Nota: Estive entregue ao tempo que não queria aceitar. Deixei de escrever por um tempo porque o destino me pregou uma partida que eu não quis lidar. Esta espera fez-me crescer. Quero continuar a ser grato porque acreditei no sonho.
O tempo não avança, tropeça.
Treze dias se passaram para reconhecer que os meus sonhos também, um dia podiam acontecer de verdade.
Existe alguém que eu vi, falei e olhei, mas que não acreditava que estivesse tão perto de mim como hoje sinto que está.
Depois de tantas defesas sem jeito mas, todas elas inocentes, até o simples olhar disfarçado para os lados onde o sonho não estava, consegui passar uns momentos, bastantes, sem respirar sem sonhar. O que sentia tropeçava em tudo o que eu considero elementar para a minha nova sobrevivência como homem.
Tudo o que olhava era o sonho. Sabia que o tempo fugia iria ser breve. Sabia que podia desaparecer assim como apareceu. Tinha a consciência chorona, senti o corpo tremer, senti o que à muito tempo não sentia. Voltei a ser o homem que estava de novo no momento e não podia perder o sonho que junto a mim estava.
Esse tempo foi-se. O principal ficou. O cheiro, os olhos, a imagem e o som da sua voz. O sonho falou comigo.
Após treze dias de fuga e de contornos menos eficazes, a estratégia era simples. Desaparecer durante o tempo suficiente para sentir a falta dela. Se existisse, mesmo passados tantos segundos, ele, sonho, teria que voltar a acontecer.
Os minutos passaram com pensamentos menos claros, mais do que previ. Os segundos tragaram-me bastas vezes a alma. Em momentos de tortura da carne, o sonho voltava e assim me deliciava, servindo-me do sonho saciava a minha carne, simplesmente com o pensamento do primeiro momento.
Tinha que encontrar um segundo momento.
Continuava a preocupar-me o treino dos últimos anos. Ou é ou não é. Gosto ou não gosto. Amizade ou amor. Amante ou homem.
O enigma do verbo refoder. A diferença entre o tesão de cabeça e a tesão na cabeça.
Contínuo a pensar que, não somos nós homens que as comemos, são elas que se alimentam de nós. Ainda acho que uma mulher a fugir é mais bonita que uma mulher parada. Coisas.
Durante treze dias, recusei o encontro ou simplesmente, qualquer contacto.
Mas o raio do destino, esse que todos acreditamos por conveniência. Se for mau fomos nós que não soubemos interpretar os sinais, se for positivo, somos grandes, percebemos afinal as coisas da vida.
Existe ultimamente em mim um reconhecimento, cada vez mais profundo de, que não terei nenhuma relação se, os objectivos não forem os mesmos.
Sinto-me imperfeito. Sinto que sou cada vez mais um homem vulgar. Faço exactamente o que todos fazem. Treino-me com a vinco, mais para não ter desprazeres do que propriamente o sofrimento do outro, o meu sonho.
Juro que exercito. Mas claro que, cada vez é menos possível realizar o que o coração pede. A razão domina todas as minhas mínguas da carne e da alma. Cada vez mais isso é constante.
Enceto um processo de alma, que não sabe o que é um bom homem ou, um homem mau. Melhor ainda seria eu perguntar-me; Queres continuar a ser um romântico ou terás mais sorte como um “bom” canalha?
Sinto que estou a desviar-me de princípios que exercito para merecer um bom fim. Mas, não consigo encontrar a estrutura que me apoie nesse caminho. O verbo, não o encontro.
As coisas todas têm, o seu tempo, ou acontece já ou nunca mais acontece. O tempo não avança, tropeça.
As imagens das coisas adquirem um poder acrescido sobre a realidade das coisas quando a destruição inerente a todas parece suspensa. As coisas são feitas de tempo e o tempo nada é. Assim o nada é o seu princípio e o seu destino.
