Quando a minha vida sexual vai bem, é um contributo fantástico para a minha felicidade, sobretudo porque, quando vai bem.. não penso em sexo.
Levei anos a encontrar a harmonia.. e asseguro que, as queixas dos homens às mulheres são justas.. as mulheres podem queixar-se que alguns (ou muitos) homens são egoístas no acto.. mas irra.. vocês são 1001 vez pior.. porque são quase sempre as mulheres que, decidem o "QUANDO".
Assim arrefeço e, quando me lembro disso, do sexo, quase sempre estou a pensar na minha vizinha, não no que me pertence.. ou parece pertencer.
Quantas mulheres não usam o sexo como arma de poder?
A questão do sexo; sexo afoito; sexo doido; sexo mergulhado nos sonhos de cada um; sexo pelo tempo "adentro"; sexo sem horas; sexo enterrado até ao interior; sexo por trás; sexo molhado na boca; sexo aromatizado com o suor da luta, sim, sexo até nos apetecer fumar.. contar mais uma história de amor, para voltarmos a enterrar a boca dentro.. sim, falava da questão principal, a questão.. a verdadeira é.. se estamos bem, estamos livres para viver; se estamos mal, não conseguimos pensar noutra coisa. Sexo é sexo, porra! É muito bom.Nós homens lidamos muito mal com uma série de coisas. Sexo às vezes ou só quando ela quer, lidamos ainda pior.
Nunca sei se ela não quer porque já foi satisfeita num qualquer cabeleireiro, no autocarro público ou se está cansada. Como eu trabalho muito mais do que ela, física e intelectualmente.. Não penso noutra coisa. Quero sempre sexo. Às vezes também consigo pensar em sexo.
Até naquele maldito dia que, quase todos os homens têm (as mulheres pensam que são só elas) e que nos dói muito a cabeça ao regressarmos a casa. Dia final do mês em que vimos a folha do ordenado.. Sim! Esse dia dói-me quase tudo. Às vezes também me dói mesmo tudo. Mas vou para casa com, o ordenado e a dita dor. Quero sexo. Só penso em sexo. Catano.. Com este mesmo ordenado que volto a levar para casa, sei, é dia de não ter sexo como faz um mês que não o tive.Talvez não o tenha mais. Não por ser homem que só pensa em sexo. Mas por ser um homem sem ordenado.
Ano Novo e Bom Sexo..
(.. 28Dez’07)
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Sexo ao virar do ano.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
O presente Natal e os outros que passaram..
Cá para mim, estou sempre a desejar que dentro de todos os meus e dos outros meus amigos, exista alguém mais crente do que eu. Assim, penso, acreditando devotamente nesta condição, vou conseguir em absoluto umas Boas Festas. Melhor do que a deles. Dos amigos.
Cá para mim no meu abraço de amizades, acredito, algumas são acérrimas religiosas.. rsrs
Tenho muitas expectativas ousadas, na veneração das minhas amizades femininas por Ele. Também gosto muito do meu acreditar. Neles. Também nelas.
A Ele, ultimamente, só Lhe rabujo. Catano! Aos meus muitos pedidos, não liga patavina. Agora. Nada peço. Aprendi. O ano ainda não acabou.
Estou em repouso.
Os amigos merecem estar bem.
Contente.
Sorrio.(Boas Festas)
(.. 27Dez’07)
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Falar com os olhos de fronte.
(.. 21Dez’07)
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Feliz Natal.
A época da concha chega. Ultimamente fecha com o chegar do Natal, até ao passar do novo ano. Nada de preocupante. A saúde vende-se. Volto logo.
Sempre gostei do Natal. Espero voltar a senti-lo.
Encontramo-nos por aqui ou mesmo que seja num outro lugar qualquer. Até lá.
HAPPY CHRISTMAS
John Lennon
So this is Christmas
Então já é Natal
And what have you done
E o que você tem feito
Another year over
Um outro ano se encerra
And new one just begun
E um novo ano está chegando
And so this is Christmas
Pois é... Já é Natal
I hope you have fun
Eu espero que você se divirta
The near and the dear one
Com seus entes mais queridos
The old and the young
Que se divirta o jovem e o velho
A very Merry Christmas
Um feliz Natal
And Happy New Year
E Feliz Ano Novo
Let's hope it’s good one
Esperamos que seja bom de verdade
Without any fear
Sem nenhuma lágrima
And so this is Christmas
Pois é... Já é Natal
For weak and for strong
Para o fraco e para o forte
For rich and the poor ones
Para ricos e todos os pobres
The world is so wrong
Nosso mundo está tão errado
And so Happy Christmas
Mesmo assim tenha um Feliz Natal
For black and for white
Para negros e para brancos
For yellow and red ones
Para amarelos e todos os vermelhos
Let's stop all the fight
Vamos parar com toda guerra
A very Merry Christmas
Um Feliz Natal
And Happy New Year
E Feliz Ano Novo
Let's hope it's a good one
Vamos esperar que seja bom de verdade
Without any fear
Sem nenhuma lágrima
And so this is Christmas
Pois é... Já é Natal
And what have we done
E o que nós temos feito
Another year over
Um outro ano se encerra
And new one just begun
E um novo ano está chegando
And so Happy Christmas
Então é Natal
We hope you have fun
Desejamos que você se divirta muito
The near and the dear one
Com seus entes mais queridos
The old and the young
Que se divirta o jovem e o velho
A very Merry Christmas
Um Feliz Natal
And Happy New Year
E Feliz Ano Novo
Let's hope it's a good one
Vamos esperar que seja bom de verdade
Without any fear
Sem nenhuma lágrima
War is over over
A guerra acabou
If you want it
Se você quiser
War is over
A guerra acaba
Now
Agora
(.. 13Dez’07)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Para a minha
Não sou religioso (católico), mas gosto muito de Deus. Adoro-o. Sei que já sentiste a minha adoração por Ele. Sei que quem se cruza no meu caminho, sabe logo. Sente-o. Nunca o escondi. Não quero parecer.
Gosto de argumentar com Deus. Regatear. Protestar. Gritar. Sei bem que não há justiças no mundo. Sei que a noção humana de justiça nada tem a ver com a vida em si. Nem tão pouco com justiça divina.
Não compreendemos o mundo quando nascemos, que é quando mais o deveríamos entende-lo. Não compreendemos o mundo quando partimos – altura que já devíamos saber com que linhas nos cosemos. Estranho! Quando compramos algo para a casa, ex: PC, etc. Temos de saber tudo sobre o mesmo. Fazemos questão de ler, ouvir tudo antes da aquisição.
Mas nascer é à confiança (confiança cega). Esta nossa maneira de crescer, dura até ao fim dos nossos dias e perguntamos tantas vezes o que andamos aqui a fazer. Acreditamos. Aos dezoito é que é, dizemos! Agora é que vou saber o que faço aqui! Saber a razão. O sentido da nossa vida. Nossa vinda. Batemos com a nariz na porta. Os guichets das explicações, dizem num papel que ninguém lê: Saímos para almoçar. Por favor volte mais tarde.
Quanto, mais tarde, voltamos mais tarde, já é tarde. Tarde demais.
É tramado.. tantas perguntas sobres cosmética e outras coisas vulgares, e nunca temos tempo para saber quem nos olha de um horizonte magnânimo, com total ousadia de simplesmente simples, só nos diz: sejam felizes. Amem-se uns aos outros.
É tarde..
Alterar o espírito, é preciso. Se não alterarmos o espírito de vez em vez, o espírito apodrece.
Mudar é preciso. Ir mudando, de pele, de cor, de jogos, até que a mudança final nos apanhe, de preferência bastante tarde e de surpresa. E que estejam poucos amigos na nossa derradeira festa. É bom sinal, se tivermos poucos amigos. É sinal da vida longa.
Perguntamos vezes sem conta porque Deus leva uns e não leva outros. Acho que nenhum de nós vai ter tempo para saber a resposta.
Senhor, qual o sentido de tanta tristeza em nós?
Senhor, é justo o que nos acontece?
Senhor quem és tu?
Como já escrevi vezes sem conta - a coragem moral está tão próxima do nosso coração, que é sempre ou quase sempre, impossível de partilha-la.
Acredito. Sinto-me muito bem.
(.. 03Dez’07)
sábado, 1 de dezembro de 2007
Dentro de ti e por ti.
Preciso de ti porque, sabes, não ando nas ruas, esquinas, vielas ou na noite à procura de mulheres para fazer sexo. Sabes!? Sei que sentes. Quiçá sabes! Não faço sexo. Faço amor num abraço.. com momentos de silêncio para, sentir o aroma que me entra todo dentro. Sinto que sentes, sabes? Gosto tanto do meu gostar de ti..
Tenho dias que também me masturbo silenciosamente. Uma, três vezes por dia. Aos fins-de-semana é sempre pior. E quase sempre que não me apetece ir trabalhar. Não é que não goste de fazer este acto importante, mais do que fazer amor no meu teu abraço, mas porque não me encontram assim tantas vezes, como tantas as vezes que sonho. Ando sempre escondido dos meus medos.
