Movo-me por sinais ultimamente. Exercito-me perplexo aos sinais e às medidas da minha vida. Exercícios vários, desmedidos, tolos, etc. Utilizo medidores de coisas fantásticas que só eu as entendo e só eu me sinto bem em medi-las. Quero continuar a medir as coisas fantásticas que me chegam que me fazem sentir bem. Uma vez mais, esforço-me por medir as coisas em milímetros. Consigo com mais trabalho mesmo árduo, dividir o milímetro por mil, sobra-me sempre mais um e não é por acaso que meço os meus sentires por 1001.
O meu narcisismo, não me engana. A luta pela perfeição em tudo o que faço é, a plenitude do meu melhor bem-estar e de todos os que me envolvem. Todos os dias refaço a minha perfeição, procurando cada vez mais, o meu melhor narcisismo em mim para que o oferecer seja tão perfeito como tudo o que sinto. Os que me tocam sabem, o quão perfeito eu sou, e o bem-estar que transmito nos meus pequenos nadas.
Tenho muitos amigos. Sou um felizardo por isso. Tenho muitos lugares comuns com outras gentes fantásticas. Todos os dias encontro mais um amigo que fica. Sei, o meu narcisismo desentende-se muitas vezes com passantes ou futuras gentes que pretendem ficar por perto. O meu maior defeito, defeito que fui exercitando ao longo da minha vida perigosamente e sentido, é o meu silêncio. Consigo silenciar-me num qualquer momento se os objectivos deixam de ser razão de qualquer justificação, para continuar algo que outrora fazia parte de um sonho real.
O silêncio, esse, faz parte do meu amor. É a minha melhor maneira de não afectar quem gosto, quem amo ou quem sonho. Silencio-me afectando menos, primeiro eu e depois as gentes. Não gosto de gritos. Não gosto de argumentos finais. Não gosto de justificações que nunca antes se resolveram e os tempos foram e são sempre iguais para dois. Assim, silencio as dores, os sentires até que padeçam e consiga realmente arrumá-los definitivamente numa qualquer caixa não de segredos mas sim arrumados como as sementes que se deixam na terra levados pelos ventos e que num outro lugar qualquer, germinem mesmo ali.
Tenho medidores de sentires. Todos os dias, os utilizo. Os dias passam. Tenho dias que os utilizo com desalmada perfeição pensando mesmo que sou eu uma alma mais perfeita do que os meus medidores. Faz parte de mim eu ser assim. Não mudo. Não quero mudar. Apetece-me sempre sorrir e outras vezes rir.
Um dos meus medidores perfeitos, são (não vale rir) os cigarros. Depois de dois anos sem fumar, achei que o tempo me fugia para outro lugar qualquer. Atrevi-me, por opção e prazer outra vez mais fumar. Gosto. Não sou um fumador irracional mesmo sabendo que o tabaco, qualquer tabaco, um cigarro que seja, faz mal a qualquer gente, mal à saúde entenda-se, mais ao meu narcisismo sei, mas não me afecta.
Normalmente fumo, num dia normal sem atropelos da vida familiar, profissional e intervalos, uma média de catorze a quinze cigarros dia. Quero eu dizer que quando me deito, esses são os que fumei num dia normal. Considerando que me levanto às seis da manha e me deito pelas vinte e duas e trinta, encontro alguma razoabilidade no meu fumar. Normalmente, no fim-de-semana seguinte, fumo os cigarros que não fumei na semana mesmo que tenha que adquirir outros vinte. É razoável. É assim que eu me entendo e claro, gosto deste meu hábito que é melhor do que a maioria dos medicamentos que outras gentes tomam, para se encontrarem num patamar de vida razoável. Fumo em momentos de perca de algo. Os vícios são assim meios esquisitos. Tolos são todos os vícios. E fumo para pensar ou passarem os minutos. Fumo para quebrar algo que quiçá não sou capaz de continuar a fazer em real. É o meu amparo, a minha evasão do momento.
Lembro-me quando era mais velho, muito velho em que no intervalo de uma ejaculação para a seguinte ejaculação, fumava um cigarro e ainda partilhava com o outro corpo que me possuía. Hoje mais novo, as coisas mudaram, a cada intervalo, são mais cigarros, sei, e o outro corpo que me consome as entranhas sabe quantos consegue ou quer que eu fume.
Isto para escrever sobre o meu medidor sensato dos meus sentires.
