Se não formos capazes de falar com as gentes, sobretudo quando falamos delas, de nós, é porque não temos ideias muito claras. Sim, é claro. Sei. Também sei coisas mais claras. Às vezes consigo falar de amor. E muitas vezes falo, quando escrevo os sonhos. Sonhos antigos que amei. Os sonhos recentes. Os que amei. Também os sonhos que afundei num corpo coberto do meu suor. Quando me lambiam o suor. Suor feito de vai-e-vens. Outros mais suores de tanto amor. Uma gente que ama e é amada pela gente que ama, pode não ficar célebre, mas está sem dúvida, no paraíso que só o amor colhe os afortunados. Falar claro é também dizer que nunca vigio ninguém. Cá para eu é trabalho a mais. Acho mais rentável vigiar-me. Como sou. Como trato a gente a quem digo que amo. Sou assim. Sou meio cabeçudo. Muito cabeçudo também. Sou de todo um traste. Mas sei sê-lo. Sei parece-lo. Sei amar. Sei ser fiel. Não até ao limiar de um mês. Ainda acredito no amor para toda a vida. Agora cabeçudo de todo. Tolo, porque não? Por isso, quando olho e gosto muito, sei ser o que sempre fui. Fidelidade para toda a vida. Feliz a dois. Poucos o são. Não interessa. Cabeçudo, sou só eu. E parvo também. O que acabei de escrever é tudo o que tenho para escrevinhar sobre o assunto. (boas festas)
(.. 21Dez’07)
(.. 21Dez’07)

1 comentário:
Não posso comentar não é? Pena...
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