Quero a minha menina, filha prometida ou sonhada.
Hoje dia 30 de Dezembro, estou melhor, mais feliz do que ontem dia 29 de Dezembro de 2004. Mas sei, que também estou a sentir a realidade do sistema de viver bem sem gritar, sem discordar sem dizer qualquer palavra que contrarie o mesmo funcionamento.
Sei porque percebo, sinto-o que só assim, a vida pode ter algum sentido.
Infelizmente não é o que sonhava ou o que o meu carácter me sugeria para o meu modo de vida.
Nunca suspeitei que este era também um possível caminho de mais ou menos felicidade, acho mesmo que é e será sempre um momento de paragem e reflexão dos nossos mais escondidos desafios do amor que ninguém quer mas deseja.
Novo ano vai surgir. Sinto que tenho que começar tudo de novo. Nada do que fiz em 2004, entendo agora, me pertence, acho que perdi o tempo em coisas que não me pertencem nem nunca podem pertencer.
Mudei o visual no início do ano de 2004. Hoje, olhando para os 12 meses que ficam para trás, sinto que poucas coisas conquistei. Os prazeres, esses, foram os melhores mas também os mais fáceis.
Existiram mais humanas que se chegaram a mim, outras, algumas foram-se. Sei que o visual foi importante, mas quero entender se foi mais importante para mim ou para quem de novo me abordou.
Não estou a conseguir entender porque será melhor este novo desafio, esta nova maneira de felicidade, que eu sempre fugi e reneguei a que me pertença.
Luto e desespero por sentir o que sinto de momento. Reconheço ainda que, as que gosto não podem ser minhas, pior é a luta quando me atrevo a recordar as que me amam não sendo amadas por mim. Fazendo futurologia, sei que as últimas serão mais felizes do que eu.
Aprendi que mudar o aspecto é importante e gratificante. Umas quantas humanas fogem, mas mais gratificante é olharmos para as que ficam.
Sei porque percebo, sinto-o que só assim, a vida pode ter algum sentido.
Infelizmente não é o que sonhava ou o que o meu carácter me sugeria para o meu modo de vida.
Nunca suspeitei que este era também um possível caminho de mais ou menos felicidade, acho mesmo que é e será sempre um momento de paragem e reflexão dos nossos mais escondidos desafios do amor que ninguém quer mas deseja.
Novo ano vai surgir. Sinto que tenho que começar tudo de novo. Nada do que fiz em 2004, entendo agora, me pertence, acho que perdi o tempo em coisas que não me pertencem nem nunca podem pertencer.
Mudei o visual no início do ano de 2004. Hoje, olhando para os 12 meses que ficam para trás, sinto que poucas coisas conquistei. Os prazeres, esses, foram os melhores mas também os mais fáceis.
Existiram mais humanas que se chegaram a mim, outras, algumas foram-se. Sei que o visual foi importante, mas quero entender se foi mais importante para mim ou para quem de novo me abordou.
Não estou a conseguir entender porque será melhor este novo desafio, esta nova maneira de felicidade, que eu sempre fugi e reneguei a que me pertença.
Luto e desespero por sentir o que sinto de momento. Reconheço ainda que, as que gosto não podem ser minhas, pior é a luta quando me atrevo a recordar as que me amam não sendo amadas por mim. Fazendo futurologia, sei que as últimas serão mais felizes do que eu.
Aprendi que mudar o aspecto é importante e gratificante. Umas quantas humanas fogem, mas mais gratificante é olharmos para as que ficam.
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Mas sendo assim com tantas dores, porque continuo esse caminho?
Simples penso eu, é que nesse caminho encontra-se quem eu amo e não posso viver essa vida.
Coragem? Que coragem falta quando já se vive essa vida? Em que um simples toque, morremos, um abraço, destruímo-nos de saber que não temos o que temos.
Queremos continuar a amar, mas sabemos que o caminho não nos leva em presente, dias mais felizes em futuro.
Que fazer? Deixar de amar? Desaparecer?
Como, se o amor é tudo o que nos faz acordar, respirar, até olhar o céu, o mar com melhor sentido e melhor visão. Olho os outros e sei que sou mais feliz.
Como posso deixar esse amor para trás? Como posso no dia seguinte dizer que renego esse amor em prol das regras elementares da vida?
Não é possível eu renegar esse amor, sabendo que ele será sempre meu enquanto eu souber alimenta-lo.
Deverei continuar a alimenta-lo?
…
Voltar ao castigo da razão é coisa que me preocupa de sobremaneira.
Quero entrar no novo ano 2005, sabendo que consegui amar porque meu corpo, minha alma, meu sangue encontraram a sua química à muito perdida. Não foram os meus olhos que amaram mas sim o meu corpo que se apaixonou por quem soube dar-me um bom abraço num qualquer momento. Tropeça ou mesmo morre se esse amor não existir. Razão melhor, quero sentir, esse sonho continuar.
Dói tudo quando a hora chega.
Dói as entranhas, dói a alma até o tempo parece parar. Quando esse amor fica lá e eu tenho de ficar cá.
Sinto os amores que me amaram ou me amam. Mas neste caso, o meu caso, é que ama-me e eu amo perdidamente.
Que fazer se não existe futuro?
Quero a minha menina, filha prometida ou sonhada.
Simples penso eu, é que nesse caminho encontra-se quem eu amo e não posso viver essa vida.
Coragem? Que coragem falta quando já se vive essa vida? Em que um simples toque, morremos, um abraço, destruímo-nos de saber que não temos o que temos.
Queremos continuar a amar, mas sabemos que o caminho não nos leva em presente, dias mais felizes em futuro.
Que fazer? Deixar de amar? Desaparecer?
Como, se o amor é tudo o que nos faz acordar, respirar, até olhar o céu, o mar com melhor sentido e melhor visão. Olho os outros e sei que sou mais feliz.
Como posso deixar esse amor para trás? Como posso no dia seguinte dizer que renego esse amor em prol das regras elementares da vida?
Não é possível eu renegar esse amor, sabendo que ele será sempre meu enquanto eu souber alimenta-lo.
Deverei continuar a alimenta-lo?
…
Voltar ao castigo da razão é coisa que me preocupa de sobremaneira.
Quero entrar no novo ano 2005, sabendo que consegui amar porque meu corpo, minha alma, meu sangue encontraram a sua química à muito perdida. Não foram os meus olhos que amaram mas sim o meu corpo que se apaixonou por quem soube dar-me um bom abraço num qualquer momento. Tropeça ou mesmo morre se esse amor não existir. Razão melhor, quero sentir, esse sonho continuar.
Dói tudo quando a hora chega.
Dói as entranhas, dói a alma até o tempo parece parar. Quando esse amor fica lá e eu tenho de ficar cá.
Sinto os amores que me amaram ou me amam. Mas neste caso, o meu caso, é que ama-me e eu amo perdidamente.
Que fazer se não existe futuro?
Quero a minha menina, filha prometida ou sonhada.
(.. 30Dez'04)

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