A masturbação não é sinónimo de qualquer doença! Talvez sim, sinónimo de medos (no meu caso). Um qualquer medo. O medo de doer tanto que por vezes rebenta com o meu melhor amar, gostar, quiçá de viver seguidamente um grande amor, para toda a vida.
É verdade, amo o meu corpo. Também é verdade, gosto muito de me masturbar em frente de um corpo feminino. O final é sempre melhor, quando tenho aquela ejaculação final e penso só numa, talvez a última mulher.
Quisera eu ter o corpo feminino todos os minutos para me entrar dentro, sim, essa dor que me dói muito, desaparecia.
Sou único no que sinto. Sou único na maneira de ser. Faço amor num abraço nunca em 30 minutos.
Hoje, agora, estou a precisar de uma mulher que me partisse todo. Preciso. Tenho dias assim. Quero uma mulher que diga muitas vezes: Quero mais! Não pares!
Hoje estou num desses dias.. tenho tantos! O meu maior problema é que tenho vezes de mais esses tempos.
Preciso tanto de um corpo de mulher que, seja mulher, sinta-se mulher, fale como uma mulher, sinta tanto amor que, até dói as entranhas.
Nunca encontrei essa mulher. Só conseguiram levar-me às 6 (seis) horas, de 4 (quatro) ejaculações fantásticas. A que sonho tantas vezes, diz sempre: Mais.. Não pares.. Força.. Entra todo dentro de mim.. QUERO-TE TANTO.. Ó MEU AMOR!
Hoje vou masturbar-me tantas vezes que, quase sei, vou viciar o meu corpo e quando a mulher dos meus sonhos me encontrar.. fará sentir-me vexado.
Queria encontrar a mulher que um dia me dirá: Não consegues mais? Repousa meu amor.
Preciso de fazer amor, mesmo que seja só por um instante, com o meu amor sonhado. Estou aflitinho. Preciso de amar.
Tantas mulheres que este mundo faz nascer e nenhuma me encontra para amar, fazer amor e sermos felizes para sempre.
Amante, não consigo! Um amor verdadeiro sabe que não sou de infidelidades. O amor sabe.
Nasci para amar para sempre. Ainda acredito no amor para sempre. Ainda acredito na felicidade para sempre. Sou assim.
Preciso de fazer amor! Tanto tanto que, vou masturbar-me outra vez mais.
Ejaculei hoje, agora, três vezes! Preciso de mais, outra vez mais.
A dificuldade de sonhar por quem tanto me estima, dificulta a mão - para cima e para baixo, até que a ejaculação chegue de forma amorosa ou sonhada.
Depois da refeição, tenho sempre tantas vontades.
Gosto muito de me masturbar no olhar dela. Gosto que me olhes.
Vou masturbar-me uma outra vez mais. Estou aflito. Preciso de ti. Mulher.
(.. 01Dez'07)
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Olhar para trás.
Talvez pudesse fazer mais. Por mim. Por alguém. Por todos. Pelos pobres. Os doentes. Pelas crianças. Até aos que vejo ultimamente.
Credo! Nem quero olhar para trás, essa minha vida.. Ai!.. Muito menos, perguntar: Que parte da minha vida me pertenceu?
Não brigo com as pessoas. Com as paredes pode parecer. Pode ser lido. Interpretarem. Arrumarem hoje as palavras num qualquer caixote de lixo de uma qualquer cor. Não é importante. Nem sequer muito importante.
Esquece. Esqueçam. Às vezes sou só um pouco tolo. Penso muitas vezes, demasiadas, podia fazer alguma coisa simpática por alguém, mas tenho dias assim – tipo o “chico-das-mulheres”, chamem-lhe o que quiserem, não aguento as pessoas contra mim.
Desculpa se pareço distraído ultimamente. Sou um tolo que, aprendeu cedo e por obrigação, a dizer com convicção, SIM ou NÃO, sempre que o coração me recomenda e.. o silencio sempre foi muito meu.
Tenho medo. Sim. Às vezes tenho medo. Quase sempre também. Não neste momento. Por agora, sinto-me bastante resistente.
Não entendo porque não grito. Cada vez que me olho no espelho. Especialmente agora que não me vêem. Coragem! Grito!..
Controla as emoções.
És um bom homem.
Não és fraco.
Não és patético.
Resolve isso e recomeça a vida.
Eu conheço-te.
Nem quero olhar para trás e perguntar; afinal que parte da minha vida me pertenceu?
(.. 27Nov'07)
domingo, 25 de novembro de 2007
Dignidade.
É verdade que já corri riscos pessoais e nunca profissionais, mas confesso também que, até à data, me safei. Aliás é esse o meu segredo de polichinelo, descobri, relativamente cedo, que compensa mais um mínimo de coragem do que a ausência dela.
O risco (coragem) calculado, é atirarmo-nos à água num barco qualquer, para salvarmos uma rapariga. Calculado porque sabemos que não existem tubarões, nem outros bichos estranhos. A alternativa é ficarmos cabisbaixos junto dos cobardes, dos que não fazem nada.
A coragem íntima, esta é mais chata. Posso iludir os outros, já a mim, ao meu umbigo é impossível escapar.
Uma história que li faz tempo de Hugo Prant, marcou-me sempre as minhas atitudes de coragem. É assim: Um homem para o irmão: “Tenho algo a dizer-te, mas não sei como começar..” Este encoraja-o: “Inicia pela mais difícil. Coragem!” Sugestão aceite. “Muito bem. Estou apaixonado pela tua noiva.” Dois tipos de coragem, alem de amantes da mesma mulher, ambos os irmãos são pilotos-aviadores em véspera de guerra. A primeira é a coragem moral. A última é a coragem física. A ousadia em consciência do risco que se corre vale zero. Não me interessa nada os que tomam a coragem pela insensatez. Os suicidas, na guerra e nas suas vidas.
Tomemos um homem que se recusa a ir para o exército do seu país! É cobarde e toma uma atitude de coragem.
A coragem moral está sempre próxima do que nos toca fundo no coração, por isso, porque é íntima e nem sempre partilhável com todos, pode muitas vezes parecer o contrário do que é.
Lembro a coragem de “Judas”. O nome dele ficou para sempre, não um outro dos doze apóstolos.
A coragem pode ser em última instancia, passar por cobarde, ou mesmo traidor. A coragem vai contra a corrente do tempo. O que chamamos hoje aos homens que fugiram antes do 25 de Abril ao exercito? Heróis?
Por várias razões, é muito fácil ser “justo e bom”, quando se espera um prémio qualquer, num qualquer lugar e porque não no céu!
O difícil é ser decente, apenas porque SIM. Apenas porque NÃO. Porque essa foi a nossa decisão, mesmo que estejamos condenados e alguém não queira saber mais de nós para sempre. A isto, eu chamo dignidade.
(.. 25Nov'07)
domingo, 18 de novembro de 2007
Calar é suficiente.
Ninguém me conquista com a mentira (deve ser com todos), mesmo que pareça que esteja a viver um grande amor.
Às vezes parece que estou bem. Os olhos irradiam amor, ternura, carinho, gostar, mas só quem quer ver dentro, sabe que já estou a interiorizar a conduta da tristeza. Procuro regressar, por vezes.. sem conta, nem dou conta, tal o amor verdadeiro em mim e assim, continuar a deixar que me olhem como.. dando outra oportunidade. Não vêem que já estou num mundo que sempre fugi, onde constrangido, vejo a mentira a abraçar-me uma vez mais.
Por uma razão muito simples, tenho mais medo da alegria que da dor. À dor desde pequeno que estou habituado, já é praticamente da família, e sei que mais cedo ou mais tarde passa. Já a alegria fico sempre com receio do que sofrerei quando ela desaparecer.
Triste evidencia, a dor, ao contrário da felicidade, conjugamos no presente do indicativo. Em parte é bom sentir dores, significa que o meu alarme anti-ladrões está a funcionar. A dor é sobretudo informação – de que algo se passa de errado com o meu corpo e convém encontrar solução imediata. Haja coragem. Tenho, a dor não tem que ser crescendo, já é suficiente dolorosa no tocar.
Às vezes calo-me o suficiente para que ao me olharem, percebam que eu já não estou ali, a dor tomou-me.
(.. 18Nov'07)
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
E o rei sou eu.
Temos coisas de razão que, só a nós nos serve, mesmo que tentemos vende-las ao desbarato a um amigo qualquer. Por exemplo, um dia disse a uma amiga que não se divorciasse. Fala a voz da experiência, dizia eu. Se tu já achas o teu marido um chato, garanto-te que o próximo será pior ainda. Ela não ligou, ouvidos de mercadora fez, não seguiu o meu conselho, e por acaso até esta bastante feliz com a sua nova vida. O que não significa que eu estivesse errado no caso dela. E não é por ter falhado uma vez que vou deixar de opinar, se fosse assim já me teria calado há muito, mas estou feliz por ter falhado. Aliás como sou pessimista, fico feliz quando me engano. De qualquer modo a escolha era dela, eu só dava um palpite.
