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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Para a minha

Teresa.

Não sou religioso (católico), mas gosto muito de Deus. Adoro-o. Sei que já sentiste a minha adoração por Ele. Sei que quem se cruza no meu caminho, sabe logo. Sente-o. Nunca o escondi. Não quero parecer.
Gosto de argumentar com Deus. Regatear. Protestar. Gritar. Sei bem que não há justiças no mundo. Sei que a noção humana de justiça nada tem a ver com a vida em si. Nem tão pouco com justiça divina.
Não compreendemos o mundo quando nascemos, que é quando mais o deveríamos entende-lo. Não compreendemos o mundo quando partimos – altura que já devíamos saber com que linhas nos cosemos. Estranho! Quando compramos algo para a casa, ex: PC, etc. Temos de saber tudo sobre o mesmo. Fazemos questão de ler, ouvir tudo antes da aquisição.
Mas nascer é à confiança (confiança cega). Esta nossa maneira de crescer, dura até ao fim dos nossos dias e perguntamos tantas vezes o que andamos aqui a fazer. Acreditamos. Aos dezoito é que é, dizemos! Agora é que vou saber o que faço aqui! Saber a razão. O sentido da nossa vida. Nossa vinda. Batemos com a nariz na porta. Os guichets das explicações, dizem num papel que ninguém lê: Saímos para almoçar. Por favor volte mais tarde.
Quanto, mais tarde, voltamos mais tarde, já é tarde. Tarde demais.
É tramado.. tantas perguntas sobres cosmética e outras coisas vulgares, e nunca temos tempo para saber quem nos olha de um horizonte magnânimo, com total ousadia de simplesmente simples, só nos diz: sejam felizes. Amem-se uns aos outros.
É tarde..
Alterar o espírito, é preciso. Se não alterarmos o espírito de vez em vez, o espírito apodrece.
Mudar é preciso. Ir mudando, de pele, de cor, de jogos, até que a mudança final nos apanhe, de preferência bastante tarde e de surpresa. E que estejam poucos amigos na nossa derradeira festa. É bom sinal, se tivermos poucos amigos. É sinal da vida longa.
Perguntamos vezes sem conta porque Deus leva uns e não leva outros. Acho que nenhum de nós vai ter tempo para saber a resposta.
Senhor, qual o sentido de tanta tristeza em nós?
Senhor, é justo o que nos acontece?
Senhor quem és tu?
A coragem de dizermos coisas sem sentido.. É a mesma coragem de nada querermos saber..
Como já escrevi vezes sem conta - a coragem moral está tão próxima do nosso coração, que é sempre ou quase sempre, impossível de partilha-la.
Não tenho vergonha de dizer/escrever seja em que lugar for, só adoro Deus.
Acredito. Sinto-me muito bem.

(.. 03Dez’07)

1 comentário:

Anónimo disse...

Que mau.
Agora é que eu vi que nem tu me ligas nenhuma , com uma musica tao linda que tinhas.
Vou chorar bue ate não poder mais buuuuuuuuuuuuuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa (c)