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domingo, 4 de junho de 2006

No meu berço.

Nasceu a amizade e os abraços. Depois, durante o meu amadurecimento, o amor foi aparecendo aqui e ali. Cresceu em forma de liberdade para poder partilhar com quem me encontrasse.

O homem reduziu a mulher a uma escrava e a mulher reduziu o homem a um escravo. E claro, ambos odeiam a escravidão, ambas resistem a ela. Estão constantemente em luta; qualquer pequeno pretexto e a luta inicia-se.
Mas a verdadeira luta é muito mais profunda; a verdadeira luta é que ambos clamam pela liberdade. Eles não são capazes de o dizer claramente, podem tê-lo esquecido totalmente. Durante centenas de anos esta era a forma de viver.
Eles viram que o seu pai e a sua mãe viveram assim e viram que os avós assim também viveram. Esta é a forma de as pessoas viverem – eles aceitaram-na. A sua liberdade está destruída.
Algumas pessoas têm a asa do amor e outras a asa da liberdade – ambas são incapazes de voar. São necessárias duas asas.
(osho: A,L e S)

Sei, sinto a minha asa desde nascença, a do amor, porque nunca vi como os meus avós não amaram. Não vi a minha mãe não amar. Não posso estar viciado nas coisas más, nas coisas que se escondem de uma criança.
Nasci num berço cheio de amizades e de abraços. Cresci e amadureci de sentires. Por estas e outras razões, eu amo de coração.
Também sei sair. Estou cansado de chorar num qualquer lugar. Por uma qualquer razão. Por causa da minha liberdade. Principalmente o respeito que dou mas, que nunca me é dado.
Sei sair da rua, para que outras gentes passem e se divirtam com a dor do meu desvio.
A minha asa é muito minha, faz parte do meu carácter. Partilho-a, mas não a dou nem a troco. Não a deixo em qualquer lugar. Sei que deixo sempre algum bom sabor de vida, que se encontra em qualquer homem, quando me fazem partir
.

(.. 04Jun’06)

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