Este texto foi escrito à muitas primaveras com um propósito. No entanto, o conteúdo vem exactamente no mesmo propósito que passados "tantos tempos" contínuo a pensar exactamente com o mesmo princípio. Perdoem-me a franqueza, mas que raio mulheres!
"Quando os melhores amigos disputam a mesma mulher ou homem, ninguém ganha. Muito menos a pessoa que está a ser disputada.
Por mais gratificante que possa ser para a pessoa que está a ser seguida, o facto de ser-se perseguida por alguém, um amigo ou potencial “amante”, sugere sempre um defeito de carácter que virá a revelar-se quando se juntar com o perseguidor. Serão dois ocos que depois de algumas secções de sexo chegarão à conclusão que mais ninguém os quer. Sozinhos, pensam na próxima vítima. Não existe perseguida(o), se esta não der alguns sinais de prazer aos seus possíveis perseguidores.
Que possibilidades a longo prazo tem uma relação quando os perseguidores são na generalidade tão egocêntricos?
“Terei aquilo que quero!”
“Que se dane se alguém se magoa!”
Que tipo de pessoa escondida no silêncio ingénuo, constrói prazeres extemporâneos; promete ou continuadamente arremessa palavras difusas, impróprias etc e tal, só porque num dia e momento qualquer, foi-lhe oferecido em desabafo, um pior momento de felicidade da sua amiga(o)?
Quanto aos dois que disputam o prémio, também não ganham nada. Nem mesmo o que acaba por ficar com o prémio, a(o) perseguida(o). Isto porque nunca temos a certeza se a perseguição continuou porque se amava essa pessoa, ou porque a competição é que conduziu a isso mesmo. Ninguém normal suporta a ideia de perder para um amigo(a), seja quem for.
Os bons cedem. Escolhem outro caminho. Amar é, ser livre em actos e acções.
Na verdade se existir mesmo amor, esse acabará por vencer sem ter de recorrer a uma campanha de traições e trapaças. Isto é, tentar vencer o adversário a qualquer preço.Se realmente existir amor, ninguém precisa de abrir mão do seus princípios, muito menos se deve abrir mão aos amigos."
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Texto velho do meu baú: 16/02/2002
(sem alteração do meu original)

1 comentário:
Certa vez, um homem confuso, preocupado com seus dilemas, saiu desesperado pelo seu escritório, espalhando papéis e derrubando pessoas, fugiu com a ânsia de uma resposta. Ainda correndo pelas ruas, deparou com um banco de praça, onde parou e buscou neste um momento de paz.
Agora sentado, estava recuperando o ar perdido, assim como buscava explicações para a causa de seu inevitável desespero, o porquê de sua tristeza, o motivo de sua própria existência solitária no universo.
Olhando para os lados, notou que muitas pessoas também estavam no banco, umas conversando com as outras e pensou como ele se fechava para elas, percebeu que fazia o mesmo com sua família, com seus colegas de trabalho e consigo.
Arrependido e culpado por seus atos, igualou-se de tal maneira a um vegetal, mas seus olhos o provaram que até estes seres são solidários. Ele viu um par de arvores, com seus galhos próximos e enrolados em um abraço eterno.
Finalmente, concluiu que viver todos os seres o fazem, mas, existir é diferente, é estar em harmonia com seus semelhantes, por isso que, em seu caso, ele não existia, apenas vivia e terminado o profundo pensamento, caiu em profano pranto.
abc...
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