Amiga, publico pq nada dizes do que me dizias nos nossos curtos encontros. Se as palavras fossem brutais, logo não as publicaria. ehehehehe
Amigo, pequeno grande homem.
Ofereceste-me o teu diário faz um ano este mês de Novembro. Acho que neste tempo, só nos vimos meia dúzia de vezes. Contínuo a ler-te, claro, com a mesma mágoa com que te conheci. Continuas à espera que o amor te encontre ou que tu o encontres. Depois do meu assédio a ti e que tu fugiste, conseguiste conquistar de uma certa maneira o meu amor de amiga por ti. O tempo mostra que és um homem diferente daqueles que gosto e conheço. Sou obrigada neste momento a dizer-te que és diferente mas podias ser mais feliz. Gostava que publicasses no teu diário esta, acho que tens coragem.
Lembrando o teu tempo, que um dia sonhei que era meu.
Estive a conversar com um novo amigo, hoje digo, um pequeno grande homem, bom amigo, vou chamá-lo “Jorge”. Jorge é divorciado há muitos anos (tantos que não consigo imaginá-lo casado, para mim será sempre o eterno solteirão), além de não conseguir acertar a sua vida e não se encontrar, namorava uma rapariga por quem estava perdidamente apaixonado, mas ela resolveu continuar a viver longe e longe ficou, deixando-o "na fossa". Na fossa até ele perceber que longe é longe e o silêncio e a distância, não são compatíveis.
De momento J está a “namorar” outra mulher, completamente diferente da anterior. O nome dela é “Manuela”. M não é tão nova e jovem como a anterior. Num dia de má imagem dele (coisa banal, só ele mesmo para andar como anda), perguntei-lhe: J, como vai o teu namoro com a M? Humm... vai indo... ela é uma óptima pessoa, responsável, atenciosa, afável, caprichosa, carinhosa, meiga, afectuosa e que se entrega de alma. Sinto-me bem com ela. Temos os mesmos gostos, divertimo-nos muito... mas falta alguma coisa... Então, estou a dar um tempo... até encontrar essa “outra coisa” nessa mulher.
Lembras-te? Princípio do ano de 2005.
O que será essa “outra coisa” que J refere? O que será que faz com que ele procure em "outra coisa", que supostamente não encontra na M, apesar desta para ele ser a pessoa perfeita? J, está a tentar encontrar alguém por quem como ele mesmo diz, se apaixone completamente, principalmente como o conheço, sinta que ela se apaixone verdadeiramente por ele. Que a distância não seja mais um empecilho e outras coisas difíceis de ele entender, que passe a entender como natural. Sei que ele nunca conseguirá namorar uma mulher casada, reforçando o que conheço dele, é-lhe impossível ter qualquer relação amorosa ou sexual com alguém, sabendo que mantém outro relacionamento. Olhando-o no primeiro dia, ninguém o observa assim.
Outrora quando iniciei olhá-lo, nunca supôs que num homem de carácter tão forte e pragmático, fosse tão meigo, romântico e amigo. Outrora tentei possui-lo, mas levei o “nega” que nunca planei. Outros homens me levaram mas, tu nunca me aceitas-te e hoje, só hoje te entendo. Obrigado.
A paixão é definida, segundo os entendidos, como "sentimento, gosto ou amor intenso a ponto de ofuscar a razão. Inclinação emocional violenta, capaz de dominar completamente a conduta humana e afastá-la da desejável capacidade de autonomia e escolha racional".
Que tal é “estar apaixonado”, segundo a definição acima?
A paixão é tão intensa quanto passageira. A paixão, quando surge, derruba muitas árvores do "bem", que foram plantadas ao longo das nossas vidas, por isso ela é devastadora. Quando estamos apaixonados, na maioria das vezes, perdemos o bom senso, pois "tudo" é absolutamente lindo, permitido e maravilhoso, diria mesmo fantástico como ele sempre diz. A paixão não vem acompanhada de contra-indicações. Ela só mostra os efeitos colaterais que são todos anestesiantes. Há um ditado popular que diz: "a paixão é cega". A paixão realmente cega o indivíduo por um determinado período, mas também passa, ou seja, quando voltamos a "enxergar", tudo está desordenado, sendo que às vezes o estrago foi tão grande, que não tem mais por onde começar. Ninguém vive apaixonado eternamente pelo outro. Quando a paixão passa, leva com ela tudo o que era agradável e perfeito, transformando-os no contrário. Tudo fica tão real, e tudo o que é real não pode ser perfeito, por isso o pano cai e de repente, acorda-se do sonho para se viver o pesadelo.
