Convenci-me que era com ela que iria encontrar a paz que nunca tive. Ela é serena. É serena nos momentos bons. Os que gosta. Os que encontra a sua paz. Também fala sempre com uma voz emprestada. Não é ela. É sempre o que ela quer ser naquele momento. Recordo sentindo. Ela não precisa das minhas recordações. E eu aqui a falar das coisas dela. É preciso dizer que a presença dela é a minha paz. É uma droga a gente pensar que anda drogado por uma droga qualquer. A minha droga é outra. Ela é a minha droga de liberdade. E Paz.
É tão empática que fica exactamente com o mesmo estado de espírito em que eu me encontrava, se isto tudo não fosse uma ilusão. A droga tem destas coisas, nunca sabemos exactamente o que dizer, quando andamos drogados.
Ficar dependente de uma droga é uma merda. Ôdase!..
O que mais me irrita é o ar dela, sempre com um enorme sorriso. Sabe que me droga. E eu nunca sei o que fazer com aquele sorriso enorme. Às vezes tenho medo de escangalhá-la. E começo a ficar um verdadeiro dependente do sorriso dela, e isso eu não quero. Queria. Tenho saudades dos seus lábios, tóxicos difíceis de abandonar. Daí a serenidade dela talvez. Deve saber. Sente a minha fome por ela.
Quando fiz a descoberta resolvi primeiro deixar de tomar os sonhos como verdadeiros, segundo deixá-la. A primeira coisa sei, foi muito mais difícil e demorada do que a segunda. Agora aqui e neste tempo, quando olho para o céu e vejo aquele azul imenso, irremediavelmente, lembro-me dos meus pais. Se os tive. Mas lembro-me deles. Sei lá porquê. Deve ser uma espécie de metáfora para a qual não descubro até agora qualquer sentido.
É tão empática que fica exactamente com o mesmo estado de espírito em que eu me encontrava, se isto tudo não fosse uma ilusão. A droga tem destas coisas, nunca sabemos exactamente o que dizer, quando andamos drogados.
Ficar dependente de uma droga é uma merda. Ôdase!..
O que mais me irrita é o ar dela, sempre com um enorme sorriso. Sabe que me droga. E eu nunca sei o que fazer com aquele sorriso enorme. Às vezes tenho medo de escangalhá-la. E começo a ficar um verdadeiro dependente do sorriso dela, e isso eu não quero. Queria. Tenho saudades dos seus lábios, tóxicos difíceis de abandonar. Daí a serenidade dela talvez. Deve saber. Sente a minha fome por ela.
Quando fiz a descoberta resolvi primeiro deixar de tomar os sonhos como verdadeiros, segundo deixá-la. A primeira coisa sei, foi muito mais difícil e demorada do que a segunda. Agora aqui e neste tempo, quando olho para o céu e vejo aquele azul imenso, irremediavelmente, lembro-me dos meus pais. Se os tive. Mas lembro-me deles. Sei lá porquê. Deve ser uma espécie de metáfora para a qual não descubro até agora qualquer sentido.
Mas o que tenho é saudades daqueles lábios com um sorriso de morrer dentro.
Agora que penso nisto, sei porque me abandonaram à natura - os meus pais - quando ainda mal abria os olhos. É que sempre fui muito impulsivo, um ansioso. Problemática a questão. A mãe natura criou-me assim. Mas agora não me quer assim! Não se dá com a sua criação!
Descubro que a minha lentidão em tudo que faço hoje, foi por me obrigarem durante muito tempo, tempo demais, a ser um apressado. Criou-me apressadamente para não me ter por muito tempo. A natura sempre me disse; despacha-te, cresce depressa, lá fora – fora de mim, encontras a felicidade e ainda vais ver o céu azul.. Talvez. Quero pensar assim e não noutras.
Descubro agora, às vezes sinto, sou um abjecto feito de forma tão oscilante. E assim ninguém sobrevive ao caos onde me encontro. E pensar nela não me leva a lado algum. O meu ódio cresce, por ser tão duro nas coisas que vejo mal tratadas.
Aprendo porque é que a maioria das gentes ao ver um pedinte ao desabrigo, segue o seu caminho sem que lhes afecte o senso. Os animais esses, também são tratados de igual modo. O abandono tem destas merdas. Continuo sem saber porquê. Não entendo as metáforas. Talvez não queira saber. É mais fácil ignorar os animais do que abraçá-los. Mas um animal tratado e de barriga cheia, todos o querem tocá-lo. O resto não interessa para nada. "Poizé".
Descubro que a minha lentidão em tudo que faço hoje, foi por me obrigarem durante muito tempo, tempo demais, a ser um apressado. Criou-me apressadamente para não me ter por muito tempo. A natura sempre me disse; despacha-te, cresce depressa, lá fora – fora de mim, encontras a felicidade e ainda vais ver o céu azul.. Talvez. Quero pensar assim e não noutras.
Descubro agora, às vezes sinto, sou um abjecto feito de forma tão oscilante. E assim ninguém sobrevive ao caos onde me encontro. E pensar nela não me leva a lado algum. O meu ódio cresce, por ser tão duro nas coisas que vejo mal tratadas.
Aprendo porque é que a maioria das gentes ao ver um pedinte ao desabrigo, segue o seu caminho sem que lhes afecte o senso. Os animais esses, também são tratados de igual modo. O abandono tem destas merdas. Continuo sem saber porquê. Não entendo as metáforas. Talvez não queira saber. É mais fácil ignorar os animais do que abraçá-los. Mas um animal tratado e de barriga cheia, todos o querem tocá-lo. O resto não interessa para nada. "Poizé".
Ela é o pensamento. Hoje. Amanhã. Ela é extremamente delicada e subtil nas argumentações. Vence-me sempre, quando não sou eu a deixar-me vencer. E é muito bonita.
Os pequenos defeitos atraem-me. Excitam-me. É como se diz, uma mulher muito interessante. Pareceu-me sempre ser o meu azul imenso. Às vezes digo-lhe com aquele olhar aberto; prefiro ser feliz, a ter qualquer razão. Ela sorri. E eu gosto assim.
Não há noite que eu não pense nestas coisas ultimamente. A natura matou-me antes de abrir os olhos. Andava tão distraído..
(.. 19Mar’08)
(.. 19Mar’08)

5 comentários:
Sabes bem como te entendo. Arranjas cada amor ui ui rs
Envio meus abraços e sei que vais vencer. Beijos (A)
só vencem os duros, torna-te um deles ainda vais a tempo.lolll mts beijinhos ... s
para que escreves as cartas de amor? correste com ela? já pensaste aceitar namorar uma mulher? continuas a olhar só para o embrulho. Beijo (m)
Desculpa meu querido...tenho, sou obrigada a rir-me com alguns comentários que "ouço" por aqui...são tãããããooo giiiiiiros!!!
Será que me rio por eles ou por ser fácil pra mim rir-me da vida?...
Beijo no teu coração
Eu
Lindo este texto. Tens dias que escreves dentro de ti para mim, nao deixo de sentir e como já não existo para ti porque foges,afogas me de saudades. Bjos
Enviar um comentário