Porém, se as coisas, todas as coisas, têm o poder de enganar, de passar por aquilo que não são, as imagens, essas, enganam de um modo mais brutal porque enganar faz parte da sua essência. É um jogo perigoso, em muitos casos fatal para uma relação duradoira.
Eu não quero pecar. Eu sabia que tinha que transgredir. Trocar o supérfluo pelo que importa, a sacrificar um outro por uma miragem de beleza que me fizesse acreditar que restava um sentido que me permitisse continuar.
A confusão instala-se. Quero afastar tudo isto, como uma mera superstição para acreditar na minha obsessão, custasse o que custasse a quem custasse.
Sei pela minha idade, que qualquer pessoa que chega parte, quando quer. Se é uma alma amada, e se é para ser assim, prefiro nunca mais a ver. Choro.
Sentindo o destino e sentindo que tinha que voltar a estar com o sonho, (será que ele existia?) criei a vontade de tornar a acontecer. A aproximação tinha que acontecer. Se fosse um sonho não voltaria a sentir o que senti. Se era realidade, teria que sentir a carne estrebuchar a minha alma, o meu suor, meus gritos de prazer e outros líquidos que a mãe natureza me desenvolveu para ofertar o meu sonho.
Eclipse total. Abandono total. Os treze dias passaram e o encontro com o sonho foi realizado. Existia. Foi gratificante ter encontrado a verdade que sonhava.
E o pouco tempo que disponibilizamos ao nosso sonho, nada foi perdido nem feito ao acaso. As almas se cheiraram, tocaram e se amaram como só o tempo sabe que podia ser possível.
E o tempo passou rapidamente, sem sobressaltes, sem conversas e sem olhares, sentimos que o sonho existia e era bom.
Eu quero sentir mais esse sonho. Eu sei agora que ele existe. Quero ser mais e melhor. Com tempo, com ternura sei que este vai ser o meu destino de momento.
Se viver o momento é viver, quero viver porque tudo foi bom é bom e é gratificante amar o sonho.
Ao meu sonho..
O tempo não avança, tropeça.
Treze dias se passaram para reconhecer que os meus sonhos também, um dia podiam acontecer de verdade.
Existe alguém que eu vi, falei e olhei, mas que não acreditava que estivesse tão perto de mim como hoje sinto que está.
Depois de tantas defesas sem jeito mas, todas elas inocentes, até o simples olhar disfarçado para os lados onde o sonho não estava, consegui passar uns momentos, bastantes, sem respirar sem sonhar. O que sentia tropeçava em tudo o que eu considero elementar para a minha nova sobrevivência como homem.
Tudo o que olhava era o sonho. Sabia que o tempo fugia iria ser breve. Sabia que podia desaparecer assim como apareceu. Tinha a consciência chorona, senti o corpo tremer, senti o que à muito tempo não sentia. Voltei a ser o homem que estava de novo no momento e não podia perder o sonho que junto a mim estava.
Esse tempo foi-se. O principal ficou. O cheiro, os olhos, a imagem e o som da sua voz. O sonho falou comigo.
Após treze dias de fuga e de contornos menos eficazes, a estratégia era simples. Desaparecer durante o tempo suficiente para sentir a falta dela. Se existisse, mesmo passados tantos segundos, ele, sonho, teria que voltar a acontecer.
Os minutos passaram com pensamentos menos claros, mais do que previ. Os segundos tragaram-me bastas vezes a alma. Em momentos de tortura da carne, o sonho voltava e assim me deliciava, servindo-me do sonho saciava a minha carne, simplesmente com o pensamento do primeiro momento.
Tinha que encontrar um segundo momento.
Continuava a preocupar-me o treino dos últimos anos. Ou é ou não é. Gosto ou não gosto. Amizade ou amor. Amante ou homem.
O enigma do verbo refoder. A diferença entre o tesão de cabeça e a tesão na cabeça.