Palpites, ora aí está! É a única coisa para que os doutores servem. Não significa que não possam ter bons palpites. Ao saber viver aplica-se o mesmo que, às cartas de amor: todas são ridículas mas mais ridículo ainda é não escrever sobre os nossos palpites e sobre o amor.
(.. 16Nov'07)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
20:29
Sorte e Desejo.
Ser feliz ao amor não é um torneio qualquer para ver quem ganha uma taça qualquer, mas uma questão de sorte e desejo.
Sorte: nem todos temos a sorte de ser felizes ao amor.
Desejo: nem todos sentimos desejo da mesma forma.
Sorte: nem todos temos o corpo que desejamos.
Desejo: nem todos conseguimos estar com os corpos que desejamos.
Todos estamos temporariamente solitários. Não há mal nenhum nisso. E todos necessitamos de prazer, mesmo quando estamos solitários. Sobretudo, suponho eu, quando estamos solitários. O afecto seria talvez melhor. O sexo com afecto seria decerto o ideal. Mas do mal o menos: sexo sem afecto é melhor que nada. Mesmo virtual, o sexo é uma virtude.
Lembro-me de uma frase de Wood Allen como sendo: é uma coisa bonita. Pois, como digo,”masturbação é fazer amor com alguém de quem gosto muito”.
As coragens revelam-se nas acções.
(.. 16Nov'07)
Escrevinhada por:
SepolOm
às
18:29
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Penso muito.
Tenho cá para mim que existe muitas gentes que:
- não entendeu, quando se chega ao insulto, é porque o fracasso de fazer alguém feliz aconteceu;
- ainda não aprenderam que, nada é adquirido para sempre, a conquista é executada todos os dias;
- acham que podem fazer tudo na vida, levianamente;
- não sabem o que é uma mentira, mentem de qualquer jeito;
- gostam de castigar, mas não aguentam as consequências;
- não querem ser concertadas, estas gostam das coisas exactamente como são;
- acham que eu acredito na sorte, mas não! Acredito e só, na vontade, força, querer;
- não sabem que a folha nunca cai longe da árvore.
Existem alturas que a vida nos obriga a uma mudança..
A transitar..
Como acontece com as estações..
A nossa Primavera foi maravilhosa..
Mas o nosso Verão acabou..
O tempo passou..
E de repente instalou-se o frio..
Um frio tão grande que, começou a gelar tudo em redor..
Eu caí no sono..
A neve tomou-me de surpresa..
Deixo-me dormir na neve..
Não magoa tanto..
Bom..
“Aquele que pensa muito, está a pensar muito.” – provérbio chinês.
(.. 02Nov'07)
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
No meu tempo não era.
Este, o segredo porque tanta gente, nos cinquentas, se põe a fazer encantadoras palermices: sabemos que a vida está, para nós, no seu ponto de rebuçado. Não existe experiência que não nos pareça termos já tido e, no entanto, temos a sensação de estar pela primeira vez a apreciar os verdadeiros prazeres da vida.
Os bebés, aprendem a gatinhar, enquanto eu, não tenho a sorte de encontrar um caminho para de uma melhor forma viver no amor dela, o meu amor.
Não existe pior na vida que, viver só. Alguns ainda o merecem, mas eu, não admito que, exista alguém que me julgue, vivo só.
Aos cinquenta, o sexo é melhor, digo eu, do que nos vinte ou trinta. Que seja, menos enérgico, memos parecido com uma aula de aeróbica – cima, baixo, insiste, vai a cima, vai a baixo, etc e tal.. Mais rápido.. Um, dois, três e quatro – é mais sábio, muito mais amante, mais amado, mais sentido, mais humano, muito mais rendido à beleza humana – beleza humana da mulher. Sei. Sinto. Amei.
Os corpos - nos cinquentas, continuam belíssimos, embora amaciados.. enfim, por andarmos por este mundo.. faz cinquenta anos.. caramba!..
As palavras criam realidades. Se repetirmos muitas vezes “no meu tempo” acabamos de facto, se sermos excluídos deste tempo. Calei. Calo-me. Não admira que muitos cinquentões tenham a impressão de que a vida lhes passou ao lado. Se a vida for amar, tornar alguém feliz, essa, nunca me passou ao lado. Só se esquecem, é vezes demais, de mim.
Temo que tenha feito tudo bem, quer dizer, lutei pelos meus sonhos, minhas crenças. Temo que não tenha encontrado ninguém que, acreditasse que a vida é assim afinal, mais simples.. Bastando apenas um abraço.. e a vida melhora.
Tenho, sinto, andado num mundo desconhecido, acreditando que todos merecemos melhor e um simples amor. Vou desviar-me, caminharei nas brasas de uma lixeira humana, talvez encontre o lixo que, se assemelha mais ao meu sentir. Não sirvo para amante. Não sirvo para padecer num erro de felicidade de um outro, se não tem a coragem de me fazer feliz.
Estou em Outubro de 2007, assim penso, assim não me encontram.
Noutros tempos não era assim. No meu tempo, não era assim.
(.. 25Out'07)
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Hino da Vida. (ALAntunes)
"Crónica do hospital
Para a Rita e para o Henrique Bicha Castelo, que mereciam mais que este texto, com o amor e gratidão do António
Não quero aqui ninguém. Quero ficar sozinho a medir isto, a minha doença, a minha mortalidade, o meu espanto. Por mais que repetisse
- Um dia destes não acreditava que o dia destes chegasse. E agora, Março de 2007, veio com a brutalidade de uma explosão no peito. Não imaginava que fosse assim, tão doloroso e, ao mesmo tempo, tão pouco digno como a velhice e a decadência. Tão reles. O olhar de pena dos outros, palavras de esperança em que não têm fé, dúzias de histórias de criaturas que passaram por isso que tu tens agora e estão óptimas. Recuperando aos poucos da anestesia vou dando-me conta de que um bicho horrível em mim, ratando, ratando. Dois sentimentos opostos.
- Vou lutar, não vou lutar e o primeiro fala antes do outro.
- Chamem o Henrique um grande cirurgião, um colega de curso, um amigo, uma das muito poucas pessoas a quem entregaria sem hesitações o meu corpo. Este texto talvez vá um pouco desconexo, desculpem, ainda estou fraco, a cabeça tem lacunas, falta-me vocabulário, há mais de nove dias que não pegava numa caneta e é difícil reaprender a andar. O meu medo que o Henrique não pudesse. Mas disse a quem lhe fala
- Eu vou já lá abaixo e enquanto me faziam uma TAC vi-o atrás do vidro, sério, a apertar a boca. Depois veio ter comigo.
- Opero-te amanhã de manhã e queria que soubesses, Henrique, a esperança que as tuas palavras me trouxeram. Não só esperança: o que não sei dizer. Ou antes sei mas tenho vergonha. Contento-me em pensar que tu sabes também. Sei que sabes. Basta a maneira de protestares, de mão contrariada.
- Não me agradeças, não me agradeças basta o teu afecto pragmático diante das minhas perguntas.
- Uma coisa de cada vez o modo como me disseste
- Eu trato-te como diante da minha aflição, aflição sim senhor, deixemo-nos de tretas- E se houver metástases no fígado?
- Eu tiro-as e eu tentando pôr-me no teu lugar pensando como deve ser penoso operar um amigo. Um amigo desde os dezoito anos. Em como deve ser penoso, em como deve ter sido penoso para o Henrique trabalhar com uma carga afectiva em cima dele, naquelas circunstâncias. Mexeu-me todo: tirou a vesícula, tirou o apêndice, até as glândulas seminais andou a ver. Isto há dez dias, onze dias. Escrevo do hospital onde estou, é a primeira vez que uma pessegada destas me sucede.
Magro, magro. Com uma algália ainda: é uma sorte que uma algália ainda, tive mil trezentos e seis tubos a saírem de mim. Espero que na revista entendam a caligrafia tremida da crónica. Suceda o que suceder, uma coisa tenho por certa: isto alterou, de cabo a rabo, a minha vida. Ignoro em que sentido, ignoro como. Sei que alterou. Santa Maria. O que farei daqui para a frente, se existir daqui para a frente? Livros, claro, foi para isso que me mandaram para o meio de vós. Quando isto sucedeu lutava com um, tinha outro pronto, já antigo, pronto há um ano e tal, para Outubro. Para dar tempo aos tradutores de o traduzirem e saírem mais ou menos na mesma altura que em Portugal. Esse livro tem a melhor prosa que fiz até hoje, parece recitado por um anjo. Aquele em que trabalhava é apenas um embrião, cerca de metade do primeiro esboço, falta-lhe quase tudo. A partir de agora, se calhar, falta-lhe tudo. Voltarei a ele? Uma coisa de cada vez, não é Henrique? Vamos a ver. De uma forma ou outra a gente luta sempre. Momentos de quase esperança, momentos de desânimo. Não: momentos de muito desânimo e momentos de desânimo maior, como se me obrigassem a escolher entre o que não vale nada e o que vale ainda menos. Este mês deram-me um prémio literário. Estão sempre a dar-me prémios e claro que tenho prazer nisso, não sou mentiroso nem hipócrita. Toda a gente foi muito simpática
e sem que eles sonhassem (sonhava eu)
o cancro ratando, ratando, injusto, teimoso, cego. Mói e mata. Mata. Mata. Mata. Mata. Levou-me tantas das pessoas que mais queria. E eu, já agora, quero-me? Sim. Não. Sim. Não - sim. Por enquanto meço o meu espanto, à medida que nas árvores da cerca uns pardais fazem ninho. A primavera mal começou e eles : truca, ninho. Obrigado, Senhor, por haver futuro para alguém."
