Chegou-me aos olhos confesso (e-mails, sms), preocupações constantes de boa parte de boas AMIGAS, o facto da minha ausência ter sido notada por não escrever. Assim, faço constar a minha actual situação.
Numa empresa onde funcionavam há dez anos 8500 funcionários, existem hoje 2500. O desnorteio politico continua.
Assim e chorando tantas vezes por ver amigos partirem pela chegada de novos modelos de gestão mais capazes, penso que chegou a minha hora de dizer basta. Coisas de políticos sei, mas entendo que um dia a hora chega a todos. Não quero saber se me safo nem é isso que me trás aqui, mas sim, contar-vos as minhas preocupações de ora.
De momento a politica da empresa é trocar os seus técnicos especializados por gente também técnica mas não ainda especializada, com razões de contratos de trabalho menos afoites as que foram ganhas com lutas de outros tempos.
Faço hoje precisamente 31 anos que vim especializar-me para esta empresa. Foi aqui, que trabalhei e em simultâneo acabei o meu curso, diria dois cursos. O 12º. Ano, na Escola de Artes Decorativas António Arroios – Curso de Equipamento e Decoração e o Curso de Arte e Design do antigo IADE – Instituto de Arte e Design, em Lisboa.
Nesta empresa, trabalhei e estudei. Aqui me fiz. Aqui trabalhei de agrado. Tudo o que fiz e faço foi sempre o que quis fazer desde que me conheço. Não sei fazer mais nada. Não quero fazer outra coisa a não ser, comprar um monte num qualquer lugar junto a um rio e viver com os animais que por ali queiram partilhar as ervas que plantarei. Sonho.
Assim, fazendo parte dos empregados especializados mais antigos desta empresa; tendo regalias que os novos não têm; ganhando o que outros por ora também não vêem ganhar; principalmente fazendo parte de empregados com carácter que outrora lutaram por melhores regalias; fazendo também parte dos homens de carácter que não vergam a ideais políticos de contenção despesista que só afecta quem trabalha e nunca os que apadrinham os colarinhos brancos, noto então, a chegada da hora de dizer basta ou terei que abanar a cabeça para cima e para baixo.
Não é do meu lugar que estou a falar mas sim, de tantos que deram o seu tempo, dedicação e brilharam por esta empresa que, ultimamente deixa de fazer sentido e deixo de me identificar com a mesma. As privatizações das Empresas Públicas, vulgo S.As, não se remendam. Até ao final do ano mais, cerca de 200/300 funcionários terão que partir. Até ao final do ano mais, cerca de 200/300 funcionários terão que partir. A vida é assim, poderia não ser, mas é, só temos que acreditar no dia seguinte. Eu acredito. Receber indemnização e ir receber o subsídio de desemprego, passar 3 anos e reformar-me. Vejo o meu monte mais perto, mas ainda não é assim que eu quero as coisas.
Este um motivo buédachato. Entendam, não é a primeira vez que passa por mim. :)
Outro e que me coloca em desvantagem no momento, talvez mais sensível é, o facto de ter perdido o amor que amei tanto tempo e só eu sei o difícil que é passar o tempo sem ele. Deu-me com os pés (será melhor dizer assim, selvaticamente para doer menos). O tudo ou nada faz parte de mim, sei que sabem.
Pronto, que mais para vos dizer? Népias…
(.. 28Set'06)
Numa empresa onde funcionavam há dez anos 8500 funcionários, existem hoje 2500. O desnorteio politico continua.
Assim e chorando tantas vezes por ver amigos partirem pela chegada de novos modelos de gestão mais capazes, penso que chegou a minha hora de dizer basta. Coisas de políticos sei, mas entendo que um dia a hora chega a todos. Não quero saber se me safo nem é isso que me trás aqui, mas sim, contar-vos as minhas preocupações de ora.
De momento a politica da empresa é trocar os seus técnicos especializados por gente também técnica mas não ainda especializada, com razões de contratos de trabalho menos afoites as que foram ganhas com lutas de outros tempos.
Faço hoje precisamente 31 anos que vim especializar-me para esta empresa. Foi aqui, que trabalhei e em simultâneo acabei o meu curso, diria dois cursos. O 12º. Ano, na Escola de Artes Decorativas António Arroios – Curso de Equipamento e Decoração e o Curso de Arte e Design do antigo IADE – Instituto de Arte e Design, em Lisboa.
Nesta empresa, trabalhei e estudei. Aqui me fiz. Aqui trabalhei de agrado. Tudo o que fiz e faço foi sempre o que quis fazer desde que me conheço. Não sei fazer mais nada. Não quero fazer outra coisa a não ser, comprar um monte num qualquer lugar junto a um rio e viver com os animais que por ali queiram partilhar as ervas que plantarei. Sonho.
Assim, fazendo parte dos empregados especializados mais antigos desta empresa; tendo regalias que os novos não têm; ganhando o que outros por ora também não vêem ganhar; principalmente fazendo parte de empregados com carácter que outrora lutaram por melhores regalias; fazendo também parte dos homens de carácter que não vergam a ideais políticos de contenção despesista que só afecta quem trabalha e nunca os que apadrinham os colarinhos brancos, noto então, a chegada da hora de dizer basta ou terei que abanar a cabeça para cima e para baixo.
Não é do meu lugar que estou a falar mas sim, de tantos que deram o seu tempo, dedicação e brilharam por esta empresa que, ultimamente deixa de fazer sentido e deixo de me identificar com a mesma. As privatizações das Empresas Públicas, vulgo S.As, não se remendam. Até ao final do ano mais, cerca de 200/300 funcionários terão que partir. Até ao final do ano mais, cerca de 200/300 funcionários terão que partir. A vida é assim, poderia não ser, mas é, só temos que acreditar no dia seguinte. Eu acredito. Receber indemnização e ir receber o subsídio de desemprego, passar 3 anos e reformar-me. Vejo o meu monte mais perto, mas ainda não é assim que eu quero as coisas.
Este um motivo buédachato. Entendam, não é a primeira vez que passa por mim. :)
Outro e que me coloca em desvantagem no momento, talvez mais sensível é, o facto de ter perdido o amor que amei tanto tempo e só eu sei o difícil que é passar o tempo sem ele. Deu-me com os pés (será melhor dizer assim, selvaticamente para doer menos). O tudo ou nada faz parte de mim, sei que sabem.
Pronto, que mais para vos dizer? Népias…
(.. 28Set'06)

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