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quinta-feira, 7 de outubro de 2004

De mim para ti (8 de 10)

(de homem para mulher).

8 – A surpresa, é o que dispara o desejo

A surpresa é sempre benéfica para os dois.

O dia estava quente naquele Agosto de um ano qualquer. Trinta e oito graus e a previsão não era a melhor. Onze horas da manhã, sábado, regressávamos das nossas merecidas férias. A quinzena tinha acabado. O Algarve ficava para trás.
Nossa filha estava a dormir no banco de trás, suava mesmo estando protegida do calor. Os cinco “anitos” que tinha, faziam adormece-la perdidamente no carro esquecendo-se de olhar a paisagem.
Fui sempre dado ao meu amigo sol. Minha companheira já não era assim. Nesse dia o meu traje de viagem era simplesmente os calções de banho. Ela vestia-se como se fosse ao shopping. As janelas da frente do carro, estavam abertas para sentir o vento levar-me a pele.
A conversa não tinha irreverência, frases nostálgicas sobre os dias bons que tínhamos saboreado.
De repente disse-lhe: - o que gostei mais foi da última noite, parecias que tinhas o diabo no corpo! Quero mais e mais vezes assim.
Olhou-me, e com um lindo sorriso respondeu-me: Tu é que és atrevido, fazes coisas... és danado, e eu é que sou maluca em entrar nisso!
Esta conversa, fez despertar meu ego... estremeci, senti as minhas entranhas revoltarem-se. Acordei da vista que via no horizonte. A cabeça parou. Deixei de pensar em coisas verdes, verdejantes e céus azulados, capinas ricas de calor e coisas do género.
Parei. Desliguei a cabeça de tudo. Queria sexo!
Circulava a uma média de 100 km/h. O vento ajudava a refrescar o sentimento. O tempo deixava de fazer sentido. Queria sexo, já.
Sexo já, era mesmo já... “agorinha”.
Sem a olhar e não retirando os olhos na estrada e com uma mão no volante, desci os calções, mostrando-lhe o estado em que estava.
Ela: - És mesmo doido. Vais nesse estado e se acontece alguma coisa?
Disse: Olha está calor e sabe-me demasiadamente bem ir assim. Tu provocas-me, pior... excitaste-me.
Coloca aqui a mão.
Ela: - És mesmo doidão. Não vês que vais a conduzir?
Eu: - Se não colocas aqui a mão coloco eu em ti!
Dito e feito. Saias de um pano de cetim, coloquei e acariciei a zona que mais gosto. Senti-a. Ainda ouvi um “uhmm” e um doido. Pára…
Mas eu não parei continuei, de vez em vez acariciava-lhe o peito. Ela afastava-se mas depois deixava-se ir.
Senti então sua mão tocar-me. Ia morrendo.
A velocidade do carro é constante agora, 90 km/h.
Conseguia (só Deus sabe a razão) conciliar a condução e o sexo.
Queria mais. Queria entregar-me. Penetrar, beijar, abraçar.
Claro que não era possível naquelas circunstâncias. Sentia-me encurralado, preso de tudo.
Ela foi espectacular. Acariciou-me o pénis com o apetite de fêmea que se entrega a seu macho.
Nossa menina de vez em vez soltava um “ahhh” e acomodava-se de novo na sua cama de momento.
Esta sensação nos refreava, tornava tudo mais lento e perigoso. A menina podia acordar em qualquer momento. Isso era claro para os dois.
Fiz o gesto dos amantes. Ela entendeu que a saia estava a dificultar a minha acção e ainda tinha que segurar o volante.
Aconchegou-se, ajeitou-se abrindo mais e mais as pernas... e outra bomba demoliu na minha cabeça quando toco na sua vagina. Penetro-a com os meus meigos dedos sem a acariciar antes e deparo com seu sexo molhado, não! Molhado era pouco, estava completamente encharcada do momento.
Era gostoso a ejaculação e o orgasmo serem precoces no momento.

A surpresa aqui funcionou para os dois. Alinhamos e fomos ao céu.
Ainda penso se ela nada quisesse, nada eu tinha, nada tinha sonhado, nada tinha ejaculado.
Outras surpresas aconteceram. Esse dia tinha sido mais um como tantos outros que nós tivemos.
Estava a lembrar-me do dia em que pela primeira vez, ela me deixou masturba-la na sala de cinema. Sem gemidos e completamente...

No entanto sei que uma novidade só é excitante, durante algum tempo.


(cont.. faltam 2)

(.. Set'04)

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