Sei que para ti o amor é primordial, a razão não a aceitas naturalmente. Hoje sei, deixas-te o teu “amor”, falo da M e só eu sei o difícil de tomares a decisão, de novo, voltas-te a precisar de abandonar um barco que era teu e dela. Noto em ti meu amigo muitas dificuldades em amares. É raro encontrar um homem que desperdice tantas “boas” mulheres como tu. Se elas tiverem algo por resolver como sempre está a acontecer-te, vai ser difícil. Todos nós de uma certa maneira temos problemas que não os resolvemos de um dia para o outro, e tu também os tens, porque não aceitas no início a partilha desses problemas, como uma luta? Desperdiças porque, não encontras um amor livre e arrumado para TE AMAR.Como eu te entendo agora, agora que sou livre, mas se nunca me aceitas-te porque me aceitarias agora? Sei que lutas silenciosamente e raramente voltas atrás! Ainda és, assim? Hoje sinto que alguém gosta de ti, vi no teu sorriso, mas de novo existe o que sempre existiu em ti, o conflito do viver real (razão) e o teu forte carácter de sonhos (amor). Ainda vives de amor ou já viste que a razão é uma boa lógica?
A vida não te está a ser boa neste período e tudo está a ser difícil. És um homem que não diz nada a ninguém. Choras e ninguém te advinha na imagem que vendes. Eras um homem sempre disponível para ajudar em qualquer lugar alguém. Hoje necessitas de ajuda, mas ninguém existe. Sei o que é isso J, no meu tempo só tu existias sem ires para a cama comigo. Conheço-te há alguns anos e sempre te achei um daqueles homens fortes de trato difícil. Só quem não te conhece meu bom amigo. O que se vê em ti não é o que tu és, porque não mudas? Ultimamente, mascaraste-te para pior. A tua imagem não é a imagem que eu tinha de ti. Hoje usas uma imagem irreverente, choque? Despenteado. Vestido sem rigor e quase sempre de bom gosto. Barbudo. Ainda não fazes a barba nos dias de trabalho? Passas os teus dias no teu silêncio evitando o mundo? Ainda és assim? Acho que sim.
Também deu para saber que não aceitas um qualquer convite de amigos ou mulher alguma. Foges de quem gosta de ti. Foges de quem tenta olhar-te. Foges de quem te quer conhecer. Como podes? E se um dia ela quer e tu não a vês? Medos? Deixa-te disso pequena e boa criança. Sei que és um grande pequeno homem, hoje vejo isso. Reconheço que és o que já não existe muito nesta sociedade, mas deixa-te disso! Amas, sinto-o, mas nunca te dispões a dizeres que amas se não tens condições para viver esse amor por conta e risco.
Escrevo-te estas porque o tempo passa e tu que tanto ligas ao tempo, choro por ti, porque sabes que eu faria o meu melhor, certa de que tu serias o meu melhor na vida que sabes bem que vivo. Sei que nunca viverias uma vida como a que vivo por conveniência (razão), mas eu tenho que a viver e tu andas parado na vida e assim nada viverás. Tens mesmo de mudar de maneira de ser. Anda comigo passear e verás que as flores já cresceram.
Lamento por ti, mas cabe a ti um dia cresceres e deixares amarem-te como eu um dia te amei. Tu és daqueles amigos que fazem qualquer mulher sentir-se bem. Seja como for, escrevo-te estas porque sei o que se passa contigo e também sei que não és capaz de o dizer a ninguém.
Quero ser agora uma amiga para sempre. Confio em ti, agora entendo o que chamas, confiança e fidelidade mesmo nas amizades.
