Um perfume que sinto sublime, mas que nunca me perfumou.
Escrever amizades no tempo não é fácil. Perfumar num lugar qualquer e saber que sonhámos com quem um dia partilhou um momento nostálgico, quiçá, um momento bom, ainda é tarefa mais difícil.
Contarei a minha e a história dela, quando um dia me encontrou.
Vou chamá-la de: "Femme de Montblanc".
Escutai, sabeis que eu nunca me repito e nunca volto ao dia anterior.
As mulheres em geral, desfazem-me em pedaços, tal que hoje mais do que nunca, sei, sou um bom coleccionador de pés. Amo as mulheres! Amo tanto que até dói! Na verdade umas amo de gostar, outras, simplesmente, amo de amar.
Esta "minha" "Femme de Montblanc", perdi-me com ela, faz anos, muitos. Ela nunca se perdeu comigo. É uma miúda fantástica, persistente, gosta de me dar “baile”, como se eu fosse um homem velho, que já deixei de ser o outro homem, aquele que nunca gostei de ser. Ela sabe, eu continuo a ser aquele que ela tem exactamente medo de um simples olhar lá do lugar dela, Guarda.
"Femme de Montblanc", é amiga, e eu sou um homem de sorte de a ter encontrado no local que nos conhecemos. E que local (rs)..
Contarei a minha e a história dela, quando um dia me encontrou.
Vou chamá-la de: "Femme de Montblanc".
Escutai, sabeis que eu nunca me repito e nunca volto ao dia anterior.
As mulheres em geral, desfazem-me em pedaços, tal que hoje mais do que nunca, sei, sou um bom coleccionador de pés. Amo as mulheres! Amo tanto que até dói! Na verdade umas amo de gostar, outras, simplesmente, amo de amar.
Esta "minha" "Femme de Montblanc", perdi-me com ela, faz anos, muitos. Ela nunca se perdeu comigo. É uma miúda fantástica, persistente, gosta de me dar “baile”, como se eu fosse um homem velho, que já deixei de ser o outro homem, aquele que nunca gostei de ser. Ela sabe, eu continuo a ser aquele que ela tem exactamente medo de um simples olhar lá do lugar dela, Guarda.
"Femme de Montblanc", é amiga, e eu sou um homem de sorte de a ter encontrado no local que nos conhecemos. E que local (rs)..
Lembro-me, foi uma noite giríssima. Tinha ela vinte e quatro anos… Que saudoso tempo!... Perfume perfumado na noite que pensei que ia crescer outra vez mais. Tenho saudades deste tempo. Era outro. Sofria menos.
2 (06_12_09)
Gosto de me lembrar deste encontro que nunca prometeu nada, a não serem palavras, bons momentos e uns sorrisos confortáveis. Hoje, no tempo, revejo, esta amiga… Cat, e sorrio. Que coisa poderia eu mais fazer? Faz-me sentir um irmão mais velho, coisa rara. Eu tenho medo dela e sinto que ela tem medo de mim.
Os anos amordaçam-lhe o querer, a vontade, quiçá, os sonhos, não o que ela sonha - tem sonhos próprios, mas quisera eu um dia, que ela sonhasse também os meus sonhos junto dos sonhos dela. Rio-me, que outra coisa posso eu não fazer? Ela chama-me tantos nomes. E eu rio-me tanto com ela por ela me chamar aqueles nomes imensos.
É atrevida, chama-me “kota”! Gosto! Só ela me escreve esse nome porque tem medo de mim, e eu gosto. Acha que eu já perdi o equilíbrio, a força, a vontade, quero eu dizer - irra, pensa ela, perdi as vontades do sexo, as vontades de amar, como a vontade que ela acha que eu devia ter com a idade dela. Sorrio, um dia escrevi aqui para outra amiga que, a idade não existe em nós mas sim, na vontade que cada um de nós tem em dar. Oferecer ao outro o que amamos de querer de amor. E quando se ama, tudo acontece. De outro modo não sei pensar, não quero preconizar.
2 (06_12_09)
Gosto de me lembrar deste encontro que nunca prometeu nada, a não serem palavras, bons momentos e uns sorrisos confortáveis. Hoje, no tempo, revejo, esta amiga… Cat, e sorrio. Que coisa poderia eu mais fazer? Faz-me sentir um irmão mais velho, coisa rara. Eu tenho medo dela e sinto que ela tem medo de mim.
Os anos amordaçam-lhe o querer, a vontade, quiçá, os sonhos, não o que ela sonha - tem sonhos próprios, mas quisera eu um dia, que ela sonhasse também os meus sonhos junto dos sonhos dela. Rio-me, que outra coisa posso eu não fazer? Ela chama-me tantos nomes. E eu rio-me tanto com ela por ela me chamar aqueles nomes imensos.
É atrevida, chama-me “kota”! Gosto! Só ela me escreve esse nome porque tem medo de mim, e eu gosto. Acha que eu já perdi o equilíbrio, a força, a vontade, quero eu dizer - irra, pensa ela, perdi as vontades do sexo, as vontades de amar, como a vontade que ela acha que eu devia ter com a idade dela. Sorrio, um dia escrevi aqui para outra amiga que, a idade não existe em nós mas sim, na vontade que cada um de nós tem em dar. Oferecer ao outro o que amamos de querer de amor. E quando se ama, tudo acontece. De outro modo não sei pensar, não quero preconizar.
Sorrio, gosto de lhe sorrir. Gosto de sentir a miúda a olhar-me. Penso sempre na possibilidade do que elas pensam – já deu o que tinha a dar, escolhe outra, e sorrio.
De novo sorrio, lembrei-me, que sempre lhe disse nas nossas longas conversas de palavras - queria, quero, outros filhos, nascidos por mim, em mim e para mim, mesmo que uma mulher queira viver comigo, num lugar onde uma família pode continuar a viver e a amar. Tenho vontade de lhe dizer coisas, muitas coisas, não para a possuir, mas para que saiba – eu disse-lhe tantas vezes - um dia estarei no lugar que sonho – um rio fluindo. Na sua margem, quatro paredes. Entre as duas, as crianças brincam felizes com os mais animais, revoltando as verdes que plantámos não só para olharmos.
… voltarei. (tinta sem fim)
(.. 29Nov'06)
… voltarei. (tinta sem fim)
(.. 29Nov'06)

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