Um beijo doce minha querida Catarina.
(.. 25Set'07)
sábado, 15 de setembro de 2007
Cláudia! O meu melhor sangue..

Lindoooooooooooooo..
Dados de nascimento:
Local: Hospital Francisco Xavier
Concelho - Lisboa
Nome: Afonso Lopes
Data/Hora: 15 de Setembro, 17:27 h
Peso/Altura: 3685 gr. e 47 cm.
(.. 15Set'07)
sábado, 25 de agosto de 2007
Um blog único! Fantástico!
Palavras para? ..50 cm de ternura.

O meu olhar mais lindo.. Não fosse eu uma menina..
(.. 25Ag'07)
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Filmes.
Vou de vez em vez, deixar aqui algumas dicas (as minhas), mesmo que seja só uma, de filmes que vejo e gostei. Sabem que sou “viciado” em filmes bem traçados em palavras que, apelam às coisas com sentido, relacionais e às coisas do carácter.Assim além de tantos que saboreei, dirijo as dicas para os recentes que vislumbrei com o meu olhar sentido, actualmente.
Sem ordem:
(1ª Linha)
- Little Children [Pecados Íntimos]
- The Last Kiss [O Último Beijo]
- O Amor não tira Férias
- He Loves Me..
- Un Long Dimanche De Fiancailles
- Sleeping Dogs Lie (escrevi aqui sobre este filme)
- Curse of the Goleen Flower
- The Prestige
- Scoop
- Terapia do Amor
- Shortbus
- Fur
- O Guardião
(2ª Linha)
- Apocalypto
- Pan’s Labyrinth
– O Perfume
- Illusionist [O Ilusionista]
- Foutain
- Diamantes de Sangue
- Babel
- The Pursuit of Happyness
Revi os que gosto muito:
- Vidas Trocadas
- Melhor É Impossível
- Alguém tem de Ceder
Séries:
1º LUGAR – DEXTER
2º - Prison Break)
3º - Saw (I)(II)(III)
Não gostei, ou ficaram aquém das minhas expectativas iniciais, por qualquer razão:
Evan – O Todo Poderoso (mto giro para os miúdos)
Taxidermia
Hannibal – O Inicio
Deja vu
After The Wedding
All The King’s Men
O Bom Pastor [The Good German]
Little Miss Sunshine (mto giro para os miúdos)
Perfect Stranger
Zodiac
Children of Men
The Lives of Others
Vover
Captivity [Cativeiro]
Disturbia [Panico]
Marie Antoinette
Cartas de Iwo Jima
Número23
(.. 16Ag'07)
domingo, 12 de agosto de 2007
Felicidade?
Tenho dias assim, tipo; só me apetece ficar sentado a olhar para o nada! Lembrei-me de coisas que li, no momento em que avivei a memória sobre a felicidade, “Afinal quem é? Porque se é?”, “O conceito felicidade é idêntico para todos?”.
Ser feliz, ajuste-se, pode não ser um acto de vida ou um final igual para todos! Muitos de nós (quase todos), faça-se justiça, pensamos que um dia vamos ser felizes! Se dissertarmos ou mesmo magicar-mos o assunto, penso eu, nem todos nós, viemos ao mundo com a finalidade de sermos “felizes”! O conceito estraga-se, deturpa-se no ensinamento logo na nossa juventude.
Não acredito no destino, tirem-me desse filme!
A felicidade é um assunto normalíssimo, “uma estrada como outra qualquer”. Cada um escolhe a sua. Desenvolve-se em virtude de muitas premissas do nosso crescer, do nosso acreditar, na nossa fé. Fazem-nos crer em coisas sem sentido assim, acreditamos e, na maior parte dos casos, somos levados às expectativas onde depois podem ser duras ou saírem frustradas ao sugerirem que a vida é para ser assim. Felicidade, ensinaram-nos, é conseguida caminhando na estrada quadrada; estudar, trabalhar, conseguir uma companhia sexo oposto, filhos e esperarmos a morte, dizem. Absurdo!
E se eu disser que, muitos nascem só para dar felicidade a outro alguém?
Ninguém morre por isso, se a sua felicidade for de outra espécie !? A felicidade é um estado de alma, como aceitar ir para um qualquer lado do mundo e dedicar-se a ajudar outros e ou fazer outras tarefas.
Quando era pequeno, não era diferente dos rapazes de hoje; “também queria ser bombeiro, ou polícia”! Com o amadurecimento, não sou nada do que queria ser nesse tempo.
Verifico que todos querem ser felizes (vulgar)! Todos querem ser ricos! Todos querem muitas coisas (vulgar), mas ninguém as trabalha para as merecer com a mesma intensidade com que especulamos nos sonhos..
Assim, prevejo que o meu lugar se verifica noutro tipo de felicidade, a minha, no lado dos sorrisos, sentires, boa disposição e outras tantas coisas, boas e muito boas. Não tenho que ser feliz (felicidade dos livros). Qualquer das tarefas que proponho pensar, são importantes para reflectir. De repente lembrei-me dos monges e outros afins que, dedicam a sua vida à oração, são felizes no seu conceito. Tantos outros mais existem..
Se eu escrevesse, quantas vezes já ajudei o mundo a ser grande, não tinha vida para vos fazer entender as minhas muitas felicidades. Muitos, os quase poetas, dizem; a felicidade é um somatório de bons momentos, quantos mais, mais felizes somos. Talvez!.. Conseguir fazer sorrir mais uma só pessoa, sim, sei, faz-me sentir feliz. É assim que reflicto, é assim que sinto a minha felicidade.
Sorri! Sou feliz.
(.. 12Ag'07)
sábado, 4 de agosto de 2007
Sapo
Apenas se volta e se ergue, o homem, quando o mundo volta a ficar quieto, quando mais nada parece mover-se. Então, quando enfim se ergue, o que vê é o que havia antes.
O homem, porém, continua a escutar o rumor dos ventos, a deslocação do ar que há em torno, quase uma sombra que lhe refresca as costas e os sonhos. Sente medo ainda! Muito medo e, por isso, cerra os olhos com muita força, à espera. Nada sucede, porém.
É, na aparência, o mesmo de sempre, igual e impassível, discreto na curva do seu olhar, sem objectivo ou finalidade que exceda o simples facto, de ali estar a fingir um qualquer olhar. No entardecer, seria uma boa hora, se qualquer milagre acontecesse não espantaria ninguém. Nada sucede! Nada sucedeu! Porém, nunca sucede, nem desta vez.
Ali continua o homem a sonhar com o milagre. Eu não acredito em milagres se os homens não lutarem por os fazer acontecer. Merecer.
Para que aconteça, tem muito a ver com o milagre em si, terá que existir outro, não homem, mas uma mulher, se existir a mulher, os milagres podem acontecer. Acredito, sei que assim é.
Mesmo assim, tenho dúvidas se a mulher existe. Facto existiu. Anda por aí. A que eu sonhei e perdi. Sonhei, tive-a e depois do uso, lançou-me no lixo. Não a que o homem sonha, sentindo o vento a puxa-lo para lá do sonho. Eu não sinto o vento, mas sinto a aragem que me incomoda, porque todos os sonhos um dia acabam mesmo que um dia tenham existido. Sei que é.
Gostava de ser eu a soprar o vento! Mas se fosse o dono do vento, quem sopraria a aragem briosa dos sonhos que por vezes me revoltam a solidão?
Quisera um dia correr como o vento, mas não consegui porque deixei de sonhar. Os sonhos muitas vezes são desequilibrados. Não se nota, é a paixão.
Salvar sonhos já não é o que era dantes, no tempo em que os animais falavam, quero dizer, ser salvo por elas, então é mesmo para esquecer. Esqueceram-se de mim, penso eu, sem sonhar.
Faz tempo que aqui estou neste charco sonso, catano! Não há maneira. de me olharem. As mulheres passam com as crianças ao lado. Eu bem estendo os lábios. Eu bem assobio ao Sol sempre que uma qualquer ela se abeira do lugar onde normalmente me estiro em descanso, charco. Elas bem se esticam olhando como se olhassem um espelho para se verem giras para todos menos para mim que estou mesmo aqui, à mão até. Mas nada! Nada! Têm-me nojo, asco. Algumas assustam-se e saltam, outras, chegam a rir-se de mim. Caneco!
Sonhava que era um sapo. Podia sê-lo em verdade, quiçá, serei?
