Psicologia dos "chateiros" ou "blogueiros".
Decidi criar um manual de bom comportamento para a caixinha dos comentários. A espécie comentadores de chats ou blogues é muito rica e diversificada do ponto de vista psicológico. Antes da publicação do guia propriamente dito, é importante entender primeiro o fenómeno e classificá-lo em várias raças (ou categorias, se preferirem uma versão politicamente correcta).
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Decidi criar um manual de bom comportamento para a caixinha dos comentários. A espécie comentadores de chats ou blogues é muito rica e diversificada do ponto de vista psicológico. Antes da publicação do guia propriamente dito, é importante entender primeiro o fenómeno e classificá-lo em várias raças (ou categorias, se preferirem uma versão politicamente correcta).
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Amigalhaços
Comportamento - Os amigalhaços são os leitores (?) que regressam todos os dias para saber novidades do autor, não sendo para tanto necessário ler o que a pobre alma escreve. O importante para esta espécie é vasculhar a vida pessoal do dito, saber o que comeu, com quem e a que horas, se arrumou as cuecas ou se as deixou espalhadas pelo quarto, se toma banho nu e, em caso afirmativo, se algum dia pensou em fotografar o acto (é claro que este tema, no feminino, dava um blogue interessante) e, neste processo, sugerir uma série de alarvidades, sempre com uns trejeitos internéticos à mistura - caso dos “LOL’s” e afins – com o fim último e exclusivo de meter conversa. Os amigalhaços não sentem amizade pelo autor, querem apenas sair de uma qualquer forma de solidão e por isso são chatos e desinteressantes. Os amigalhaços, espécie sem género, transformam as caixas de comentários em bares de solteiros (ou casados, mas isso é segredo). Os amigalhaços, no fundo, não gostam do autor, é-lhes indiferente, gostam é da companhia de outros solitários com os quais podem, um dia, vir a acasalar. Não há blogue sem amigalhaços, mas a Blogotinha é uma referência para os amigalhaços se reunirem – muito por culpa própria, by the way.
Habitat - Os amigalhaços tendem a habitar, parasitariamente, nos blogues com motivação voyeurista (do tipo “Meu Querido Diário”) e em blogues generalistas-balelistas (aqueles que vasculham a Internet para descobrir como se pode escrever o nosso nome com carapaças virtuais de tartarugas virgens da Malásia).
Extermínio – São seres extremamente sensíveis e débeis. Para os afastar, basta ignorá-los durante uma semana seguida. Não devolvam desejos de bom fim-de-semana e eles desaparecem, como que por milagre.
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Comportamento - Os amigalhaços são os leitores (?) que regressam todos os dias para saber novidades do autor, não sendo para tanto necessário ler o que a pobre alma escreve. O importante para esta espécie é vasculhar a vida pessoal do dito, saber o que comeu, com quem e a que horas, se arrumou as cuecas ou se as deixou espalhadas pelo quarto, se toma banho nu e, em caso afirmativo, se algum dia pensou em fotografar o acto (é claro que este tema, no feminino, dava um blogue interessante) e, neste processo, sugerir uma série de alarvidades, sempre com uns trejeitos internéticos à mistura - caso dos “LOL’s” e afins – com o fim último e exclusivo de meter conversa. Os amigalhaços não sentem amizade pelo autor, querem apenas sair de uma qualquer forma de solidão e por isso são chatos e desinteressantes. Os amigalhaços, espécie sem género, transformam as caixas de comentários em bares de solteiros (ou casados, mas isso é segredo). Os amigalhaços, no fundo, não gostam do autor, é-lhes indiferente, gostam é da companhia de outros solitários com os quais podem, um dia, vir a acasalar. Não há blogue sem amigalhaços, mas a Blogotinha é uma referência para os amigalhaços se reunirem – muito por culpa própria, by the way.
Habitat - Os amigalhaços tendem a habitar, parasitariamente, nos blogues com motivação voyeurista (do tipo “Meu Querido Diário”) e em blogues generalistas-balelistas (aqueles que vasculham a Internet para descobrir como se pode escrever o nosso nome com carapaças virtuais de tartarugas virgens da Malásia).
Extermínio – São seres extremamente sensíveis e débeis. Para os afastar, basta ignorá-los durante uma semana seguida. Não devolvam desejos de bom fim-de-semana e eles desaparecem, como que por milagre.