Amigo, pequeno grande homem.
Ofereceste-me o teu diário faz um ano este mês de Novembro. Acho que neste tempo, só nos vimos meia dúzia de vezes. Contínuo a ler-te, claro, com a mesma mágoa com que te conheci. Continuas à espera que o amor te encontre ou que tu o encontres. Depois do meu assédio a ti e que tu fugiste, conseguiste conquistar de uma certa maneira o meu amor de amiga por ti. O tempo mostra que és um homem diferente daqueles que gosto e conheço. Sou obrigada neste momento a dizer-te que és diferente mas podias ser mais feliz. Gostava que publicasses no teu diário esta, acho que tens coragem.
Lembrando o teu tempo, que um dia sonhei que era meu.
Estive a conversar com um novo amigo, hoje digo, um pequeno grande homem, bom amigo, vou chamá-lo “Jorge”. Jorge é divorciado há muitos anos (tantos que não consigo imaginá-lo casado, para mim será sempre o eterno solteirão), além de não conseguir acertar a sua vida e não se encontrar, namorava uma rapariga por quem estava perdidamente apaixonado, mas ela resolveu continuar a viver longe e longe ficou, deixando-o "na fossa". Na fossa até ele perceber que longe é longe e o silêncio e a distância, não são compatíveis.
De momento J está a “namorar” outra mulher, completamente diferente da anterior. O nome dela é “Manuela”. M não é tão nova e jovem como a anterior. Num dia de má imagem dele (coisa banal, só ele mesmo para andar como anda), perguntei-lhe: J, como vai o teu namoro com a M? Humm... vai indo... ela é uma óptima pessoa, responsável, atenciosa, afável, caprichosa, carinhosa, meiga, afectuosa e que se entrega de alma. Sinto-me bem com ela. Temos os mesmos gostos, divertimo-nos muito... mas falta alguma coisa... Então, estou a dar um tempo... até encontrar essa “outra coisa” nessa mulher.
Lembras-te? Princípio do ano de 2005.
O que será essa “outra coisa” que J refere? O que será que faz com que ele procure em "outra coisa", que supostamente não encontra na M, apesar desta para ele ser a pessoa perfeita? J, está a tentar encontrar alguém por quem como ele mesmo diz, se apaixone completamente, principalmente como o conheço, sinta que ela se apaixone verdadeiramente por ele. Que a distância não seja mais um empecilho e outras coisas difíceis de ele entender, que passe a entender como natural. Sei que ele nunca conseguirá namorar uma mulher casada, reforçando o que conheço dele, é-lhe impossível ter qualquer relação amorosa ou sexual com alguém, sabendo que mantém outro relacionamento. Olhando-o no primeiro dia, ninguém o observa assim.
Outrora quando iniciei olhá-lo, nunca supôs que num homem de carácter tão forte e pragmático, fosse tão meigo, romântico e amigo. Outrora tentei possui-lo, mas levei o “nega” que nunca planei. Outros homens me levaram mas, tu nunca me aceitas-te e hoje, só hoje te entendo. Obrigado.
A paixão é definida, segundo os entendidos, como "sentimento, gosto ou amor intenso a ponto de ofuscar a razão. Inclinação emocional violenta, capaz de dominar completamente a conduta humana e afastá-la da desejável capacidade de autonomia e escolha racional".
Que tal é “estar apaixonado”, segundo a definição acima?
A paixão é tão intensa quanto passageira. A paixão, quando surge, derruba muitas árvores do "bem", que foram plantadas ao longo das nossas vidas, por isso ela é devastadora. Quando estamos apaixonados, na maioria das vezes, perdemos o bom senso, pois "tudo" é absolutamente lindo, permitido e maravilhoso, diria mesmo fantástico como ele sempre diz. A paixão não vem acompanhada de contra-indicações. Ela só mostra os efeitos colaterais que são todos anestesiantes. Há um ditado popular que diz: "a paixão é cega". A paixão realmente cega o indivíduo por um determinado período, mas também passa, ou seja, quando voltamos a "enxergar", tudo está desordenado, sendo que às vezes o estrago foi tão grande, que não tem mais por onde começar. Ninguém vive apaixonado eternamente pelo outro. Quando a paixão passa, leva com ela tudo o que era agradável e perfeito, transformando-os no contrário. Tudo fica tão real, e tudo o que é real não pode ser perfeito, por isso o pano cai e de repente, acorda-se do sonho para se viver o pesadelo.
