Tinha um desejo antigo. As mãos. Dar as mãos. Só as mãos. Não olhar. Não falar. Nada de explicações. Não pretendia saber de mais nada. De ti. Muito menos dos outros. Não eras desconhecida. Tinha-te visto algumas vezes na casa da tua amiga. Apetecia-me dar-te as mãos. Só isso. E precisava das tuas mãos.
Queria sentir os segredos ao enlaçar as minhas nas tuas mãos. Este querer era no início. Como desconhecidos a contarem histórias um ao outro, Só toques das mãos. Confessarem segredos. Entregarem-se às mãos. Rirem-se muito. Não termos medo de nada. Nem do que era dantes. Nem do que viria depois. Pousarmos uma sobre a outra e a esquecermos juntos o cansaço da vida. Nada de impossíveis, eram só mãos a tocarem-se. Que mal podem fazer quatro mãos?
Agora tenho-te, e contigo e com as tuas mãos, somos mais fortes do que era dantes quando falava sozinho sem verdadeiras respostas. Agora roubaste-me os medos. Hoje já não tenho medo da vida.
(..04Jun’09)
Queria sentir os segredos ao enlaçar as minhas nas tuas mãos. Este querer era no início. Como desconhecidos a contarem histórias um ao outro, Só toques das mãos. Confessarem segredos. Entregarem-se às mãos. Rirem-se muito. Não termos medo de nada. Nem do que era dantes. Nem do que viria depois. Pousarmos uma sobre a outra e a esquecermos juntos o cansaço da vida. Nada de impossíveis, eram só mãos a tocarem-se. Que mal podem fazer quatro mãos?
Agora tenho-te, e contigo e com as tuas mãos, somos mais fortes do que era dantes quando falava sozinho sem verdadeiras respostas. Agora roubaste-me os medos. Hoje já não tenho medo da vida.
(..04Jun’09)