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Caga-Links
Comportamento – Os caga-links são, na sua maioria, inofensivos. Há três tipos de caga-links:- os que não lêem o artigo e deixam apenas o link;- os profissionais, que preparam um texto a enaltecer o blogue onde estão e que depois - não sem alguma modéstia, necessária nestes casos - deixam a cagadela sugerindo uma visita lá a casa;- os que aproveitam o artigo, fazem um comentário de conveniência e largam a bomba.Os dois primeiros tipos são uma praga mas não fazem mal a ninguém e têm por hábito fazer um ataque massivo, bombardeando o maior número possível de blogues durante um dia, desaparecendo de seguida das caixas de comentários durante um período longo, regressando passado esse tempo de acalmia. São como o Pé de Atleta: dão uma comichão súbita e chata, mas a maior parte do tempo estão latentes e nem se dá por eles. O terceiro tipo, aqueles que comentam por conveniência para borrarem o link, já são como o défice da balança comercial portuguesa: há tratamento mas não há cura. Um dos casos mais paradigmáticos de caga-link de terceiro nível, e o mais perigoso, é o gajo da Zona Franca. Deixa sempre um Abraço da Zona Franca com o link agregado, como se se tivesse borrado nas cuecas. O comportamento desta raça (ou categoria) é justificado pela fome de visitas, principal prato da dieta deste subgrupo.
Habitat – Os caga-links habitam os blogues mais frequentados, precisam de grandes aglomerados populacionais para que os seus ataques sejam efectivos. A escolha do local do bombardeamento é feita a partir dos vários rankings de blogues que por aí há. É na necessidade desta espécie em terem muitos cliques no contador de visitas lá de casa que podemos encontrar a justificação para o seu comportamento psicopata.
Extermínio – Não há. São uma praga imortal. É inútil lutar contra eles. Uma solução poderá ser apagar o comentário, tratando-o como spam.
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Comportamento – Os caga-links são, na sua maioria, inofensivos. Há três tipos de caga-links:- os que não lêem o artigo e deixam apenas o link;- os profissionais, que preparam um texto a enaltecer o blogue onde estão e que depois - não sem alguma modéstia, necessária nestes casos - deixam a cagadela sugerindo uma visita lá a casa;- os que aproveitam o artigo, fazem um comentário de conveniência e largam a bomba.Os dois primeiros tipos são uma praga mas não fazem mal a ninguém e têm por hábito fazer um ataque massivo, bombardeando o maior número possível de blogues durante um dia, desaparecendo de seguida das caixas de comentários durante um período longo, regressando passado esse tempo de acalmia. São como o Pé de Atleta: dão uma comichão súbita e chata, mas a maior parte do tempo estão latentes e nem se dá por eles. O terceiro tipo, aqueles que comentam por conveniência para borrarem o link, já são como o défice da balança comercial portuguesa: há tratamento mas não há cura. Um dos casos mais paradigmáticos de caga-link de terceiro nível, e o mais perigoso, é o gajo da Zona Franca. Deixa sempre um Abraço da Zona Franca com o link agregado, como se se tivesse borrado nas cuecas. O comportamento desta raça (ou categoria) é justificado pela fome de visitas, principal prato da dieta deste subgrupo.
Habitat – Os caga-links habitam os blogues mais frequentados, precisam de grandes aglomerados populacionais para que os seus ataques sejam efectivos. A escolha do local do bombardeamento é feita a partir dos vários rankings de blogues que por aí há. É na necessidade desta espécie em terem muitos cliques no contador de visitas lá de casa que podemos encontrar a justificação para o seu comportamento psicopata.
Extermínio – Não há. São uma praga imortal. É inútil lutar contra eles. Uma solução poderá ser apagar o comentário, tratando-o como spam.
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Provocadores
Comportamento – Os provocadores são formas de vida elementares - e a única célula que parecem ter habita zonas muito afastadas do cérebro. Os provocadores têm um intuito apenas: criar uma discussão com o autor, fazerem-se notar, destilar veneno. O típico comportamento de um provocador, quando consegue criar um certo mal-estar no autor, é dar pulinhos de contente atrás do seu monitor, como uma menina prestes a receber um autógrafo dos D’Zrt. Os provocadores são os visitantes mais assíduos do blogue que atacam, voltando ziliões de vezes ao dia para verem se há resposta.
Habitat – Os provocadores são uma espécie nómada, sem pouso fixo. Habitam todo o planeta, como as piores doenças. Os provocadores têm um problema de aceitação desenvolvido na infância por causa de alguma negligência materna e tendem a regressar aos locais onde lhes dão algum tipo de atenção.
Comportamento – Os provocadores são formas de vida elementares - e a única célula que parecem ter habita zonas muito afastadas do cérebro. Os provocadores têm um intuito apenas: criar uma discussão com o autor, fazerem-se notar, destilar veneno. O típico comportamento de um provocador, quando consegue criar um certo mal-estar no autor, é dar pulinhos de contente atrás do seu monitor, como uma menina prestes a receber um autógrafo dos D’Zrt. Os provocadores são os visitantes mais assíduos do blogue que atacam, voltando ziliões de vezes ao dia para verem se há resposta.
Habitat – Os provocadores são uma espécie nómada, sem pouso fixo. Habitam todo o planeta, como as piores doenças. Os provocadores têm um problema de aceitação desenvolvido na infância por causa de alguma negligência materna e tendem a regressar aos locais onde lhes dão algum tipo de atenção.
Extermínio – Ignorá-los. O desprezo causa-lhes morte cerebral e obriga-os a sair do computador e a relacionar-se com as pessoas de forma convencional.
(.. 10Jul'06)
(.. 10Jul'06)

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