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domingo, 19 de dezembro de 2010

Lembrar

.. não faz mal nenhum e, como continuo um lamechas danado.. repito hoje (em baixo), o que escrevi faz seis anos. Às vezes não sabemos porque é que os dias são mais assim ou assado, simplesmente sentimos algo de diferente no momento do levantar. É um dia diferente, nunca saberemos o quanto, nem o porquê, simplesmente apetece-nos repetir e não interessa perder tempo com justificações. E quando os olhos se entregam à luz do dia, um arrepio toca-nos ao tomarmos o primeiro café, como se algo nos chama-se, sei lá, só estou a conspirar coisas que me atrevo a sonhar, como ontem sonhava. Sou um menino que tem medo de crescer, essa é que é essa o resto não interessa para nada.
 


” Uma semana depois do nascimento da nossa filha Lauren, a minha mulher, Bonnie, e eu estávamos completamente exaustos.
Todas as noites acordávamos com a Lauren. Bonnie sofrera uma episiotomia durante o parto e precisava de tomar analgésicos. Mal conseguia andar. Depois de ficar cinco dias em casa para a ajudar, voltei para o trabalho. Ela parecia estar melhor.

Enquanto estava no trabalho, ela ficou sem analgésicos. Em vez de me telefonar para o escritório, pediu a um dos meus irmãos, que estava de visita, para comprar mais. O meu irmão, no entanto, não voltou com os comprimidos. Consequentemente, ela passou o dia todo com dores, a tomar conta de um recém-nascido.

Não tinha a menor ideia de que o seu dia tinha sido tão mau. Quando voltei para casa. Estava muito perturbada. Interpretei mal a causa do seu sofrimento e achei que ela me estivesse a culpar.

Ela disse: «Tive dores o dia todo... fiquei sem remédios. Estou encalhada na cama e ninguém me liga!»

Eu reagi defensivamente «Por que não me telefonas-te?»

Ela respondeu, «Eu pedi ao teu irmão, mas ele esqueceu-se! Estive todo o dia à espera dele. O que devo fazer? Mal posso andar. Sinto-me tão desamparada!»

Nessa altura, explodi. O meu pavio também estava muito curto naquele dia. Estava zangado por ela não me ter telefonado. Fiquei furioso porque me estava a culpar quando eu nem sabia que estava com dores. Depois de trocar algumas palavras ásperas, dirigi-me para a porta. Estava cansado, irascível, e já ouvira o suficiente. Tínhamos alcançado os nossos limites.

Nessa altura, começou a acontecer algo que iria mudar a minha vida."


continuação, aqui:
http://tuaminhaboca.blogspot.com/2004/08/os-homens-so-de-marte-as-mulheres-so.html


(.. 19Dez'11)