São tantos relacionamentos que começam, paixões que prometem durar toda a vida, mas depois de algum tempo, é fácil ver o amor morrendo na praia.
Existem alguns que já na segunda saída se desencanta, outros mantém a chama acesa por alguns poucos dias ou meses.
Quem consegue um relacionamento de anos pode se considerar bem sucedido. Já no antigo, felizes para sempre é uma raridade, quase uma relíquia.
O que está acontecendo?
O que leva as pessoas hoje a ficarem cada vez menos tempo juntas?
Antes de mais nada podemos dizer que vivemos uma enorme auto-afirmação do indivíduo. Foram tantos anos obedecendo regras, fazendo o que devia ser feito, andando em cima dos trilhos do certo e do errado, que agora uma grande parte das pessoas se rebelou e está completamente incomodada em dividir a liberdade com o compromisso de caminhar junto de alguém.
Por outro lado, a ideologia do prazer e do conforto tomou conta de nossas vidas de tal forma que não suportamos a ideia da dor. O problema é que para nos relacionarmos com alguém precisamos de abrir mão do que é imediato para entender a relação como uma possibilidade de crescimento.
O amor não é confortável. Na filosofia do tudo fácil e descartável, não cabe o trabalho que uma relação dá. Para estarmos com alguém precisamos de entender o ponto de vista alheio, precisamos de abrir o coração e de nos colocarmos na pele do outro.
Também não é possível amar se nós não tivermos uma comunicação bem transparente e corajosa. Se tu és covarde e economizas as tuas palavras, se tu não expressas o que sentes e pensas, fica muito difícil manter um relacionamento vivo. A tendência é não falar, é não manifestar o que está mal resolvido como ressentimentos, raivas. Assim a relação esfria, perde a vitalidade, fica superficial.
A falta de generosidade também é um grande problema. Na convivência, os casais esquecem de manifestar o seu amor, pensam que não é necessário dizer palavras doces, presentear o outro com o romantismo que caracterizava o começo da relação. Como uma flor que precisa de água para sobreviver, a relação também pede como alimento o carinho. Sem ele, nada feito.
Por que o amor morre na praia?
Ele morre pela falta de cuidado, morre pela falta de consciência. Se tu pensas que o amor acontece por si, estás enganado. O amor é forte e frágil ao mesmo tempo. Ele brilha e irradia sua luz quando os amantes estão vivos, criativos e aptos para a relação, caso contrário, ele não tem condições de sobreviver.
Não existem regras. Não existem bons e maus livros nem conselhos melhores ou piores, cada um dá de espontânea vontade, melhor, ao libertarmos o nosso coração veremos que dizemos tudo com olhos de ver e não o ver que aprendemos desde que nascemos.
Existem alguns que já na segunda saída se desencanta, outros mantém a chama acesa por alguns poucos dias ou meses.
Quem consegue um relacionamento de anos pode se considerar bem sucedido. Já no antigo, felizes para sempre é uma raridade, quase uma relíquia.
O que está acontecendo?
O que leva as pessoas hoje a ficarem cada vez menos tempo juntas?
Antes de mais nada podemos dizer que vivemos uma enorme auto-afirmação do indivíduo. Foram tantos anos obedecendo regras, fazendo o que devia ser feito, andando em cima dos trilhos do certo e do errado, que agora uma grande parte das pessoas se rebelou e está completamente incomodada em dividir a liberdade com o compromisso de caminhar junto de alguém.
Por outro lado, a ideologia do prazer e do conforto tomou conta de nossas vidas de tal forma que não suportamos a ideia da dor. O problema é que para nos relacionarmos com alguém precisamos de abrir mão do que é imediato para entender a relação como uma possibilidade de crescimento.
O amor não é confortável. Na filosofia do tudo fácil e descartável, não cabe o trabalho que uma relação dá. Para estarmos com alguém precisamos de entender o ponto de vista alheio, precisamos de abrir o coração e de nos colocarmos na pele do outro.
Também não é possível amar se nós não tivermos uma comunicação bem transparente e corajosa. Se tu és covarde e economizas as tuas palavras, se tu não expressas o que sentes e pensas, fica muito difícil manter um relacionamento vivo. A tendência é não falar, é não manifestar o que está mal resolvido como ressentimentos, raivas. Assim a relação esfria, perde a vitalidade, fica superficial.
A falta de generosidade também é um grande problema. Na convivência, os casais esquecem de manifestar o seu amor, pensam que não é necessário dizer palavras doces, presentear o outro com o romantismo que caracterizava o começo da relação. Como uma flor que precisa de água para sobreviver, a relação também pede como alimento o carinho. Sem ele, nada feito.
Por que o amor morre na praia?
Ele morre pela falta de cuidado, morre pela falta de consciência. Se tu pensas que o amor acontece por si, estás enganado. O amor é forte e frágil ao mesmo tempo. Ele brilha e irradia sua luz quando os amantes estão vivos, criativos e aptos para a relação, caso contrário, ele não tem condições de sobreviver.
Não existem regras. Não existem bons e maus livros nem conselhos melhores ou piores, cada um dá de espontânea vontade, melhor, ao libertarmos o nosso coração veremos que dizemos tudo com olhos de ver e não o ver que aprendemos desde que nascemos.
Ninguém pode obrigar o outro a ama-lo! Pior é as investidas ao outro em momentos de fragilidade ou carências afectivas. Isso não traz nunca resultados.
No coração não se manda. Só a razão acredita na vontade, mas essa, pode não ser o melhor caminho. No amor existe a luta pelo que se julga amar, mas essa luta deverá ser sempre com dois pesos e duas medidas. Acreditar na luta pelo nosso amor é uma boa opcção mas, é nos meios que se encontram o melhor caminho.
No coração não se manda. Só a razão acredita na vontade, mas essa, pode não ser o melhor caminho. No amor existe a luta pelo que se julga amar, mas essa luta deverá ser sempre com dois pesos e duas medidas. Acreditar na luta pelo nosso amor é uma boa opcção mas, é nos meios que se encontram o melhor caminho.
Ninguém diz que é fácil. Alguém já escreveu; “Amar é fácil mas, ninguém quer”. Eu quero continuar a lembrar-me do texto: Romântico ou Canalha?
Serenamente.
(.. 03Dez'04)

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