Parti os espelhos que tinha em casa.
(.. 04Ag'07)
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Sem destino..
No tempo em que não sabia
como podes ser algo tão bela?
Penso que fui feito para ti..
e tu para mim.
E sei que isso nunca vai mudar
porque fomos amigos entre
a chuva e o resplendor.
Desde há muito tempo
Entre olhos graciosos
um rosto sorridente
a noite cobria-nos e
a chuva tocava-nos
aí
trocamos.. abraços, beijos..
Parece que temos sorte
temos o direito
de dizer coisas
e eu, com toda a minha força
que está tão bela esta noite.
Sei que nunca te perderás
porque sempre foste assim,
dia após dia
desde há muito, muito tempo
quando me apertavas forte..
Como pode a vida ser algo tão bela?
Penso que fui feito para ti
e tu para mim..
Já não nos veremos mais
o destino é assim
cantado por mim
por ti
quisemos
será
o cantar de um
e de outro..
Sei nunca te perderás
porque sempre foste assim,
dia após dia
desde há muito, muito tempo
quando me apertavas forte..
No tempo em que não sabia
como podes ser algo tão bela?
Sinto que foste feita para mim
(.. 01Ag'07)
quinta-feira, 26 de julho de 2007
SS.. Arriscar!
SS.. ao teu acordar.
Se vivesses num cubículo não gostaria nem mais nem menos de ti, minha muito querida amiga. Aprecio e admiro a frontalidade dos amigos. Os que dizem o que pensam e fazem o que dizem. Descobres em cada dor do dia, uma nova terra para plantares. Sabias que cada um de nós tem um pouco de terra para plantar coisas novas? Esquecemos esse pedaço quando, o amor cobre o olhar. Num sonho, faz algum pouco tempo, plantei algo. Nesse dia foste o meu modelo favorito. “.. Chegavas a casa. Despias-te muito lentamente. Movias-te como um gatinha macia. Espreguiçavas-te como gente feminina.. Enquanto eu era um caçador furtivo, sustendo o fôlego por detrás de um sonho..
Apesar da extrema tensão erótica, nunca nos tocámos.. Não havia tempo, ou vontade, ou não era preciso. Assim somos suficientes. Tu continuavas a sofrer por amor de outro mais lindo rapaz. E como sei que sofres..
Eu da mesma dor sofro, por amor de outra tão mais feminina.. Queria-me prisioneiro, nas omissões.. Eu só queria respirar com ela.. A nossa boca. A boca dela que era minha. A boca minha que sempre será dela. Hoje fujo com todas as forças que posso.. A dor essa, continua.. Preciso de acordar.. Hoje não me apetece plantar.. nem mexer na terra que me está destinada.. Não tenho o líquido com que se lava as mãos.. Até os olhinhos precisavam..”
A proximidade física, também não tem obrigatoriamente de significar sexo.. O medo é atroz.. Esquecemos de coisas tão simples como é a presença de alguém para lhe ver-mos o sorriso.. Simplesmente simples..
Aqui encontro outro lugar.. O te novo papel onde podes "caligrafar", sem que te desviem os caminhos.. Não vá um qualquer cheiro ou toque de outra pele, desfazer o que amas, ainda.
As coisas não se ligam umas às outras, o tempo não passa, tropeça.. Bj.
(.. 26Julh'07)
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Um pouco de mim.
Existem limites, atrevo-me a passar a fasquia sempre que sinto que estou bem. Por vezes esqueço-me dos outros. Perco-me, não sabendo, qual o limite deles. Entrego-me todo. Não tenho limites na entrega. Preciso do mesmo. Quando sinto os limites dos outros, tenho sempre medo! Sou quase sempre enganado! Os meus limites ultrapassam tudo o que seria de bom senso - por isso sou de excessos. Sei. Gosto do risco. Não aceito que alguém não consiga, mesmo com esforço, arriscar algo para adicionar a dois. Quando encontro o limite do outro, geralmente é metade do meu e, então fujo a sete pés.
Sou de tudo ou nada! Não gosto de NIM! Faço muito mal, uma avaliação dos outros. Pelos vistos é o que sinto. Dizem-me que é por eu ser um risco a viver, um excesso de sentires. Nasci no risco, na aventura da vida, no pecado do amor. Consigo, arriscar no dia-a-dia, mesmo que hoje nada tenha.
A dois, tudo é mais fácil. Sozinho, é uma aventura desmesurada.
A vida vai ensinando-me a deixar os limites de lado. Geralmente fujo, ainda não sei resolver algumas coisas de outra forma. Se não aceito, os outros também não aceitam. Não sou de inventar palavras para as desculpas. Um dizer adeus é, mais simples. Já disse tantas vezes aqui! SIM ou NÃO, é sempre mais simples. Não gosto que me enganem, eu não engano. Juro!
Por norma, não me arrependo de nada. A única coisa que consigo pensar depois de algum mal ter acontecido, é que podia ter feito as coisas melhores. Mas nem sempre é possível. A vida ensinou-me; para trás, nunca.
Tenho medo das recaídas. Fico desesperadamente sem norte, sem sentido, vou a baixo com facilidade. Por isso, parto sem palavras, para mim é mais simples, para os outros, não quero pensar. Digo, o momento de vida passou e, se passou, não se inventam mais palavras para se repetir a mesmas lenga-lengas. Mente-se muito e com muita vulgaridade que, até dói.
Deixou de existir objectivos ou como gosto de dizer, “afinal descobri que os objectivos, não eram os mesmos”, “tudo não passava de uma mentira encapotada de beleza ou de carne, quiçá”.
Tenho consciência que magoei alguém, não desnecessariamente, mas ser mais consciente para o outro, não traria nada de melhor. Sou um pouco egoísta. Sei.
Quando me magoam, depende sempre de quem é quem, sofro, aliás, tem tudo a ver com os tais excessos. Sou de excessos, na verdade, mais.
Os sentimentos são muito primários, como o ciúme, a desilusão, a solidão, a inveja, as frustrações. São instintos complicados, fazem parte da vida. Tentar viver no equilíbrio, seria bom, mas nem sempre é possível quando nos sentimos enganados, magoados.
Vivo a verdade acima de tudo, custe o que custar. A vida inspira-me de todas as formas e feitios, nas suas agruras e ironias. Não me dou bem com a mentira, pior com as omissões.
Quando se descobre que os objectivos partilhados, sonhados, chorados, sentidos, tocados, não são mais dos dois, então, que faço aqui?
(.. 20Julh'07)
domingo, 15 de julho de 2007
Contra-mão num Domingo.
Chamei por ela! Não fez gesto de mexer a cabeça para lado algum.
Fiquei triste. Achei que o meu silêncio só ela o perceberia, num sentir, mesmo que melancólico era perfumado. O perfume, não lhe chegou, pensei eu. Talvez estivesse a pensar num novo amor. Pensava! Pelo olhar que lhe sorria a face.
Quiçá! Ela lá! Eu cá! Não morri! Ela também não iria sucumbir ao perfume que só nas manhãs de um Domingo, alegravam e se misturavam no cheiro da maresia que brotava do mar, mesmo ali.
Distante estou. Eu e o meu cheiro. Não me sai o dela, das minhas entranhas. Roubei-o para sempre.
Outra mais mulher que não ela, vejo. Conheci-a! Daqui, sempre que a vejo, parece-me a minha mãe. Era só mais outra mulher. Muitos lhe chamam a mulher-dos-pombos. Hoje, Domingo, no amanhecer e depois da dificuldade de ela se levantar logo pela manhã, faz sempre o mesmo caminho. Vai ver o mar. Eu diria, vai sonhar, observando o sonho que lhe foge, que lhe fugio um dia, entre as mãos, como eu, como a todos nós, penso eu.
Desce a avenida. Eu, no mesmo caminho, vou para casa dormir.
Cruzamo-nos, às vezes, eu e ela, a mulher que preenche os Domingos de Sol diante do mar. Ela desce a avenida, eu subo-a.
Já muito tarde, voltamos a cruzar-nos. Agora ela sobe a avenida e eu desço. Ela vai descansar. Sonho repousando os olhos duros e sentidos no mar. Deu o milho aos pombos. Sorri! Penso que só nesse dia, Domingo, e nesse momento quando distribui migalhas aos pombos, a natureza lhe arranca um sorriso. Adivinho-o! Sinto-o ao cruzar-me com ela, já no final da tarde, muito tarde para ela, cedo por ora, para mim. Eu desço, porque a minha solidão sentida acorda-me o olhar. Ela continua a subir, para se recolher. Eu desço para desencantar os meus pecados.
Existe contraponto em algumas vidas. Eu que desço, a mulher-dos-pombos sobe, já tarde, depois de nos cruzarmos, para destinos diferentes. Somos solidários em sentires. Somos solitáros nos olhares. A solidão dói. Dó muito, mas continuamos a viver e a sorrir de vez em vez.
A outra, a rapariga que olhei e que não me olha, a loira, a mais bonita, já não conhece mais o meu odor. Libertou-se! Fez bem, merece um melhor amor, eu ainda não consigo esquece-la.
