Amordaçado / Açaimado / Avassalado / Algemado / Agrilhoado / Acorrentado / Aprisionado / Abafado / Amansado / Contido / Calado / Coarctado / Coibido / Dominado / Domado / Debelado / Domesticado / Manietado / Reprimido / Refreado / Subjugado / Sujeitado / Prendido / Preso / Submetido / Vencido.
Falei à pouco com alguém que muito estimo. Pensava que seria agradável uma pequena conversa, depois de um fds de silêncio. Sei, ela sabe que, nunca pudemos falar quando eu quero - sim e sempre, quando ela pode.
Falei à pouco com alguém que muito estimo. Pensava que seria agradável uma pequena conversa, depois de um fds de silêncio. Sei, ela sabe que, nunca pudemos falar quando eu quero - sim e sempre, quando ela pode.
Não foi agradável. Em menos de dez minutos (tempo máximo da conversa), fui acusado de ser diferente. A minha opinião, por discordar em alguns pontos no momento, fez transparecer um fel que nunca tinha sentido nos meus ouvidos. O meu silêncio é sempre de dor e nunca positivo. São os silêncios possíveis! Sou assim! Se falo, é porque tenho opinião contrária. Se me calo, é porque me defendo no meu silêncio.
A raiva, nunca foi amor. Os ódios também não.
Lembrei-me de outrora uma amiga, que com outra sensibilidade, me dizia; os meus amigos dão-me sempre razão, e tu nunca! Estás sempre do contra!
A raiva, nunca foi amor. Os ódios também não.
Lembrei-me de outrora uma amiga, que com outra sensibilidade, me dizia; os meus amigos dão-me sempre razão, e tu nunca! Estás sempre do contra!
Pois! Onde está a minha liberdade de opinião? Terei que concordar com tudo, para que o outro me diga coisas boas no ouvido? Terei que mentir para ser agradável? Agora sim, reconheço que só quando concordamos, somos entendidos como amigos ou outra coisa qualquer. MORDAÇAS?!... Nunca foi o meu género.
Muitos são capazes de o fazer e depois? Eu não sou assim, mesmo sentindo que posso perder algo da minha vida... Sei que perco. Muitos não sabem que no amor, ninguém tem que concordar se não é assim que pensa. Não se deixa de amar, porque se pensa de maneira diferente. Mentir? Para? Para que o outro se sinta bem?
Onde fico eu? É de mim que se trata em primeiro lugar. Só posso fazer alguém feliz se, eu me sentir bem comigo. Se não é assim que o outro pensa, lamento, mas não agrado com palavras doces o que não sinto. Falo sempre com o coração mesmo que ele não me deixe ser doce, ou que não me deixe ser manhoso. É como eu digo… é, TUDO OU NADA.
O amor não é aprendizagem, mas sim crescimento. Tudo o que é necessário da nossa parte não é conhecer os caminhos do amor, mas esquecer os caminhos da antipatia. No amor a primeira coisa a ter em conta: não é algo que se possa aprender. Se aprendermos, perdemos o verdadeiro sentido. Seremos uns “pseudo falsos amorosos” (a paixão, mente). É como aprender a mentir. O amor não se aprende, não pode, isso é falsear o amor. O amor é dado, sentido incondicionalmente, sem que o outro lhe mude seja o que for.
Alguns obstáculos do amor são: ciúmes, possessão, ligações, expectativas, desejos…
Quando isto tudo desaparecer, o amor não desaparece, o que desaparece é o EGO. O ego alimenta-se de coisas estranhas. Bens matériais, seguranças, falsas expectativas, ilusões… etc, e o que escrevi atrás.
Não é o amor que é ciumento. O ego é que se sente magoado. É o ego que se sente competitivo, numa luta constante. O ego é ambicioso e deseja mais do que os outros, deseja alguém especial. É o ego que começa a sentir-se ciumento, possessivo – o ego só existe com posses.
Quanto mais possuímos, mais o ego se fortalece, sem posses o ego não existe. O ego quer mais dinheiro, sem dinheiro não se escolhe, porque a cegueira do ego olha outras coisas. Sem nada disto, é sempre muito difícil a alguém dizer, eu sou eu.
