com o link agregado, como se se tivesse borrado nas cuecas. O comportamento desta raça (ou categoria) é justificado pela fome de visitas, principal prato da dieta deste subgrupo.

Habitat – Os caga-links habitam os blogues mais frequentados, precisam de grandes aglomerados populacionais para que os seus ataques sejam efectivos. A escolha do local do bombardeamento é feita a partir dos vários rankings de blogues que por aí há. É na necessidade desta espécie em terem muitos cliques no contador de visitas lá de casa que podemos encontrar a justificação para o seu comportamento psicopata.

Extermínio – Não há. São uma praga imortal. É inútil lutar contra eles. Uma solução poderá ser apagar o comentário, tratando-o como spam.

3
Provocadores

Comportamento – Os provocadores são formas de vida elementares - e a única célula que parecem ter habita zonas muito afastadas do cérebro. Os provocadores têm um intuito apenas: criar uma discussão com o autor, fazerem-se notar, destilar veneno. O típico comportamento de um provocador, quando consegue criar um certo mal-estar no autor, é dar pulinhos de contente atrás do seu monitor, como uma menina prestes a receber um autógrafo dos D’Zrt. Os provocadores são os visitantes mais assíduos do blogue que atacam, voltando ziliões de vezes ao dia para verem se há resposta.

Habitat – Os provocadores são uma espécie nómada, sem pouso fixo. Habitam todo o planeta, como as piores doenças. Os provocadores têm um problema de aceitação desenvolvido na infância por causa de alguma negligência materna e tendem a regressar aos locais onde lhes dão algum tipo de atenção.
Extermínio – Ignorá-los. O desprezo causa-lhes morte cerebral e obriga-os a sair do computador e a relacionar-se com as pessoas de forma convencional.

(.. 10Jul'06)

Descodificar.

Descodificar os “finalmentes”.
Ganhei algum tempo a reler, olhar, pensar e a decifrar e-mails que ao longo do tempo me enviam. Não os conteúdos mas sim os “finalmentes”. Podia ter pensado noutras coisas, mas o frequentar um “chat” de vez em vez e reflectindo o feedback que me é dado sempre que por lá passo, detecto pela quantidade que, são similares aos finais dos e-mails que recebo. Então mãos na picareta, fui em frente.

Podemos saber alguma coisa sobre uma mulher (quero lá saber dos homens. dasss) pela forma como ela se despede quando nos responde a um e-mail (ou similares). Se a resposta tiver sido escrita a despachar, despede-se com um “bjs”. Se tiver ficado agradada com o que leu, ou nós lhe merecemos alguma simpatia, é provável que ao despedir-se, escreva a palavra completa: Beijinhos. Há casos em que as mulheres usam diminutivos quando acham que nós homens, somos uns queridos. É preciso abordar esta última situação com alguma cautela: os ursos de peluche também são uns queridos e é improvável que nós nos imaginemos nesse papel, sobretudo se ela decidir guardar-nos na dispensa ou num armário qualquer.

Se, a seguir a “beijinhos”, deixa um ponto de exclamação (!), poderá significar que é uma pessoa alegre e expansiva ou, em casos extremos, que está doidinha por abrir… - enfim, o que quer que a nossa galopante testosterona imaginar – e abraçar-nos com força. Ehehehe
Já o uso de vários pontos de exclamação (!!!!!), uns a seguir aos outros, pode significar que a rapariga está aos pulos ou tem uma personalidade exagerada. Não me fico por aqui, nem aqui (eheheheh).

Desconfiar muito se no final, ela se despedir com um seco “Beijo” é seguramente aconselhável. Para além de denotar alguma frieza em relação a nós, é quase certo que significa um daqueles chochos rápidos que mal chegam a tocar na nossa face, um beijo, digamos, burocrático, normalmente carimbado com um sorriso de esguelha, deixa-nos só o cheiro e na maioria é tão rápido que nem isso.

Se a seguir a “beijos”, tiver colocado um ponto final “beijos.”, temos boas razões para ficar à “rasca” (eheheheh). Para nós, homens, um ponto final é aquela bolinha que a gente aprendeu a desenhar na escola e que serve para terminar as frases. Para elas, é mesmo um ponto final. Não podemos esquecer: embora nós prefiramos que elas levem tudo a peito – por razões culturais e anatómicas – na maior parte dos casos optam por levar tudo à letra, incluindo os sinais de pontuação (eu sou irascível). Ainda prefiro nem sequer mencionar aqueles, em que elas são indiscutíveis peritas: os pontos de interrogação. Escusado será dizer que uma “gaja” que se despeça com “Um Abraço” (não acredito, que numa despedida o vocábulo “abraço” tenha a conotação que eu sinto e gosto tanto de a usar) deve ter um bigode maior que o nosso, portanto é de evitar. Neste caso sugiro que respondam à letra com um “Dê cá um bacalhau, minha senhora” (ehehehehehe).
Não será necessário avisar-vos do perigo que representam as que se despedem usando um frívolo “Com os meus cumprimentos”.
Tudo isto para vos dizer, cambada de machos inocentes e crédulos, que é muito mais importante a forma como uma conversa acaba do que começa.

