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sexta-feira, 26 de novembro de 2004

Para ti amiga Élia.

Excepcionalmente aqui neste lugar, responderei da melhor forma possível ao teu pedido pessoal de desculpas, que recebi no meu e-mail (podia ter sido assim desde o inicio), não evitando de deixar algumas notas sobre o mesmo, publicamente pela consideração que tenho com amigas que aqui partilham este espaço.
A tua mensagem foi lida publicamente, acho que tenho o mesmo direito e depois da última linha, morre este assunto.


Para ti Élia.

Uns sabem interpretar os sinais que em todos os momentos eles nos chegam. Outros, simplesmente, ou não os vêem como sinais ou os interpretam de forma diferente, talvez estes as expectativas sejam cheias de carência que os atraiçoam, pior é fazer parecer ser o que não é ou nunca foi.
Os primeiros conseguem coisas positivas em suas vidas. Os segundos... Bem, estes talvez sejam a maioria, quiçá, EU.

Continuo a encontrar razões de sobra para pensar que: A carência é inimiga do amor.

Foi-me proposto depois de alguns anos, um encontro. Não necessitei de pensar, nem tive qualquer hesitação de aceitar devido à pessoa.
No primeiro minuto, olhos nos olhos não hesitei de sentir um sentimento enorme de saudade, carinho e com certeza outros sentimentos foram reactivados.
A proposta era simples para este nobre encontro. Voltar-mos a olhar-nos e descobrir se sentíamos as coisas que outrora só EU sentia. Talvez também os teus sentimentos fossem redescobertos.
EU tinha prometido que, depois de me olhares de novo, MORRERIAS. Termo que empreguei contigo directamente, dizendo-te que irias apaixonar-te.

Se foi o que aconteceu, mais uma vez acertei.

A mim cabia-me um papel de rejeitado há mais de dois anos - LEVEI COM OS PÉS - e que segui em frente com dias difíceis, mas cada vez mais certos do que queria para a minha vida dali para a frente. Mais uma vez meu coração tropeçou pela milionésima vez.
EU sei, TU sabes o que se passou e porque o tempo nos fez seguir caminhos opostos. Só a nós nos diz respeito e mesmo não o fazendo publicamente sabes, que ainda hoje dificilmente o aceitaria, nunca fui nem sou assim. Lamento, mas sabes que não sou esse que alguém quer passar a ideia que sou.

A mim coube-me o papel de te mostrar que, não mudei e que sempre falei verdade. Não tínhamos rancores nem ódios. Somos civilizados e adultos. Queria voltar a ser teu amigo.

Encontramo-nos. Gostei. Gostamos. Passamos o tempo a relembrar os outros tempos. Roubamos beijos, roubamos abraços, roubamos carinho e saudades.
Foi bom para os dois. O tempo passou de fugida. O tempo não deu tempo de falarmos das mágoas (melhor assim). Não ouve tempo para sentir o que SENTI no outro tempo.

Dei a cara, dei os olhos, dei o meu tempo. Tudo com o coração aberto. Ganharia DE NOVO UMA AMIGA QUE ESTAVA PERDIDA NO TEMPO. Mostrei que era capaz de, caminhar de novo, um caminho que PODE ser comum.
Podíamos começar do início. Começar do início, é tudo de novo. Passamos uns momentos bons onde TU me fizeste esquecer outros tempos… logo, me perdi na retractação da verdade (melhor assim).
A verdade é que sou outro homem. Distante, magoado, receoso, indiferente, inseguro, mais e mais, tudo da pior espécie, melhor… um vulgaríssimo homem que sei que me vou tornando.
Em menos de 240 minutos todos eles bons, tentei mostrar-te que podia ter sido no outro tempo, mas também que todos nós um dia temos de parar e enfrentar o que queremos e dizer BASTA, seja ela qual for.

Ofereci-te o livro “11 Minutos” como já ofereci a muitas amigas. A questão é saber o porquê (mas não quero) de, umas interpretam de uma forma outras de forma desigual. Acho este livro, um bom livro para o “STOP” das pessoas, como achei que resolveu o meu “STOP”. Se gostas-te do livro MELHOR. Ainda bem. Fiz questão nisso. Só amigas que respeito e gosto, merecem essa prenda.


Antes do mais quero, aqui testemunhar que foi UMA MULHER QUE ME É MUITO QUERIDA, que me ofereceu este livro para o ler, sabendo ela que, eu sugava os livros de Paulo Coelho. EU, nem conhecia esse tipo de livro e desde essa leitura, recomendo a todos os amigos.


Finalizando, pois não vou pensar mais nos erros cometidos por mim. EU sei e TU sabes que o futuro está ali.

O que acontecer, acontecerá, se nada acontecer, também NUNCA aconteceu.

Continuarei a pensar em ti, continuarei a ser o que quiseres que EU seja. No tempo fui, no meio continuei a ser, e neste tempo sou um FIEL amigo de ti.
O tempo dirá e assim será.

As desculpas foram aceites. Não voltarei ao assunto.

Nota de Help há minha consciência: Continuo a não entender, porque não posso ficar um amigo, pelo facto de não sentir igual?


(.. 25Nov'04)