A 20th Century Fox divulgou recentemente este fantástico Making-Of de Avatar que acompanha as gravações da produção.
Avatar (2009) (7/10)(*)
Realizado por James Cameron
Com Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang
Género – Aventura
Duração – 147 Min
Pais de Origem – EUA
Sinopse – Apesar de confinado a uma cadeira de rodas, Jake Sully (Sam Worthington), um ex-marine, continua a ser um combatente. Assim, é recrutado para uma missão a Pandora, um corpo celeste que orbita um enorme planeta gasoso, para explorar um mineral alternativo chamado Unobtainium, usado na Terra como recurso energético. Porém, devido ao facto de a atmosfera de Pandora ser altamente tóxica para os humanos, é usado um programa de avatares híbridos, que possibilita a transferência da mente de qualquer humano para um corpo nativo. Como as relações entre as duas raças tem estado em crise, Jake, já no seu corpo avatar, é também incumbido de tentar infiltrar-se naquela sociedade e encontrar uma forma de a dominar. Mas após ter sido salvo por Neytiri (Zoe Saldana), uma bela nativa, e perceber que afinal as ordens da Terra não vão ao encontro daquilo em que sempre acreditou, Jake questiona as razões. Ao ver-se dividido entre os pacíficos Na'vi e as forças que estão empenhadas em destruí-los, Jake toma a posição em que acredita.
1 - Lá fui eu ao cinema ver Avatar com mais dois amiga/o (adultos), no final as opiniões foram divergentes. Fantástico, mais ou menos e a minha opinião, vê-se bem e só uma vez.
Dei o dinheiro por bem empregue – não entreguei os óculos que me custaram 2 euros. Avatar tende a ser “poderoso”, deslumbrante, e no visualmente revolucionário. O argumento é previsível. Lembrei-me de muitos filmes em semelhanças: Dança Com Lobos, Distrito 9 etc e tal.. No final estava a ver infelizmente os Transformers que, não me diz nada.
Do ponto de vista visual/imagem é quase fantástico (mais consistente Avatar), mas na minha terra, tinha deixado os calções, vi no cinema experiências em 3D diferente para “melhor”, “Por favor, não me mordam o pescoço” – Terror. A idade e a primeira vez.. tem destas coisas; a curiosidade, deslumbramento, espectacularidade etc e tal.
Os primeiros 30/45 minutos arrastam-se para justificar a base da história (excesso de teoria). Foi desconcertante agarrar a história com tanta cor e tecnologia a encher “os’zólhos”. Difícil é no momento discernir que: para que os humanos sobrevivam, precisam de recorrer a um mineral muito específico chamado “Unobtainium”. Este material existe apenas na lua de Pandora e os humanos tentam tomá-lo à força abusando dos indígenas que o habitam, os Na’Vi. O deslumbramento tecnológico das imagens e cor, ajudaram-me a superar a necessidade constante de querer avançar avançar.
Acredito que para muitos que nunca viram algumas das variantes 3D, seja um filme excelente, na verdade e para mim tudo aponta, vai assumir-se como um novo paradigma em termos tecnológicos no universo do cinema de entretenimento.
O cinema como arte é complexo, distorcido, imprevisível ou improvável. A arte às vezes é só beleza, profundidade e/ou reflexão, sendo possível um, alguns ou todos. Amei o design dos Na’Vi.
Para os aficionados de ficção - cientifica acredito, será fantástico quando este fizer parte da sua colecção.
2 - O som tive azar. Na última fila a percepção foi banal. Quase não entendi o anúncio sonoro da Vodafone.
3 - Ver os Making Off é quase uma obrigação, um trabalho notável e extraordinário para ser apreciado.
(*) A minha classificação.
(..27 Jan'10)