(.. 09Jul’06)

Desengano.

Ter um amor frustrado, mas principalmente superado, podemos sim, esquecer, e encontrar outro... Cada amor será diferente - talvez eu nunca ame ninguém com a mesma intensidade, mas amarei diferente, amarei melhor, serei melhor, melhorarei para não cometer os meus erros... E juntos encontraremos o caminho para o melhor que possamos ser, caminhar e viver. E que tal aquele meu, teu, nosso abraço eterno?
A gente passa a entender melhor a vida, quando encontra o verdadeiro amor (sei qd é qd, sinto que é fantástico viver!), cada escolha é uma renuncia. Isto é a vida.
Estou a recompor o meu caminho, não porque perdi algo mas, sim porque quero-o melhor. Melhorar é a virtude só de alguns. De qualquer jeito o teu sorriso vai ser meu raio de sol.

Não se pode brincar com os sentimentos dos outros, pois podem ser a coisa de maior valor que essa pessoa tem, é um questão de honestidade contigo e com a outra pessoa. Não fazer ninguém sofrer, não significa que não te farão isso. Mas, deixa que os outros carreguem essa culpa. Não a queiras... Diz apenas aquilo que for verdadeiro. Diz apenas aquilo que o teu coração sente ao longo do tempo, não o que tu achas... Sê correcto com o amor e ele será contigo!

Há pessoas que amam e são amadas. Há pessoas que só amam e nunca foram amadas. Há aquelas que nunca amarão. Outras que nunca serão amadas. Há os que não amam hoje, mas que já amaram um dia. Há os que jamais voltarão amar. Há aqueles que anseiam que o amor chegue. Outros há que, agonizam para que o amor parta. Uns definham, outros rejubilam. Cada alguém esperou, espera ou esperará pelo seu outro alguém. Correndo o risco do desencontro passageiro ou eterno.

(.. 10Jul'06)

domingo, 9 de julho de 2006

Crime perfeito.

Se um beijo é quase perfeito, perdidos
num rio sem leito, o que dirá
se o tempo nos der o tempo
a que temos direito, se um dia
um anjo fizer a seta bater-te
no peito, se um dia
o diabo quiser faremos
o crime perfeito!
sabe bem...

nós somos o crime perfeito…


(.. 09Jul'06)

domingo, 2 de julho de 2006

Breve é a vida, Sá!

Se pudéssemos ter consciência do quanto a nossa vida é momentânea, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar-mos fora as oportunidades que temos de ser e de fazermos os outros felizes.
Olhamos, porque assim nos educaram, para os aspectos menos importantes nos outros. Esquecemo-nos constantemente do essencial, pequenos nadas, coisas simples.

Mas nós não adivinhamos. Descuidamo-nos. De nós, dos outros mas, principalmente de nós.

Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosas. Perdemos dias, às vezes anos. Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço (já falei aqui do que penso sobre o abraço) que, tanto a nossa alma pede, porque algo em nós, nos impede essa aproximação.

Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos, porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos (dahhh…). Ninguém é adivinho.

E passa a noite e chega o dia. O sol nasce e adormece e continuamos os mesmos. Fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos, dos outros. Da vida. De nós mesmos. Normalmente é sempre os outros que têm culpa da nossa infelicidade. Nunca somos capazes de dizer que somos livres de caminhar os nossos caminhos.
Consumimo-nos. Comparamos a nossa vida com as daqueles que possuem mais do que nós. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos?

Isso faria uma enorme diferença! Os dias seriam menos agrestes.

E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos para trás. E então perguntamos: E agora?

Hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso. Isto, todos sabemos que é verdade mas, ninguém quer fazer.

Não olhes para trás. O que passou, passou.
O que perdemos, perdemos.
Olha para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão ao nosso redor. Ainda é tempo de agradecer pela vida, que mesmo transitória, ainda está em nós.
Pensa!...
Não percas mais tempo!...
Só perdes tempo, quando olhas para trás.
Para Isabel Sá.

(.. 07Jul'06)