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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Afónico

Áfono, mudo (*)..
e com dores.


É como estou de momento. Dores no peito e na garganta. Dói-me quando respiro e respirar necessito por ora. O corpo dói-me todo. Do cansaço e de outras dores. Tipo gripe , mas nada de gripe, mais do tipo resfriado - penso. É exactamente como cheguei, no avião TP503. AFÓNICO.
O dia 25 foi trabalhoso. Muito trabalho. Quer dizer. Trabalhei com vento, chuva miúda, frio, calor.. sei lá.. quero dizer.. aquele tempo impróprio para quem trabalha ao ar livre. Suei. Suei muito. Também tive muito frio, para estar tudo a tempo e horas para a festa da minha querida neta. Trabalhei arduamente em afazeres que tinham de ser executados para o primeiro aniversário da minha querida neta. Mesmo durante a festa que foi fantástica, trabalhei com humidade a miude e fiquei com mais dói-dói.
Já estava a “chocar” um resfriado há dois ou três dias, assim, fiquei neste dia bom, pela felicidade da neta e dos seus pais, mais com mais dói-dói.
Lá cheguei eu do norte da Europa. Na verdade até cheguei bem. Quer dizer, o meu querido filho, nora e neta, estavam bem. Verdade. Essa é que é essa. Não quer dizer que eu esteja bem, mas para o caso presente, interessa só isso. Até porque, não sendo “maricas” de doenças que afectam os homens, não faço contorções sobre as minhas dores ou qualquer doença que me entre pelo sangue a fora. Quero dizer, com a minha idade já deixei há muito de fazer qualquer pino, para mostrar a quem quer que seja que estou muito doente. Não necessito. A idade mostrou-me que isso não é a coisa mais importante. Mostrar, mostro outras coisas, essas sim, por exemplo; marco presença, porque quero de coração.
Cheguei a Lisboa doente e descarreguei as dores “todas” – quase todas, que tive lá no norte da Europa, mesmo à porta de chegada dos passageiros. Assim, só estou afóno. Não consigo produzir qualquer tipo de som, não porque não queira, mas sim porque nada sai. Afónico é isso mesmo. Só a minha querida e mais que tudo mulher, companheira e amiga, sabe o quanto estou AFÓNICO. Doente de temperatura, áfono e de sentires.
Lá se passaram os dias. Uns, melhores do que outros - o tempo não ajudou muito, mas nenhum com o abraço que eu julgo merecermos. Fui melhor. Assim foi. Assim vim. Assim escrevo, registando.
E o tempo continua a “rolar”, mesmo que alguém não veja presentemente o que outrora com esforços inusitados, alguém o fez com muito orgulho. Passaram os dias, as horas e tudo voltou ao normal após a chegada.
Um dia - os dias nunca são iguais, tudo vai melhorar. Quero crer! E isso é que sim, mesmo afónico e com dores..

(.. 27Agos’08) (2)


(*)
http://www.medimagem.com.br/secao.php?s=9&id=3412

2 comentários:

Anónimo disse...

As tuas melhoras amigo desaparecido. :)

Anónimo disse...

Afónico? Como fazes agora tu, que gostas de falar? Como gostava.....Ainda bem que gostaste e voltaste de férias.Gosto de ti, meu querido amigo. Bjos