(.. 15Julh'07)
sábado, 14 de julho de 2007
Às vezes amamos e aprendemos.
E depois.. Prosseguimos.
E isso, não tem mal nenhum.
Não posso ficar, Joana!
Não posso fazer-te isso.. Tenho que ir.. Aprendi!
Eu sabia que ia ser assim..
Eu não te disse logo no primeiro dia?
Eu queria tanto ficar!
Ter um filho teu!
Recolher-me só em ti..
Sentir o teu, nosso abraço..
Só eu sei..
Só tu me deste o que eu nunca tive..
Ensinaste-me a mar..
Amei uma única vez.. Foi bom! Ainda sonho..
Contigo, consegui ser quem sempre achei que era..
.. Mas eu tinha-te dito, não era capaz..
Eu não sou como os outros que, são capazes de tudo.
Eu queria, juro que tentei.
Sei! Tu sabes.
Eu queria tanto..
Participar no teu dia a dia, vida, ar que respiras, rir-me, chorar, abraçar-te quando te dói o bastante para que o meu abraço te faça sentir segura e mimada... Mas não posso ficar! Tu sabes, e eu sei que sabes.
Não ia ser justo para ti. Para a tua família! Sabes, eu não sou assim.Eu sei que sabes o que quero! Queria! Acabarias por te arrepender! Sabes bem que sim e isso, viu-se todos os últimos dias em que, ainda sonhávamos que existíamos.
O facto de insistires, só comprova a intensidade do teu amor. É essa a única dádiva que aceito de ti. Levo-a. Quero levá-la. Amo! Amarei sempre.
Como é possível amar e, num outro dia, deixar de amar tanto que até dói?
.. Por último, queria te dizer; com o tempo, a maioria dos amigos torna-se tão inútil quanto os parentes.
Lembrei-me de ti, Joana! Quero deixar de me lembrar. Dói e tu sabes disso. Deixa de gritar! Deixa de dizeres disparates. Deixa que eu morra aqui, mesmo que sozinho e só.
Beijo único.
Cito-me, agora faz razão, tu sabes: Os sonhos antigos foram bons sonhos. Não se realizaram, mas ainda bem que os tive.
(.. 14Julh'07)
quinta-feira, 12 de julho de 2007
O amor é estranho!
Procuro não voltar a trás, tentando não desperdiçar quando sinto que o meu amor está comigo. Mesmo que possa doer muitas partes do meu corpo, mesmo que tudo pareça ao contrário, mesmo que todos digam que não deveria estar ali, luto por tudo o que amo.
Voltar aos braços de um antigo amor deve ser mais ou menos como reler um dos livros da nossa vida. Já o escrevi, repito-me para continuar a filosofia, a minha.
Tive cedo esta noção de que a felicidade não se repete (não existem impossíveis). Pode até reproduzir-se, acontecer, mas sempre com um desvio ao argumento e às personagens originais onde a ideia de reprodução fiel é traída pelos sucessivos cortes em coisas que antes aconteciam e deixam depois de acontecer, além, acredito, que nada será como antes. Mais tarde, na escola, Heraclito, filosofo pré-socrático, deu-me razão: “A água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte”, terá dito o homem. Sabemos que os homens e as mulheres – tal como os rios – podem fazer percursos sinuosos.
Muitos já escreveram, outros tentam, todos acham que podem definir o amor. Como gosto do que já li, escrito por alguém, gosto de repetir: “O amor não se escreve, quem o fizer não sabe o que é o amor”.
Penso que, quem como eu descreve o amor, é mais uma descrição sentida, vivida pelo próprio, e nunca poderá falar ou descrever o amor dos outros. É o seu amor. É o meu sentimento de momento. O amor é estranho, esquisito e baralha muito quem não o sente.
Amar é um sentimento único, mas os que não sabem o que isso é, parecemos uns doidos, tolos, seres estranhos que, vagabundam caminho em caminho, sem nexo, sem rumo.
Diria que a combinação química que envia as pessoas para o paraíso (embora o inferno seja um final tão normalíssimo como outro qualquer) é tão especial que, dificilmente admite um retorno ou conselhos de alguém, por mais amigo e de boa fé que esteja.
Vale o tempo que vale, mesmo que seja um dia. No amor tudo vale a pena.
Ninguém entra num amor profundamente cheio de química, para pensar que vai acabar. Isso é remar contra a natureza do amor. O amor basta-se a si próprio, e nunca aos outros que nos cruzam os caminhos. Conselhos ao longe, porque ninguém vai entender porque amo quem amo. Na distancia, ama-se pior, tem mais dor.
Na verdade não acredito em voltas ou recuos, depois de um grande amor, que por várias razões acabou. Não quero falar sobre, e os porquês do final, não vale neste desabafo. Não acredito que a mesma pessoa ganhe um totoloto duas vezes na mesma vida. Para acontecer, é necessário um esforço anormal, para ser chamado impossível e teria que ser a DOIS.
Não existem impossíveis, mas existe a verdade. A verdade dói. Se alguém se foi, é porque as suas novas motivações soçobraram ao amor que vivia.
Li faz pouco tempo um artigo, em que uma psicóloga de nome Nancy Kalish diz que, 60 por cento das pessoas que tropeçam no primeiro amor (ou melhor amor!), voltam a apaixonar-se pelo mesmo amor. Podem até nunca esquecer, e o pior é depois fazem comparações constantes do amor anterior, com o recente. Outra, Jennifer Beer, diz que a primeira paixão (ou a maior!) pode influenciar todas as que vierem a seguir.
Os caminhos são todos iguais, mas a nossa melhor metade – cara-metade, consegue fazer com que esses mesmos caminhos, se tornem diferentes, para melhor, e isso, é amar, mesmo com todas as dores do mundo, vale a pena falar sempre a verdade e ser-se fiel para sempre.
(.. 12Julh'07)
domingo, 1 de julho de 2007
Reatar o quê?
Chamo a este despertar (texto), como gosto, pseudo reatar! Quando estamos sós, quantos de nós já pensámos que a melhor coisa da vida seria reatar com o amor anterior? Aquele que por uma qualquer razão, nos deixou um dia sem conversa ou razões equilibradas de consenso comum?
Existe sempre alguém que diz que, a separação era a melhor solução para um e porque não para os dois? Por mim falo, sei, alguém sabe, só sei desaparecer para perder, sem atrofiar quem me mente. Detesto a mentira.
Fraquejar no momento de maior carência afectiva, acaba por ser uma situação comum na fase “final” de qualquer namoro e num momento qualquer pode acontecer. Há vários factores que podem contribuir para a recaída, mas explicá-la é difícil.
Há quem aguente alguns dias sem a companhia do parceiro. Há quem aguente meses e até anos. Com mais ou menos esforço, os objectivos de levar a bom porto o fim de uma relação caem por terra quando, a saudade ou a carência afectiva não derem tréguas. A fragilidade emocional, agravada neste período, pode ser traiçoeira.
A confusão de sentimentos, cria situações de extremos entre parceiros que um dia foram íntimos. Do amor ao ódio (e vice-versa) é apenas um pequeno passo. São as situações de maior calor emocional que podem voltar a despertar nos amantes, uma vontade imensa de retornar o contacto físico. As discussões, também podem gerar reaproximações. Já aqui escrevi a pinha opinião sobre este assunto, “se é para findar, não vale o esforço de se ser amigo de um ex”. É a minha opinião consistente em factos.
Uma noite de copos mais agitada, a boa disposição, a proximidade em relação ao ex-companheiro podem acabar numa noite de lençóis divididos e arrependimentos ao amanhecer. Como desinibidor, o álcool pode relembrar carinhos antigos, estimular pequenos toques, sussurros e olhares.
O fim de uma relação não dita o fim da “amizade”. Se tudo ficar resolvido, dificilmente os corpos se voltam a tocar. Mas, quando ficaram dúvidas por dissipar, pequenos hábitos como; desabafos, ir ao cinema ou outros lugares com o ex-amante, tomar um café ou trocar sms criam novas esperanças. Não me tento.
As emoções, sejam verdadeiras ou não, são todas elas frágeis. Por isso devemos acautelar o futuro no reatar de qualquer relação anterior. Não deixa de ser desconfortável, é como reler o livro da nossa vida. Se foi o fim, certamente foi por uma razão forte e importante para quem o fez. Se o mesmo quer voltar, o engano foi do outro e nunca nosso. Assumir as responsabilidades dos actos é de bom senso e de bom carácter.
Assim, deveríamos pensar bem, maduramente, se o reatar não vai trazer só conversa de treta, em vez de adição de uma melhor relação. Quantas vezes num reatar, alguém só quer afinal saber o “porquê” da saída. E nos dias subsequentes, as perguntas são constantes, pior é a tentativa de alguém dizer, que aceitou o regresso porque ama muito e só esse facto, o fez aceitar de volta. Parecem arremessos constantes de amarguras como quem diz; “se voltares a fazer isso, irei! Existem mais indivíduos na terra.”
