| Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas | Sentimentos | Frustrações | Desabafos | Contradições | Realidades | Sonhos | Desilusões | Caprichos | Destino | Expectativas |

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Conceitos. Amizades.

Olhamos à nossa volta e sentimo-nos impotentes para falar, escrever. Por isso escondemos a tristeza no fundo do coração. Tentamos desesperadamente agradar a todos. Justificar tudo o que pensamos. Finalmente, acabamos a pedir desculpa a alguém, assim será enquanto continuarmos a ser o que não somos ou a forçar o que gostaríamos de ser.
A crise de amizades instala-se. Sabermos que podemos estender a mão e alguém está num lado qualquer para nos amparar é coisa de poucos mas, os que têm, deveriam crescer e/ou sentirem-se fantásticos. Assim me sinto, fantástico.

Existem momentos em que o desespero é tão grande que deixamos de conseguir fazer seja o que for, a não ser flutuar ao longo dos dias. São os momentos tristes que nos trazem de volta todos os fantasmas, e/ou medos do passado. Seja qual for a razão; realização pessoal, injustiças, solidão, amor etc. ou que de repente olhamos para o que fizemos até hoje e, descobrimos que nada, mesmo nada, foi como planeamos, como sonhamos.

Os dias passam. Meses. Depois os anos vão ficando para trás. Um dia olhamos a pele. Está diferente, áspera. Não acreditamos. Remendamos com a velocidade da publicidade que absorvemos no inconsciente. As aflições surgem na mesma velocidade que esquecemos o tempo passado. É um primeiro acordar.
Por mais que tentemos ser correctos com todos, não somos capazes de ser, de igual modo com todo o semelhante. Não sei a razão. Sei, sabemos, mas não quero saber agora. Não queremos saber.
Apesar de tantos esforços, de tanto tentar-mos ser melhores, mais amigos, mais tudo, afinal o que ganhámos em valor acrescentado à nossa vida, ao nosso momento? A incerteza do dia de amanhã, a insegurança sobre o sermos capazes, numa sociedade em que tudo é descartável, cada vez mais cedo e mais depressa.
O facto de não trazer valor acrescentado em velocidade sonhada, o tempo passa e criamos novas expectativas. Os erros voltam a nascer e de novo voltamos a perder.
Somos educados para sermos inseguros, desde o nosso nascer. É um facto, mesmo que os mais seguros pensem que não. Os chefões, como a igreja, seitas, grupos ou seja o que for, manipulam, fazendo-nos acreditar que somos livres. Sabemos isso e continuamos a deixar que assim o seja. Como na vida profissional quem manda pode, assim fazemos com o nosso semelhante, sempre que podemos.

Sei, a amizade não é o maior bem que se adquire numa vida. Muitos dizem que sim. Apetece-me escrever o que penso. Não! Não é. Mas sei que é uma das melhores dádivas que construímos na nossa vida. Não é fácil e nunca é garantido. É um adicionar constante de pequenos nadas. Afectos positivos.
Raramente me engano e quem me conhece sabe que este é o meu chavão da amizade: “Os amigos não me vêem defeitos”. Muitos dirão que sim, mas não é o que penso.
As pessoas boas não me enganam. Quem é bom não me faz mal. Quem tem carácter mesmo que não aceite o que sou ou a minha maneira de ser não me trucida.

Existem muitos tipos de amizade. Não vou perder tempo porque todos nós sabemos isso. Sentimos amizades diferentes em todos os momentos dos nossos sentires.
Sou um homem de fé. Não sou católico. Sou cristão. Quem me conhece sabe o quanto o sou. Acredito que é no equilíbrio que a vida amadurece e se vive sem grandes amarguras.

Amo muito de coração os meus amigos e eles, os verdadeiros sabem, “nem sempre podemos ajudar quem mais gostamos”.
Felizes os que têm fé. Os outros, resta apenas um dia após o outro.

(.. 12Out'06)

1 comentário:

Anónimo disse...

Amar os nossos Amigos...a mais não seremos obrigados (digo eu)

Um beijo daqui.