Ciúme, possessão, ódio, raiva, violência; são mil e uma coisas, excepto amor. Está disfarçado de amor – porque estas coisas são tão feias que não podem existir sem uma máscara.
A paixão é quente. O amor é frio, não gelado mas frio. O ódio é quente. A paixão e a luxúria são quentes. O amor está no centro. É frio – nem quente nem gelado. É tranquilidade, calma, serenidade, silêncio.
A poesia e a paixão são mentiras – belas fachadas, mente-se, treina-se etc. Só o amor é verdadeiro e este, é livre.
Quando nos encontramos absolutamente felizes na nossa solidão – quando não precisamos do outro, quando o outro não surge como uma necessidade – então somos capazes de amar e é aqui que existe o maior discernimento nas palavras que dizemos ao outro. Não existe fel nas palavras. Não existe ódios.
Se o outro é uma necessidade, tu podes explorá-lo, manipulá-lo, dominá-lo, mas não podes amar. Por medo do futuro, tornamo-nos possessivos. Criamos uma prisão para rodear a pessoa que pensamos amar.Obrigamo-lo se necessário, a ser à nossa medida. Pior é constantemente dizer-lhe, que ele não concorda connosco, tentando-lhe modificar, ser o que não é.
Tenho dito muitas vezes. A carência é inimiga do amor.
Digo outras vezes e tantas eu já disse aqui. Os meus amigos não me apontam defeitos, mas são livres de me dizer no ouvido as palavras do seu coração. É nos momentos que tenho algum problema com a minha vida particular que, procuro os amigos para me ouvirem e eu ouvi-los.
A maioria quer que os amigos lhes digam as palavras que nós já as construímos dentro de nós. Esses, sim (pensamos e dizemos), são os nossos grandes amigos, os que nos entendem, esses sim, até na distância nos sentem. A maioria assim pensa. Lamento eu não ser assim.
Para mim é nos meus momentos difíceis que sinto as minhas verdadeiras amizades. Não é quem diz o que eu sei (se já sei, porque quero ouvir da boca dos outros? Masoquismo?), mas o que me dá luta para eu enxergar no caminho verdadeiro, mesmo que seja difícil ouvir as palavras, porque não eram aquelas que queríamos ouvir. No fundo e no tempo, eu reconheço, e sei sempre, quem num dia qualquer me disse algo com valor, que hoje não quis ouvir. Hoje recordo. Hoje lembro-me. Aprendemos todos os dias, e o sofrer é constante.
O amor não cria prisões. O amor traz liberdade, o amor dá liberdade. É desprendido. Só é possível se conhecermos uma, uma só qualidade completamente diferente de amor, não de necessidade, mas sim de partilha. O amor é partilha. Aprender a amar é aprender a desviar as coisas ruins, os verdadeiros obstáculos… como retirar as pedras, mesmo que seja uma a uma e demore o tempo que tiver que ser... o amor nasce simplesmente. Ele flúi, mas devem ser retiradas todas essas coisas que afasta o amor. Amor nasce, quando esquecermos os modos de antipatia.
A liberdade de conceder uma opinião, seja ela qual for, mostra a coragem de um carácter.
Assim sou, assim serei. Não aceito mordaças, mesmo a perder algo da minha vida.
Assim em dez minutos, fiquei a saber e a sentir, que o meu lugar não era mais necessário ali, só queria ouvir o que já estava em estaca em si. Ultimamente era assim, queria sempre ouvir-me dizer SIM. Assim, nunca posso ser quem sou! E eu sou assim.
Não é o amor que é ciumento. O ego é que se sente magoado. É o ego que se sente competitivo, numa luta constante. O ego é ambicioso e deseja mais do que os outros, deseja alguém especial. É o ego que começa a sentir-se ciumento, possessivo – o ego só existe com posses.
Quanto mais possuímos, mais o ego se fortalece, sem posses o ego não existe. O ego quer mais dinheiro, sem dinheiro não se escolhe, porque a cegueira do ego olha outras coisas. Sem nada disto, é sempre muito difícil a alguém dizer, eu sou eu.
Ciúme, possessão, ódio, raiva, violência; são mil e uma coisas, excepto amor. Está disfarçado de amor – porque estas coisas são tão feias que não podem existir sem uma máscara.