Depois das dúvidas dissipadas, o amor que já não existe, deixa de ser a razão de uma nova maneira de viver para um novo futuro. Existe mais remendos e bom senso do que coisas boas e o sexo não pode ser tudo.
Nunca acreditei em amizades de um amor abandonado, depois de saber que gostei, foi bom num dia qualquer e por razões dispersas, acabou. Nunca lamento a partida. Lamento sim, o ter de partir por sentir-me enganado ou porque me quiseram enganar com promessas falsas de uma nova vida. Assim não existe ninguém que aguente a verdade, por um dia ter sonhado a sua, “nossa verdade”.
Para que ceder, se vamos voltar a cair na dor que já tinha passado, ou pelo menos o pior já se foi? A final o que erámos nós?
(.. 01Julh’07)
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Um dia de cada vez.
Todos sabemos que viver é difícil. Sabemos também que, viver a dois é, ainda mais difícil. É uma luta constante, vivermos na honestidade. A maioria quer viver dos prazeres do dia a dia. Sei. Reconheço que é mais fácil, mais prazeiroso. Se o prazer é imediato porque não aceita-lo?
Na verdade todos têm razão. Na frase “Um dia de cada vez”, que engana os menos atentos, devia ser acrescentado, “com honestidade”.
Esquecemos o final, a parte mais amarga. A parte que nos recusam a companhia. A recusa do toque na face. Um beijo. Um simples abraço. Velho, são os trapos! A mentira tem perna curta, ninguém quer velhos, por perto!
Seria bom reconhecer quem fez o quê para, chegar ao final, sem os sentires que viveu tão intensamente durante a frescura da carne.
Não estamos sozinhos porque queremos. Estamos sozinhos para mais uma prova de vida que, Alguém nos dá. Para darmos mais valor às coisas boas que ainda nos advirão.
Um dia perdemos alguém. Perdemos mais outro num outro dia, noutro tempo, e depois? Não era o nosso momento porque, não estávamos preparados ou, julgo gostar mais desta, a outra pessoa, não estava ainda preparada para nos aceitar.
Somos levados a pecar, errar, enganar etc.. porque o prazer do momento é menos doloroso e mais cómodo.
Se quisermos ser honestos, no futuro dos nossos filhos, família, vamos a um banco, fazer um plano de vida ou de reforma, para acautelar a nossa velhice e de certa forma, não dependermos das mudanças dos nossos filhos ou da supremacia da sociedade. Nesse dia, seguramos o futuro porque é incerto, mesmo que ainda faltem muitos e muitos anos.
Não fazemos isso com a nossa vida. Não descobrimos que a vida no dia seguinte também é para ser vivida e de certa forma, melhor do que o dia anterior. Como faze-lo?
Acautelando-nos com quem conhecemos, ou com quem queremos nesse momento, que faça parte da nossa vida para sempre. Equilíbrio é sensato e razoável, mas por certo, ninguém quer esperar para saber se amanha ainda somos felizes.
Algumas pessoas, hoje, dizem com grande vigor, “chega de regras”, “vamos quebra-las”, que na quebra das regras, encontra-se o melhor viver, esperançados numa vida melhor, pelo menos diferente. Julgo eu de momento, que as regras não devem ser quebradas mas sim valorizadas pelos dois. As regras estão no casal e não na sociedade. Na vida como no namoro são as regras que crescem a dois, os maus sinais só não são reparados, porque o prazer cega-nos.
(.. 25Jun’07)
sábado, 23 de junho de 2007
End.. Perdi!
Tenho bom coração, sei! Tenho coisas grandes e boas na minha vida e, coisas que não gosto tanto. Defeitos tenho poucos, mas o maior é saber perder sem luta, desistindo, sem tréguas, sem olhar para traz. O maior defeito desde que nasci que me mata vezes demais é "perder". Perco sempre pela vontade que tenho que, alguém seja mais feliz do que tenho sido num qualquer momento.
Sou assim. Quando perco, não sinto vergonha nenhuma. Hoje perdi o melhor que tive na minha vida. Sei! Sinto que ainda vou perder mais. Também sei. As lutas são desiguais e quando assim é, o mais honesto perde. A não ser que mude de caminho.
(.. 23Jun’07)
terça-feira, 12 de junho de 2007
De novo o meu filho, sorri.
Não fez qualquer figura junto dos amigos com o meu velho de rodas velhas, mas mais importante, é ter abraçado as saudades que ainda faltavam abraçar. Abraçou quase todos. São muitos. Todos o querem. O tempo é curto. Dividir é uma carga de trabalhos. O tempo não se divide, partilha-se.
No final da tarde lá foi ele entregar a relíquia, a minha velhice com rodas velhas. Velhote – diz ele! Este velho ainda anda umas coisas! Mas, como não faz de carrinha, não posso ficar com este outro velho. Está bem – disse eu. Ainda bem, mais fica, nem gosto do teu mais novo, retorqui eu. Sorriu! E eu sorri.
Abraçámo-nos e penso que hoje foi mesmo a última vez.
Só eu sei porquê e Deus também.
Gostei de ter o meu filho, “mais maior grande” talvez, junto de mim, tantos dias. Gosto muito do meu filho.
Amanhã, partirá ele, estrada fora, com direcção ao paraíso que ele e sua esposa criaram. Nova família lhe tocou. Ele gosta de estar assim, de todos eles. Assim merece viver.
Onde gostamos mais de estar é onde deveríamos de ter a coragem de viver. O resto não interessa nada. Ele e eu, sabemos isso desde que nascemos.
(.. 12Jun’07)
domingo, 10 de junho de 2007
Repensar a solidão contigo. (SRS)
Gosto de aprender, mas não tem ninguém com vontade de me ensinar. Decifro os dias nunca a solidão. Atenta!
SRS. Repensar a solidão contigo. (2).
Estranho as coisas que sinto. Até as coisas que mais ninguém me coloca na boca!
A solidão nunca tem culpa. A culpa da solidão existir é de quem se cansa de ter estranhos corpos a seu lado. Estranho sou eu que não me conheço assim.
Nunca entendemos a vida (não queremos adicionar os problemas dos outros, queremos adicionar os nossos, só isso, simples), quanto mais a dos outros e o que começa como companhia, acaba em tédio assegurado. Os dias passam e o nosso umbigo cresce todos os dias. Todos os dias, cresce mais. Cada vez mais. Por isso eu gosto de ser cego para as coisas que os outros querem que eu veja.
Aos melhores, nunca vi, discussões. Ouvia sempre deles que, a vida era confortável e ainda diziam que queriam ter uma família, ver os filhos crescer. Lembro-me de uns quantos.
Aflige-me os que se separam, o não saberem onde perderam o tempo que se viveu. Se perguntarem ao espelho, resumem um instante, a nada.
Quando já não há sentido, já nada há que se entenda e de nada vale a pena tentar compreender o incompreensível.
À solidão preferia a pior das companhias, disse sempre eu que nunca sei o que digo e, ninguém acredita no que divago, em pensamentos menores. Riem-se os tolos. Rio-me de mim, sentindo outros risos de quem sabe que só gosto de sorrisos.
A música não se deixa aprisionar em lugar algum, pensava eu assim, para me consolar do tempo, esse, nunca se cansa, a musica não se deixa abater. Nunca aprendi a razão, mas sei que é assim. Música, enfim.
Seguido de um instante, outro instante vêem. As horas, o tempo, são indiferentes ao que quer que seja, aconteça o que acontecer, até a nós que, achamos que somos o início e o fim, do melhor que existe.
Agora cada vez mais não tenho a certeza de nada. Por vezes os pensamentos, os novos toques, mesmo que levianos ou mentirosos, confundem-me! São actos de coragem ou de cobardia? Do nada, nada vem (!). A vida tem sentido, basta sermos mais simples, quiçá, humildes.
A solidão é vagarosa, vai como vem. Assim que tu acordares, foi-se. Tenho de acordar. Insistem tanto comigo para acordar, mas o outro lado ainda dorme, mesmo que de olhos abertos.
(.. 10Jun’07)
Ter tempo para pensar.
Rio-me com as gentes que só tem certezas na vida dos outros e nunca nas suas. A certeza é uma coisa terrível, fixa e esgota o pensamento. O que vale é que uma certeza não sustém põe si só, uma certeza trazendo consigo inúmeras dúvidas.
Rio-me bastante. Sou assim. Que fazer? Abstrair-me do controlo das gentes que assim pensam? Não!
Ainda hoje me pergunto, se algum dia eu soube dizer se alguém me amou. No que respeita aos sentimentos das mulheres por mim, eles foram sempre um grande mistério. Os mistérios atraem-me. Nunca soube a razão. Mas verdade seja dita, sempre fui capaz de sair quando me sinto mal.
Não me lembro de nenhuma aula especial, Nunca tive aulas de sexo. Nunca tive aulas sobre o amor. Não me lembro de alguém explicar-me a razão; porque sinto que as mulheres mentem mais do que os homens?
Apesar de me parecer estranho, não me importava, até aos dias que perguntei vezes demais.
