.. opss! .. de ti até ao final.
Tenho vontade de fazer tantas coisas e tantas coisas necessito de não as fazer. Regresso e ainda quase não cheguei. É que não cheguei pelo regresso. Não sinto nenhuma vontade de acabar seja o que for pela razão de gostar do início. Lembro o teu início. Está dentro e não pode ser de outra forma. Agora sinto-me constante, pegado a mim, nem baloiço tanto. Passeio pelas ruas por onde já passei mil e uma vez e cruzo-me sempre comigo. Faltam corpos. Agarro-me à sombra na superfície. Juro que não é pela tua falta que me acomodas todas as horas pelo amor que te dou. É que o tempo não inclui tempo.
Preciso do teu meu silêncio, às vezes gosto de ficar assim. As horas passam, de ti o pensamento agarrasse. Ainda bem. É bom. Olhar-te. Sonhar-te. Fingir que não morro amanhã e acontece vida em mim por ti. Já te tinha dito que preciso muito de ti?
Preciso pelo meu egoísmo, grande injustiça, julgar que tenho direito de fazer o que faço, mesmo que em sonhos, contigo.
O coração um dia vai parar, mas neste momento não quero, preciso tanto dele por ti, por mim. Os corações também se gastam, por isso devem estar sempre juntos, para que com o tempo, pelo menos um exista. Uma noite. Uma de cada vez, no jardim da noite e outros mais dias se seguem até ao fim. Não vale desistir, tão pouco deixar arrefecer, ou parar.
O que gostava muito era de algo que me protegesse deste tempo que me bate, esgrime o destino, agarra-se à garganta, rouba-me o calor, e mais grave; rouba-me as ousadias que tinha antes de ser agora. Queria tanto ser outra coisa que não esta que nem sinto que sou. Por isso às vezes tenho que me agarrar às sombras, à minha pelo menos. Não me peçam para fazer o que não quero ou nada tenha a ver comigo. A minha sombra ainda é muito minha. Engano-me imenso e o imenso engana-me - "poisé". No amor sou um fracasso, uma alegria breve, uma noite quente, mas só isso mesmo. E a vida é cada vez mais breve, como sinto as coisas que mais gosto.
É um alívio saber que existe um fim. Só espero que todo o agora respirado não seja breve, por mim, que mereço gostar-te sem brevidade. Sabes? Deves saber; não tenho falta de nada porque existes todas as horas em mim, e é assim que hoje vivo. Gosto-te, até gosto agora mais de mim.
(..06Mai’09)
Tenho vontade de fazer tantas coisas e tantas coisas necessito de não as fazer. Regresso e ainda quase não cheguei. É que não cheguei pelo regresso. Não sinto nenhuma vontade de acabar seja o que for pela razão de gostar do início. Lembro o teu início. Está dentro e não pode ser de outra forma. Agora sinto-me constante, pegado a mim, nem baloiço tanto. Passeio pelas ruas por onde já passei mil e uma vez e cruzo-me sempre comigo. Faltam corpos. Agarro-me à sombra na superfície. Juro que não é pela tua falta que me acomodas todas as horas pelo amor que te dou. É que o tempo não inclui tempo.
Preciso do teu meu silêncio, às vezes gosto de ficar assim. As horas passam, de ti o pensamento agarrasse. Ainda bem. É bom. Olhar-te. Sonhar-te. Fingir que não morro amanhã e acontece vida em mim por ti. Já te tinha dito que preciso muito de ti?
Preciso pelo meu egoísmo, grande injustiça, julgar que tenho direito de fazer o que faço, mesmo que em sonhos, contigo.
O coração um dia vai parar, mas neste momento não quero, preciso tanto dele por ti, por mim. Os corações também se gastam, por isso devem estar sempre juntos, para que com o tempo, pelo menos um exista. Uma noite. Uma de cada vez, no jardim da noite e outros mais dias se seguem até ao fim. Não vale desistir, tão pouco deixar arrefecer, ou parar.
O que gostava muito era de algo que me protegesse deste tempo que me bate, esgrime o destino, agarra-se à garganta, rouba-me o calor, e mais grave; rouba-me as ousadias que tinha antes de ser agora. Queria tanto ser outra coisa que não esta que nem sinto que sou. Por isso às vezes tenho que me agarrar às sombras, à minha pelo menos. Não me peçam para fazer o que não quero ou nada tenha a ver comigo. A minha sombra ainda é muito minha. Engano-me imenso e o imenso engana-me - "poisé". No amor sou um fracasso, uma alegria breve, uma noite quente, mas só isso mesmo. E a vida é cada vez mais breve, como sinto as coisas que mais gosto.
É um alívio saber que existe um fim. Só espero que todo o agora respirado não seja breve, por mim, que mereço gostar-te sem brevidade. Sabes? Deves saber; não tenho falta de nada porque existes todas as horas em mim, e é assim que hoje vivo. Gosto-te, até gosto agora mais de mim.
(..06Mai’09)

1 comentário:
Que bons são todos os começos!
Começar todos os dias mesmo que seja o começo do fim e pensar que no final um novo caminho começa. Sem pensar. Agir, apenas, sempre com a mesma emoção!
Que bom começar cada dia, a continuação do dia anterior, como se o princípio não tivesse fim.
Que bom começar pelo fim, pelo meio, mas começar sempre!
Enviar um comentário