A paixão é quente. O amor é frio, não gelado mas frio. O ódio é quente. A paixão e a luxúria são quentes. O amor está no centro. É frio – nem quente nem gelado. É tranquilidade, calma, serenidade, silêncio.
A poesia e a paixão são mentiras – belas fachadas, mente-se, treina-se etc. Só o amor é verdadeiro e este, é livre.
Quando nos encontramos absolutamente felizes na nossa solidão – quando não precisamos do outro, quando o outro não surge como uma necessidade – então somos capazes de amar e é aqui que existe o maior discernimento nas palavras que dizemos ao outro. Não existe fel nas palavras. Não existe ódios.
Se o outro é uma necessidade, tu podes explorá-lo, manipulá-lo, dominá-lo, mas não podes amar. Por medo do futuro, tornamo-nos possessivos. Criamos uma prisão para rodear a pessoa que pensamos amar.Obrigamo-lo se necessário, a ser à nossa medida. Pior é constantemente dizer-lhe, que ele não concorda connosco, tentando-lhe modificar, ser o que não é.
Tenho dito muitas vezes. A carência é inimiga do amor.
Digo outras vezes e tantas eu já disse aqui. Os meus amigos não me apontam defeitos, mas são livres de me dizer no ouvido as palavras do seu coração. É nos momentos que tenho algum problema com a minha vida particular que, procuro os amigos para me ouvirem e eu ouvi-los.
A maioria quer que os amigos lhes digam as palavras que nós já as construímos dentro de nós. Esses, sim (pensamos e dizemos), são os nossos grandes amigos, os que nos entendem, esses sim, até na distância nos sentem. A maioria assim pensa. Lamento eu não ser assim.
Para mim é nos meus momentos difíceis que sinto as minhas verdadeiras amizades. Não é quem diz o que eu sei (se já sei, porque quero ouvir da boca dos outros? Masoquismo?), mas o que me dá luta para eu enxergar no caminho verdadeiro, mesmo que seja difícil ouvir as palavras, porque não eram aquelas que queríamos ouvir. No fundo e no tempo, eu reconheço, e sei sempre, quem num dia qualquer me disse algo com valor, que hoje não quis ouvir. Hoje recordo. Hoje lembro-me. Aprendemos todos os dias, e o sofrer é constante.
O amor não cria prisões. O amor traz liberdade, o amor dá liberdade. É desprendido. Só é possível se conhecermos uma, uma só qualidade completamente diferente de amor, não de necessidade, mas sim de partilha. O amor é partilha. Aprender a amar é aprender a desviar as coisas ruins, os verdadeiros obstáculos… como retirar as pedras, mesmo que seja uma a uma e demore o tempo que tiver que ser... o amor nasce simplesmente. Ele flúi, mas devem ser retiradas todas essas coisas que afasta o amor. Amor nasce, quando esquecermos os modos de antipatia.
A liberdade de conceder uma opinião, seja ela qual for, mostra a coragem de um carácter.
Assim sou, assim serei. Não aceito mordaças, mesmo a perder algo da minha vida.
Assim em dez minutos, fiquei a saber e a sentir, que o meu lugar não era mais necessário ali, só queria ouvir o que já estava em estaca em si. Ultimamente era assim, queria sempre ouvir-me dizer SIM. Assim, nunca posso ser quem sou! E eu sou assim.
No momento, cresce aquele diálogo de surdos que não leva a lado nenhum, todos tem razão, é o momento difícil de calar para se ser ouvido. Sempre pensei e sempre assim fiz! Vale mais calar e ser acusado de silêncios, do que ficar a dizer nada.
Rói-se a voz sem dizer nada. Grita-se, sem nada se entender, pior, nada se diz e tudo parece que foi dito. Magoa-se ao desbarato quando deixamos de falar. Acomodamo-nos em qualquer palavra dura é mais simples... lançar o fel e a defesa fica feita.
Deixei o telefone de fel pousar duramente e sabiamente, num lugar com fim.
Aprendi a afastar o que me desgasta, mesmo que padeça.
(.. 29Mai’06)
(.. 29Mai’06)

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