O abandono não é exequível pelo homem, mas sempre e isso é facto provado, pelo abandono da mulher em pequenos nadas, de coisas que vai deixando repetir todos os dias, prometendo um novo rumo, também esse, todos os dias.
As mulheres que eu gosto, são felizes noutros lugares. Nunca comigo. Nunca entendi a razão. Mesmo que elas digam que são infelizes e quando estão comigo, digam que eu sou o eterno, mentem. Sabem mentir.
Sofro, mas hoje já nem ligo, penso que fui sempre assim. Feito para sofre, porque noutra vida, já fui ou vou ser feliz.
De novo e tantas vezes, vem-me à cabeça que fui abandonado de novo e mais uma vez, apesar das diferenças, é porque mereço ser abandonado. Este pensamento, no qual volto agora a pensar, faz-me doer muito porque não o consigo resolver e talvez fosse muito fácil de resolver. Acho, deveria conseguir ser um espectador imparcial o que eu não posso ser. Sair de mim próprio e ver-me como se fosse outro. Eu sou parte do problema e o problema faz parte de mim.
Confesso que jaz as minhas culpas cada vez mais num lugar qualquer. Inicio algum prazer mesmo que abstracto deixar de me considerar culpado, de ser como sou.
Na verdade, só não quero ser mais abandonado ou julgar e sentir que sou abandonado, ou sequer conhecer o que era o amor, já que tudo isso me parece ser a mesma coisa, uma coisa profundamente dolorosa.
Os tempos mudam, eu não consigo mudar o que penso sobre mim. Mudar-me seria castrar-me e eu sei que isso era pior para mim e para a mulher que um dia vier a gostar de mim.
Para mim, voltar ao dia anterior, mata-me. Nunca fui mais feliz. Sei, que só uma me conseguiu semear o caminho da volta. Quando acaba, acaba mesmo. Se num futuro porventura se a voltar a ver ou ela a mim, sei, não a reconheceria, nem ela a mim, porque os dias e os anos vão ocultando o lado visível do que fomos, transformando-nos lentamente noutros, para nós próprios desconhecidos.
No que eu quero pensar é nas razões da minha vida, no grande desconcerto que é a minha vida, no que está por detrás dela. As namoradas que tive depois da minha 1ª. separação faz muitos anos, nunca duravam muito tempo, nem que não fosse porque o meu medo de ser novamente abandonado me fazia com que as abandonasse antes de esse traumático acontecimento poder vir a acontecer.
Todas eram melhores do que eu. Esta é uma das vantagens de nos pormos a pensar: Criamos relações e comparações onde antes não as havia.
Quem tem respostas para tudo, engana-se quase sempre. Ainda penso que quem me olha sem me tocar, engana-se, mas eu nunca me importei nem importo, só me importo com as gentes que um dia me atrevi a sentir que amei, podia ser outra coisa, mas sei que quando utilizo essa palavra é sempre do meu coração.
O terrível em ter tempo para pensar é aprofundarem-se coisas que era melhor não serem aprofundadas.
As mulheres sabem sempre o dia e a hora em que cometemos qualquer infracção. Esta fabulosa memória tinha, tem, os seus inconvenientes. É muito difícil uma pessoa defender-se de acusações tão exactas.
Tenho e terei medo das mulheres, até que um dia eu consiga entender, porque têm tanta falta de coragem para viver se, chorar e sofrer é a coisa que elas mais abraçam.
(.. 10Jun’07)
sábado, 9 de junho de 2007
O meu filho abraçou-me!
Este, desde os 2 anos até aos 7 anos, fez-me viver uma vida fantástica, mas também difícil. Vivemos sozinhos. Ainda eu crescia. E ele também cresceu.
Quis o destino que hoje, por obrigação das coisas da vida, tivesse que vir a Portugal. Ofereci-lhe sem pestanejar o meu carro, para levar. Ele e a sua esposa necessitam. Não quis! Fiquei “piurso”.
Um dia também fui assim. Hoje, ninguém acredita que nunca olho para o corpo de uma mulher. Simplesmente simples, olho para o seu sorriso e sinto o seu melhor abraço. Assim serei e continuarei a ser feliz.
Assim veio, assim foi. O tempo passou. Voltarei a vê-lo na segunda-feira (11), para o abraço da despedida. Será o último? Sei que, para renovar o vislumbre do que fiz e no que se tornou, naquele pedaço de homem bom, vai ser cada vez mais difícil os olhares, os toques.
(.. 09Jun’07)
Fumar MATA.
Quiçá eu sinta o mesmo, neste hoje tempo?
Vou divagar, mereço e apetece-me.
Lembro-me quando jovem, de apelar fortemente ao não fumar. Lembro-me que ainda tinha os meus 16 anos, foi escolhido para frequentar um curso sobre “Alimentação Racional”. Curso esse na altura dada, pela empresa “Diese”. Não sei nem quero saber se ainda hoje existe. Aprendi nesse curso, que a sopa não alimentava ninguém. Aprendi que se retirássemos toda a água de uma sopa, o que ficava, caberia numa colher de sopa!!..
Ninguém vive de coisas que caibam numa colher de sopa. Isto para dizer, que aos pobres, aos irracionais, esses, comem sopa como os que mais nada tem para comer. Sim! A água é boa para qualquer humano. Mas para isso, basta-me entreabrir a boca numa torneira qualquer que me forneça a mesma.
Existia num folheto da mesma empresa um verso, português que tinha a ver com este assunto. Não me lembro. Um dia lembrar-me-ei e escreverei de novo que, uma sopa, só serve para esconder a fome que qualquer pessoa tem.
Esta vem a propósito do tabaco. Fumo. Entre 1997 a 1999 e tal, estive sem fumar. Pois, mais de dois anos. Lembro-me. Fiz e consegui, porque na altura a minha companheira fumava mais de dois maços de cigarros por dia. Eu “nunca” fumei um maço. 20 cigarros por dia.
Achei que só a força de vontade consciente, ditava as regras desse vício. Acertei. Era e continua a ser a vontade, a nossa, a de qualquer um, que dita se fumamos ou não.
Resolvi ajudá-la. Deixei de um dia para o outro de fumar.
Ela admirava-se. Admirou-se, tanto que me deu mais beijos do que eu normalmente receberia num dia qualquer.
Não fui mais feliz. Não fiquei rico. Lembro-me que ao fim de 4 meses, comprei uma prenda para mim. Um casaco de cabedal que me custou 4 meses sem fumar. Queria-o tanto e tive-o.
Não entrei no mundo das pessoas mais felizes do mundo. Não amei mais. Não fui amado mais do que já era amado. Simplesmente, continuei a viver como sempre vivi. A minha companheira nunca deixou de fumar. Não conseguiu. Olhava-me sempre com um ar muito séria, e dentro da sua alma pensava; Estás a medir forças comigo! Achas que és melhor do que eu!
Foi sempre assim que eu me vi nela. Foi sempre assim que ela me viu, como sendo um homem que faz o que quer e tem forças para fazer o que assim achar melhor para ele.
Enervou-se. Entrou em depressão. Entrou em coisas que eu nunca usara pensar que essas coisas existiam. O confronto estava iniciado sem saber a razão.
Um dia não me interessa o ano nem o mês, simplesmente simples, eram 23 horas e eu achei que estava a mais ali naquele lugar.
Foi o tabaco? Não!. Afinal porque fui escolher outro caminho pior?
Não sei. Ainda hoje penso, que todos queremos o que não deveríamos querer ou não merecemos.
Como o povo diz quando é sábio. “Se não é do “cu” é das calças”.
Não me venham com história, a quem durante mais de 8 meses viu o seu melhor amigo desaparecer deste mundo. Fumava, é certo, mas em 8 meses de IPO, vi tantas gentes morrerem sem nunca terem tocado num cigarro.
Faz mal? Faz!. É caro? É!. É ingrato? É. É tudo de ruim.
Não haverá piores vícios e mais mortíferos do que o tabaco? E vícios que atraiçoam as famílias? Companheiras? Esposas? Filhos? Etc. etc.
Vou continuar a fumar a minha média de 15/16 cigarros por dia. Quem assim me aceitar, não é este o facto que não deixarei de fazer os impossíveis de a fazer feliz para todos o sempre.
Já aqui escrevi um dia! Só uma mulher na minha vida me fez esquecer os cigarros, enquanto lhe abraçava. Essa mulher (mmp), jamais esquecerei! É uma grande mulher! Fantástica! Fez-me sempre sentir um grande homem junto dela. Nunca me pediu nada! Simplesmente simples, amou-me como sou. Assim sou eu.
Ninguém me cobrará uma coisa com outra, assim não penso da vida, mas todos nós, temos o direito de escolher. Sermos infelizes com não fumadores e felizes com os fumadores.
O médico que assistiu a morte do meu melhor amigo, disse-me; eu vejo todos os dias pulmões pretos! Não é por esse o facto que, deixo de fumar; nem de amar muito a minha mulher; nem os meus três filhos. Sei que me amam pelo que sou, não pelo que faço.
(.. 09Jun’07)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)