Chego ao final do dia, encosto a cabeça no travesseiro e lembro-me quantos cigarros sobraram nesse dia, quatro. Hoje com o meu acordar às nove e pouco, e o deitar às sete e trinta do dia seguinte, assentei a cabeça no travesseiro e adormeci a contar os que me sobraram.
Mais um dia fantástico este meu bom acordar.
(.. 17Set'06)
O meu narcisismo, não me engana. A luta pela perfeição em tudo o que faço é, a plenitude do meu melhor bem-estar e de todos os que me envolvem. Todos os dias refaço a minha perfeição, procurando cada vez mais, o meu melhor narcisismo em mim para que o oferecer seja tão perfeito como tudo o que sinto. Os que me tocam sabem, o quão perfeito eu sou, e o bem-estar que transmito nos meus pequenos nadas.
Tenho muitos amigos. Sou um felizardo por isso. Tenho muitos lugares comuns com outras gentes fantásticas. Todos os dias encontro mais um amigo que fica. Sei, o meu narcisismo desentende-se muitas vezes com passantes ou futuras gentes que pretendem ficar por perto. O meu maior defeito, defeito que fui exercitando ao longo da minha vida perigosamente e sentido, é o meu silêncio. Consigo silenciar-me num qualquer momento se os objectivos deixam de ser razão de qualquer justificação, para continuar algo que outrora fazia parte de um sonho real.
O silêncio, esse, faz parte do meu amor. É a minha melhor maneira de não afectar quem gosto, quem amo ou quem sonho. Silencio-me afectando menos, primeiro eu e depois as gentes. Não gosto de gritos. Não gosto de argumentos finais. Não gosto de justificações que nunca antes se resolveram e os tempos foram e são sempre iguais para dois. Assim, silencio as dores, os sentires até que padeçam e consiga realmente arrumá-los definitivamente numa qualquer caixa não de segredos mas sim arrumados como as sementes que se deixam na terra levados pelos ventos e que num outro lugar qualquer, germinem mesmo ali.
Tenho medidores de sentires. Todos os dias, os utilizo. Os dias passam. Tenho dias que os utilizo com desalmada perfeição pensando mesmo que sou eu uma alma mais perfeita do que os meus medidores. Faz parte de mim eu ser assim. Não mudo. Não quero mudar. Apetece-me sempre sorrir e outras vezes rir.
Um dos meus medidores perfeitos, são (não vale rir) os cigarros. Depois de dois anos sem fumar, achei que o tempo me fugia para outro lugar qualquer. Atrevi-me, por opção e prazer outra vez mais fumar. Gosto. Não sou um fumador irracional mesmo sabendo que o tabaco, qualquer tabaco, um cigarro que seja, faz mal a qualquer gente, mal à saúde entenda-se, mais ao meu narcisismo sei, mas não me afecta.
Normalmente fumo, num dia normal sem atropelos da vida familiar, profissional e intervalos, uma média de catorze a quinze cigarros dia. Quero eu dizer que quando me deito, esses são os que fumei num dia normal. Considerando que me levanto às seis da manha e me deito pelas vinte e duas e trinta, encontro alguma razoabilidade no meu fumar. Normalmente, no fim-de-semana seguinte, fumo os cigarros que não fumei na semana mesmo que tenha que adquirir outros vinte. É razoável. É assim que eu me entendo e claro, gosto deste meu hábito que é melhor do que a maioria dos medicamentos que outras gentes tomam, para se encontrarem num patamar de vida razoável. Fumo em momentos de perca de algo. Os vícios são assim meios esquisitos. Tolos são todos os vícios. E fumo para pensar ou passarem os minutos. Fumo para quebrar algo que quiçá não sou capaz de continuar a fazer em real. É o meu amparo, a minha evasão do momento.
Lembro-me quando era mais velho, muito velho em que no intervalo de uma ejaculação para a seguinte ejaculação, fumava um cigarro e ainda partilhava com o outro corpo que me possuía. Hoje mais novo, as coisas mudaram, a cada intervalo, são mais cigarros, sei, e o outro corpo que me consome as entranhas sabe quantos consegue ou quer que eu fume.
Isto para escrever sobre o meu medidor sensato dos meus sentires.
Chego ao final do dia, encosto a cabeça no travesseiro e lembro-me quantos cigarros sobraram nesse dia, quatro. Hoje com o meu acordar às nove e pouco, e o deitar às sete e trinta do dia seguinte, assentei a cabeça no travesseiro e adormeci a contar os que me sobraram.
Mais um dia fantástico este meu bom acordar.
(.. 17Set'06)

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