Quando não gosto de algo, não aborreço. Quando alguém não aceita a minha amizade querendo algo mais do que eu quero dar, olho para o céu e peço ao meu amigo que me protege, para desculpar esse “alguém”. Acho que me satisfez sempre.
Juro que tento ser melhor todos os dias mas, tem gente que não entende que, ninguém é obrigado a aceitar alguém para relações de “amor”, “sexo” ou seja a relação que for se, apenas um, só um, não aceitar. Se não me aceitam que, posso eu fazer?
Uma coisa faço determinantemente. Se nem a minha amizade querem… Fui.
Não se “azeda” alguém se, na nossa consciência nos pesar algo. Eu sinto-me levitado todos os dias. Eu sinto-me bem.
...vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar o meu corpo, e aqueles que tocaram no meu corpo não conseguiram atingir a minha alma...
(Paulo Coelho)
No início de Novembro de 2004, dei mais um passo na minha vida. Não tem nada a ver comigo mas, resolvi dar prioridade à razão. Sempre tive um entendimento dos passos da vida: Se deres um passo em frente e te sentires bem, estás no caminho certo.
Eu penso que nem sempre é assim. É o caso.
Aceito percorrer um novo caminho que de momento não me interessa se é bom, se é mau, nem tão pouco o seu percurso ou onde irá findar. Sei que estou bem e isso basta-me.
De momento deixei os objectivos na prateleira ou quiçá no lixo. Quanto tempo será não me interessa, sei, isso sim, é que quero seguir este novo caminho porque sinto-me bem.
È tão difícil de descrever este novo tempo como eu entender porque gosto tanto dele. Sei e repito, melhor, vou gritar dentro de mim que não quero perder este novo estado de alma. QUERO-O, sem pestanejar, sem respirar, sem arrependimento, tendo a consciência que as lágrimas virão um dia, porque eu sou feito de coração e não de razão.
Quero este caminho sabendo que não vou a lado nenhum. Apenas busco algum prazer da leviandade da minha carne que, de sobremaneira à muito necessitava de sentir que isto era possível, melhor, que existia este estado.
Logo eu não existo em lugar nenhum. Ninguém me vê, ninguém me sente e ninguém me pode tocar. Não quero nem que o cheiro ande por ai, a vaguear, não vá alguém ser incomodado, melhor, sentir-se enciumado.
Mulheres, prometeram-me este e outros caminhos, fortunas, sonhos, momentos… mas nunca os senti meus ou realizáveis por qualquer motivo. Outras sabem a dificuldade que tenho de entregar a carne ou a alma. Não por não querer, mas porque, os objectivos não se encontram.
Acredito que, nenhuma relação tem futuro se, o passado não estiver livre e resolvido.
Reconheço que existem momentos. Hoje estamos receptivos, amanhã já não estamos e vice-versa. Mas cada um sabe de si e ninguém dos outros. Mas…
A minha liberdade conquistada a suor e lágrimas, fez crescer a frieza que necessito para aceitar caminhos que sempre neguei e julgava que nunca iria percorre-los.
Aceito a liberdade, o distanciamento necessário, propósitos maduros autênticos entre, dois adultos. Sendo assim e porque quero, vou caminhar o caminho que muitos (mesmo negando-o) percorrem. Não me interessa ajuizar valores nem consciências mais cultas mas, isso sim, interessa-me o que quero neste momento…
… Continuar livre, sentir quem sou, porque sei exactamente o que sou.
Sinto-me bem pensando no meu novo caminho.
segunda-feira, 8 de novembro de 2004
A razão move, os meus novos passos…
A minha liberdade não depende de vontades de terceiros. Consegui a liberdade respeitando os outros.
É preciso ter em si mesmo suficiente confiança para não desanimar...
E desconfiança o suficiente para não fazer tolices.(Walter Waeny)
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(.. 8Nov'04)
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Nota: Quero deixar aqui o testemunho a alguém que, nada consigo se não tiver alguém disposto a dar-me a mão descomprometidamente e aceitar a “razão”. Os afectos são saudáveis e justificam a razão da mudança da atitude. Em consciência foi no dia certo no tempo errado. Mas em consciência, quero.
Escrevinhada por:
SepolOm
às
20:36
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