Contínuo a pensar que, não somos nós homens que as comemos, são elas que se alimentam de nós. Ainda acho que uma mulher a fugir é mais bonita que uma mulher parada. Coisas.
Durante treze dias, recusei o encontro ou simplesmente, qualquer contacto.
Mas o raio do destino, esse que todos acreditamos por conveniência. Se for mau fomos nós que não soubemos interpretar os sinais, se for positivo, somos grandes, percebemos afinal as coisas da vida.
Existe ultimamente em mim um reconhecimento, cada vez mais profundo de, que não terei nenhuma relação se, os objectivos não forem os mesmos.
Sinto-me imperfeito. Sinto que sou cada vez mais um homem vulgar. Faço exactamente o que todos fazem. Treino-me com a vinco, mais para não ter desprazeres do que propriamente o sofrimento do outro, o meu sonho.
Juro que exercito. Mas claro que, cada vez é menos possível realizar o que o coração pede. A razão domina todas as minhas mínguas da carne e da alma. Cada vez mais isso é constante.
Enceto um processo de alma, que não sabe o que é um bom homem ou, um homem mau. Melhor ainda seria eu perguntar-me; Queres continuar a ser um romântico ou terás mais sorte como um “bom” canalha?
Sinto que estou a desviar-me de princípios que exercito para merecer um bom fim. Mas, não consigo encontrar a estrutura que me apoie nesse caminho. O verbo, não o encontro.
As coisas todas têm, o seu tempo, ou acontece já ou nunca mais acontece. O tempo não avança, tropeça.
As imagens das coisas adquirem um poder acrescido sobre a realidade das coisas quando a destruição inerente a todas parece suspensa. As coisas são feitas de tempo e o tempo nada é. Assim o nada é o seu princípio e o seu destino.
Porém, se as coisas, todas as coisas, têm o poder de enganar, de passar por aquilo que não são, as imagens, essas, enganam de um modo mais brutal porque enganar faz parte da sua essência. É um jogo perigoso, em muitos casos fatal para uma relação duradoira.
Eu não quero pecar. Eu sabia que tinha que transgredir. Trocar o supérfluo pelo que importa, a sacrificar um outro por uma miragem de beleza que me fizesse acreditar que restava um sentido que me permitisse continuar.
A confusão instala-se. Quero afastar tudo isto, como uma mera superstição para acreditar na minha obsessão, custasse o que custasse a quem custasse.
Sei pela minha idade, que qualquer pessoa que chega parte, quando quer. Se é uma alma amada, e se é para ser assim, prefiro nunca mais a ver. Choro.
Sentindo o destino e sentindo que tinha que voltar a estar com o sonho, (será que ele existia?) criei a vontade de tornar a acontecer. A aproximação tinha que acontecer. Se fosse um sonho não voltaria a sentir o que senti. Se era realidade, teria que sentir a carne estrebuchar a minha alma, o meu suor, meus gritos de prazer e outros líquidos que a mãe natureza me desenvolveu para ofertar o meu sonho.
Eclipse total. Abandono total. Os treze dias passaram e o encontro com o sonho foi realizado. Existia. Foi gratificante ter encontrado a verdade que sonhava.
E o pouco tempo que disponibilizamos ao nosso sonho, nada foi perdido nem feito ao acaso. As almas se cheiraram, tocaram e se amaram como só o tempo sabe que podia ser possível.
E o tempo passou rapidamente, sem sobressaltes, sem conversas e sem olhares, sentimos que o sonho existia e era bom.
Eu quero sentir mais esse sonho. Eu sei agora que ele existe. Quero ser mais e melhor. Com tempo, com ternura sei que este vai ser o meu destino de momento.
Se viver o momento é viver, quero viver porque tudo foi bom é bom e é gratificante amar o sonho.
Ao meu sonho..
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisivel para os olhos. Ficamos enamorados quando se dá conta de que o outro é único.
(.. 04'Out'04)

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