Sei que para ti o amor é primordial, a razão não a aceitas naturalmente. Hoje sei, deixas-te o teu “amor”, falo da M e só eu sei o difícil de tomares a decisão, de novo, voltas-te a precisar de abandonar um barco que era teu e dela. Noto em ti meu amigo muitas dificuldades em amares. É raro encontrar um homem que desperdice tantas “boas” mulheres como tu. Se elas tiverem algo por resolver como sempre está a acontecer-te, vai ser difícil. Todos nós de uma certa maneira temos problemas que não os resolvemos de um dia para o outro, e tu também os tens, porque não aceitas no início a partilha desses problemas, como uma luta? Desperdiças porque, não encontras um amor livre e arrumado para TE AMAR.Como eu te entendo agora, agora que sou livre, mas se nunca me aceitas-te porque me aceitarias agora? Sei que lutas silenciosamente e raramente voltas atrás! Ainda és, assim? Hoje sinto que alguém gosta de ti, vi no teu sorriso, mas de novo existe o que sempre existiu em ti, o conflito do viver real (razão) e o teu forte carácter de sonhos (amor). Ainda vives de amor ou já viste que a razão é uma boa lógica?
A vida não te está a ser boa neste período e tudo está a ser difícil. És um homem que não diz nada a ninguém. Choras e ninguém te advinha na imagem que vendes. Eras um homem sempre disponível para ajudar em qualquer lugar alguém. Hoje necessitas de ajuda, mas ninguém existe. Sei o que é isso J, no meu tempo só tu existias sem ires para a cama comigo. Conheço-te há alguns anos e sempre te achei um daqueles homens fortes de trato difícil. Só quem não te conhece meu bom amigo. O que se vê em ti não é o que tu és, porque não mudas? Ultimamente, mascaraste-te para pior. A tua imagem não é a imagem que eu tinha de ti. Hoje usas uma imagem irreverente, choque? Despenteado. Vestido sem rigor e quase sempre de bom gosto. Barbudo. Ainda não fazes a barba nos dias de trabalho? Passas os teus dias no teu silêncio evitando o mundo? Ainda és assim? Acho que sim.
Também deu para saber que não aceitas um qualquer convite de amigos ou mulher alguma. Foges de quem gosta de ti. Foges de quem tenta olhar-te. Foges de quem te quer conhecer. Como podes? E se um dia ela quer e tu não a vês? Medos? Deixa-te disso pequena e boa criança. Sei que és um grande pequeno homem, hoje vejo isso. Reconheço que és o que já não existe muito nesta sociedade, mas deixa-te disso! Amas, sinto-o, mas nunca te dispões a dizeres que amas se não tens condições para viver esse amor por conta e risco.
Escrevo-te estas porque o tempo passa e tu que tanto ligas ao tempo, choro por ti, porque sabes que eu faria o meu melhor, certa de que tu serias o meu melhor na vida que sabes bem que vivo. Sei que nunca viverias uma vida como a que vivo por conveniência (razão), mas eu tenho que a viver e tu andas parado na vida e assim nada viverás. Tens mesmo de mudar de maneira de ser. Anda comigo passear e verás que as flores já cresceram.
Lamento por ti, mas cabe a ti um dia cresceres e deixares amarem-te como eu um dia te amei. Tu és daqueles amigos que fazem qualquer mulher sentir-se bem. Seja como for, escrevo-te estas porque sei o que se passa contigo e também sei que não és capaz de o dizer a ninguém.
Quero ser agora uma amiga para sempre. Confio em ti, agora entendo o que chamas, confiança e fidelidade mesmo nas amizades.
(13 de Novembro 2005, Helena)

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