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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

Ela deixa-me, pior do que uma hora antes.

8 Fevereiro 2005

19:10 Ela deixa-me pior do que uma hora antes...

O meu corpo tem estado uma lufa-lufa. Primeiro foi a pulsação acelerada, depois foi a desistência do meu amigo “Jaks”, num momento que me deixou só quando eu mais precisava dele.
Também sei o porque do abandono... sinto-o, ele foi justo de razões. Há homens que acabam as coisas e homens com quem elas acabam. Não é mistério qual das duas é a minha.
Não percebo nada de amor. A idade, pensava eu que ajudava mas, afinal atrapalha, confunde-me. Sei que tenho ar de quem percebe, mas na realidade nada entendo.

O amor é um desejo escondido no nosso coração, que só nós conhecemos.
O amor é cego.
É a eternidade num instante. Uma religião pela qual vale a pena morrer. Também faz perder muito tempo. É uma moenga de paciência e uma dor de alma.
Não necessariamente por essa ordem, mas eu gosto de pensar que é por essa mesma ordem.
A inibição de uma simples erecção deixou de ser razão. Voltei a recuperar o meu amigo “jaks”, não ainda como eu sei que ele é mas, deixei ele ser o que quer ser (não é ele que manda, mas sim e sempre o meu consciente). Esta consciência deixa-me satisfeito apesar de saber que não é a satisfação da minha parceira.
A velocidade, a rapidez não é nem nunca foi o meu forte ou por outras palavras nunca foram as minhas razões de viver no abraço.
Hoje gosto de alguém que quer coisas fugazes, coisas rápidas, coisas fúteis, razões que ainda não consigo entender, talvez nada disso e eu peca por erro de análise. Eu não quero, eu assim não sou e nada sinto.

Faço sexo com um abraço e não com o pénis.

Sou paciente. Sei esperar. Quero esperar. Quero aprender como é esta nova relação porque sinto uma enorme vontade de amar, de viver, sinto que gosto. Mas, será que a minha parceira está disposta a aprender comigo?

Sinto que não sou eu que fico mal porque sei como sou e até onde posso ir mas, reconheço que é ela que fica pior. Sente-se culpada. Pensa que é nela que reside a falta de sedução ou a capacidade de me amar.

Claro que nem sou eu muito menos ela. Somos diferentes.

Tudo é simples quando sabemos ou reconhecemos que cada um tem os seus vícios, seus segredos, suas maneiras próprias de amar. Aqui sim os anos são importantes. São eles que durante muito tempo nos criaram ninhos próprios de como nos satisfazer. Ligar estas com uma nova relação é simples, nada complicado quando os dois estão dispostos a que tudo seja bom um para o outro. Não interessa quem vai ter que esperar mas sim se gostamos, se queremos ou não fazer o outro feliz porque algo nos diz que encontrámos algo especial para as nossas vidas.

Encontro hoje mulheres que acham que não querem perder tempo. Tempo? Qual tempo, pergunto eu?
Na vida não existe tempo perdido quando se gosta. Perde-se tempo quando não gostamos ou nada queremos.
Também é razoável dizer que temos receios de coisas que por vezes até nos custa a aceitar. São coisas tão íntimas que no inicio temos sempre medos de entregar as nossas intimidades. De rir é que de uma maneira geral entregamos o nosso sexo com mais futilidade a um parceiro do que a nossa alma.
Essas razões todas juntas leva-nos a termos isso sim, de parar para pensar-mos... GOSTAMOS, QUEREMOS ou é mais um para passar ao nosso lado e deixá-lo?
Se a resposta é GOSTAMOS, QUEREMOS, então porque não ter a paciência de entender com carinho, tolerância e magnitude o que entra de novo em nossas vidas?
Entregamos o corpo mais depressa a alguém do que os nossos segredos a quem o nosso coração nos faz sentir de novo com forças para uma nova vida.
Vale a pena pensarmos em nós como futuro e não como um presente.

Para ti malu (MLuz),
um desabafo sem magoas...
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(.. 08fev'05)

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